terça-feira, 16 de junho de 2015

Brasilia linda, porém com alguns taxistas escrotos

Brasília não é só a cidade do céu mais lindíssimo do mundo; a cidade dos homens, como costumo falar; dos políticos safados; das gentes que trabalham muito e correm mais ainda; dos motoristas que param para pedestres passarem. Brasília é capital do táxi e seus taxistas. E esses taxistas... pensei conhecer bem: sempre solícitos, discretos, amigáveis, sem preconceitos. Até que me aparecem dois atípicos, mas tão atípicos que me deixaram paralisada sem que eu conseguisse argumentar, xingar, brigar. Não só a mim. Marina até falou alguma coisa, mas não como sempre fala; com veemência.

Vamos aos fatos. O primeiro deles, o de domingo à noite, sem mais nem menos começou: tão vendo esse lugar aqui? só dá viado (sic); esse grupinho aqui, aquele ali, só tem viado e eles vão se reunindo, sobem todos para a quadra... (esqueci o nome) e vão fazer programa. Esse mundo tá acabado, no meu tempo não tinha essa viadagem toda, sei que não tenho nada com isso, mas não entendo E a gente é obrigado a ver por aqui viado e sapatão. 

Marina balbuciou algo como "a vida é deles, se eles são felizes, ninguém tem nada com isso", frase que foi atropelada pelas frases odiosas dele. Eu rascunhei um "os de sua época estavam infelizes no armário", mas ele, também, não me ouviu. E, graças a Deus, chegamos ao nosso destino, descemos do táxi, olhando uma para a cara da outra meio que dizendo hãnn??? Claro que o nosso espanto rendeu uma conversa longa... 

O segundo taxista, de segunda-feira, foi o que me levou para a rodoviária. A grosseria dele começou quando nos localizou na rampa do prédio de Marina. Ao nos identificar, seguiu em frente sem se oferecer para carregar absolutamente nada; saiu pisando firme, machão, meio que dono do mundo. Ao sair do estacionamento onde estava, e depois de saber nosso destino, ele falou que aquela era uma corrida que não costumava fazer. Sugeriu, então, que Marina indicasse o caminho. No que ela se prontificou, claro. 

Poderia ficar por aí, né? Mas não! O educadinho, com toda 'sabedoria', disse que tinha costume de fazer corrida para a Rodoviária só do Lago Sul nos finais de semana. O Lago Sul é conhecido por habitantes mais ricos; adendo importante, juro. E o merdinha teve a bondade de acrescentar (sic sic sic sem fim, para a frase dele): "nos final de semana eu pego as empregada doméstica e levo na rodoviária porque elas tem costume de viajá de ônibus pras cidade delas, onde mora os pais, as famia" 

Corta pra mim!!

Olho para Marina, ela olha para mim e juro, balbuciamos: hãn???? E com esse motorista não conseguimos criar nenhuma frase resposta.

E eu voltei de Brasília muito indignada com esse lado da cidade linda que eu não conhecia. Fiquei extremamente indignada com esses dois motoristas e com minha inércia verborrágica. 

Só uma palavra feia como essa verborrágica para ilustrar a feiura que foi conhecer Brasília de seus taxistas preconceituosos e visitantes sem reação diante de tamanho absurdo.

Voltei cho-ca-da, apesar do céu mais lindo do mundo!! 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que não tenho falado de senzala...

Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.

Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.

Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.

Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!

Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!! 

Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi. 

Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).

E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.

Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).

E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.

Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.

Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os óculos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo... 

Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.

1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc., é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!! 
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo  trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!

Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida. 
É isso!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dos babacas subjugadores

Muito do que observo no outro não ocorre apenas por curiosidade. Levo bem mais em conta o que quero ou não quero fazer igual. O que quero ou não quero ensinar às minhas filhas. Sim, mesmo elas crescidas, sinto como dever principal o ensinar, ensinar e ensinar...

Nessas minhas observações percebo que pessoas - antes frágeis emocionalmente, financeiramente, afetivamente - quando se sentem mais fortes, subjugam os demais; inclusive a quem pediu colo quando fragilizadas. 

Quando essas atitudes batem na minha cara, muito mais que decepcionada eu me questiono: faço isso também? Porque se faço, não aprovo. Não gosto de me saber com esse mesmo comportamento egoísta. Acho feio. Menor.  

É claro que quando algo desse nível acontece diretamente comigo, a chateação é maior e fico - nessa ordem -: magoada, puta da vida, foda-se!! A fase mais intensa é a puta da vida, e a mais duradoura e muitas vezes para sempre, é o foda-se. Na fase puta da vida quero distância, preciso de um tempo longe; na fase foda-se, até convivo, mas sem entrega. 

Eu tenho uma amiga muito querida, de quem morro de saudade, que um dia me disse que essa história do mais forte subjugar o mais fraco desencadeia as guerras no mundo e os conflitos entre as pessoas. E ela ensinou a seus filhos a nunca se comportarem dessa forma. Jôzinha, te amo!!! Venha logo me ver, tô carente... (chantagem, claro).

Percebo, nessas minhas observações, que de igual para igual o outro nem sempre tem peito para peitar atitudes, indiferenças, pouco caso, maldades. 

Há muitos anos, quando trabalhava no Banco eu pagava às minhas ajudantes: empregada, passadeira e lavadeira - sim, contava com todas elas - o 13º e as férias. Elas, todas elas, ficavam de boca aberta sem entender o porquê disso. Sem entender por que mereciam esse pagamento. Para mim essa questão era como a tabuada de dois: simples. Eu recebia esses benefícios, por que não pagar? Àquela época eu assinava apenas a carteira das *empregadas; passadeiras e lavadeiras eram diaristas; mas pagava a todas, sem distinção. E nunca entendi quem não fazia de forma parecida. Sempre senti nesse não fazer, como eu fazia, uma forma de subjugação.

Eu dou muito graças a Deus de ter tido esse tipo de comportamento quando podia financeiramente. Quando eu era, se é que me entendem, mais forte. Tanto que todas elas gostam de mim até hoje. Vide a tão famosa Abadia que começou, há cerca de 23 anos, lavando roupas e hoje vem uma vez por semana cuidar de mim e da casa. Por ser como fui, hoje ela é minha comadre e minha amiga. Eu fui beneficiada por um comportamento que considero o ideal. E se eu tivesse sido babaca?? Subjugadora? Poderia contar com ela em tempos tão difíceis? Evidentemente que não. 

Entretanto... o "subjugar o outro" que mais me incomoda não é o financeiro; é o emocional, o afetivo. No fundo, bem no fundo tenho pena dessas pessoas e creio que elas são bem menores do que se consideram. Eu não quero ser como elas são. Por isso me observo e me policio. Erro, às vezes, claro, mas não deliberadamente. 

Ontem presenciei uma 'malhação' deliberada para com o mais fraco, motivo desse meu post, da minha análise e do meu pedido a Deus: nunca me deixe agir assim, nem minhas filhas.  
É isso...



*Houve um tempo em que assinar carteira não era o normal. Até que um dia decidi: se não aceitar que eu assine, não quero. Estranho, né? Mas isso é assunto para outro post.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

E 2015 tá uma delícia, o ano do bem em em

Eu me recuso a aceitar 2015 ruim. Quero nem saber o que tá acontecendo desde o início dele, 2015 vai ser um ano bom para mim. Em todos os sentidos.

E foi por isso que criei os mantras: "2015 tá uma delícia, meu Deus", "2015 é do bem", "que ano maravilhoso esse 2015", "2015 será o meu melhor ano".

Repito os mantras como quem evoca o sagrado, o feliz, o sucesso e o bem-estar. Aliás, essas são funções dos mantras, daqueles que vão além do hummmmmm.

E mesmo após uma noite não dormida; câimbras por músculos que jamais sonhei ter e que resultaram em pernas com dores e um andar de quem tem 95, em vez de 59; uma tosse do cão; uma tal labirintite que resolveu me visitar e se alojou desde sábado na minha cabeça; prossigo no meu projeto quase férias com os mantras ecoando por toda casa: 2015 tá uma delícia meu Deus, que ano do bem em em em...

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sobre ser mãe

Não sei as outras mães, mas sempre quando converso com minhas filhas sobre a vida, as pessoas, os relacionamentos, tento passar para elas a minha experiência do que não é bom para ninguém. 

As duas, como não poderia deixar de ser, são tão diferentes como são diferentes as reações que têm com o que falo e "ensino". Uma delas rejeita quase tudo, de antemão. Só depois de algum tempo vem me dizer: "você estava certa, Rosaninha", ou me mostra outro jeito de lidar. É como se ela demorasse um tempo infinitamente maior para processar qualquer "conselho". Meio: "ah, eu sou adulta e sei de mim."

A outra escuta mais atenta e assimila mais livremente a concordância ou não concordância com meu jeito de pensar ou aconselhar. E diz sobre o que pensa do assunto.

A primeira alimenta minha vontade eterna de estar por perto, acolher, ensinar, bater o pé, falar mais firme, demonstrar que por aquele caminho não vai dar certo, torcer muito para que eu esteja errada quando não acata minhas sugestões, conselhos. 

A segunda alimenta meu equilíbrio, minha atenção, minha vontade de não ser tanto como eu sou e ter mais dela em mim. A segunda me pede mais conselhos, o que não quer dizer que siga um ou todos. Mas sempre pede. A segunda alimenta meu lado "mãe sabe mais que filha", mesmo não sabendo. 

Apesar de tão diferentes, conversar com as duas é muito enriquecedor, sobretudo, quando ouço delas que eu estava certa em alguma coisa. Duvido se pais e mães não desejam ouvir isso de seus filhos. Eu assumo.

As duas apontam pouquíssimas falhas na educação e conselhos que dou a elas, mas sei: porque são generosas. Não importa que eu ouça no mesmo dia do conselho dado ou um ano depois: Rosaninha, você estava certa e te agradeço; quando ouço e sei disso, é quando sei, também, que valeu a pena lutar por elas e continuar lutando, valeu a pena demonstrar a elas o que, para mim, é correto, ético e leal em relação às pessoas e coisas. 

Consegui contribuir para que as minhas meninas fossem gratas e generosas com quem merece gratidão e generosidade. Que fossem corretas. Que não esquecessem o passado e quem foi leal com elas. Que sempre se colocassem no lugar dos outros. Sempre.

Hoje eu as vejo tão adultas e tão gente do bem que concluo: fiz um bom trabalho. Deu certo. 

Mas é quando ouço: "mãe, você não pode fazer isso"; "Rosaninha, tá tudo errado, não é assim que você deve pensar de fulano"; "Rosaninha, você é muito ridícula"; que tenho certeza que elas sabem, também, que deu certo. Deu certo elas serem minhas filhas. E nós três gostamos disso.     

sábado, 3 de janeiro de 2015

Palavras, quaisquer palavras

Comecei a ler o livro de Fernanda Torres, o "Sete Anos" e no início me deparei com a expressão  "quaisquer outras vontades". Pensei: quaisquer é uma das palavras mais bonitas de ouvir, falar, ler e escrever. Daquelas palavras chiques e fáceis. Porque tem o chique difícil que não gosto muito... Quaisquer dá uma importância tão grande a uma frase que se não estivesse ali, seria uma frasezinha qualquer. Porém, quando usada, é quaisquer que dá o tom, comanda a frase, o texto, o autor e o leitor. 

Em contrapartida tem umas palavras que são feias dum tanto, como: também, mesmo, multidão, discussão, relação.

De vontades, que Fernanda usou no mesmo fragmento, gosto bastante, como gosto de contínua, abstração e fascínio.  

Já é palavra feia, assim, como assim, isso e ademais. Aliás - que adoro - odeio ademais. A impressão que tenho é que o falante ou escrevente de ademais é um velho sisudo de toga preta, martelo numa mão, bíblia na outra e a cabeça cheia de pensamentos maus. Ademais é uma palavra que não harmoniza, que é usada para impor respeito com quem não deveríamos ter, é o que me parece.  

A turma do direito gosta de ademais e a usa demasiadamente. Quando posso interferir nos textos com que trabalho, tiro todas; quando não posso com o texto, acrescento uns ademais, só pra fazer de conta que a frase ficou mais bonita, pelo menos para eles, os do direito. Há quem goste do que é feio, para mim.  

Sei lá o porquê desse post de hoje, sei que senti vontade de falar de quaisquer... de qualquer coisa, na verdade.  

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

De senzala e férias

Programei minhas férias pós 2014 mais de uma vez. Nem me recordo das primeiras datas que estipulei para início e fim delas. A intenção, desde sempre, era um mês inteirinho à toa, porque mereço. O mês de janeiro, de preferência. Mas em função de dois clientes queridos, que precisam de últimos ajustes nos trabalhos que acompanhei desde o início, vou usar uns quatro dias, no máximo cinco, para atendê-los. Afora isso não abrirei mão de meus dias de folga e quero ajuda dos universitários para cumprir esse meu primeiro projeto de 2015.

Muita gente sabe que em 2014 amarguei vários dias sem trabalhar, mas foram tão, tão cansativos que se pudesse escolher, eu trabalharia dobrado. Dias sem senzala e sem vida, na verdade. Quero muito encerrar esse assunto, vamos ver; mas enquanto ele estiver entalado na goela vou falar e falar dele porque posso: sou dona dessa banca. Quem sabe exorcizo o bichim???

Por conta desses dias tão estressantes é que me propus a trinta dias de folga para o início de 2015. Que sejam dias fragmentados, não importa, mas quero eles todinhos para mim. A vontade de voltar à senzala com força renovada e dar pulinhos de alegria ao fechar um trabalho bem feito é tanta, mas tanta, que até me vejo voltando a ser aquela Rosaninha feliz e realizada com senzala concluída

E sobre os clientes quero mesmo eliminar os que não me dão valor e os esquecidos. Juro, não consigo entender gente que esquece de pagar contas. E não consigo entender, também, gente que diz: "é facinho, rapidinho você faz." Nada me fará entendê-los. Não existe trabalho fácil. Não existe isso de esquecer de pagar. Essas duas atitudes representam o que há de pior do cliente para com quem lhe presta serviço: o pouco caso.

E sobre os trabalhos, não vou executar nenhum em 2015 que constitua retrabalho. Gente, não há coisa pior no mundo do que formatar, revisar e dar pitacos em trabalhos malfeitos e plagiados. Nada me fará trabalhar em textos assim em 2015. Nem o cliente mais fofo do mundo, nem pagamento dobrado.

Um dos meus sonhos para 2015: voltar a sentir prazer com a minha senzala. Que eu fique cansada, cheia de dúvidas, e até um tiquim estressada porque faz parte, mas quero aquele prazer de antes. Aquele prazer de dar pinceladas num trabalho acadêmico deixando-o como uma pintura bonita, valorosa e original. E receber bem por isso, claro.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

E aí, 2015?



Não vai ser o primeiro dia do ano que me fará listar no blog promessas que sei, não vou cumprir... Afinal, ninguém muda porque muda um calendário. Já disse isso ene vezes e repito: mudanças objetivas até podem ocorrer com data marcada; mas as subjetivas? Nunca! Quer dizer nunca vi acontecer, se alguém souber de alguma coisa parecida, me conte. Curiosa.  

Sei que precisava ser mais complacente com quem não pensa ou age parecido comigo, com o que acredito; mas, francamente, nem sempre consigo ser boazinha com gente que considero, de acordo com algumas atitudes, chata e sem noção. Quem sabe daqui uns sessenta anos? 

Estou botando muita fé nesse 2015, porque termina com cinco e cinco é toc favorito e, porque também, não acredito que possa haver um ano pior do que o ano passado. Um exemplo? Pela primeira vez na vida não cumpro uma data estipulada para a entrega de um trabalho e isso resultou num efeito dominó que ó... pensei fosse desmaiar, várias vezes. Não funciono sob pressão, nem essas inevitáveis.

O motivo que me fez atrasar a senzala foi o pior: doença. Gente, depressão - mesmo mais leve, como a que tenho - não é coisa de Deus. Destrói a gente!! Mas como tudo tem um ponto positivo, essa merreca me fez, de novo, reconhecer os amigos e os fdp. Porque amigo é amigo, filho da puta é filho da puta. E eles, os últimos, proliferam quando estamos em crise. Afinal, já dizia o filósofo, o famoso não sei quem: melancolia, tristeza e problema, não dão ibope. 

Infelizes os que amam apenas quando o outro está bem. Infelizes, porque não creio que egoísmo ao extremo provoca felicidade. E ó, sumam da minha vida em 2015. Quero esse povo perto de mim não.

Que 2015 me dê muitos pores do sol lindos, para eu fotografar; muitos esmaltes coloridos para eu ficar cazunhas lindas; muitos áudios no whatsapp para eu rir e fazer rir as minhas gentes queridas; e muita paciência para eu enfrentar os dissabores que sei, vão surgir. E que Deus e o ano de 2015 me deem coragem, também, para decidir sempre o que for melhor para mim. Sem atropelar ninguém, claro. Minto, só os inconvenientes. 

Tenho outros planos para 2015, mas prefiro não comentar por que né? Pode ser que eu não cumpra, como disse no início, a metade. Mas... Paraty, me aguarde!!! A nós, do Guaraná com Canudinho. Quem sabe? 

   

domingo, 26 de outubro de 2014

Sobre eleições, ódio e amô...

Estou indo votar agora e espero que, caso minha candidata não vença, o outro candidato faça um bom governo.

Não há em mim esse ódio que percebi nessa campanha, principalmente a campanha do segundo turno. Se eu perder meu voto, quero mais que o outro candidato - em quem não acredito - me desminta e faça tudo até mais certinho do que espero de minha candidata.

Não sou apaixonada por política e tenho até bastante antipatia por fanáticos desse assunto. Há muita gente sem noção e isso me irrita. Muito estranho que num país onde há democracia há tantos querendo impor ideias. E democracia, se não sabem... ahhh vão estudar... mas adianto, democracia contém liberdade de ideias e, como consequência, liberdade de expressão.

Mas voltando ao outro candidato. Caso ele vença eu espero muito que continue não havendo - como bem disse outro dia a Abadia - inúmeros pedintes na porta da minha casa. Espero que não haja mais miséria. Têm ideia do que é isso? MISÉRIA.

E desculpem-me se meu desejo por um país melhor tem como principal projeto a continuidade da não existência daquela fome desenfreada que havia no Brasil. Desculpem-me se essa minha principal ideia de um país melhor é pequena diante dos olhos de quem conhece profundamente outros problemas do nosso amado Brasil. Sou meio burrinha, nunca estudei leis, economia, política, nada... nada... e não tenho conhecimento de nenhuma malandragem, sou uma alienada, sabem? Mas tenho muito amô no coração.

É isso!

Bom voto a todos! Depois dos resultados só quero respeito. Respeito é bom e conserva os dentes... (hahaha se não cometo uma breguice deixo de ser eu).

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Entre projetos, sonhos e objetivo de vida

Tenho alguns projetos na vida que, se realizados, me deixariam bem feliz. Viajar para Paraty no ano que vem com os meninos do Guaraná com Canudinho, por exemplo, é um desses projetos. Talvez o mais importante deles.  Entender filosofia e ler os trocentos livros "os pensadores" que tenho aqui em casa, sem nenhuma espécie de dificuldade, é outro projeto. Há outros tantos, como: assistir todas as séries que amo e ainda vou amar; comprar e ler muitos e muitos livros; trocar meu celular lento por um mais eficiente; manter meu saldo bancário sempre azulzinho e sobrando; organizar minha casa inteirinha deixando-a segura e com cara de nova; emagrecer; trocar minha vida sedentária por algumas atividades que me deem prazer e me façam ser mais saudável.

Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!

Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!