Fiquei esperando algo extremamente importante para retomar meus posts no blog: novo layout, ser avó (risos, muitos risos), arrumar um boy magia, ganhar na loteria ou mesmo voltar a ouvir como quero, preciso e vou.
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
E no balanço das ondas... oppss, do ano
Começando de trás pra frente eu digo: no final das contas 2015 foi bom pra mim!!!
Lendo e ouvindo um monte de gente falar mal de 2015, inclusive eu, porque sim, foi um ano complicado para o mundo todo. Ora, as ocorrências de Mariana, Paris e similares estão aí, ainda quentinhas, aos nossos olhos e lembranças. E não só. Quanta gente bacana perdemos? E aquele calor do cão em pleno inverno? E a inflação vindo a galope, atropelando tudo? E a doença geral dos que estão perto, fuçando no celular e conversando nas redes com os que estão longe, mas fazendo dos presentes, postes?
Não, eu não sou uma alienada. Mas ontem, conversando com Laurinha, sempre no papel de minha terapeuta eficiente, juntas concluímos: 2015 foi muito bom pra mim; "2015 foi muito bom pra você, Rosaninha", foi como ela disse. E foi mesmo.
Só quem viveu muito próximo de mim entenderá, realmente, o que digo. Há os que me perceberam mais magra - possivelmente mais saudável - em fotos e ao vivo, claro, mas só os mais próximos sabem que eu tava me arrastando no final de 2014 e início de 2015.
Quantas noites sem dormir? Inúmeras. Muitas seguidas umas das outras. Eu de zumbi, noutro dia e tentando trabalhar. Em alguns dias eu não conseguia descer as escadas que dão da minha garagem para o portão, sem segurar uma sombrinha, um ombro ou uma vassoura (olhaaaaaaa a bruxa). Quantas vezes, joguei a chave do portão para o carteiro, os entregadores de quaisquer coisas, os clientes, amigos e parentes porque eu poderia cair, tinha medo, pois quase cai várias vezes. Quantas vezes quis deitar na rede, má como me levantar dela sem alguém para me segurar? E o dia que fui ao banco e quase desmaiei no meio daquele povo? E depois ao atravessar a Major Gote, maior vertigem da vida? Juro, pensei que não durava mais nem uns dois anos.
E ai do nada emagreci dez quilos... e essa história já contei por aqui: depressão, diabetes, infecções, pouca visão. Foi uma boxxta!!!
Mas medicada e muito bem assistida por minha doce amada Abadia; pelas minhas filhas maravilhosas; pelo filhote Rafa que, via whasapp, não me abandonou um único dia desse período ruim; pela Nelma, Leonardo e Lilinha (irmã e filhos dela) me carregando pros médicos da vida, em outras cidades; por outros familiares e amigos, cujos nomes não posso citar, porque certamente esquecerei algum, mas eles se reconhecerão; foi com a ajuda deles que me recuperei e fiz do 2015 um dos melhores anos de minha vida.
Foi como se eu remoçasse uns quinze anos, minhas gentes. Juro!!
Em relação à minha senzala, no período do ano em que consegui trabalhar, colhi alguns louros com textos que ajustei e que foram elogiados, publicados, aclamados por muita gente. E clientes gratos.
Então só tenho mesmo a agradecer esse ano estigmatizado pela maioria dos seres humanos. Um ano que tem no seu número o meu cinco do coração. Muito obrigada, 2015. Te amo.
Agora, para 2016 eu espero... (má isso é papo pra um post de amanhã... ou depois de amanhã...)
Lendo e ouvindo um monte de gente falar mal de 2015, inclusive eu, porque sim, foi um ano complicado para o mundo todo. Ora, as ocorrências de Mariana, Paris e similares estão aí, ainda quentinhas, aos nossos olhos e lembranças. E não só. Quanta gente bacana perdemos? E aquele calor do cão em pleno inverno? E a inflação vindo a galope, atropelando tudo? E a doença geral dos que estão perto, fuçando no celular e conversando nas redes com os que estão longe, mas fazendo dos presentes, postes?
Não, eu não sou uma alienada. Mas ontem, conversando com Laurinha, sempre no papel de minha terapeuta eficiente, juntas concluímos: 2015 foi muito bom pra mim; "2015 foi muito bom pra você, Rosaninha", foi como ela disse. E foi mesmo.
Só quem viveu muito próximo de mim entenderá, realmente, o que digo. Há os que me perceberam mais magra - possivelmente mais saudável - em fotos e ao vivo, claro, mas só os mais próximos sabem que eu tava me arrastando no final de 2014 e início de 2015.
Quantas noites sem dormir? Inúmeras. Muitas seguidas umas das outras. Eu de zumbi, noutro dia e tentando trabalhar. Em alguns dias eu não conseguia descer as escadas que dão da minha garagem para o portão, sem segurar uma sombrinha, um ombro ou uma vassoura (olhaaaaaaa a bruxa). Quantas vezes, joguei a chave do portão para o carteiro, os entregadores de quaisquer coisas, os clientes, amigos e parentes porque eu poderia cair, tinha medo, pois quase cai várias vezes. Quantas vezes quis deitar na rede, má como me levantar dela sem alguém para me segurar? E o dia que fui ao banco e quase desmaiei no meio daquele povo? E depois ao atravessar a Major Gote, maior vertigem da vida? Juro, pensei que não durava mais nem uns dois anos.
E ai do nada emagreci dez quilos... e essa história já contei por aqui: depressão, diabetes, infecções, pouca visão. Foi uma boxxta!!!
Mas medicada e muito bem assistida por minha doce amada Abadia; pelas minhas filhas maravilhosas; pelo filhote Rafa que, via whasapp, não me abandonou um único dia desse período ruim; pela Nelma, Leonardo e Lilinha (irmã e filhos dela) me carregando pros médicos da vida, em outras cidades; por outros familiares e amigos, cujos nomes não posso citar, porque certamente esquecerei algum, mas eles se reconhecerão; foi com a ajuda deles que me recuperei e fiz do 2015 um dos melhores anos de minha vida.
Foi como se eu remoçasse uns quinze anos, minhas gentes. Juro!!
Em relação à minha senzala, no período do ano em que consegui trabalhar, colhi alguns louros com textos que ajustei e que foram elogiados, publicados, aclamados por muita gente. E clientes gratos.
Então só tenho mesmo a agradecer esse ano estigmatizado pela maioria dos seres humanos. Um ano que tem no seu número o meu cinco do coração. Muito obrigada, 2015. Te amo.
Agora, para 2016 eu espero... (má isso é papo pra um post de amanhã... ou depois de amanhã...)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Tá bão não!!!
Tanta coisa quis escrever nesse tempo ausente. Há tantos rascunhos esperando um sim... e não é a primeira vez que falo deles. Que seja a última. Bons de serem desprezados, já que não passados a limpo.
Da última vez que postei no Dona, pra hoje, virei sexagenária, minhas gentes. Idosa! Mereço respeito, portanto.
Fisicamente não mudou muita coisa. Aliás, minto, tô bem melhor que tava no início dos meus cinquenta. Bem mais goxxxtosa, porque saudável. Emocionalmente falando sinto-me melhor também, pois me amando mais e mais segura de que sou uma pessoa do bem, boa companhia, bem-humorada, divertida, humilde haha e boUUUa de serviço. Aliás, muito boUUUa de serviço. Só que né? Pra muitos sou cara. E é disso que eu quero falar.
Falar da minha senzala, dos que querem meu trabalho, mas não querem pagar o que estipulo. Dos que não entendem que vivo disso. Quero dizer das coisas que estão ainda emperradas e me irritando a cada dia mais, porque parece que ninguém entende: o valor da minha competência.
Há quem questione o valor da minha senzala e isso me irrita num grau. Só que ao mesmo tempo há os que melhoram de vida, de vida financeira, a propósito, em decorrência dela. Muitos trabalhos que ajusto, resultam na conclusão de uma especialização, mestrado, doutorado. E isso dá retorno financeiro aos moços e moças que querem meus pitacos, meus ajustes.
Eu sempre uso o termo ajustar trabalhos porque não me considero uma revisora. Revisora significa, pra mim, uma pessoa exímia em português. E eu não sou!! Tenho essa consciência. Mas sou estudiosa e sei pescar erros crassos num texto acadêmico. As palavras "exímia" e "crassos" foram utilizadas só pra provar procês que tenho um bom vocabulário, entenderam? hahahaha Não uso no blog porque não quero!! Então, a minha senzala envolve revisão dos escritinhos, assim, do jeito que sei, formatação e, principalmente and lindamente, um olhar clínico pra ver se o texto acadêmico é, de fato, um texto científico. Se o texto atende à ciência, se tem método, objetivo, etc., etc... sabem do que falo? Essa é a minha excelência; é nesse aspecto que sou boUUUa, que faço a diferença. Sou bem mais que uma "ajustadeira de texto", sou, de fato, uma orientadora. E esse meu trabalho tem um valor que ó... não queiram saber. Ou queiram.
Depois que passei a encaminhar, ao possível cliente, o valor desse meu trabalho revestido num documento "métodos e valores de trabalhos", as coisas têm melhorado para mim, não vou negar, porque esse documento vira pente fino e elimino, de cara, quem não me dá valor e sabe que não dá.
Tirei as quintas-feiras para estudar e melhorar, mais ainda, a qualidade da minha senzala.Tenho aqui, pertinho de mim, cinco novos livros esperando para serem destrinchados, mas pintou um desânimo grande nessas duas últimas semanas de merda: não obtive respostas para alguns orçamentos e para um dos que recebi retorno a resposta foi: "...achei muito caro, obrigadO". Cacete, sabe nem escrever obrigada, você é mulher e deveria escrever obrigada. Até isso eu ensino nos meus ajustes, minhas gentes. Eu corrijo e explico TUDO. E me pergunto: que preço dariam para o meu trabalho se fossem, esses clientes a valorá-los? Pagariam quanto por página ajustada? Centavos? À merda!!!
Atualmente estou num trabalho grande, árduo, que vai me tomar ainda um bom pedaço de dezembro; tenho dois agendados para fevereiro. Em janeiro quero férias. Vou tirar. Devo fazer uma cirurgia, inclusive, que não me permitirá trabalhar por uns dias. aí aproveito e fico janeiro à toa.
E quem sabe nessas férias pinta uma ideia para outro tipo de trabalho? Se bem que... na verdade, quero e preciso mesmo é ganhar minhas ações que estão na justiçazzzzz ou me aposentar, má fui agendar no INSS e só vou ser atendidazzzzz
Enquanto isso, finalizo 2015 aturando gente vomitando coisas no que tenho de melhor a oferecer como profissional: minha senzala maravilhosa. Gente vomitando que ela é cara. É? Faça você mesma sua besta! Implorando um "faz mais barato". FAÇO NÃO, cacete, FAÇO NÃO!!! Insinuando favorzinho do tipo "dá só uma lidinha, Rosana." DOU NÃO, tormento, DOU NÃO!!!
Tá bão não!!! Má ainda bem que a Banca é minha!!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Por que não tenho falado de senzala...
Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.
Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.
Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.
Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!
Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!!
Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi.
Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).
E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.
Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).
E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.
Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.
Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os óculos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo...
Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.
1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc., é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!!
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!
Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida.
É isso!!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
De senzala e férias
Programei minhas férias pós 2014 mais de uma vez. Nem me recordo das primeiras datas que estipulei para início e fim delas. A intenção, desde sempre, era um mês inteirinho à toa, porque mereço. O mês de janeiro, de preferência. Mas em função de dois clientes queridos, que precisam de últimos ajustes nos trabalhos que acompanhei desde o início, vou usar uns quatro dias, no máximo cinco, para atendê-los. Afora isso não abrirei mão de meus dias de folga e quero ajuda dos universitários para cumprir esse meu primeiro projeto de 2015.
Muita gente sabe que em 2014 amarguei vários dias sem trabalhar, mas foram tão, tão cansativos que se pudesse escolher, eu trabalharia dobrado. Dias sem senzala e sem vida, na verdade. Quero muito encerrar esse assunto, vamos ver; mas enquanto ele estiver entalado na goela vou falar e falar dele porque posso: sou dona dessa banca. Quem sabe exorcizo o bichim???
Por conta desses dias tão estressantes é que me propus a trinta dias de folga para o início de 2015. Que sejam dias fragmentados, não importa, mas quero eles todinhos para mim. A vontade de voltar à senzala com força renovada e dar pulinhos de alegria ao fechar um trabalho bem feito é tanta, mas tanta, que até me vejo voltando a ser aquela Rosaninha feliz e realizada com senzala concluída
E sobre os clientes quero mesmo eliminar os que não me dão valor e os esquecidos. Juro, não consigo entender gente que esquece de pagar contas. E não consigo entender, também, gente que diz: "é facinho, rapidinho você faz." Nada me fará entendê-los. Não existe trabalho fácil. Não existe isso de esquecer de pagar. Essas duas atitudes representam o que há de pior do cliente para com quem lhe presta serviço: o pouco caso.
E sobre os trabalhos, não vou executar nenhum em 2015 que constitua retrabalho. Gente, não há coisa pior no mundo do que formatar, revisar e dar pitacos em trabalhos malfeitos e plagiados. Nada me fará trabalhar em textos assim em 2015. Nem o cliente mais fofo do mundo, nem pagamento dobrado.
Um dos meus sonhos para 2015: voltar a sentir prazer com a minha senzala. Que eu fique cansada, cheia de dúvidas, e até um tiquim estressada porque faz parte, mas quero aquele prazer de antes. Aquele prazer de dar pinceladas num trabalho acadêmico deixando-o como uma pintura bonita, valorosa e original. E receber bem por isso, claro.
Muita gente sabe que em 2014 amarguei vários dias sem trabalhar, mas foram tão, tão cansativos que se pudesse escolher, eu trabalharia dobrado. Dias sem senzala e sem vida, na verdade. Quero muito encerrar esse assunto, vamos ver; mas enquanto ele estiver entalado na goela vou falar e falar dele porque posso: sou dona dessa banca. Quem sabe exorcizo o bichim???
Por conta desses dias tão estressantes é que me propus a trinta dias de folga para o início de 2015. Que sejam dias fragmentados, não importa, mas quero eles todinhos para mim. A vontade de voltar à senzala com força renovada e dar pulinhos de alegria ao fechar um trabalho bem feito é tanta, mas tanta, que até me vejo voltando a ser aquela Rosaninha feliz e realizada com senzala concluída
E sobre os clientes quero mesmo eliminar os que não me dão valor e os esquecidos. Juro, não consigo entender gente que esquece de pagar contas. E não consigo entender, também, gente que diz: "é facinho, rapidinho você faz." Nada me fará entendê-los. Não existe trabalho fácil. Não existe isso de esquecer de pagar. Essas duas atitudes representam o que há de pior do cliente para com quem lhe presta serviço: o pouco caso.
E sobre os trabalhos, não vou executar nenhum em 2015 que constitua retrabalho. Gente, não há coisa pior no mundo do que formatar, revisar e dar pitacos em trabalhos malfeitos e plagiados. Nada me fará trabalhar em textos assim em 2015. Nem o cliente mais fofo do mundo, nem pagamento dobrado.
Um dos meus sonhos para 2015: voltar a sentir prazer com a minha senzala. Que eu fique cansada, cheia de dúvidas, e até um tiquim estressada porque faz parte, mas quero aquele prazer de antes. Aquele prazer de dar pinceladas num trabalho acadêmico deixando-o como uma pintura bonita, valorosa e original. E receber bem por isso, claro.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
E aí, 2015?
Não vai ser o primeiro dia do ano que me fará listar no blog promessas que sei, não vou cumprir... Afinal, ninguém muda porque muda um calendário. Já disse isso ene vezes e repito: mudanças objetivas até podem ocorrer com data marcada; mas as subjetivas? Nunca! Quer dizer nunca vi acontecer, se alguém souber de alguma coisa parecida, me conte. Curiosa.
Sei que precisava ser mais complacente com quem não pensa ou age
parecido comigo, com o que acredito; mas, francamente, nem sempre consigo ser
boazinha com gente que considero, de acordo com algumas atitudes, chata e sem noção. Quem sabe daqui uns sessenta anos?
Estou botando muita fé nesse 2015, porque termina com cinco e cinco é toc favorito e, porque também, não acredito que possa haver um ano pior do que o ano passado. Um exemplo? Pela primeira vez na vida não cumpro uma data estipulada para a entrega de um trabalho e isso resultou num efeito dominó que ó... pensei fosse desmaiar, várias vezes. Não funciono sob pressão, nem essas inevitáveis.
O motivo que me fez atrasar a senzala foi o pior: doença. Gente, depressão - mesmo mais leve, como a que tenho - não é coisa de Deus. Destrói a gente!! Mas como tudo tem um ponto positivo, essa merreca me fez, de novo, reconhecer os amigos e os fdp. Porque amigo é amigo, filho da puta é filho da puta. E eles, os últimos, proliferam quando estamos em crise. Afinal, já dizia o filósofo, o famoso não sei quem: melancolia, tristeza e problema, não dão ibope.
Infelizes os que amam apenas quando o outro está bem. Infelizes, porque não creio que egoísmo ao extremo provoca felicidade. E ó, sumam da minha vida em 2015. Quero esse povo perto de mim não.
Que 2015 me dê muitos pores do sol lindos, para eu fotografar; muitos esmaltes coloridos para eu ficar cazunhas lindas; muitos áudios no whatsapp para eu rir e fazer rir as minhas gentes queridas; e muita paciência para eu enfrentar os dissabores que sei, vão surgir. E que Deus e o ano de 2015 me deem coragem, também, para decidir sempre o que for melhor para mim. Sem atropelar ninguém, claro. Minto, só os inconvenientes.
Tenho outros planos para 2015, mas prefiro não comentar por que né? Pode ser que eu não cumpra, como disse no início, a metade. Mas... Paraty, me aguarde!!! A nós, do Guaraná com Canudinho. Quem sabe?
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Entre projetos, sonhos e objetivo de vida
Tenho alguns projetos na vida que, se realizados, me deixariam bem feliz. Viajar para Paraty no ano que vem com os meninos do Guaraná com Canudinho, por exemplo, é um desses projetos. Talvez o mais importante deles. Entender filosofia e ler os trocentos livros "os pensadores" que tenho aqui em casa, sem nenhuma espécie de dificuldade, é outro projeto. Há outros tantos, como: assistir todas as séries que amo e ainda vou amar; comprar e ler muitos e muitos livros; trocar meu celular lento por um mais eficiente; manter meu saldo bancário sempre azulzinho e sobrando; organizar minha casa inteirinha deixando-a segura e com cara de nova; emagrecer; trocar minha vida sedentária por algumas atividades que me deem prazer e me façam ser mais saudável.
Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!
Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!
Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!
Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!
domingo, 3 de agosto de 2014
Falando em arrumação...
E nessa de arrumar casa, armários, papéis e deixar tudo mais organizadinho para não sei bem o quê... tô arrumando - ou pelo menos tentando - um jeito de ser cada vez mais sincera de uma forma muito mais segura, porém mais doce. Esse mais doce é complicado porque, muitas vezes, para me mostrar de verdade preciso ser mais firme com o outro. E, na maioria das vezes, firmeza não dá liga com doçura. Quando digo firme, não me refiro à teimosa, porque teimosa sou e sei... digo de firmeza relacionada à minha verdade; à verdade do que quero para mim.
A cada dia que passa tenho mais preguiça daquela história de política da boa vizinhança. Foi nessa política que deixei o outro me fazer de gato e sapato e ando cheia disso. Não topo mais!!
Ser firme e verdadeira requer egoísmo, minhas gentes. É muito um tal de pensar mais em mim, antes de tudo. É assim que quero ser e continuar sendo para o resto de minha vida.
Para o resto do ano e o resto de minha vida não quero mais aceitar trabalhar, por exemplo, para clientes inseguros do trabalho que ofereço. Aqueles clientes que pensam que meu trabalho é "facinho". Quero clientes que acreditam que meu trabalho será um diferencial nas produções acadêmicas deles.
Depois de mais de uma década trabalhando no que faço, consegui de dois anos para cá trabalhar para um seleto grupo de acadêmicos. E um indica meu trabalho para o outro e o outro... e nessa cheguei ao lugar que sempre desejei: escolher a dedo para quem trabalho.
Não pensem vocês que isso é ser petulante e me achar a tal. Não é, apesar de que me acho mesmo (hihihihi, desculpem-me); mas o principal não é isso. O que consegui ser é fruto de um objetivo que sempre quis alcançar: trabalhar no que gosto para quem gosta de meu trabalho.
Só consegui chegar ao ponto que estou com muita, mas muita ajuda de muita gente, pessoas que eu poderia citar neste post, mas não vejo necessidade. Paro e faço uma oração para elas agradecendo, penso que é melhor do que escrever nomes e nomes... E vai que esqueço de algum?
Mas sobre trabalho e clientes fofos eu posso citar dois nomes: o de Mileninha e de Regina Cardoso. Mileninha é minha sobrinha querida para quem trabalhei em 2012 e me indicou pra um colega, que me indicou outro, e outro e outro e... minhas genteeeeees, tô quase falando afinadinho de tanto que tenho trabalhado para aqueles lindos mestrandos do curso de música da UFRJ. Amo todos!!! Regina, daqui de Patiminas, me trouxe muito mais do que clientes: me trouxe segurança, cuidado e amizade. Não tivemos um encontro de trabalho, mas um encontro de amigas. Trabalho para ela até hoje e sei que nossa amizade vai ser para a vida toda. Além das duas lindas há muitos tantos outros clientes por quem morro de amores.
E eu... que comecei o post dizendo que ando arrumando um jeito de ser mais egoísta porque está bom pra mim, sei que não sou ninguém sem meus clientes, amigos e quem me ajuda. Não sou, então, tão egoísta assim!!! E sem falar nas minhas Marina, Laura... ah, mas isso é papo para mil outros posts...
A cada dia que passa tenho mais preguiça daquela história de política da boa vizinhança. Foi nessa política que deixei o outro me fazer de gato e sapato e ando cheia disso. Não topo mais!!
Ser firme e verdadeira requer egoísmo, minhas gentes. É muito um tal de pensar mais em mim, antes de tudo. É assim que quero ser e continuar sendo para o resto de minha vida.
Para o resto do ano e o resto de minha vida não quero mais aceitar trabalhar, por exemplo, para clientes inseguros do trabalho que ofereço. Aqueles clientes que pensam que meu trabalho é "facinho". Quero clientes que acreditam que meu trabalho será um diferencial nas produções acadêmicas deles.
Depois de mais de uma década trabalhando no que faço, consegui de dois anos para cá trabalhar para um seleto grupo de acadêmicos. E um indica meu trabalho para o outro e o outro... e nessa cheguei ao lugar que sempre desejei: escolher a dedo para quem trabalho.
Não pensem vocês que isso é ser petulante e me achar a tal. Não é, apesar de que me acho mesmo (hihihihi, desculpem-me); mas o principal não é isso. O que consegui ser é fruto de um objetivo que sempre quis alcançar: trabalhar no que gosto para quem gosta de meu trabalho.
Só consegui chegar ao ponto que estou com muita, mas muita ajuda de muita gente, pessoas que eu poderia citar neste post, mas não vejo necessidade. Paro e faço uma oração para elas agradecendo, penso que é melhor do que escrever nomes e nomes... E vai que esqueço de algum?
Mas sobre trabalho e clientes fofos eu posso citar dois nomes: o de Mileninha e de Regina Cardoso. Mileninha é minha sobrinha querida para quem trabalhei em 2012 e me indicou pra um colega, que me indicou outro, e outro e outro e... minhas genteeeeees, tô quase falando afinadinho de tanto que tenho trabalhado para aqueles lindos mestrandos do curso de música da UFRJ. Amo todos!!! Regina, daqui de Patiminas, me trouxe muito mais do que clientes: me trouxe segurança, cuidado e amizade. Não tivemos um encontro de trabalho, mas um encontro de amigas. Trabalho para ela até hoje e sei que nossa amizade vai ser para a vida toda. Além das duas lindas há muitos tantos outros clientes por quem morro de amores.
E eu... que comecei o post dizendo que ando arrumando um jeito de ser mais egoísta porque está bom pra mim, sei que não sou ninguém sem meus clientes, amigos e quem me ajuda. Não sou, então, tão egoísta assim!!! E sem falar nas minhas Marina, Laura... ah, mas isso é papo para mil outros posts...
terça-feira, 22 de julho de 2014
De mudanças e constâncias
Algumas mudanças boas têm acontecido por aqui na minha vidinha e casinha. Aos trancos e barrancos, e com alguma sorte, digamos, tenho conseguido ajeitar, aos poucos, bem aos poucos, minha casa. E quero mais: pintar todos os cômodos, arrumar o jardim e o terreiro também, adquirir um rack lindo pra minha TV, uma poltrona de leitura para meu quarto e mais tanta coisa que ó... lista imensa. Amém, amém!!!
Sempre gostei de tudo muito bem arrumadinho. Sou uma organizada esforçada. Gosto de ser organizada, gosto de ajeitar minhas coisas, me afastar um pouco e dizer: uau tá lindo!!
Voltei as fazer as unhas semanalmente e tenho ido a alguns médicos da vida. É muito amor. Palmas para mim!!
Para conseguir tudo isso tenho trabalhado feito jaca - oppsss, jaca não trabalha, feito camela e conto com a ajuda, também, de alguns anjos. Sim, anjos existem e entre eles incluo clientes fofos que valorizam meu trabalho e me deixam constantemente ocupada. Isso soou meio pornô, mas vocês que me leem (oi??) sabem qual é a minha senzala. Então... tá tudo bem.
O interessante é que esse ano de 2014 tem sido estranho, nada muito bom em vários aspectos, mas com esse lado esperança e disposição para compensar.
E estamos pra lá da metade do meio do ano e eu tenho muito o que fazer/trabalhar. O tempo anda curto e por isso não consigo postar muito mais no Dona da Banca. Prioridades. Mas sinto falta de escrever mais vezes de um jeito despreocupado e totalmente diferente dos textos com que eu trabalho. Por isso, postar aqui é também algo necessário para essa nova vida melhor que tento viver.
Continuo com o meu amor pelas séries, LOUCAMENTE apaixonada por Parenthood, a ler livros que não se referem ao trabalho, além do whatsapp que me toma um tempo delícia com o grupo Guaraná com Canudinho e amigos com quem amo trocar áudios e jogar conversa fora, algumas digitadas também (hahahaha quem sabe, saberá). O mal do whatsapp é a minha total impaciência com correntes merrecas, piadas de 1800 e outras coisas que não me interessam. Vocês podiam ter mais critérios e entender que vivi angústia parecida no final da década de 90 com aqueles e-mails nojentos cheios de pps, correntes, piadas chatas e afins. Menos então, moçadinha. Bem menos.
Enfim... algumas mudanças boas e minha falta de paciência constante me acompanham por esse 2014. Que Deus tome conta de mim o resto do ano, porque tenho tido, apesar de me sentir bem cansada, disposição não só para a senzala, mas para o viver melhor. Amém!!!
Sempre gostei de tudo muito bem arrumadinho. Sou uma organizada esforçada. Gosto de ser organizada, gosto de ajeitar minhas coisas, me afastar um pouco e dizer: uau tá lindo!!
Voltei as fazer as unhas semanalmente e tenho ido a alguns médicos da vida. É muito amor. Palmas para mim!!
Para conseguir tudo isso tenho trabalhado feito jaca - oppsss, jaca não trabalha, feito camela e conto com a ajuda, também, de alguns anjos. Sim, anjos existem e entre eles incluo clientes fofos que valorizam meu trabalho e me deixam constantemente ocupada. Isso soou meio pornô, mas vocês que me leem (oi??) sabem qual é a minha senzala. Então... tá tudo bem.
O interessante é que esse ano de 2014 tem sido estranho, nada muito bom em vários aspectos, mas com esse lado esperança e disposição para compensar.
E estamos pra lá da metade do meio do ano e eu tenho muito o que fazer/trabalhar. O tempo anda curto e por isso não consigo postar muito mais no Dona da Banca. Prioridades. Mas sinto falta de escrever mais vezes de um jeito despreocupado e totalmente diferente dos textos com que eu trabalho. Por isso, postar aqui é também algo necessário para essa nova vida melhor que tento viver.
Continuo com o meu amor pelas séries, LOUCAMENTE apaixonada por Parenthood, a ler livros que não se referem ao trabalho, além do whatsapp que me toma um tempo delícia com o grupo Guaraná com Canudinho e amigos com quem amo trocar áudios e jogar conversa fora, algumas digitadas também (hahahaha quem sabe, saberá). O mal do whatsapp é a minha total impaciência com correntes merrecas, piadas de 1800 e outras coisas que não me interessam. Vocês podiam ter mais critérios e entender que vivi angústia parecida no final da década de 90 com aqueles e-mails nojentos cheios de pps, correntes, piadas chatas e afins. Menos então, moçadinha. Bem menos.
Enfim... algumas mudanças boas e minha falta de paciência constante me acompanham por esse 2014. Que Deus tome conta de mim o resto do ano, porque tenho tido, apesar de me sentir bem cansada, disposição não só para a senzala, mas para o viver melhor. Amém!!!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
de janeiro2014.doc ou como queria escrever igual aos posts mensais de Laura*
Preciso carimbar o fim desse mês estranho. Aconteceu de um tudo em janeiro, minhas gentes.
Aniversário de Marina comemorado no último dia do ano, mas com resquício no dia certo: de bolo, gentes, galinhada, e talheres para eu lavar.
Marina volta pra Brasília sei lá que dia, vem de novo e chega em casa com meu filhote Rafa, um pé quebrado no meio do caminho, e todo o caos de uma pessoa que ficou basicamente inoperante para tudo.
E com meu filhote aqui, eu acordava mais cedo para adiantar minha senzala e assim que ele se levantava, largava tudo para conversar, rir e reclamar da vida. Que dó, meu Deus, que dó!
Foi aniversário de 88 anos de meu pai com direito a família toda reunida e de uma imbecil qualquer a me perguntar se eu era irmã do meu pai. Olha... tudo bem que tô velhinha, cabelo branco, mas né??? Num rola!!! No aniversário dele reencontrei muita gente amiga, meus sobrinhos e sobrinhos-netos, virei fotógrafa de uma máquina que não era lá grandes coisas e que me rendeu dois pés inchados porque sou anciã e não tem como ficar muito tempo em pé sem reflexos negativos.
A noite do aniversário do pai, parte da família veio aqui pra casa para os pequenos ganharem presentes meus, comermos pizza e inaugurarmos a porta da fama, no meu quarto, com vários recadinhos dos queridos meus.
E Rafa ficou mais um tempo e foi muito, muito bom a presença dele aqui. Pena que Jéss - que veio no final de dezembro - não estava mais. Foi sem dúvida a parte feliz do mês de janeiro. A mais leve, a mais alegre e a que fui cuidada.
No dia que Rafa foi embora me deparei com gente adulta de sete anos e eu, com cinco, fiquei sem nenhuma paciência para adivinhações e para com...
Mas o pior do dia que Rafa foi embora - noite, no caso - foi ele ter ido embora. Ah gente, a pessoa ria e dançava comigo, elogiava minha comida, lavava os talheres, varia a copa e fechava a janela do meu quarto, todas as noites, comigo já dormindo e antes de ir pra própria cama. Há quanto tempo não tinha um cuidado desse? Só Deus pra lembrar!
E depois que Rafa se foi o bicho pegou de vez, porque aí fui correr para entregar um trabalho, de cliente generosíssima, que parecia sem fim. É sem fim. Que canseira!!! Não acabei e peguei outro e acabei esse outro e tenho que voltar para o antigo e me recusei a voltar para o antigo hoje à tarde porque estou exausta, recebi dados estimulantes e cismei que o resto do dia era só para fazer planos para o resto do ano que começou com um janeiro estilo agosto, apesar da presença fofa do Rafa setembro. Ufaaa!!!
E nesse mês todo eu ainda: reclamei de cansaço, muito mais que o normal: o cansaço e a reclamação; tive muita paciência, apesar de não parecer; e abri uma fábrica de gelo para atender à Marininha que dizia: "e quatro pedrinhas de gelo, mãe": no suco ou refrigerante que, para ela, eu levava. E levo. Em fevereiro tem mais.
E a Laurinha nessa história toda? No título, no pensamento e no coração muito, muito e sempre; nos sms e inbox facebook menos do que o habitual. Mas alguém tinha que se prejudicar nessa fase. Afinal, tô cuidando de um neném com trinta anos e tanto... e bem fora de prática.
Nesse meio tempo ficamos de férias no Guaraná com Canudinho o que me deixou praticamente afastada de escrever algo que não tenha uma linguagem acadêmica, se é que me entendem.
Muito mais coisas aconteceram nesse janeiro, mas me recuso a contar o resto porque agora eu tô cansada, como fiquei cansada o mês inteiro...
Ahhhhhhhhh, não posso esquecer que janeiro me impossibilitou de assistir as séries que amo, do jeito que assistia. Tô muto revoltada com essa parte, minhas gente, má muito.
E, sabem mais? A minha cabeça ficou toda assim, em janeiro: bagunçadinha, sem pausa, bem disparada como esse post.
*leiam aqui e vocês vão se deliciar. Não vale comentar: "ai, Rosaninha... nada a ver seu post com os dela."
Aniversário de Marina comemorado no último dia do ano, mas com resquício no dia certo: de bolo, gentes, galinhada, e talheres para eu lavar.
Marina volta pra Brasília sei lá que dia, vem de novo e chega em casa com meu filhote Rafa, um pé quebrado no meio do caminho, e todo o caos de uma pessoa que ficou basicamente inoperante para tudo.
E com meu filhote aqui, eu acordava mais cedo para adiantar minha senzala e assim que ele se levantava, largava tudo para conversar, rir e reclamar da vida. Que dó, meu Deus, que dó!
Foi aniversário de 88 anos de meu pai com direito a família toda reunida e de uma imbecil qualquer a me perguntar se eu era irmã do meu pai. Olha... tudo bem que tô velhinha, cabelo branco, mas né??? Num rola!!! No aniversário dele reencontrei muita gente amiga, meus sobrinhos e sobrinhos-netos, virei fotógrafa de uma máquina que não era lá grandes coisas e que me rendeu dois pés inchados porque sou anciã e não tem como ficar muito tempo em pé sem reflexos negativos.
A noite do aniversário do pai, parte da família veio aqui pra casa para os pequenos ganharem presentes meus, comermos pizza e inaugurarmos a porta da fama, no meu quarto, com vários recadinhos dos queridos meus.
E Rafa ficou mais um tempo e foi muito, muito bom a presença dele aqui. Pena que Jéss - que veio no final de dezembro - não estava mais. Foi sem dúvida a parte feliz do mês de janeiro. A mais leve, a mais alegre e a que fui cuidada.
No dia que Rafa foi embora me deparei com gente adulta de sete anos e eu, com cinco, fiquei sem nenhuma paciência para adivinhações e para com...
Mas o pior do dia que Rafa foi embora - noite, no caso - foi ele ter ido embora. Ah gente, a pessoa ria e dançava comigo, elogiava minha comida, lavava os talheres, varia a copa e fechava a janela do meu quarto, todas as noites, comigo já dormindo e antes de ir pra própria cama. Há quanto tempo não tinha um cuidado desse? Só Deus pra lembrar!
E depois que Rafa se foi o bicho pegou de vez, porque aí fui correr para entregar um trabalho, de cliente generosíssima, que parecia sem fim. É sem fim. Que canseira!!! Não acabei e peguei outro e acabei esse outro e tenho que voltar para o antigo e me recusei a voltar para o antigo hoje à tarde porque estou exausta, recebi dados estimulantes e cismei que o resto do dia era só para fazer planos para o resto do ano que começou com um janeiro estilo agosto, apesar da presença fofa do Rafa setembro. Ufaaa!!!
E nesse mês todo eu ainda: reclamei de cansaço, muito mais que o normal: o cansaço e a reclamação; tive muita paciência, apesar de não parecer; e abri uma fábrica de gelo para atender à Marininha que dizia: "e quatro pedrinhas de gelo, mãe": no suco ou refrigerante que, para ela, eu levava. E levo. Em fevereiro tem mais.
E a Laurinha nessa história toda? No título, no pensamento e no coração muito, muito e sempre; nos sms e inbox facebook menos do que o habitual. Mas alguém tinha que se prejudicar nessa fase. Afinal, tô cuidando de um neném com trinta anos e tanto... e bem fora de prática.
Nesse meio tempo ficamos de férias no Guaraná com Canudinho o que me deixou praticamente afastada de escrever algo que não tenha uma linguagem acadêmica, se é que me entendem.
Muito mais coisas aconteceram nesse janeiro, mas me recuso a contar o resto porque agora eu tô cansada, como fiquei cansada o mês inteiro...
Ahhhhhhhhh, não posso esquecer que janeiro me impossibilitou de assistir as séries que amo, do jeito que assistia. Tô muto revoltada com essa parte, minhas gente, má muito.
E, sabem mais? A minha cabeça ficou toda assim, em janeiro: bagunçadinha, sem pausa, bem disparada como esse post.
*leiam aqui e vocês vão se deliciar. Não vale comentar: "ai, Rosaninha... nada a ver seu post com os dela."
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Às 5 horas mais ou menos
Preciso terminar um trabalho com urgência. Tenho prazo para entregá-lo e prazo é uma coisa que costumo cumprir. SEMPRE!!
Mas gente, o que é esse calor do cão de uns dias para cá? Por esse motivo desde de ontem, e até quando durar esse pré-inferno, mudei meu horário da senzala: começo às 5 horas da manhã, mais ou menos, paro duas vezes para lanchar (sim, sou gorda e você que é feio?), faço meu almoço o mais tarde possível, porque de manhã eu sou muito melhor de serviço.
Depois do almoço, arrumo a porcaria oooppss, a linda cozinha, porque pia suja não entra no meu cardápio, descanso um pouco, (durmo, no caso) porque sou uma anciã cansada (Férias? as minhas duram o tempo da leitura desse post), tomo um banho, lavando cabeça, claro, e volto às 5 da tarde, mais ou menos, parando com a entrada da noite.
Esse post, com todos esses detalhes chatos foi feito apenas para dizer a quem estiver lendo (oi???) o que se passa na minha vida atual e pedir - implorar, a bem da verdade -: pensamento positivo, água gelada, sorvete, ventilador e, sobretudo, raciocínio rápido, porque essa senzala de agora é das grandE... como é grande esse meu desespero com o mundo que parece... vai acabar em brasa...
Mas gente, o que é esse calor do cão de uns dias para cá? Por esse motivo desde de ontem, e até quando durar esse pré-inferno, mudei meu horário da senzala: começo às 5 horas da manhã, mais ou menos, paro duas vezes para lanchar (sim, sou gorda e você que é feio?), faço meu almoço o mais tarde possível, porque de manhã eu sou muito melhor de serviço.
Depois do almoço, arrumo a porcaria oooppss, a linda cozinha, porque pia suja não entra no meu cardápio, descanso um pouco, (durmo, no caso) porque sou uma anciã cansada (Férias? as minhas duram o tempo da leitura desse post), tomo um banho, lavando cabeça, claro, e volto às 5 da tarde, mais ou menos, parando com a entrada da noite.
Esse post, com todos esses detalhes chatos foi feito apenas para dizer a quem estiver lendo (oi???) o que se passa na minha vida atual e pedir - implorar, a bem da verdade -: pensamento positivo, água gelada, sorvete, ventilador e, sobretudo, raciocínio rápido, porque essa senzala de agora é das grandE... como é grande esse meu desespero com o mundo que parece... vai acabar em brasa...
terça-feira, 27 de agosto de 2013
De indicador e seu novo ciclo
Estou com meu dedo indicador da mão esquerda mei podre.
Começou assim... quedizê, é assim que me lembro do início da podridão: um dia eu descascava chuchu e cortei esse dedo e depois, no prosseguimento da descascação - mesmo não sendo Tistu, de Maurice Druon - fiquei com o dedo verde. De verde ele passou para dedo descascado e depois para dedo inchado e febril. É todo um ciclo: casca, descasca, febre, inchaço e dor. O verde nunca mais voltou. Cadê a esperança??
Quando meu indicador tá com casca uso quase uma lata de creme nivea para suavizar, ao retirá-las ou na tentativa de... uso mais quase uma lata de creme de novo, para assentar a pele, dá sustança. Para diminuir um pouco esse processo, achei por bem comprar luvas e proteger o tal indicador esquerdo bichado de reincidentes feridas/descasques/inchaços/febres.
Nunca soube que o indicador tinha serventia para além de apontar feiura e defeito nos outros. Nunca havia percebido que minhas digitações têm excesso de efe, erre, vê, tê, gê, bê, 6 e 5. Sim, digito com todos os dedos. E sem olhar para o teclado. E rápido. Parabéns para mim. Grata!! Agora eu encho a boca para falar dessa minha proeza, mas na hora de digitar f/r/v/t/g/b/5/6 é um deus nos acuda. Que dor!!
Nunca soube que ao usar luvas me sentiria meio enforcada. O meu indicador, ou seria minha mão? tá com sérios pobrema de respiração, pulsação, sei lá que ão há no pescoço. Sei que fico fatigada ao colocar luvas. E então afasto todas as cadeiras de perto com medo de, mei sem querer, pular de uma delas e morrer enforcada. De dedo indicador. Ou de mão. Vai saber.
Quando meu indicador tá descascando surge uma esperança: agora ele vai ficar são. Mas não... de liso passa para inchado e febril.
Hoje meu indicador tá com febre e dolorido. E para quase toda minha senzala e vadiagem na internet preciso dele e o uso. Sem luvas. Porque, se com, eu era bem capaz de subir e depois pular dessa cadeira. Então seria adeus dedo, luvas, creme, casca, descasca, febre e dor... e chuchu. Porque ainda continuo a descascar chuchu, só que agora com luvas e sem possibilidade alguma de me tornar o Tistu.
Hoje meu indicador tá com febre e só por isso, unicamente por isso, pois não sou dessas... escrevo tamanha asneira aqui na Banca.
Começou assim... quedizê, é assim que me lembro do início da podridão: um dia eu descascava chuchu e cortei esse dedo e depois, no prosseguimento da descascação - mesmo não sendo Tistu, de Maurice Druon - fiquei com o dedo verde. De verde ele passou para dedo descascado e depois para dedo inchado e febril. É todo um ciclo: casca, descasca, febre, inchaço e dor. O verde nunca mais voltou. Cadê a esperança??
Quando meu indicador tá com casca uso quase uma lata de creme nivea para suavizar, ao retirá-las ou na tentativa de... uso mais quase uma lata de creme de novo, para assentar a pele, dá sustança. Para diminuir um pouco esse processo, achei por bem comprar luvas e proteger o tal indicador esquerdo bichado de reincidentes feridas/descasques/inchaços/febres.
Nunca soube que o indicador tinha serventia para além de apontar feiura e defeito nos outros. Nunca havia percebido que minhas digitações têm excesso de efe, erre, vê, tê, gê, bê, 6 e 5. Sim, digito com todos os dedos. E sem olhar para o teclado. E rápido. Parabéns para mim. Grata!! Agora eu encho a boca para falar dessa minha proeza, mas na hora de digitar f/r/v/t/g/b/5/6 é um deus nos acuda. Que dor!!
Nunca soube que ao usar luvas me sentiria meio enforcada. O meu indicador, ou seria minha mão? tá com sérios pobrema de respiração, pulsação, sei lá que ão há no pescoço. Sei que fico fatigada ao colocar luvas. E então afasto todas as cadeiras de perto com medo de, mei sem querer, pular de uma delas e morrer enforcada. De dedo indicador. Ou de mão. Vai saber.
Quando meu indicador tá descascando surge uma esperança: agora ele vai ficar são. Mas não... de liso passa para inchado e febril.
Hoje meu indicador tá com febre e dolorido. E para quase toda minha senzala e vadiagem na internet preciso dele e o uso. Sem luvas. Porque, se com, eu era bem capaz de subir e depois pular dessa cadeira. Então seria adeus dedo, luvas, creme, casca, descasca, febre e dor... e chuchu. Porque ainda continuo a descascar chuchu, só que agora com luvas e sem possibilidade alguma de me tornar o Tistu.
Hoje meu indicador tá com febre e só por isso, unicamente por isso, pois não sou dessas... escrevo tamanha asneira aqui na Banca.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Desassossego
Deitei-me num desassossego só. Repassei o dia, a semana, as últimas semanas - essa merda toda do mês de agosto, na verdade - para tentar enxergar o nó. O nó cego, no caso.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
terça-feira, 16 de julho de 2013
De sol, cítricos e simetria
Gosto de chupar mexerica no sol; na calçada da rua ou no quintal; às onze horas, mais ou menos ou antes das dez. Ou seja: antes ou depois do programa do Padre Reginaldo. Sim, sou noveneira (mas isso é papo para outro post). É quando faço meu primeiro intervalo da senzala intelectual.
Quando estou na calçada de casa tem dois inconvenientes: ter que segurar os caroços na mão para depois jogá-los no devido lugar e, quase sempre, ser interrompida na minha conversação íntima, pelos: "oi, Rosana", "ow dona, onde mora fulano de tal".
Quando estou no quintal só tem um inconveniente: um calango que fincou morada, trouxe a família, que se assusta comigo e eu com ele, pois sempre penso que pode ser um rato. E rato não é coisa de Deus.
Chupar mexerica no terreiro, sim... é coisa de Deus. Não ajunto os caroços e vou jogando-os no espaço - de fora a fora - no que antes havia uma horta cultivada pelo ex-marido. Hoje nesse espaço há: um pé de boldo, porque quem é de Deus se protege; dois pés de ervas-cidreiras, um de ramo, outro de folha e um pé de carqueja - que eu, na minha ignorância, pensava ser pé macho e Houaiss acaba de me dizer que é fêmea - que dizem curar tudo que é doença, mas nunca usei para mim. Quedizê: tô erradinha.
Quase sempre que estou no terreiro apreciando essa delícia de fruto eu fico me perguntando: por que de manhã, por que no sol? Nunca encontro resposta. E volto ao passado, quase que automaticamente. Na calçada não... depois de me fazer essas mesmas perguntas, finco pé no presente, nos trabalhos e nos mimimis dessa minha vida...
No quintal é mais leve, mesmo que seja em meio a uma colocada de roupa na máquina ou uma apanhada de roupas no varal e o fruto ali, na mão, à espera da folginha. No quintal fico me lembrando dos frutos cítricos apreciados na minha infância. E não é de mexerica que me recordo. Eu me recordo das laranjas que meu pai descascava para nós. Uma belezura de descasque!!! Com uma faca de serrinha ele fazia com que a laranja ficasse com os fiozinhos verdes das cascas numa mesma distância, como que simetricamente medidos. Não eram medidos, claro; era uma questão de prática. Na minha lembrança vem uma história de que não podíamos descascar laranjas porque íamos nos sujar e sujar a cozinha e a pia e o diabo a quatro. Nem ligava. Era lindo, honroso, chupar uma laranja descascada, pelo meu pai, com tanta maestria.
Chupar mexerica no quintal é mais leve porque ao me lembrar dessas laranjas "obras de artes", me recordo, quase que de imediato, dos limões que eu chupava sem fazer careta. O que se tornou uma especialidade. Criança tímida, feia e sem nenhuma criatividade... encontrei nessa "arte" um jeito de mostrar um dom, de aparecer. E quando visitas chegavam em casa, a boboca aqui que não sabia fazer nada diferente ia demonstrar seu número circense: "vejam só a Rosana chupando limão sem fazer careta", e a maravilhosa fazia seu número, ganhava sorrisos espantosos, aplausos e saia satisfeita com aquela atenção... só que, vez ou outra, e às escondidas, fazendo mil caretas.
Mexerica chupada, caroços jogados na ex-horta, uma visita à infância e plim... já deu, é hora de voltar para o presente, para a senzala intelectual... porque ninguém vive só de sol, frutos cítricos e passado. O meu presente está aqui - delicioso feito laranja e mexerica, amargo feito limão - e eu no comando dele... buscando formas simétricas para um desenho mais bonito.
Quando estou na calçada de casa tem dois inconvenientes: ter que segurar os caroços na mão para depois jogá-los no devido lugar e, quase sempre, ser interrompida na minha conversação íntima, pelos: "oi, Rosana", "ow dona, onde mora fulano de tal".
Quando estou no quintal só tem um inconveniente: um calango que fincou morada, trouxe a família, que se assusta comigo e eu com ele, pois sempre penso que pode ser um rato. E rato não é coisa de Deus.
Chupar mexerica no terreiro, sim... é coisa de Deus. Não ajunto os caroços e vou jogando-os no espaço - de fora a fora - no que antes havia uma horta cultivada pelo ex-marido. Hoje nesse espaço há: um pé de boldo, porque quem é de Deus se protege; dois pés de ervas-cidreiras, um de ramo, outro de folha e um pé de carqueja - que eu, na minha ignorância, pensava ser pé macho e Houaiss acaba de me dizer que é fêmea - que dizem curar tudo que é doença, mas nunca usei para mim. Quedizê: tô erradinha.
Quase sempre que estou no terreiro apreciando essa delícia de fruto eu fico me perguntando: por que de manhã, por que no sol? Nunca encontro resposta. E volto ao passado, quase que automaticamente. Na calçada não... depois de me fazer essas mesmas perguntas, finco pé no presente, nos trabalhos e nos mimimis dessa minha vida...
No quintal é mais leve, mesmo que seja em meio a uma colocada de roupa na máquina ou uma apanhada de roupas no varal e o fruto ali, na mão, à espera da folginha. No quintal fico me lembrando dos frutos cítricos apreciados na minha infância. E não é de mexerica que me recordo. Eu me recordo das laranjas que meu pai descascava para nós. Uma belezura de descasque!!! Com uma faca de serrinha ele fazia com que a laranja ficasse com os fiozinhos verdes das cascas numa mesma distância, como que simetricamente medidos. Não eram medidos, claro; era uma questão de prática. Na minha lembrança vem uma história de que não podíamos descascar laranjas porque íamos nos sujar e sujar a cozinha e a pia e o diabo a quatro. Nem ligava. Era lindo, honroso, chupar uma laranja descascada, pelo meu pai, com tanta maestria.
Chupar mexerica no quintal é mais leve porque ao me lembrar dessas laranjas "obras de artes", me recordo, quase que de imediato, dos limões que eu chupava sem fazer careta. O que se tornou uma especialidade. Criança tímida, feia e sem nenhuma criatividade... encontrei nessa "arte" um jeito de mostrar um dom, de aparecer. E quando visitas chegavam em casa, a boboca aqui que não sabia fazer nada diferente ia demonstrar seu número circense: "vejam só a Rosana chupando limão sem fazer careta", e a maravilhosa fazia seu número, ganhava sorrisos espantosos, aplausos e saia satisfeita com aquela atenção... só que, vez ou outra, e às escondidas, fazendo mil caretas.
Mexerica chupada, caroços jogados na ex-horta, uma visita à infância e plim... já deu, é hora de voltar para o presente, para a senzala intelectual... porque ninguém vive só de sol, frutos cítricos e passado. O meu presente está aqui - delicioso feito laranja e mexerica, amargo feito limão - e eu no comando dele... buscando formas simétricas para um desenho mais bonito.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
De domingo, espaguete e liberdade
Dia de domingo, se não fiz almoço no sábado, é dia de espaguete: com sardinha, com frango, com salsicha, com linguiça calabresa e bacon, com presunto... com... com algo que seja carne. E carne para mim é carne de boi, de frango, de porco, de peixe, é carne. Estranho esse povo que fala: eu não como carne, só como frango ou peixe. Oi??? Isso não é carne? Para mim é... (mas isso é papo para outro post).
Mas vamos ao macarrão de domingo. Não, não, não, antes preciso explicar essa história de "se não fiz almoço no sábado...". É assim: desde que Laurinha se mudou para "Berlândia" eu faço almoço, dia sim, dia não. Nesse sábado de agora, por exemplo, eu comi o restinho da comida que fiz na sexta.
Não sei bem o que acontece, mas quase sempre aos domingos eu faço macarrão.
Ahhhhhh, que mentira, eu sei o que acontece, é que num dos dias da semana, sei lá o porquê, eu como, na janta, o restinho que fiz no almoço. Por que "num dos dias"? É porque sempre na hora da "janta" eu faço um lanche. Tão acompanhando?
Mas então... de volta ao espaguete.
Isso tudo é para dizer que meu espaguete tem ficado, cada vez melhor. E, assim, fico louca para chegar logo o próximo domingo para eu comer, de novo, meu espaguete.
Mentira, quero mais domingo para eu acordar a hora que Deus quiser, assistir aos cinquenta e cinco mil episódios do mesmo tanto de série que sigo e para eu não ter que explicar, para mim mesma, por que posso acordar tarde, comer espaguete sem hora marcada, grudar na TV e ficar à toa sem peso na consciência.
Espaguete representa liberdade. Liberdade de domingo. Liberdade de vida.
E viva as massas!!! E viva as massas!!!
Mas vamos ao macarrão de domingo. Não, não, não, antes preciso explicar essa história de "se não fiz almoço no sábado...". É assim: desde que Laurinha se mudou para "Berlândia" eu faço almoço, dia sim, dia não. Nesse sábado de agora, por exemplo, eu comi o restinho da comida que fiz na sexta.
Não sei bem o que acontece, mas quase sempre aos domingos eu faço macarrão.
Ahhhhhh, que mentira, eu sei o que acontece, é que num dos dias da semana, sei lá o porquê, eu como, na janta, o restinho que fiz no almoço. Por que "num dos dias"? É porque sempre na hora da "janta" eu faço um lanche. Tão acompanhando?
Mas então... de volta ao espaguete.
Isso tudo é para dizer que meu espaguete tem ficado, cada vez melhor. E, assim, fico louca para chegar logo o próximo domingo para eu comer, de novo, meu espaguete.
Mentira, quero mais domingo para eu acordar a hora que Deus quiser, assistir aos cinquenta e cinco mil episódios do mesmo tanto de série que sigo e para eu não ter que explicar, para mim mesma, por que posso acordar tarde, comer espaguete sem hora marcada, grudar na TV e ficar à toa sem peso na consciência.
Espaguete representa liberdade. Liberdade de domingo. Liberdade de vida.
E viva as massas!!! E viva as massas!!!
terça-feira, 9 de julho de 2013
Prontidão e expectativa
É cediço (alô meu tempo de estudante de Direito) minha ojeriza por autoajuda. Detesto mesmo!! Mas há autoajuda e autoajuda. Estou lendo, há mais de cinco semanas (porque se fosse 50 tons*, que é sacanagem, já teria terminado), o livro "A cabana", de William P. Young, que esbarra um pouco, a meu ver, nessa categoria autoajuda. Porém, é um livro interessante. Recomendo.
Mas não é bem do livro que quero falar. Quero falar de amizade. De amizades que se desfazem ou maculam porque houve mudança de comportamento de uma das partes que refletiu na mudança da outra parte. Uma das partes: os prováveis ex-amigos; outra parte: eu.
No livro "A cabana" o autor fala de amizade verdadeira e de amizade, amizade. Sobre a amizade verdadeira Young afirma que os amigos estão sempre de prontidão: para tudo. E que na amizade não verdadeira, os amigos criam expectativa.
Sempre pensei assim e nunca consegui me expressar dessa forma que me parece tão clara. E bem antes de ler esse fragmento do livro eu senti mudança em relação a algumas amizades. Houve um fato, fiquei de prontidão para ouvir motivos ou mesmo explicar o que senti, mas não houve oportunidade. A partir do impacto "sofrido" passei a criar expectativa e percebi que algo havia se desfeito.
O pior não é isso, o pior é que aconteceu mesmo com três, vejam vocês, três amigos. Em grau maior ou menor, o "choque", mas aconteceu. Da prontidão passei a criar expectativa. Uma pena. Mas se tem algo que torna o caminho da prontidão para a expectativa facim facim deu percorrer é um amigo verdadeiro ser grosseiro, grosseiro de novo ou zombador para comigo.
A minha sorte é que outros tantos amigos passaram da fase expectativa para prontidão. Creio que é assim que se solidifica uma amizade verdadeira. Mas creio também, que nenhuma substituirá aquelas que se foram, haverá sempre um vazio...
A amizade verdadeira poderia ser eternas, né? Se bem que nem a verdade é para sempre. Mas poderia ser. Assim, como o amor. Epaaaa... peraí, o amor, também, não é eterno.
Mas isso é papo para outro post...
* sim, eu li os três 50 tons e ó, podem se suicidarem, pois adorei. Mal escrito? É. Exagerado? É. Mas gostei. Enfim, talvez eu perca algum amigo. Mas aí você nem era meu amigo verdadeiro, ficou criando expectativa a meu respeito. Bem feito!!!!! hahahaha
Mas não é bem do livro que quero falar. Quero falar de amizade. De amizades que se desfazem ou maculam porque houve mudança de comportamento de uma das partes que refletiu na mudança da outra parte. Uma das partes: os prováveis ex-amigos; outra parte: eu.
No livro "A cabana" o autor fala de amizade verdadeira e de amizade, amizade. Sobre a amizade verdadeira Young afirma que os amigos estão sempre de prontidão: para tudo. E que na amizade não verdadeira, os amigos criam expectativa.
Sempre pensei assim e nunca consegui me expressar dessa forma que me parece tão clara. E bem antes de ler esse fragmento do livro eu senti mudança em relação a algumas amizades. Houve um fato, fiquei de prontidão para ouvir motivos ou mesmo explicar o que senti, mas não houve oportunidade. A partir do impacto "sofrido" passei a criar expectativa e percebi que algo havia se desfeito.
O pior não é isso, o pior é que aconteceu mesmo com três, vejam vocês, três amigos. Em grau maior ou menor, o "choque", mas aconteceu. Da prontidão passei a criar expectativa. Uma pena. Mas se tem algo que torna o caminho da prontidão para a expectativa facim facim deu percorrer é um amigo verdadeiro ser grosseiro, grosseiro de novo ou zombador para comigo.
A minha sorte é que outros tantos amigos passaram da fase expectativa para prontidão. Creio que é assim que se solidifica uma amizade verdadeira. Mas creio também, que nenhuma substituirá aquelas que se foram, haverá sempre um vazio...
A amizade verdadeira poderia ser eternas, né? Se bem que nem a verdade é para sempre. Mas poderia ser. Assim, como o amor. Epaaaa... peraí, o amor, também, não é eterno.
Mas isso é papo para outro post...
* sim, eu li os três 50 tons e ó, podem se suicidarem, pois adorei. Mal escrito? É. Exagerado? É. Mas gostei. Enfim, talvez eu perca algum amigo. Mas aí você nem era meu amigo verdadeiro, ficou criando expectativa a meu respeito. Bem feito!!!!! hahahaha
segunda-feira, 4 de março de 2013
[Só] essas Rosanas e eu...
Sempre gostei de ficar só. Achava leve e ansiava por ficar sem ninguém por perto de vez em quando. Necessidade absurda de ter uma casa só pra mim. E rir, respirar, chorar, conversar sozinha... sem nenhuma espécie de olhar crítico, de reprimendas, de solicitações.
O ficar só sempre foi precioso para mim. A solidão, não; a solidão sempre foi ruim e muitas vezes aparecia quando tinha gente por perto.
Agora vivo só e estou achando muito pesado cuidar só de mim. É como se houvesse cinquenta e cinco Rosanas gritando por atenção. Tem a que quer ler; a que quer comer fora de hora; a que quer conversar e discutir a relação; a que precisa trabalhar e estudar; a que coloca o relógio para despertar em quinze minutos prum cochilo rápido; a que necessita arrumar a casa e lavar as roupas; a que quer ficar na internet vadiando; a que não quer deixar nada fora do lugar; a que... Tá muito cansativo isso!!!! E solitário...
A casa não diminuiu e as necessidades das habitantes aumentaram... num grau que não estou conseguindo lidar.
Talvez eu leve mais tempo do que imaginei para me adaptar a cuidar só de mim e colocar cada uma das Rosanas voluntariosas em seu devido lugar e mostrar quem é mesmo dona dessa banca.
Cuidar de mim sozinha não tem sido nada fácil. Essas inúmeras Rosanas, cheias de solicitações absurdamente urgentes, têm me levado para a solidão e estão me impedindo de ficar só do jeito que gosto e preciso.
Tá fácil não!!!
O ficar só sempre foi precioso para mim. A solidão, não; a solidão sempre foi ruim e muitas vezes aparecia quando tinha gente por perto.
Agora vivo só e estou achando muito pesado cuidar só de mim. É como se houvesse cinquenta e cinco Rosanas gritando por atenção. Tem a que quer ler; a que quer comer fora de hora; a que quer conversar e discutir a relação; a que precisa trabalhar e estudar; a que coloca o relógio para despertar em quinze minutos prum cochilo rápido; a que necessita arrumar a casa e lavar as roupas; a que quer ficar na internet vadiando; a que não quer deixar nada fora do lugar; a que... Tá muito cansativo isso!!!! E solitário...
A casa não diminuiu e as necessidades das habitantes aumentaram... num grau que não estou conseguindo lidar.
Talvez eu leve mais tempo do que imaginei para me adaptar a cuidar só de mim e colocar cada uma das Rosanas voluntariosas em seu devido lugar e mostrar quem é mesmo dona dessa banca.
Cuidar de mim sozinha não tem sido nada fácil. Essas inúmeras Rosanas, cheias de solicitações absurdamente urgentes, têm me levado para a solidão e estão me impedindo de ficar só do jeito que gosto e preciso.
Tá fácil não!!!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Joelmir Beting e meu passado...
A morte de Joelmir Beting tem um significado
nostálgico (oi??) pra mim. Assim que li a notícia hoje de madrugada, e até
agora, estou com uma sensação do que vivi no passado. Quase uma saudade. São sensações boas... de esperanças, expectativas e muita disposição para a vida e o
estudo.
"Conheci" Joelmir Beting pelo rádio quando eu morava em Monte Carmelo, era "casadinha de nova" e me preparava para fazer concursos. Hora de fazer almoço era hora de ouvir Joelmir falar sobre economia e vários outros temas importantes para o desenvolvimento do País.
"Conheci" Joelmir Beting pelo rádio quando eu morava em Monte Carmelo, era "casadinha de nova" e me preparava para fazer concursos. Hora de fazer almoço era hora de ouvir Joelmir falar sobre economia e vários outros temas importantes para o desenvolvimento do País.
Aprendi
muita coisa com ele, adorava o jeito dele explicar o quase inexplicável. O que
Joelmir me ensinou me possibilitou acertar algumas questões na prova do Banco do Brasil e na Administração Fazendária do Estado e ser aprovada nos dois; e bem. Nunca esqueci!!
Quase
sempre que eu o via na TV pensava nesse tempo. Com gratidão e saudade.
E, assim, o Brasil vai perdendo muita gente importante e querida... Um dó!
A
morte de Hebe, por exemplo, me provoca tristeza até hoje... (mas isso é papo pra
outro post).
sábado, 3 de novembro de 2012
Por que não??? É primavera...
A impressão que eu tenho é que a velhice chegou. Não só pelos cabelos brancos que teimei em deixar ficar... substituindo aquela chatice de comprar tinta e arrumar alguém para pintá-los, como também, e principalmente, porque estou desatualizada do mundo em que a falta de educação e o pouco caso com o outro ao lado, é algo moderno e que não vejo, não sei, porque não saio de casa para me inteirar "do rola por aí".
A velhice chegou e sei porque constato que não tenho mais planos para o amanhã; tenho atividades: arrumar a casa, fazer comida, lavar roupas; revisar, orientar e formatar textos acadêmicos; ver TV; postar no Guaraná, às quintas... Muita senzala e pouca distração.
Quem não tem planos envelhece!!!!!
Peraí... ontem me surgiu um plano. Quem sabe ainda há resquícios de juventude em mim; mesmo enfurnada dentro de casa; mesmo pertinho de completar 57 anos...
Por que não??
É novembro, ainda é primavera... é tempo de florescer.
A velhice chegou e sei porque constato que não tenho mais planos para o amanhã; tenho atividades: arrumar a casa, fazer comida, lavar roupas; revisar, orientar e formatar textos acadêmicos; ver TV; postar no Guaraná, às quintas... Muita senzala e pouca distração.
Quem não tem planos envelhece!!!!!
Peraí... ontem me surgiu um plano. Quem sabe ainda há resquícios de juventude em mim; mesmo enfurnada dentro de casa; mesmo pertinho de completar 57 anos...
Por que não??
É novembro, ainda é primavera... é tempo de florescer.
sábado, 6 de outubro de 2012
Um sábado sem prumo
Raciocinar, analisar, estudar, orientar e colocar meus pensamentos num texto acadêmico eu até consigo fazer muito bem. Varo dia e noite, se preciso.
Mas...sinceramente? Meu corpo já não me obedece mais quando estou na senzala doméstica; quando preciso limpar de baixo de uma cama, por exemplo.
A minha cabeça dói absurdamente depois que faxino os dois banheiros principais da casa (que se dane aquele lá de fora) e sei que ela dói porque é companheira e não quer deixar minha coluna e minhas pernas doendo sozinhas. Algo acima do pescoço também tem que doer, por que né??
Depois de varrer todos os cômodos da casa, meu estômago embrulha porque sei que é preciso passar dois panos em cada um desses lugares. E... nesse tempo, é preciso lavar esses panos por quase quinze vezes. Comigo não rola isso de carregar balde para limpar pano. Vou é para o tanque mesmo, a cada lavada.
Em seguida tem as tais flanelinhas me esperando para limpar os móveis, os ventiladores, os portas-retratos e toda a sorte (oi??) de quinquilharia (como detesto "enfeite" de casa) que há em cima dos móveis.
Tremo só de pensar que há 555 janelas que nunca limpo direito... essas malditas.
Um dia de faxina é um dia de total mau humor, canseira, tristeza porque necessito fazer algumas coisas e meu corpo não mais me obedece. Nem a cabeça...
A cabeça quer voltar para os livros, os pitacos, as formatações, as análises, as orientações.
Como não posso fazer o que minha cabeça sabe bem e quer (e o coração, também, confesso), de vez em quando tiro um dia para fazer faxina na casa e esse dia me tira totalmente do prumo.
Gente sem prumo é gente deselegante, sem graça. Ou seja: já sou mesmo uma anciã!!!
Quem me abraça??
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