segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sobre a bagaça no Brasil e a ignorância geral

Preciso registrar alguma coisa sobre o que penso da atual situação governamental no Brasil. MINHA OPINIÃO, apenas! Então, se não concordar com ela, dependendo do jeito que quiser emitir a sua, dê meia volta e corra, porque não quero ler nada grosseiro. SOU DESSAS!! Na minha banca eu sou a dona.

Vamos lá: não gosto muito da Dilma. Não gosto dela, da pessoa dela... e não gosto do governo dela. Respeito a Dilma mulher e autoridade máxima do Brasil (queiram ou não, ela é...) e não suporto piadinhas sexistas sobre ela; sobre nenhuma mulher, na verdade. Não suporto, também, piadinhas ou colagens bizarras de fotos sobre Dilma exercendo a autoridade de Presidente; sobre nenhuma autoridade, na verdade.

No tempo do FHC e do Lula - dois ex-presidentes que gosto, admiro e que receberam meus votos - e até mesmo no tempo do Sarney ou Itamar - de quem não gosto - eu abominava receber e-mails com fotos montadas, bizarras e de mau gosto, sobre eles. Excluía tudo e anotava no meu caderninho de "tome cuidado com essa pessoa" o nome daquele que não sabia respeitá-los. Esse é o meu jeito de ser. É o jeito que eu acredito que um ser humano, que busca o melhor pra vida, deve se comportar diante de uma autoridade ou de uma mulher. Quer falar do governo? Bora falar, eu ajudo Mas falar de uma mulher autoridade apontando comportamentos atribuídos às mulheres (desculpe-me queridos, mas Dilma não assina nenhum documento oficial "com a vagina" - licença, Tati Quebra-Barraco - parem de ser babacas), zoar de uma autoridade de forma pejorativa ou, ainda, desejar o mal a uma autoridade, não admito e não gosto. Isso, em termos gerais. Se sujeito é bandidão comprovado ou safado comprovado, vamos conversar sobre ele. Sem contudo desejar morte ou doença. Não precisamos de tanto...

Mas voltando à Dilma. Por não gostar dela, não votei nela, de cara, nas últimas eleições. A exceção, foi no segundo turno das eleições passadas porque o Aécio, pra mim, tá fora de cogitação (isso é tema pra um post que não devo, por certo, fazer). 

Mas aí eu votei nela no 2º turno e, claro, como uma brasileira bastante errada por ser desligada da política, nem quis saber quem era o vice-presidente da chapa dela. Se tivesse atenta - ficarei de agora pra frente - não votaria. Não votaria também no Aécio. Branco ou nulo, seria meu voto. Mas já passou e não há o que fazer.

Voltando ao objeto do post, a minha opinião sobre o impeachment vai além da maioria da opinião dos revoltados, porque embasada no Direito, sacumé? Pra quem não sabe, sou formada em Direito. Conheço a Constituição Brasileira e amo!! Então, eu sei que a legislação prevê o impeachment. Lei mais velha que eu cinco anos, má tá valendo!!!

Acontece que vocês revoltadinhos tentaram ler a Lei? Não me refiro aos maliciosos que conhecem a lei 1.079/50 e meios de interpretá-la ao seu bel-prazer... como, também, conhecem formas de burlá-la por meio de outras leis. Voltando... tentaram ler? Claro que não, evidente que não!!! A preguiça de ler impera nosso povo. Infelizmente! É mais fácil pegar o gancho de revoltados e maliciosos e, por meio deles, "formar" uma opinião.

Então, pra mim, respaldada na legislação brasileira, a perda do cargo ocorre com base em crimes de responsabilidade. E, minha gentes, incompetência ainda não é tipificado no Código Penal como crime. Poderia, né? Mas não é, AINDA. Certo? Tão me acompanhando???

Mas não é, exatamente nisso que quero chegar quesse post hahaha. Eu disse lá no início que não fiquei atenta - fui super imbecil - em relação ao Temer. Mas gente... vocês que estão aí vibrando com o impeachment da Dilma pararam pra pensar no Temer e no Cunha? Eles irão pro lugar da Dilma, tão sabendo?? E aí?

Bom, vou chegar no ponto que quero com esse meu post testamento: tô anotando o nome de conhecidos no meu caderninho de "tô de olho em vocês" pra rir uma vida quando Temer e Cunha cagarem geral na cabeça de todos nós. Infelizmente, em meio ao choro - porque a coisa vai feder e muito - vou gargalhar ironicamente e ME SEGUREM pra eu não ir lá no sujeito e praguejar: E AÍ, FI... TÁ FELIZ CÁS MUDANÇA?

É isso!!!


sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Sê todo em cada coisa..."

Muito mais que entender o outro eu sempre quis e procurei me entender. Saber como se processam todos os meus sentimentos e minhas reações a provocações diversas; saber como e o que desencadeia em mim a ternura, o medo, a raiva, a angústia, a tristeza, a esperança. Das coisas boas eu aceito bem que tenham sido provocadas por algo externo; das ruins aceito menos. Aceito menos, mas atribuo mais. E acho um desaforo! Como fui permitir que alguém me fizesse tanta raiva? Como deixei que me magoassem? Como aceitei que me provocassem medo? Esses questionamentos se intensificam mais quando tenho a oportunidade de conversar com alguém que me motiva a pensar mais sobre mim e sobre o que me afeta. Conversa como a que tive ontem com um querido me faz ficar mais conhecedora de gentes: dos outros e, principalmente, de mim mesma; me faz prosseguir por horas e dias o diálogo iniciado desse encontro, só que agora somos só eu e eu. Mas prossigo bem... chegando a algumas conclusões boas. Outras nem tanto... mas vou indo, crescendo e querendo mais diálogos como os de ontem. Fico querendo mais diálogos sem pausas; dos que emendam um assunto no outro; dos que há discordância de ideias, mas não de intenção; dos que buscam o melhor de uma amizade e de cada um; dos que permitem o crescimento do outro e meu; dos que me esclarecem mais sobre mim mesma; dos que me faz ser parte daquele poema registrado em um cartão de há muitos e muitos anos e que nunca me sai da memória: "sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes*." Quero mais desses diálogos. Mereço. Merecemos. Cara, vê se não demora mais tantos anos, viu?  

*Fernando Pessoa, em Ricardo Reis

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E no balanço das ondas... oppss, do ano

Começando de trás pra frente eu digo: no final das contas 2015 foi bom pra mim!!!

Lendo e ouvindo um monte de gente falar mal de 2015, inclusive eu, porque sim, foi um ano complicado para o mundo todo. Ora, as ocorrências de Mariana, Paris e similares estão aí, ainda quentinhas, aos nossos olhos e lembranças. E não só. Quanta gente bacana perdemos? E aquele calor do cão em pleno inverno? E a inflação vindo a galope, atropelando tudo? E a doença geral dos que estão perto, fuçando no celular e conversando nas redes com os que estão longe, mas fazendo dos presentes, postes?

Não, eu não sou uma alienada. Mas ontem, conversando com Laurinha, sempre no papel de minha terapeuta eficiente, juntas concluímos: 2015 foi muito bom pra mim; "2015 foi muito bom pra você, Rosaninha", foi como ela disse. E foi mesmo.

Só quem viveu muito próximo de mim entenderá, realmente, o que digo. Há os que me perceberam mais magra - possivelmente mais saudável - em fotos e ao vivo, claro, mas só os mais próximos sabem que eu tava me arrastando no final de 2014 e início de 2015.

Quantas noites sem dormir? Inúmeras. Muitas seguidas umas das outras. Eu de zumbi, noutro dia e tentando trabalhar.  Em alguns dias eu não conseguia descer as escadas que dão da minha garagem para o portão, sem segurar uma sombrinha, um ombro ou uma vassoura (olhaaaaaaa a bruxa). Quantas vezes, joguei a chave do portão para o carteiro, os entregadores de quaisquer coisas, os clientes, amigos e parentes porque eu poderia cair, tinha medo, pois quase cai várias vezes. Quantas vezes quis deitar na rede, má como me levantar dela sem alguém para me segurar? E o dia que fui ao banco e quase desmaiei no meio daquele povo? E depois ao atravessar a Major Gote, maior vertigem da vida? Juro, pensei que não durava mais nem uns dois anos.

E ai do nada emagreci dez quilos... e essa história já contei por aqui: depressão, diabetes, infecções, pouca visão. Foi uma boxxta!!!

Mas medicada e muito bem assistida por minha doce amada Abadia; pelas minhas filhas maravilhosas; pelo filhote Rafa que, via whasapp, não me abandonou um único dia desse período ruim; pela Nelma, Leonardo e Lilinha (irmã e filhos dela) me carregando pros médicos da vida, em outras cidades; por outros familiares e amigos, cujos nomes não posso citar, porque certamente esquecerei algum, mas eles se reconhecerão; foi com a ajuda deles que me recuperei e fiz do 2015 um dos melhores anos de minha vida.

Foi como se eu remoçasse uns quinze anos, minhas gentes. Juro!!

Em relação à minha senzala, no período do ano em que consegui trabalhar, colhi alguns louros com textos que ajustei e que foram elogiados, publicados, aclamados por muita gente. E clientes gratos.

Então só tenho mesmo a agradecer esse ano estigmatizado pela maioria dos seres humanos. Um ano que tem no seu número o meu cinco do coração. Muito obrigada, 2015. Te amo.

Agora, para 2016 eu espero... (má isso é papo pra um post de amanhã... ou depois de amanhã...) 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Tá bão não!!!

Tanta coisa quis escrever nesse tempo ausente. Há tantos rascunhos esperando um sim... e não é a primeira vez que falo deles. Que seja a última. Bons de serem desprezados, já que não passados a limpo.

Da última vez que postei no Dona, pra hoje, virei sexagenária, minhas gentes. Idosa! Mereço respeito, portanto. 

Fisicamente não mudou muita coisa. Aliás, minto, tô bem melhor que tava no início dos meus cinquenta. Bem mais goxxxtosa, porque saudável. Emocionalmente falando sinto-me melhor também, pois  me amando mais e mais segura de que sou uma pessoa do bem, boa companhia, bem-humorada, divertida, humilde haha e boUUUa de serviço. Aliás, muito boUUUa de serviço. Só que né? Pra muitos sou cara. E é disso que eu quero falar.

Falar da minha senzala, dos que querem meu trabalho, mas não querem pagar o que estipulo. Dos que não entendem que vivo disso. Quero dizer das coisas que estão ainda emperradas e me irritando a cada dia mais, porque parece que ninguém entende: o valor da minha competência. 

Há quem questione o valor da minha senzala e isso me irrita num grau. Só que ao mesmo tempo há os que melhoram de vida, de vida financeira, a propósito, em decorrência dela. Muitos trabalhos que ajusto, resultam na conclusão de uma especialização, mestrado, doutorado. E isso dá retorno financeiro aos moços e moças que querem meus pitacos, meus ajustes. 

Eu sempre uso o termo ajustar trabalhos porque não me considero uma revisora. Revisora significa, pra mim, uma pessoa exímia em português. E eu não sou!! Tenho essa consciência. Mas sou estudiosa e sei pescar erros crassos num texto acadêmico. As palavras exímia e crassos foram utilizadas só pra provar procês que tenho um bom vocabulário, entenderam? hahahaha Não uso no blog porque não quero!!  Então, a minha senzala envolve revisão dos escritinhos, assim, do jeito que sei, formatação e, principalmente and lindamente, um olhar clínico pra ver se o texto acadêmico é, de fato, um texto científico. Se o texto atente à ciência, se tem método, objetivo, etc., etc... sabem do que falo? Essa é a minha excelência; é nesse aspecto que sou boUUUa, que faço a diferença. Sou bem mais que uma "ajustadeira de texto", sou, de fato, uma orientadora. E esse meu trabalho tem um valor que ó... não queiram saber. Ou queiram.

Depois que passei a encaminhar, ao possível cliente, o valor desse meu trabalho revestido num documento "métodos e valores de trabalhos", as coisas têm melhorado para mim, não vou negar, porque esse documento vira pente fino e elimino, de cara, quem não me dá valor e sabe que não dá. 

Tirei as quintas-feiras para estudar e melhorar, mais ainda, a qualidade da minha senzala.Tenho aqui, pertinho de mim, cinco novos livros esperando para serem destrinchados, mas pintou um desânimo grande nessas duas últimas semanas de merda: não obtive respostas para alguns orçamentos e para um dos que recebi retorno a resposta foi: "...achei muito caro, obrigadO". Cacete, sabe nem escrever obrigada, você é mulher e deveria escrever obrigada. Até isso eu ensino nos meus ajustes, minhas gentes. Eu corrijo e explico TUDO. E me pergunto: que preço dariam para o meu trabalho se fossem, esses clientes a valorá-los? Pagariam quanto por página ajustada? Centavos? À merda!!!

Atualmente estou num trabalho grande, árduo, que vai me tomar ainda um bom pedaço de dezembro; tenho dois agendados para fevereiro. Em janeiro quero férias. Vou tirar. Devo fazer uma cirurgia, inclusive, que não me permitirá trabalhar por uns dias. aí aproveito e fico janeiro à toa.

E quem sabe nessas férias pinta uma ideia para outro tipo de trabalho? Se bem que... na verdade, quero e preciso mesmo é ganhar minhas ações que estão na justiçazzzzz ou me aposentar, má fui agendar no INSS e só vou ser atendidazzzzz

Enquanto isso, finalizo 2015 aturando gente vomitando coisas no que tenho de melhor a oferecer como profissional: minha senzala maravilhosa. Gente vomitando que ela é cara. É? Faça você mesma sua besta!  Implorando um "faz mais barato". FAÇO NÃO, cacete, FAÇO NÃO!!! Insinuando favorzinho do tipo "dá só uma lidinha, Rosana." DOU NÃO, tormento, DOU NÃO!!!
Tá bão não!!! Má ainda bem que a Banca é minha!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

De volta pro meu aconchego

Não sei bem quando nos perdemos nem quando exatamente voltamos a nos amar. Sei que nunca mais quero ficar sem sua maravilhosa companhia. Não sabia o tamanho da saudade, hoje sei e nooossaaaa... não me separo mais. 
Tão prazeroso tomar chá, café ou cerveja na melhor das companhias. Falar e ouvir, ouvir e falar e fazer mil análises e querer outras companhias conosco. Porque quem ama gosta de gentes. Quem ama ama ficar a sós, mas ama os outros. Amamos!  
Ouvir nossas músicas e conhecer outras tantas. Dançar. Assistir séries e filmes. Rir, rir muito. E ler de novo daquele jeito que líamos antes. Ler muito. Estudar. Reaprender. Sentir sede do saber. E matar a sede. Dançar mais um pouco. Dormir ouvindo música. Tomar banho ouvindo música. Fazer as refeições ouvindo música. Prestar atenção nas letras das canções e fazer planos para matar cada um daqueles compositores, porque "né possível como uma pessoa escreve algo nesse nível?", a gente questiona. Música. Música de novo. E sempre. Deixar espaço para outro. E o outro. E para cada um deles, outra canção. E se não der certo de novo, e de novo, ficamos aqui, num grude só. E de bem. E ouvindo música.
É não sei mesmo quando te perdi, parece que antes da reforma ortográfica, antes de serem obrigadas a ficar juntas e sem aquele tracinho com espaço para o mal. Agora que te recuperei, largo não. Te quero sempre por perto. Com ou sem o outro. Por que em não tendo o outro por perto, nos bastamos. Te amo, minha autoestima!! 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sina

Não sei quando Djavan* compôs Sina; sei que foi numa época em que ainda vivia o grande amor de minha vida. 
Como se não bastasse usar "quiçá", na letra da canção, Djavan inventa de caetanear meu cantor preferido. Tudo me levando a acreditar, por mais essa razão, que Sina é minha canção de amor. 
Engraçado, Sina não é a canção que mais amo na vida. Antes dela, há várias mais lindas, amadas e comoventes, pra mim, como: "Amor de Índio", "Chão de Giz", "É Necessário". Beijos, queridos Beto Guedes, Zé Ramalho e Almir Sater!  
Estranho que, do meu cantor preferido, não há nenhuma canção entre as cinco que amo mais. Mas há quase novecentas entre as mil preferidas, viu Caetano? Opps, tô mentindo. Mentindo por amor!!
Mas não é disso que quero falar... 
Quero falar de Sina e de como, de tempos em tempos, como por agora, essa canção volta ao meu coração, lembranças e sensações pra que eu não esqueça um amor que vivi. 
E apesar de "tocarei seu nome pra poder falar de amor" - sim, cito o nome - não é o nome nem o homem que amei, que ainda amo. 
Amo e amarei esse amor que vivi; pra sempre. 
Tipo sina, sabe?? Só que feliz!!!


*E Djavan, filho da mãe, compôs Oceano, uma canção (isso é tema pr'outro post) que me faz recordar outro amor - dos mais belos, também - que vivi. Num fode comigo, Djavan!! Nem te amo mais do que amo Caetano ou Almir...  vá...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Brasilia linda, porém com alguns taxistas escrotos

Brasília não é só a cidade do céu mais lindíssimo do mundo; a cidade dos homens, como costumo falar; dos políticos safados; das gentes que trabalham muito e correm mais ainda; dos motoristas que param para pedestres passarem. Brasília é capital do táxi e seus taxistas. E esses taxistas... pensei conhecer bem: sempre solícitos, discretos, amigáveis, sem preconceitos. Até que me aparecem dois atípicos, mas tão atípicos que me deixaram paralisada sem que eu conseguisse argumentar, xingar, brigar. Não só a mim. Marina até falou alguma coisa, mas não como sempre fala; com veemência.

Vamos aos fatos. O primeiro deles, o de domingo à noite, sem mais nem menos começou: tão vendo esse lugar aqui? só dá viado (sic); esse grupinho aqui, aquele ali, só tem viado e eles vão se reunindo, sobem todos para a quadra... (esqueci o nome) e vão fazer programa. Esse mundo tá acabado, no meu tempo não tinha essa viadagem toda, sei que não tenho nada com isso, mas não entendo E a gente é obrigado a ver por aqui viado e sapatão. 

Marina balbuciou algo como "a vida é deles, se eles são felizes, ninguém tem nada com isso", frase que foi atropelada pelas frases odiosas dele. Eu rascunhei um "os de sua época estavam infelizes no armário", mas ele, também, não me ouviu. E, graças a Deus, chegamos ao nosso destino, descemos do táxi, olhando uma para a cara da outra meio que dizendo hãnn??? Claro que o nosso espanto rendeu uma conversa longa... 

O segundo taxista, de segunda-feira, foi o que me levou para a rodoviária. A grosseria dele começou quando nos localizou na rampa do prédio de Marina. Ao nos identificar, seguiu em frente sem se oferecer para carregar absolutamente nada; saiu pisando firme, machão, meio que dono do mundo. Ao sair do estacionamento onde estava, e depois de saber nosso destino, ele falou que aquela era uma corrida que não costumava fazer. Sugeriu, então, que Marina indicasse o caminho. No que ela se prontificou, claro. 

Poderia ficar por aí, né? Mas não! O educadinho, com toda 'sabedoria', disse que tinha costume de fazer corrida para a Rodoviária só do Lago Sul nos finais de semana. O Lago Sul é conhecido por habitantes mais ricos; adendo importante, juro. E o merdinha teve a bondade de acrescentar (sic sic sic sem fim, para a frase dele): "nos final de semana eu pego as empregada doméstica e levo na rodoviária porque elas tem costume de viajá de ônibus pras cidade delas, onde mora os pais, as famia" 

Corta pra mim!!

Olho para Marina, ela olha para mim e juro, balbuciamos: hãn???? E com esse motorista não conseguimos criar nenhuma frase resposta.

E eu voltei de Brasília muito indignada com esse lado da cidade linda que eu não conhecia. Fiquei extremamente indignada com esses dois motoristas e com minha inércia verborrágica. 

Só uma palavra feia como essa verborrágica para ilustrar a feiura que foi conhecer Brasília de seus taxistas preconceituosos e visitantes sem reação diante de tamanho absurdo.

Voltei cho-ca-da, apesar do céu mais lindo do mundo!! 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Porque não tenho falado de senzala...

Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.

Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.

Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.

Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!

Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!! 

Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi. 

Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).

E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.

Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).

E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.

Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.

Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os olhos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo... 

Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.

1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc, é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!! 
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo  trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!

Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida. 
É isso!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dos babacas subjugadores

Muito do que observo no outro não ocorre apenas por curiosidade. Levo bem mais em conta o que quero ou não quero fazer igual. O que quero ou não quero ensinar às minhas filhas. Sim, mesmo elas crescidas, sinto como dever principal o ensinar, ensinar e ensinar...

Nessas minhas observações percebo que pessoas - antes frágeis emocionalmente, financeiramente, afetivamente - quando se sentem mais fortes, subjugam os demais; inclusive a quem pediu colo quando fragilizadas. 

Quando essas atitudes batem na minha cara, muito mais que decepcionada eu me questiono: faço isso também? Porque se faço, não aprovo. Não gosto de me saber com esse mesmo comportamento egoísta. Acho feio. Menor.  

É claro que quando algo desse nível acontece diretamente comigo, a chateação é maior e fico - nessa ordem -: magoada, puta da vida, foda-se!! A fase mais intensa é a puta da vida, e a mais duradoura e muitas vezes para sempre, é o foda-se. Na fase puta da vida quero distância, preciso de um tempo longe; na fase foda-se, até convivo, mas sem entrega. 

Eu tenho uma amiga muito querida, de quem morro de saudade, que um dia me disse que essa história do mais forte subjugar o mais fraco desencadeia as guerras no mundo e os conflitos entre as pessoas. E ela ensinou a seus filhos a nunca se comportarem dessa forma. Jôzinha, te amo!!! Venha logo me ver, tô carente... (chantagem, claro).

Percebo, nessas minhas observações, que de igual para igual o outro nem sempre tem peito para peitar atitudes, indiferenças, pouco caso, maldades. 

Há muitos anos, quando trabalhava no Banco eu pagava às minhas ajudantes: empregada, passadeira e lavadeira - sim, contava com todas elas - o 13º e as férias. Elas, todas elas, ficavam de boca aberta sem entender o porquê disso. Sem entender porque mereciam esse pagamento. Para mim essa questão era como a tabuada de dois: simples. Eu recebia esses benefícios, por que não pagar? Àquela época eu assinava apenas a carteira das *empregadas; passadeiras e lavadeiras eram diaristas; mas pagava a todas, sem distinção. E nunca entendi quem não fazia de forma parecida. Sempre senti nesse não fazer, como eu fazia, uma forma de subjugação.

Eu dou muito graças a Deus de ter tido esse tipo de comportamento quando podia financeiramente. Quando eu era, se é que me entendem, mais forte. Tanto que todas elas gostam de mim até hoje. Vide a tão famosa Abadia que começou, há cerca de 23 anos, lavando roupas e hoje vem uma vez por semana cuidar de mim e da casa. Por ser como fui, hoje ela é minha comadre e minha amiga. Eu fui beneficiada por um comportamento que considero o ideal. E se eu tivesse sido babaca?? Subjugadora? Poderia contar com ela em tempos tão difíceis? Evidentemente que não. 

Entretanto... o "subjugar o outro" que mais me incomoda não é o financeiro; é o emocional, o afetivo. No fundo, bem no fundo tenho pena dessas pessoas e creio que elas são bem menores do que se consideram. Eu não quero ser como elas são. Por isso me observo e me policio. Erro, às vezes, claro, mas não deliberadamente. 

Ontem presenciei uma 'malhação' deliberada para com o mais fraco, motivo desse meu post, da minha análise e do meu pedido a Deus: nunca me deixe agir assim, nem minhas filhas.  
É isso...



*Houve um tempo em que assinar carteira não era o normal. Até que um dia decidi: se não aceitar que eu assine, não quero. Estranho, né? Mas isso é assunto para outro post.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

E 2015 tá uma delícia, o ano do bem em em

Eu me recuso a aceitar 2015 ruim. Quero nem saber o que tá acontecendo desde o início dele, 2015 vai ser um ano bom para mim. Em todos os sentidos.

E foi por isso que criei os mantras: "2015 tá uma delícia, meu Deus", "2015 é do bem", "que ano maravilhoso esse 2015", "2015 será o meu melhor ano".

Repito os mantras como quem evoca o sagrado, o feliz, o sucesso e o bem-estar. Aliás, essas são funções dos mantras, daqueles que vão além do hummmmmm.

E mesmo após uma noite não dormida; câimbras por músculos que jamais sonhei ter e que resultaram em pernas com dores e um andar de quem tem 95, em vez de 59; uma tosse do cão; uma tal labirintite que resolveu me visitar e se alojou desde sábado na minha cabeça; prossigo no meu projeto quase férias com os mantras ecoando por toda casa: 2015 tá uma delícia meu Deus, que ano do bem em em em...