sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Tá bão não!!!

Tanta coisa quis escrever nesse tempo ausente. Há tantos rascunhos esperando um sim... e não é a primeira vez que falo deles. Que seja a última. Bons de serem desprezados, já que não passados a limpo.

Da última vez que postei no Dona, pra hoje, virei sexagenária, minhas gentes. Idosa! Mereço respeito, portanto. 

Fisicamente não mudou muita coisa. Aliás, minto, tô bem melhor que tava no início dos meus cinquenta. Bem mais goxxxtosa, porque saudável. Emocionalmente falando sinto-me melhor também, pois  me amando mais e mais segura de que sou uma pessoa do bem, boa companhia, bem-humorada, divertida, humilde haha e boUUUa de serviço. Aliás, muito boUUUa de serviço. Só que né? Pra muitos sou cara. E é disso que eu quero falar.

Falar da minha senzala, dos que querem meu trabalho, mas não querem pagar o que estipulo. Dos que não entendem que vivo disso. Quero dizer das coisas que estão ainda emperradas e me irritando a cada dia mais, porque parece que ninguém entende: o valor da minha competência. 

Há quem questione o valor da minha senzala e isso me irrita num grau. Só que ao mesmo tempo há os que melhoram de vida, de vida financeira, a propósito, em decorrência dela. Muitos trabalhos que ajusto, resultam na conclusão de uma especialização, mestrado, doutorado. E isso dá retorno financeiro aos moços e moças que querem meus pitacos, meus ajustes. 

Eu sempre uso o termo ajustar trabalhos porque não me considero uma revisora. Revisora significa, pra mim, uma pessoa exímia em português. E eu não sou!! Tenho essa consciência. Mas sou estudiosa e sei pescar erros crassos num texto acadêmico. As palavras exímia e crassos foram utilizadas só pra provar procês que tenho um bom vocabulário, entenderam? hahahaha Não uso no blog porque não quero!!  Então, a minha senzala envolve revisão dos escritinhos, assim, do jeito que sei, formatação e, principalmente and lindamente, um olhar clínico pra ver se o texto acadêmico é, de fato, um texto científico. Se o texto atente à ciência, se tem método, objetivo, etc., etc... sabem do que falo? Essa é a minha excelência; é nesse aspecto que sou boUUUa, que faço a diferença. Sou bem mais que uma "ajustadeira de texto", sou, de fato, uma orientadora. E esse meu trabalho tem um valor que ó... não queiram saber. Ou queiram.

Depois que passei a encaminhar, ao possível cliente, o valor desse meu trabalho revestido num documento "métodos e valores de trabalhos", as coisas têm melhorado para mim, não vou negar, porque esse documento vira pente fino e elimino, de cara, quem não me dá valor e sabe que não dá. 

Tirei as quintas-feiras para estudar e melhorar, mais ainda, a qualidade da minha senzala.Tenho aqui, pertinho de mim, cinco novos livros esperando para serem destrinchados, mas pintou um desânimo grande nessas duas últimas semanas de merda: não obtive respostas para alguns orçamentos e para um dos que recebi retorno a resposta foi: "...achei muito caro, obrigadO". Cacete, sabe nem escrever obrigada, você é mulher e deveria escrever obrigada. Até isso eu ensino nos meus ajustes, minhas gentes. Eu corrijo e explico TUDO. E me pergunto: que preço dariam para o meu trabalho se fossem, esses clientes a valorá-los? Pagariam quanto por página ajustada? Centavos? À merda!!!

Atualmente estou num trabalho grande, árduo, que vai me tomar ainda um bom pedaço de dezembro; tenho dois agendados para fevereiro. Em janeiro quero férias. Vou tirar. Devo fazer uma cirurgia, inclusive, que não me permitirá trabalhar por uns dias. aí aproveito e fico janeiro à toa.

E quem sabe nessas férias pinta uma ideia para outro tipo de trabalho? Se bem que... na verdade, quero e preciso mesmo é ganhar minhas ações que estão na justiçazzzzz ou me aposentar, má fui agendar no INSS e só vou ser atendidazzzzz

Enquanto isso, finalizo 2015 aturando gente vomitando coisas no que tenho de melhor a oferecer como profissional: minha senzala maravilhosa. Gente vomitando que ela é cara. É? Faça você mesma sua besta!  Implorando um "faz mais barato". FAÇO NÃO, cacete, FAÇO NÃO!!! Insinuando favorzinho do tipo "dá só uma lidinha, Rosana." DOU NÃO, tormento, DOU NÃO!!!
Tá bão não!!! Má ainda bem que a Banca é minha!!

Um comentário:

Helô disse...

É isso mesmo. Você sabe o valor de seu trabalho, e sei o quanto você é dedicada e responsável e BoUUUa. Profissional de primeira.