Desde terça-feira à tarde desta semana eu precisava resolver uma questão de saúde. Mas o que me levou a essa questão havia me aborrecido tanto que decidi melhorar minha autoestima para só depois dar movimento ao que fazer a partir do que eu teria conhecimento.
Não é do problema de saúde que quero falar - até devo, mas noutro dia - é do modo que lidei com esse problema.
E hoje de manhã, depois de ter melhorado meu astral - sim, levei mais de dois dias inteiros para isso - eu me movimentei para saber o que fazer a partir das informações que eu teria em mãos, digamos assim.
A sensação de leveza, tranquilidade e por que não dizer orgulho... foi tamanha que, não satisfeita, briguei comigo me questionando por que não ajo sempre assim. Logo em seguida, bem rapidinho, parei a briga e saboreei o êxito.
Quero muito exercitar essa coisa de bom senso, equilíbrio e leveza para o resto de minha vida, que seja de agora para frente já que antes quase nunca conseguia, mas que seja. Penso que tô no lucro.
O plano agora é não esquecer essa minha pequena grande vitória e nela me espelhar quando das novas pendengas da vida; porque elas vêm eu sei...
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Mormaço emocional
Fiquei esperando algo extremamente importante para retomar meus posts no blog: novo layout, ser avó (risos, muitos risos), arrumar um boy magia, ganhar na loteria ou mesmo voltar a ouvir como quero, preciso e vou.
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Sina
Não sei quando Djavan* compôs Sina; sei que foi numa época em que ainda vivia o grande amor de minha vida.
Como se não bastasse usar "quiçá", na letra da canção, Djavan inventa de caetanear meu cantor preferido. Tudo me levando a acreditar, por mais essa razão, que Sina é minha canção de amor.
Engraçado, Sina não é a canção que mais amo na vida. Antes dela, há várias mais lindas, amadas e comoventes, pra mim, como: "Amor de Índio", "Chão de Giz", "É Necessário". Beijos, queridos Beto Guedes, Zé Ramalho e Almir Sater!
Estranho que, do meu cantor preferido, não há nenhuma canção entre as cinco que amo mais. Mas há quase novecentas entre as mil preferidas, viu Caetano? Opps, tô mentindo. Mentindo por amor!!
Mas não é disso que quero falar...
Quero falar de Sina e de como, de tempos em tempos, como por agora, essa canção volta ao meu coração, lembranças e sensações pra que eu não esqueça um amor que vivi.
E apesar de "tocarei seu nome pra poder falar de amor" - sim, cito o nome - não é o nome nem o homem que amei, que ainda amo.
Amo e amarei esse amor que vivi; pra sempre.
Tipo sina, sabe?? Só que feliz!!!
*E Djavan, filho da mãe, compôs Oceano, uma canção (isso é tema pr'outro post) que me faz recordar outro amor - dos mais belos, também - que vivi. Num fode comigo, Djavan!! Nem te amo mais do que amo Caetano ou Almir... vá...
terça-feira, 16 de junho de 2015
Brasilia linda, porém com alguns taxistas escrotos
Brasília não é só a cidade do céu mais lindíssimo do mundo; a cidade dos homens, como costumo falar; dos políticos safados; das gentes que trabalham muito e correm mais ainda; dos motoristas que param para pedestres passarem. Brasília é capital do táxi e seus taxistas. E esses taxistas... pensei conhecer bem: sempre solícitos, discretos, amigáveis, sem preconceitos. Até que me aparecem dois atípicos, mas tão atípicos que me deixaram paralisada sem que eu conseguisse argumentar, xingar, brigar. Não só a mim. Marina até falou alguma coisa, mas não como sempre fala; com veemência.
Vamos aos fatos. O primeiro deles, o de domingo à noite, sem mais nem menos começou: tão vendo esse lugar aqui? só dá viado (sic); esse grupinho aqui, aquele ali, só tem viado e eles vão se reunindo, sobem todos para a quadra... (esqueci o nome) e vão fazer programa. Esse mundo tá acabado, no meu tempo não tinha essa viadagem toda, sei que não tenho nada com isso, mas não entendo E a gente é obrigado a ver por aqui viado e sapatão.
Marina balbuciou algo como "a vida é deles, se eles são felizes, ninguém tem nada com isso", frase que foi atropelada pelas frases odiosas dele. Eu rascunhei um "os de sua época estavam infelizes no armário", mas ele, também, não me ouviu. E, graças a Deus, chegamos ao nosso destino, descemos do táxi, olhando uma para a cara da outra meio que dizendo hãnn??? Claro que o nosso espanto rendeu uma conversa longa...
O segundo taxista, de segunda-feira, foi o que me levou para a rodoviária. A grosseria dele começou quando nos localizou na rampa do prédio de Marina. Ao nos identificar, seguiu em frente sem se oferecer para carregar absolutamente nada; saiu pisando firme, machão, meio que dono do mundo. Ao sair do estacionamento onde estava, e depois de saber nosso destino, ele falou que aquela era uma corrida que não costumava fazer. Sugeriu, então, que Marina indicasse o caminho. No que ela se prontificou, claro.
Poderia ficar por aí, né? Mas não! O educadinho, com toda 'sabedoria', disse que tinha costume de fazer corrida para a Rodoviária só do Lago Sul nos finais de semana. O Lago Sul é conhecido por habitantes mais ricos; adendo importante, juro. E o merdinha teve a bondade de acrescentar (sic sic sic sem fim, para a frase dele): "nos final de semana eu pego as empregada doméstica e levo na rodoviária porque elas tem costume de viajá de ônibus pras cidade delas, onde mora os pais, as famia"
Corta pra mim!!
Olho para Marina, ela olha para mim e juro, balbuciamos: hãn???? E com esse motorista não conseguimos criar nenhuma frase resposta.
E eu voltei de Brasília muito indignada com esse lado da cidade linda que eu não conhecia. Fiquei extremamente indignada com esses dois motoristas e com minha inércia verborrágica.
Só uma palavra feia como essa verborrágica para ilustrar a feiura que foi conhecer Brasília de seus taxistas preconceituosos e visitantes sem reação diante de tamanho absurdo.
Voltei cho-ca-da, apesar do céu mais lindo do mundo!!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Por que não tenho falado de senzala...
Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.
Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.
Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.
Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!
Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!!
Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi.
Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).
E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.
Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).
E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.
Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.
Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os óculos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo...
Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.
1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc., é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!!
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!
Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida.
É isso!!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
E 2015 tá uma delícia, o ano do bem em em
Eu me recuso a aceitar 2015 ruim. Quero nem saber o que tá acontecendo desde o início dele, 2015 vai ser um ano bom para mim. Em todos os sentidos.
E foi por isso que criei os mantras: "2015 tá uma delícia, meu Deus", "2015 é do bem", "que ano maravilhoso esse 2015", "2015 será o meu melhor ano".
Repito os mantras como quem evoca o sagrado, o feliz, o sucesso e o bem-estar. Aliás, essas são funções dos mantras, daqueles que vão além do hummmmmm.
E mesmo após uma noite não dormida; câimbras por músculos que jamais sonhei ter e que resultaram em pernas com dores e um andar de quem tem 95, em vez de 59; uma tosse do cão; uma tal labirintite que resolveu me visitar e se alojou desde sábado na minha cabeça; prossigo no meu projeto quase férias com os mantras ecoando por toda casa: 2015 tá uma delícia meu Deus, que ano do bem em em em...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
De amor à vida, de honra e de Zé Alencar
Ontem eu acabei de ler a biografia de José Alencar, o vice-presidente, escrita por Eliane Cantanhêde, publicada pela Sextante, em 2010: Amor à vida: a saga de um brasileiro.
Abrindo um parênteses digo que adoro biografias, sempre gostei muito e considero de extremo mau gosto essa briga de que pode ou não pode biografia. Inadmissível pensar em censura, mas enfim... não é disso que eu quero falar.
Nem quero falar do livro em si, também. Ler sobre alguém que você sabe que já morreu é complicado, mas no livro ele não morreu ainda. Eliane conta fatos até o início de 2010 e Zé Alencar morreu em 29 de março de 2011. Quase um acalento...
Comecei a ler o livro em 4 de novembro de 2013 às 3 horas da matina (que houve essa noite, minhas gentes??) e terminei exatamente três meses depois: 4 de fevereiro de 2014. Quanto tempo, meu Deus e quanta coisa aconteceu nesse meio tempo, daria um livro aliás...
É realmente impressionante as lições desse homem. Eu fico muito admirada com quem se safa de dificuldades. Não consigo. Quanto mais dificuldades eu tenho, mais fraca me sinto. O Zé Alencar não, quanto mais alguém dizia para ele: não tem saída, ele se virava e dava um jeito. Sobretudo no período em que o câncer brincava de ser dono dele. E ele lá, dando rasteira nessa doença do cão.
Mas meu objetivo mesmo para esse post é, exatamente, falar sobre o que li no final do livro, com enfoque nas últimas frases.
Explico: sempre disse algo às minhas meninas que carrego a minha vida toda; não sei se aprendi de alguém... não me recordo. Não me recordo mesmo!! Parece algo que eu mesma percebi e construí como correto. Algo que sempre foi uma das maiores e mais constantes lições que repassei e repasso para Marina e Laura. Algo a ver com honra. Sempre disse a elas, mais ou menos assim: "a gente tem que sair pela porta da frente, de qualquer situação, seja uma separação amorosa, um rompimento de amizade, uma saída de emprego, porque ao sair pela porta da frente há como voltar um dia, de cabeça erguida, se precisarmos voltar." Sempre disse isso, não foi nem uma, nem duas, nem três, nem dez vezes, muito mais que isso. Tenho pavor e quero distância de quem não sabe desfazer um negócio ou uma relação afetiva. Pavor!!
E o que leio ontem no final do livro do Zé Alencar? Reproduzo o que Eliane escreveu para vocês verem como estamos ali, juntinhos: ele e eu no que pensamos sobre correção e honra.
"O que eu tenho medo é da desonra, porque um homem honrado não morre nunca, e o homem que perdeu a honorabilidade morre em vida. Pensa que está vivo, mas as pessoas o evitam, não querem conhecê-lo, não querem conviver com ele, fazem questão de dizer que não o conhecem."
Em outras palavras, Alencar estava repetindo o principal ensinamento de seu pai, Antônio, quando ele pediu a bênção, aos 14 anos, para sair de casa e ganhar o mundo: - O importante na vida é poder voltar. (CANTANHÊDE, 2010, p. 364).
Tão bom saber que não estou só!!!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
de janeiro2014.doc ou como queria escrever igual aos posts mensais de Laura*
Preciso carimbar o fim desse mês estranho. Aconteceu de um tudo em janeiro, minhas gentes.
Aniversário de Marina comemorado no último dia do ano, mas com resquício no dia certo: de bolo, gentes, galinhada, e talheres para eu lavar.
Marina volta pra Brasília sei lá que dia, vem de novo e chega em casa com meu filhote Rafa, um pé quebrado no meio do caminho, e todo o caos de uma pessoa que ficou basicamente inoperante para tudo.
E com meu filhote aqui, eu acordava mais cedo para adiantar minha senzala e assim que ele se levantava, largava tudo para conversar, rir e reclamar da vida. Que dó, meu Deus, que dó!
Foi aniversário de 88 anos de meu pai com direito a família toda reunida e de uma imbecil qualquer a me perguntar se eu era irmã do meu pai. Olha... tudo bem que tô velhinha, cabelo branco, mas né??? Num rola!!! No aniversário dele reencontrei muita gente amiga, meus sobrinhos e sobrinhos-netos, virei fotógrafa de uma máquina que não era lá grandes coisas e que me rendeu dois pés inchados porque sou anciã e não tem como ficar muito tempo em pé sem reflexos negativos.
A noite do aniversário do pai, parte da família veio aqui pra casa para os pequenos ganharem presentes meus, comermos pizza e inaugurarmos a porta da fama, no meu quarto, com vários recadinhos dos queridos meus.
E Rafa ficou mais um tempo e foi muito, muito bom a presença dele aqui. Pena que Jéss - que veio no final de dezembro - não estava mais. Foi sem dúvida a parte feliz do mês de janeiro. A mais leve, a mais alegre e a que fui cuidada.
No dia que Rafa foi embora me deparei com gente adulta de sete anos e eu, com cinco, fiquei sem nenhuma paciência para adivinhações e para com...
Mas o pior do dia que Rafa foi embora - noite, no caso - foi ele ter ido embora. Ah gente, a pessoa ria e dançava comigo, elogiava minha comida, lavava os talheres, varia a copa e fechava a janela do meu quarto, todas as noites, comigo já dormindo e antes de ir pra própria cama. Há quanto tempo não tinha um cuidado desse? Só Deus pra lembrar!
E depois que Rafa se foi o bicho pegou de vez, porque aí fui correr para entregar um trabalho, de cliente generosíssima, que parecia sem fim. É sem fim. Que canseira!!! Não acabei e peguei outro e acabei esse outro e tenho que voltar para o antigo e me recusei a voltar para o antigo hoje à tarde porque estou exausta, recebi dados estimulantes e cismei que o resto do dia era só para fazer planos para o resto do ano que começou com um janeiro estilo agosto, apesar da presença fofa do Rafa setembro. Ufaaa!!!
E nesse mês todo eu ainda: reclamei de cansaço, muito mais que o normal: o cansaço e a reclamação; tive muita paciência, apesar de não parecer; e abri uma fábrica de gelo para atender à Marininha que dizia: "e quatro pedrinhas de gelo, mãe": no suco ou refrigerante que, para ela, eu levava. E levo. Em fevereiro tem mais.
E a Laurinha nessa história toda? No título, no pensamento e no coração muito, muito e sempre; nos sms e inbox facebook menos do que o habitual. Mas alguém tinha que se prejudicar nessa fase. Afinal, tô cuidando de um neném com trinta anos e tanto... e bem fora de prática.
Nesse meio tempo ficamos de férias no Guaraná com Canudinho o que me deixou praticamente afastada de escrever algo que não tenha uma linguagem acadêmica, se é que me entendem.
Muito mais coisas aconteceram nesse janeiro, mas me recuso a contar o resto porque agora eu tô cansada, como fiquei cansada o mês inteiro...
Ahhhhhhhhh, não posso esquecer que janeiro me impossibilitou de assistir as séries que amo, do jeito que assistia. Tô muto revoltada com essa parte, minhas gente, má muito.
E, sabem mais? A minha cabeça ficou toda assim, em janeiro: bagunçadinha, sem pausa, bem disparada como esse post.
*leiam aqui e vocês vão se deliciar. Não vale comentar: "ai, Rosaninha... nada a ver seu post com os dela."
Aniversário de Marina comemorado no último dia do ano, mas com resquício no dia certo: de bolo, gentes, galinhada, e talheres para eu lavar.
Marina volta pra Brasília sei lá que dia, vem de novo e chega em casa com meu filhote Rafa, um pé quebrado no meio do caminho, e todo o caos de uma pessoa que ficou basicamente inoperante para tudo.
E com meu filhote aqui, eu acordava mais cedo para adiantar minha senzala e assim que ele se levantava, largava tudo para conversar, rir e reclamar da vida. Que dó, meu Deus, que dó!
Foi aniversário de 88 anos de meu pai com direito a família toda reunida e de uma imbecil qualquer a me perguntar se eu era irmã do meu pai. Olha... tudo bem que tô velhinha, cabelo branco, mas né??? Num rola!!! No aniversário dele reencontrei muita gente amiga, meus sobrinhos e sobrinhos-netos, virei fotógrafa de uma máquina que não era lá grandes coisas e que me rendeu dois pés inchados porque sou anciã e não tem como ficar muito tempo em pé sem reflexos negativos.
A noite do aniversário do pai, parte da família veio aqui pra casa para os pequenos ganharem presentes meus, comermos pizza e inaugurarmos a porta da fama, no meu quarto, com vários recadinhos dos queridos meus.
E Rafa ficou mais um tempo e foi muito, muito bom a presença dele aqui. Pena que Jéss - que veio no final de dezembro - não estava mais. Foi sem dúvida a parte feliz do mês de janeiro. A mais leve, a mais alegre e a que fui cuidada.
No dia que Rafa foi embora me deparei com gente adulta de sete anos e eu, com cinco, fiquei sem nenhuma paciência para adivinhações e para com...
Mas o pior do dia que Rafa foi embora - noite, no caso - foi ele ter ido embora. Ah gente, a pessoa ria e dançava comigo, elogiava minha comida, lavava os talheres, varia a copa e fechava a janela do meu quarto, todas as noites, comigo já dormindo e antes de ir pra própria cama. Há quanto tempo não tinha um cuidado desse? Só Deus pra lembrar!
E depois que Rafa se foi o bicho pegou de vez, porque aí fui correr para entregar um trabalho, de cliente generosíssima, que parecia sem fim. É sem fim. Que canseira!!! Não acabei e peguei outro e acabei esse outro e tenho que voltar para o antigo e me recusei a voltar para o antigo hoje à tarde porque estou exausta, recebi dados estimulantes e cismei que o resto do dia era só para fazer planos para o resto do ano que começou com um janeiro estilo agosto, apesar da presença fofa do Rafa setembro. Ufaaa!!!
E nesse mês todo eu ainda: reclamei de cansaço, muito mais que o normal: o cansaço e a reclamação; tive muita paciência, apesar de não parecer; e abri uma fábrica de gelo para atender à Marininha que dizia: "e quatro pedrinhas de gelo, mãe": no suco ou refrigerante que, para ela, eu levava. E levo. Em fevereiro tem mais.
E a Laurinha nessa história toda? No título, no pensamento e no coração muito, muito e sempre; nos sms e inbox facebook menos do que o habitual. Mas alguém tinha que se prejudicar nessa fase. Afinal, tô cuidando de um neném com trinta anos e tanto... e bem fora de prática.
Nesse meio tempo ficamos de férias no Guaraná com Canudinho o que me deixou praticamente afastada de escrever algo que não tenha uma linguagem acadêmica, se é que me entendem.
Muito mais coisas aconteceram nesse janeiro, mas me recuso a contar o resto porque agora eu tô cansada, como fiquei cansada o mês inteiro...
Ahhhhhhhhh, não posso esquecer que janeiro me impossibilitou de assistir as séries que amo, do jeito que assistia. Tô muto revoltada com essa parte, minhas gente, má muito.
E, sabem mais? A minha cabeça ficou toda assim, em janeiro: bagunçadinha, sem pausa, bem disparada como esse post.
*leiam aqui e vocês vão se deliciar. Não vale comentar: "ai, Rosaninha... nada a ver seu post com os dela."
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Às 5 horas mais ou menos
Preciso terminar um trabalho com urgência. Tenho prazo para entregá-lo e prazo é uma coisa que costumo cumprir. SEMPRE!!
Mas gente, o que é esse calor do cão de uns dias para cá? Por esse motivo desde de ontem, e até quando durar esse pré-inferno, mudei meu horário da senzala: começo às 5 horas da manhã, mais ou menos, paro duas vezes para lanchar (sim, sou gorda e você que é feio?), faço meu almoço o mais tarde possível, porque de manhã eu sou muito melhor de serviço.
Depois do almoço, arrumo a porcaria oooppss, a linda cozinha, porque pia suja não entra no meu cardápio, descanso um pouco, (durmo, no caso) porque sou uma anciã cansada (Férias? as minhas duram o tempo da leitura desse post), tomo um banho, lavando cabeça, claro, e volto às 5 da tarde, mais ou menos, parando com a entrada da noite.
Esse post, com todos esses detalhes chatos foi feito apenas para dizer a quem estiver lendo (oi???) o que se passa na minha vida atual e pedir - implorar, a bem da verdade -: pensamento positivo, água gelada, sorvete, ventilador e, sobretudo, raciocínio rápido, porque essa senzala de agora é das grandE... como é grande esse meu desespero com o mundo que parece... vai acabar em brasa...
Mas gente, o que é esse calor do cão de uns dias para cá? Por esse motivo desde de ontem, e até quando durar esse pré-inferno, mudei meu horário da senzala: começo às 5 horas da manhã, mais ou menos, paro duas vezes para lanchar (sim, sou gorda e você que é feio?), faço meu almoço o mais tarde possível, porque de manhã eu sou muito melhor de serviço.
Depois do almoço, arrumo a porcaria oooppss, a linda cozinha, porque pia suja não entra no meu cardápio, descanso um pouco, (durmo, no caso) porque sou uma anciã cansada (Férias? as minhas duram o tempo da leitura desse post), tomo um banho, lavando cabeça, claro, e volto às 5 da tarde, mais ou menos, parando com a entrada da noite.
Esse post, com todos esses detalhes chatos foi feito apenas para dizer a quem estiver lendo (oi???) o que se passa na minha vida atual e pedir - implorar, a bem da verdade -: pensamento positivo, água gelada, sorvete, ventilador e, sobretudo, raciocínio rápido, porque essa senzala de agora é das grandE... como é grande esse meu desespero com o mundo que parece... vai acabar em brasa...
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Da falta e do excesso
Fico encafifada, por que não dizer irritada, quando ouço alguém dizer que não se arrepende de nada. Desculpaêêê quem diz essa babaquice: não acredito em você. Nem em sonho.
Como a vida alheia me interessa, mas não ao ponto de sair "nos tapa" por esse motivo, o que me fará arrepender depois... deixar pra lá. Bora falar de mim.
Como me arrependo em não ter me calado mais ou falado mais. Impressionante como as palavras ou a falta delas bagunça uma série de coisas na vida da gente. Na vida afetiva então...
Meus últimos meses se resumem a sonhar com determinado sujeito e com o que vivemos. E nesses sonhos quase sempre digo o que preciso e calo os excessos. Acordo um tanto decepcionada por que né? Eu sei das coisas. Sabia. Por que não fazia tudo certinho?
Entre o falar muito e o me calar, o que mais me irrita é o ter falado muito, porque percebido pelo outro. O silêncio não. O silêncio foi só meu. E mesmo assim me arrependo.
Nego inventa tanta coisa, medicina tá tão avançada, a tecnologia idem, porque não inventam uma máquina do futuro num presente tenso? Tudo seria tão mais certo.
Se bem que a vida certinha, com total quatro em tudo que for dois mais dois deve ser bem cinza, sem sal, morna. Gosto não!!!
É... é melhor se arrepender. E pra fogueira aqueles que falam: "só me arrependo do que não fiz." Risos. Gargalhadas. Enfado!!!
Apesar de ter falado em deixar vida alheia pra lá, essa minha irritação existe, também, porque o sonho mais recente foi do sujeito dizendo que quem pede desculpas é sem-vergonha... e quem se arrepende é fraco.
Beijos da sem-vergonha e fraca do passado. E do presente. E do futuro.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Diálogo punk ou como resolver rapidinho uma questão
Ainda não sei o que pensar a respeito, pois mesmo tempo que achei graça me deu um medo que ó...
Fiquei ontem com Ana Clara e Heitor* e quanto almoçávamos surgiu o diálogo que tento transcrever o mais fiel possível.
Ela: meu aniversário é o mês que vem, já tá chegando.
Eu: adoro setembro, é o segundo mês de minha preferência.
Ela: qual o primeiro?
Eu: maio
Eles: por quê? Por que aniversário de Laurinha?
Eu: não, amo maio bem antes de Laurinha existir, desde sempre.
Ele: foi quando você casou com meu pai, aposto...
Eu: não, nada a ver; não há nenhum motivo específico. Sempre gostei. Sempre falo que se ficasse sedada vários meses e acordasse um dia em maio eu saberia identificar que estávamos nesse mês lindo só pelo cheiro delícia, pela cor do céu e pela atmosfera mesmo. Maio tem um quê que me encanta.
Ele: ah é? e quando foi que você casou com meu pai?
Eu: em junho. Fiz menção de mudar de assunto, afinal... né? Pra quê?
Ela: que dia você casou?
Eu: me passa a batatinha
Ela: que dia Tia?
Eu: eu me casei em dois dias, dia 29 no civil e dia 30 no religioso.
Ela: (meio sem graça) minha mãe só casou com meu pai no civil, ela não pode casar no religioso porque ele já casou com você nele
Eu: quanta besteira, né? Liga pra isso não. Se casamento religioso segurasse casal vocês nem existiam.
Ela sorriu.
Ele: é, mas você é muiiiito mais velha que minha mãe, morre primeiro e meu pai casa com ela no religioso.
Eu: ãhãnnn, Heitor, você não quer que eu morra, quer??
Ela tentou mil argumentos sobre como gente nova pode morrer antes de gente velha, que não tem nada a ver e blá-blá-blá...
Encerramos o assunto e fomos tomar sorvete.
*os pitiitnhos são filhos de meu ex-marido, para quem não sabe.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
De indicador e seu novo ciclo
Estou com meu dedo indicador da mão esquerda mei podre.
Começou assim... quedizê, é assim que me lembro do início da podridão: um dia eu descascava chuchu e cortei esse dedo e depois, no prosseguimento da descascação - mesmo não sendo Tistu, de Maurice Druon - fiquei com o dedo verde. De verde ele passou para dedo descascado e depois para dedo inchado e febril. É todo um ciclo: casca, descasca, febre, inchaço e dor. O verde nunca mais voltou. Cadê a esperança??
Quando meu indicador tá com casca uso quase uma lata de creme nivea para suavizar, ao retirá-las ou na tentativa de... uso mais quase uma lata de creme de novo, para assentar a pele, dá sustança. Para diminuir um pouco esse processo, achei por bem comprar luvas e proteger o tal indicador esquerdo bichado de reincidentes feridas/descasques/inchaços/febres.
Nunca soube que o indicador tinha serventia para além de apontar feiura e defeito nos outros. Nunca havia percebido que minhas digitações têm excesso de efe, erre, vê, tê, gê, bê, 6 e 5. Sim, digito com todos os dedos. E sem olhar para o teclado. E rápido. Parabéns para mim. Grata!! Agora eu encho a boca para falar dessa minha proeza, mas na hora de digitar f/r/v/t/g/b/5/6 é um deus nos acuda. Que dor!!
Nunca soube que ao usar luvas me sentiria meio enforcada. O meu indicador, ou seria minha mão? tá com sérios pobrema de respiração, pulsação, sei lá que ão há no pescoço. Sei que fico fatigada ao colocar luvas. E então afasto todas as cadeiras de perto com medo de, mei sem querer, pular de uma delas e morrer enforcada. De dedo indicador. Ou de mão. Vai saber.
Quando meu indicador tá descascando surge uma esperança: agora ele vai ficar são. Mas não... de liso passa para inchado e febril.
Hoje meu indicador tá com febre e dolorido. E para quase toda minha senzala e vadiagem na internet preciso dele e o uso. Sem luvas. Porque, se com, eu era bem capaz de subir e depois pular dessa cadeira. Então seria adeus dedo, luvas, creme, casca, descasca, febre e dor... e chuchu. Porque ainda continuo a descascar chuchu, só que agora com luvas e sem possibilidade alguma de me tornar o Tistu.
Hoje meu indicador tá com febre e só por isso, unicamente por isso, pois não sou dessas... escrevo tamanha asneira aqui na Banca.
Começou assim... quedizê, é assim que me lembro do início da podridão: um dia eu descascava chuchu e cortei esse dedo e depois, no prosseguimento da descascação - mesmo não sendo Tistu, de Maurice Druon - fiquei com o dedo verde. De verde ele passou para dedo descascado e depois para dedo inchado e febril. É todo um ciclo: casca, descasca, febre, inchaço e dor. O verde nunca mais voltou. Cadê a esperança??
Quando meu indicador tá com casca uso quase uma lata de creme nivea para suavizar, ao retirá-las ou na tentativa de... uso mais quase uma lata de creme de novo, para assentar a pele, dá sustança. Para diminuir um pouco esse processo, achei por bem comprar luvas e proteger o tal indicador esquerdo bichado de reincidentes feridas/descasques/inchaços/febres.
Nunca soube que o indicador tinha serventia para além de apontar feiura e defeito nos outros. Nunca havia percebido que minhas digitações têm excesso de efe, erre, vê, tê, gê, bê, 6 e 5. Sim, digito com todos os dedos. E sem olhar para o teclado. E rápido. Parabéns para mim. Grata!! Agora eu encho a boca para falar dessa minha proeza, mas na hora de digitar f/r/v/t/g/b/5/6 é um deus nos acuda. Que dor!!
Nunca soube que ao usar luvas me sentiria meio enforcada. O meu indicador, ou seria minha mão? tá com sérios pobrema de respiração, pulsação, sei lá que ão há no pescoço. Sei que fico fatigada ao colocar luvas. E então afasto todas as cadeiras de perto com medo de, mei sem querer, pular de uma delas e morrer enforcada. De dedo indicador. Ou de mão. Vai saber.
Quando meu indicador tá descascando surge uma esperança: agora ele vai ficar são. Mas não... de liso passa para inchado e febril.
Hoje meu indicador tá com febre e dolorido. E para quase toda minha senzala e vadiagem na internet preciso dele e o uso. Sem luvas. Porque, se com, eu era bem capaz de subir e depois pular dessa cadeira. Então seria adeus dedo, luvas, creme, casca, descasca, febre e dor... e chuchu. Porque ainda continuo a descascar chuchu, só que agora com luvas e sem possibilidade alguma de me tornar o Tistu.
Hoje meu indicador tá com febre e só por isso, unicamente por isso, pois não sou dessas... escrevo tamanha asneira aqui na Banca.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Desassossego
Deitei-me num desassossego só. Repassei o dia, a semana, as últimas semanas - essa merda toda do mês de agosto, na verdade - para tentar enxergar o nó. O nó cego, no caso.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Um ano de liberdade, mas ouvindo merda
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| De julho de 2012 a julho de 2013 |
Há um ano, em 18 de julho de 2012, quando cortei meus cabelos bem curtinho decidi não mais pintá-los. Como me arrependi, meu Deus!!
Não, não de deixá-los brancos, mas de não assumi-los uns dez anos atrás ou quinze...
Comecei a ter cabelos brancos bem nova. Aos trinta e poucos anos eu já tinha bastante deles povoando minha cabeleira. E eles se destacavam dos demais, pois sempre tive os cabelos muito pretos.
No início da brancura eu usava henna e eles ficavam belíssimos: alguns cabelos meio dourados misturados aos milhões de pretos. Lindimais. Lembrando que a vida toda fui convencida no quesito cabelo, porque eles sempre foram lindos. Desculpaêê quem tem cabelo sem cor definida (branco é cor definida, ok?), sem balanço e sem brilho. Nunca foi meu caso (sim, tenho cinco anos... hehehe)
Mas logo os branquinhos foram ganhando espaço e henna não resolvia mais nada. Foi quando começou a maior indecência de minha vida: tinta nos cabelos. Isso não é coisa de Deus!!!
Não há nesse mundo de meu Deus nada pior que pintar cabelos. Ahhh, há sim: fazer sobrancelhas com pinça. Esqueci dessa outra merda. Depilo corpo todo - incluindo as sobrancelhas - mas não quero pintar cabelos. E por mais de quinze anos eu vivi esse inferno: comprar tinta, achar alguém para fazer isso ou eu mesma me aventurar nessa saga. Comigo ainda tinha um porém: não me contentava com tinta qualquer. É que fiquei pobre, mas não fiquei burra, tão me entendendo?
Aqui em casa quando falei em deixar de pintar os cabelos houve uma ligeira e clara rejeição por parte das minhas meninas. Hoje não, hoje Laurinha e Marininha continuam me amando e me admirando e achando que tô bem. Apesar dos aiiiiii mãe, não quero, ai mamita, vai ficar feio e mimimis, liguei nada para elas. A decisão era só minha mesmo. E fiquei matutando essa ideia por um bom tempo: cerca de um ano.
Eis que na noite de 18 de julho de 2012 eu cortei minha juba bem curtinha com essa finalidade: deixar tudo branquinho.
Me dei bem com essa decisão desde o início. Mas como não sou radical eu dizia: vou deixar branco, por enquanto, se eu não gostar, pinto de novo. No fundo eu sabia que ia gostar.
Nunca tive medo de me parecer velha diante dos outros. Nunca me preocupei muito com as opiniões alheias.
Geeeeeenteeeeeee, eu me casei de óóóóóculos em 1979. Cês têm ideia do que foi esse evento? E caguei geral pro povo que torceu nariz para mim. A mim, me bastava saber que o então, maior interessado no casório, não se importava. E ele me deu maior força. Obrigada, Dedé... sempre!!
Então, deixar cabelo branco sem tinta seria fichinha para mim. Foi fichinha. O que pegou mesmo não foi o que o outro pensava, mas o que o outro falava. O outro não, né? As outras. Bicho estranho é mulher. Owww!!! Cada merda que ouvi e ouço ainda que dá para organizar um compêndio: como reagir às opiniões nada a ver de mulheres babacas.
Cabelo branco jamais vai representar, para mim, velhice. Velhice é outra coisa. Enquanto eu tiver o coração jovem (soou brega, hahahah mas juro que tenho) e a mente aberta para mudanças eu vou me sentir jovem. E dar risadas de quem me critica e se prende a um pacote de tinta se achando mais bonita e moderna.
O mais engraçado de tudo que ouço são frases iguais ou similares a esta: "por que você não faz como eu e pinta os seus cabelos, eu uso essa tintazzzzzzz." Dependendo de minha disposição eu pergunto: "mas você jura que tem tinta para cabelos?" ou apenas olho aquele cabelo horroroso com um feixe branco no centro, sem vida, sem brilho, sem balança e rio, internamente. Ou não hahahaha...
Nessas horas eu não sou velha nada, eu fico, inclusive, com cinco anos porque só sei pensar: "enquanto seu cabelo tá pintado e feio o meu tá sem tinta, com brilho, com volume e lindo."
E viva os cabelos sem tintura e sem essa ditadura imposta pela sociedade. Às minhas amigas eu recomendo o abandono das tinturas e a liberdade. Àquelas que desejam continuar pintando dou maior apoio, mas recomendo uma coisinha: se for para me criticar traga seu cabelo muito bem pintado e, de preferência, bonito.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
De gente que me representa
Quem me conhece bem sabe que não gosto de discutir sobre três assuntos: religião, política e futebol (galoooo, é freguês hahahaha*). A impressão que tenho é que fanatismo impera em qualquer diálogo sobre essas três temáticas. Evito, portanto!! Mas como não vou discutir com ninguém vou é dar minha opinião e não é bem sobre religião, mas não deixa de ser também sobre religião... ai, tô confusa rs... que se dane quem não concordar comigo.
Como disse neste post aqui, assisto ao programa do Padre Reginaldo Manzotti. Ao programa não, aos programas: esse das 10 horas e outro das 15 horas. Gosto bastante!! Eles têm me ajudado a equilibrar o bando de emoções e percalços que andam povoando minha vidinha nos últimos anos.
No programa das 10 horas, que dura uma hora, o Padre ouve vários ouvintes que ligam para lá. OUVE, se é que vocês me entendem. É nisso que ele me representa, sabem? O Padre não compara, não mede sofrimento de ninguém, não despreza nenhum tipo de dor. Nenhum!!!
O que tem de gente, nesse mundo de meu Deus que precisava aprender com ele... Por que comigo não vale, sou ninguém capaz de ensinar isso, apesar de agir de forma bem parecida.
Eu detesto gente que ao ouvir um história triste sai com essas: "nossa, comigo aconteceu assim"; "podia ser pior"; "você reclamando de algo tão pequeno sendo que fulano de tal passa por issozzzzz." Padre Reginaldo não tem dessas. Ele ouve, aconselha e reza com a mocinha que foi traída pelo namorado, com o cara que está com câncer, com a mãe que perdeu um filho, com, com... com todos. Se ele percebe que há "intensidade" no sofrimento relatado, ele para e reza com o sofredor. Nunca o vi desprezar sofrimento de ninguém. Nem comparar. Nem zombar.
O outro aspecto positivo que ele tem é a ausência de preconceitos. Claro que ele segue os dogmas da Igreja Católica e que esses dogmas não têm evoluído tanto conforme o mundo atual almeja. Mas ele não despreza o casal gay que adota uma criança, não despreza a mulher que fez o aborto. Não despreza o evangélico que fala com ele. Ele pode não aceitar algumas ações, mas não despreza quem agiu.
Agora tem uma coisa, se ele percebe que alguém tá de mimimimi, culpando o outro por alguma desgraça cavada com as próprias mãos ele fala na cara, não doura a pílula: "minha senhora, que marido suporta tanta falação no ouvido?", "então você trai sua esposa e quer mulher sorrindo ao chegar em casa?", "se você não respeita a tristeza de seu filho, como quer ser respeitado?". Ele fala na bucha! Acho bão!!!
Por essas e por outras que Padre Reginaldo me representa. E a ele sou muito grata por me mostrar jeitos diferentes de pensar sobre o que considero de pior e mais cruel nesse mundo; nas pessoas. É como se ele, pelas novenas que faz e as orações que reza, mostrasse que meu caminhar pode ser mais suave.
Além do quê ele fez o favor de cantar, tão lindamente A tempestade vai passar com Fafá de Belém, a Diva!! Como não me representar???
* post pronto há vários dias, mas não resisti, galo perdeu ontem, né? Viva o Cruzeiro!!! hahahahahah
Como disse neste post aqui, assisto ao programa do Padre Reginaldo Manzotti. Ao programa não, aos programas: esse das 10 horas e outro das 15 horas. Gosto bastante!! Eles têm me ajudado a equilibrar o bando de emoções e percalços que andam povoando minha vidinha nos últimos anos.
No programa das 10 horas, que dura uma hora, o Padre ouve vários ouvintes que ligam para lá. OUVE, se é que vocês me entendem. É nisso que ele me representa, sabem? O Padre não compara, não mede sofrimento de ninguém, não despreza nenhum tipo de dor. Nenhum!!!
O que tem de gente, nesse mundo de meu Deus que precisava aprender com ele... Por que comigo não vale, sou ninguém capaz de ensinar isso, apesar de agir de forma bem parecida.
Eu detesto gente que ao ouvir um história triste sai com essas: "nossa, comigo aconteceu assim"; "podia ser pior"; "você reclamando de algo tão pequeno sendo que fulano de tal passa por issozzzzz." Padre Reginaldo não tem dessas. Ele ouve, aconselha e reza com a mocinha que foi traída pelo namorado, com o cara que está com câncer, com a mãe que perdeu um filho, com, com... com todos. Se ele percebe que há "intensidade" no sofrimento relatado, ele para e reza com o sofredor. Nunca o vi desprezar sofrimento de ninguém. Nem comparar. Nem zombar.
O outro aspecto positivo que ele tem é a ausência de preconceitos. Claro que ele segue os dogmas da Igreja Católica e que esses dogmas não têm evoluído tanto conforme o mundo atual almeja. Mas ele não despreza o casal gay que adota uma criança, não despreza a mulher que fez o aborto. Não despreza o evangélico que fala com ele. Ele pode não aceitar algumas ações, mas não despreza quem agiu.
Agora tem uma coisa, se ele percebe que alguém tá de mimimimi, culpando o outro por alguma desgraça cavada com as próprias mãos ele fala na cara, não doura a pílula: "minha senhora, que marido suporta tanta falação no ouvido?", "então você trai sua esposa e quer mulher sorrindo ao chegar em casa?", "se você não respeita a tristeza de seu filho, como quer ser respeitado?". Ele fala na bucha! Acho bão!!!
Por essas e por outras que Padre Reginaldo me representa. E a ele sou muito grata por me mostrar jeitos diferentes de pensar sobre o que considero de pior e mais cruel nesse mundo; nas pessoas. É como se ele, pelas novenas que faz e as orações que reza, mostrasse que meu caminhar pode ser mais suave.
Além do quê ele fez o favor de cantar, tão lindamente A tempestade vai passar com Fafá de Belém, a Diva!! Como não me representar???
* post pronto há vários dias, mas não resisti, galo perdeu ontem, né? Viva o Cruzeiro!!! hahahahahah
terça-feira, 16 de julho de 2013
De sol, cítricos e simetria
Gosto de chupar mexerica no sol; na calçada da rua ou no quintal; às onze horas, mais ou menos ou antes das dez. Ou seja: antes ou depois do programa do Padre Reginaldo. Sim, sou noveneira (mas isso é papo para outro post). É quando faço meu primeiro intervalo da senzala intelectual.
Quando estou na calçada de casa tem dois inconvenientes: ter que segurar os caroços na mão para depois jogá-los no devido lugar e, quase sempre, ser interrompida na minha conversação íntima, pelos: "oi, Rosana", "ow dona, onde mora fulano de tal".
Quando estou no quintal só tem um inconveniente: um calango que fincou morada, trouxe a família, que se assusta comigo e eu com ele, pois sempre penso que pode ser um rato. E rato não é coisa de Deus.
Chupar mexerica no terreiro, sim... é coisa de Deus. Não ajunto os caroços e vou jogando-os no espaço - de fora a fora - no que antes havia uma horta cultivada pelo ex-marido. Hoje nesse espaço há: um pé de boldo, porque quem é de Deus se protege; dois pés de ervas-cidreiras, um de ramo, outro de folha e um pé de carqueja - que eu, na minha ignorância, pensava ser pé macho e Houaiss acaba de me dizer que é fêmea - que dizem curar tudo que é doença, mas nunca usei para mim. Quedizê: tô erradinha.
Quase sempre que estou no terreiro apreciando essa delícia de fruto eu fico me perguntando: por que de manhã, por que no sol? Nunca encontro resposta. E volto ao passado, quase que automaticamente. Na calçada não... depois de me fazer essas mesmas perguntas, finco pé no presente, nos trabalhos e nos mimimis dessa minha vida...
No quintal é mais leve, mesmo que seja em meio a uma colocada de roupa na máquina ou uma apanhada de roupas no varal e o fruto ali, na mão, à espera da folginha. No quintal fico me lembrando dos frutos cítricos apreciados na minha infância. E não é de mexerica que me recordo. Eu me recordo das laranjas que meu pai descascava para nós. Uma belezura de descasque!!! Com uma faca de serrinha ele fazia com que a laranja ficasse com os fiozinhos verdes das cascas numa mesma distância, como que simetricamente medidos. Não eram medidos, claro; era uma questão de prática. Na minha lembrança vem uma história de que não podíamos descascar laranjas porque íamos nos sujar e sujar a cozinha e a pia e o diabo a quatro. Nem ligava. Era lindo, honroso, chupar uma laranja descascada, pelo meu pai, com tanta maestria.
Chupar mexerica no quintal é mais leve porque ao me lembrar dessas laranjas "obras de artes", me recordo, quase que de imediato, dos limões que eu chupava sem fazer careta. O que se tornou uma especialidade. Criança tímida, feia e sem nenhuma criatividade... encontrei nessa "arte" um jeito de mostrar um dom, de aparecer. E quando visitas chegavam em casa, a boboca aqui que não sabia fazer nada diferente ia demonstrar seu número circense: "vejam só a Rosana chupando limão sem fazer careta", e a maravilhosa fazia seu número, ganhava sorrisos espantosos, aplausos e saia satisfeita com aquela atenção... só que, vez ou outra, e às escondidas, fazendo mil caretas.
Mexerica chupada, caroços jogados na ex-horta, uma visita à infância e plim... já deu, é hora de voltar para o presente, para a senzala intelectual... porque ninguém vive só de sol, frutos cítricos e passado. O meu presente está aqui - delicioso feito laranja e mexerica, amargo feito limão - e eu no comando dele... buscando formas simétricas para um desenho mais bonito.
Quando estou na calçada de casa tem dois inconvenientes: ter que segurar os caroços na mão para depois jogá-los no devido lugar e, quase sempre, ser interrompida na minha conversação íntima, pelos: "oi, Rosana", "ow dona, onde mora fulano de tal".
Quando estou no quintal só tem um inconveniente: um calango que fincou morada, trouxe a família, que se assusta comigo e eu com ele, pois sempre penso que pode ser um rato. E rato não é coisa de Deus.
Chupar mexerica no terreiro, sim... é coisa de Deus. Não ajunto os caroços e vou jogando-os no espaço - de fora a fora - no que antes havia uma horta cultivada pelo ex-marido. Hoje nesse espaço há: um pé de boldo, porque quem é de Deus se protege; dois pés de ervas-cidreiras, um de ramo, outro de folha e um pé de carqueja - que eu, na minha ignorância, pensava ser pé macho e Houaiss acaba de me dizer que é fêmea - que dizem curar tudo que é doença, mas nunca usei para mim. Quedizê: tô erradinha.
Quase sempre que estou no terreiro apreciando essa delícia de fruto eu fico me perguntando: por que de manhã, por que no sol? Nunca encontro resposta. E volto ao passado, quase que automaticamente. Na calçada não... depois de me fazer essas mesmas perguntas, finco pé no presente, nos trabalhos e nos mimimis dessa minha vida...
No quintal é mais leve, mesmo que seja em meio a uma colocada de roupa na máquina ou uma apanhada de roupas no varal e o fruto ali, na mão, à espera da folginha. No quintal fico me lembrando dos frutos cítricos apreciados na minha infância. E não é de mexerica que me recordo. Eu me recordo das laranjas que meu pai descascava para nós. Uma belezura de descasque!!! Com uma faca de serrinha ele fazia com que a laranja ficasse com os fiozinhos verdes das cascas numa mesma distância, como que simetricamente medidos. Não eram medidos, claro; era uma questão de prática. Na minha lembrança vem uma história de que não podíamos descascar laranjas porque íamos nos sujar e sujar a cozinha e a pia e o diabo a quatro. Nem ligava. Era lindo, honroso, chupar uma laranja descascada, pelo meu pai, com tanta maestria.
Chupar mexerica no quintal é mais leve porque ao me lembrar dessas laranjas "obras de artes", me recordo, quase que de imediato, dos limões que eu chupava sem fazer careta. O que se tornou uma especialidade. Criança tímida, feia e sem nenhuma criatividade... encontrei nessa "arte" um jeito de mostrar um dom, de aparecer. E quando visitas chegavam em casa, a boboca aqui que não sabia fazer nada diferente ia demonstrar seu número circense: "vejam só a Rosana chupando limão sem fazer careta", e a maravilhosa fazia seu número, ganhava sorrisos espantosos, aplausos e saia satisfeita com aquela atenção... só que, vez ou outra, e às escondidas, fazendo mil caretas.
Mexerica chupada, caroços jogados na ex-horta, uma visita à infância e plim... já deu, é hora de voltar para o presente, para a senzala intelectual... porque ninguém vive só de sol, frutos cítricos e passado. O meu presente está aqui - delicioso feito laranja e mexerica, amargo feito limão - e eu no comando dele... buscando formas simétricas para um desenho mais bonito.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
De domingo, espaguete e liberdade
Dia de domingo, se não fiz almoço no sábado, é dia de espaguete: com sardinha, com frango, com salsicha, com linguiça calabresa e bacon, com presunto... com... com algo que seja carne. E carne para mim é carne de boi, de frango, de porco, de peixe, é carne. Estranho esse povo que fala: eu não como carne, só como frango ou peixe. Oi??? Isso não é carne? Para mim é... (mas isso é papo para outro post).
Mas vamos ao macarrão de domingo. Não, não, não, antes preciso explicar essa história de "se não fiz almoço no sábado...". É assim: desde que Laurinha se mudou para "Berlândia" eu faço almoço, dia sim, dia não. Nesse sábado de agora, por exemplo, eu comi o restinho da comida que fiz na sexta.
Não sei bem o que acontece, mas quase sempre aos domingos eu faço macarrão.
Ahhhhhh, que mentira, eu sei o que acontece, é que num dos dias da semana, sei lá o porquê, eu como, na janta, o restinho que fiz no almoço. Por que "num dos dias"? É porque sempre na hora da "janta" eu faço um lanche. Tão acompanhando?
Mas então... de volta ao espaguete.
Isso tudo é para dizer que meu espaguete tem ficado, cada vez melhor. E, assim, fico louca para chegar logo o próximo domingo para eu comer, de novo, meu espaguete.
Mentira, quero mais domingo para eu acordar a hora que Deus quiser, assistir aos cinquenta e cinco mil episódios do mesmo tanto de série que sigo e para eu não ter que explicar, para mim mesma, por que posso acordar tarde, comer espaguete sem hora marcada, grudar na TV e ficar à toa sem peso na consciência.
Espaguete representa liberdade. Liberdade de domingo. Liberdade de vida.
E viva as massas!!! E viva as massas!!!
Mas vamos ao macarrão de domingo. Não, não, não, antes preciso explicar essa história de "se não fiz almoço no sábado...". É assim: desde que Laurinha se mudou para "Berlândia" eu faço almoço, dia sim, dia não. Nesse sábado de agora, por exemplo, eu comi o restinho da comida que fiz na sexta.
Não sei bem o que acontece, mas quase sempre aos domingos eu faço macarrão.
Ahhhhhh, que mentira, eu sei o que acontece, é que num dos dias da semana, sei lá o porquê, eu como, na janta, o restinho que fiz no almoço. Por que "num dos dias"? É porque sempre na hora da "janta" eu faço um lanche. Tão acompanhando?
Mas então... de volta ao espaguete.
Isso tudo é para dizer que meu espaguete tem ficado, cada vez melhor. E, assim, fico louca para chegar logo o próximo domingo para eu comer, de novo, meu espaguete.
Mentira, quero mais domingo para eu acordar a hora que Deus quiser, assistir aos cinquenta e cinco mil episódios do mesmo tanto de série que sigo e para eu não ter que explicar, para mim mesma, por que posso acordar tarde, comer espaguete sem hora marcada, grudar na TV e ficar à toa sem peso na consciência.
Espaguete representa liberdade. Liberdade de domingo. Liberdade de vida.
E viva as massas!!! E viva as massas!!!
domingo, 14 de abril de 2013
Do livro do pai de Amy
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| Relógio nada a ver né? Aproveitando arquivo. |
Amei Amy pela voz. Da Amy figura eu não gostava, quis nem saber quando vi primeira vez, deixava passar as notícias todas com bastante desinteresse, meio que só com um: "aquela do cabelo doidão".
Ano e mês que conheci as duas características de Amy não me recordo quais foram; mas da emoção que senti em ouvir aquela voz, pela primeira vez, me recordo bem... e da certeza de que amando a voz eu aceitaria aquela figura, aquela aparência. E torceria por ela. Virou ídolo pra mim!!
Foi então que tudo que dizia respeito à Amy passou a me interessar e as músicas todas... Foi assim que Amy virou minha companhia em muitos dias de senzala. Ainda é. Minha paixão maior nessa seara continua sendo Almir Sater, mas Amy tem seu lugar cativo, também.
E aí comprei o DVD "Amy Winehouse - Live in London" e passei a ouvir/ver exaustivamente. Tanto que quando Amy morreu o único DVD que estava fora do lugar onde guardo todos, era o dela. Tava ali, ao alcance das mãos para qualquer hora. Para toda hora. Que voz!! Que jeito mais desengonçado e lindo de "dançar". Que emoção!!
E que tristeza profunda me deu quando Amy morreu. Sabe vontade de ouvir uma nota extraordinária: "Amy não morreru??"
E eis que o pai de Amy lança um livro sobre ela. Quis logo ter o meu. Curiosa para saber as impressões todas que ele tinha sobre a filha, o que dizia sobre os vícios, amores e morte.
Não li nada a respeito do livro. Digo das críticas. Só quis comprar. Aliás, não gosto de ler muito a respeito de qualquer livro quando quero tê-lo. Comigo acontece assim: alguma nota, entrevista me chamam a atenção e, pronto: compro. Quando posso, claro. Não fico "googlando" sobre obra e autor. Portanto, se leitora desse blog eu fosse, nem tchum pra este post.
Comecei a ler o livro dia 15 de janeiro deste ano e em dois dias terminei. Ou seja, este post está mais ou menos rascunhado desde o dia 20 de janeiro. E hoje, 14 de abril, não mudei em nada minha opinião.
O teor do livro me incomodou do início ao fim. No início não acreditei muito nos elogios todos que o autor emitiu sobre a mãe de Amy. Se ela era tão perfeita, por que traí-la? Portanto, ele não me convenceu já no início do livro o que me fez torcer a cara para ele. Sim, sou parcial quando leio qualquer livro que não é relacionado a trabalho. Sou parcial porque posso. E nessa de já não simpatizar muito com o autor percebi que o sr. Mitch só soube dizer, quase o tempo todo: eu, eu, eu, eu, eu, eu... E eu, Rosana, com vontade de saber de Amy fiquei sabendo, muito sem querer, mais dos sentimentos daquele pai do que dela.
Sempre fiquei intrigada com quem fala do sofrimento de um ente querido se sentindo o coitado, o mais sofrido. AlôôÔ!! Tudo bem, é muito triste ver quem amamos sofrer. Mas o sofrimento maior é sempre de quem passa pela penúria em questão. Não há comparação. Não há!!!
E o Sr. Mitch deixou de falar dela para falar dele. Coitado!!! E eu, coitada de mim, fiquei muito, mas muito decepcionada com o livro. Porque li sobre a frustração de um pai. Um pai decepcionado com a filha e sem saber o que fazer por ela, um pai que culpa, quase que o tempo todo, o ex-marido Blake "que supostamente levou Amy à ruína" - outro sofrido e viciado - por tudo de ruim que Amy passou.
Li sobre um pai perdido que sempre se achava cansado, sem rumo e precisando de "sossego". Odeio ouvir ou ler alguém dizer o tempo todo: estou cansado, preciso descansar, não tenho sossego. É o que mais odeio em mim, inclusive. Ãhãnnn, reconheço que tenho esse ponto negativo. Mas me isento em relação a essa questão de comparar meu sofrimento com sofrimento de filhas quando sei que elas sofrem. Esse defeito não tenho não.
Mas enfim... depois de malhar o livro e me decepcionar bastante e de ficar nessa vontade de postar aqui, talvez hoje eu termine o post que resultou em algo que não sei o que é: não é uma crítica literária, não é resumo do livro... É um texto sem sentido.
Como sem sentido foi esse livro pra mim. Mas calma lá: há sentido na vida de um pai que vê a filha amada morrer aos poucos e não consegue impedir? Não... não há... E há sentido na crítica que faço dele? Também não há.
Afinal, fragmento algum do livro afirmava que o autor tivesse intenção de dizer outra coisa do que disse. Eu que avaliei um produto erroneamente... antes de usar. E não gostei!
E assim continuo ouvindo, vendo e querendo saber cada vez mais sobre Amy. Continuo numa expectativa de ler algo que eu goste... mas que não sei, exatamente, o quê. Se fico assim, dirá o pai de Amy...
segunda-feira, 4 de março de 2013
[Só] essas Rosanas e eu...
Sempre gostei de ficar só. Achava leve e ansiava por ficar sem ninguém por perto de vez em quando. Necessidade absurda de ter uma casa só pra mim. E rir, respirar, chorar, conversar sozinha... sem nenhuma espécie de olhar crítico, de reprimendas, de solicitações.
O ficar só sempre foi precioso para mim. A solidão, não; a solidão sempre foi ruim e muitas vezes aparecia quando tinha gente por perto.
Agora vivo só e estou achando muito pesado cuidar só de mim. É como se houvesse cinquenta e cinco Rosanas gritando por atenção. Tem a que quer ler; a que quer comer fora de hora; a que quer conversar e discutir a relação; a que precisa trabalhar e estudar; a que coloca o relógio para despertar em quinze minutos prum cochilo rápido; a que necessita arrumar a casa e lavar as roupas; a que quer ficar na internet vadiando; a que não quer deixar nada fora do lugar; a que... Tá muito cansativo isso!!!! E solitário...
A casa não diminuiu e as necessidades das habitantes aumentaram... num grau que não estou conseguindo lidar.
Talvez eu leve mais tempo do que imaginei para me adaptar a cuidar só de mim e colocar cada uma das Rosanas voluntariosas em seu devido lugar e mostrar quem é mesmo dona dessa banca.
Cuidar de mim sozinha não tem sido nada fácil. Essas inúmeras Rosanas, cheias de solicitações absurdamente urgentes, têm me levado para a solidão e estão me impedindo de ficar só do jeito que gosto e preciso.
Tá fácil não!!!
O ficar só sempre foi precioso para mim. A solidão, não; a solidão sempre foi ruim e muitas vezes aparecia quando tinha gente por perto.
Agora vivo só e estou achando muito pesado cuidar só de mim. É como se houvesse cinquenta e cinco Rosanas gritando por atenção. Tem a que quer ler; a que quer comer fora de hora; a que quer conversar e discutir a relação; a que precisa trabalhar e estudar; a que coloca o relógio para despertar em quinze minutos prum cochilo rápido; a que necessita arrumar a casa e lavar as roupas; a que quer ficar na internet vadiando; a que não quer deixar nada fora do lugar; a que... Tá muito cansativo isso!!!! E solitário...
A casa não diminuiu e as necessidades das habitantes aumentaram... num grau que não estou conseguindo lidar.
Talvez eu leve mais tempo do que imaginei para me adaptar a cuidar só de mim e colocar cada uma das Rosanas voluntariosas em seu devido lugar e mostrar quem é mesmo dona dessa banca.
Cuidar de mim sozinha não tem sido nada fácil. Essas inúmeras Rosanas, cheias de solicitações absurdamente urgentes, têm me levado para a solidão e estão me impedindo de ficar só do jeito que gosto e preciso.
Tá fácil não!!!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Então...
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| A pititinha em 2 dez. 2012 - rumo à Uberlândia |
Tenho tentado me adaptar à ausência dela. Pensei que fosse mais difícil, mas não tem sido. Mais difícil em se tratando de uma possível "dor" no dia todo. Não, isso não tem ocorrido. Tenho até conseguido trabalhar, tocar meu dia.
Mas... por outro lado, pensei ser menos intenso quando "batesse a saudade", mas não... tem sido bem mais intenso. Quase uma dor física. À tardinha quando seria aquela hora dela chegar é quando mais sofro. E é quando mais quero ficar sozinha. Meio que: se não tenho ela aqui, não quero mais ninguém. Eu preciso desse tempo sozinha ou não tão sozinha: minha saudade e eu.
Tenho sentido falta dos sms que trocávamos ao longo do dia, dos e-mails... algo que até podemos fazer agora; em escala menor, mas podemos. Até fazemos, mas não são como os de antes. Antes iniciávamos um assunto para ser completado quando ela chegasse. Agora...
Assim como ocorreu quando minha grandona foi para Brasília eu não tenho vontade de ir lá ver onde ela está morando. Demorei mais de ano para ver Marina no local onde ela estava. Preferia ir ao quarto dela aqui em casa...
Com Laurinha tem sido mais intenso isso. Talvez pelo fato de Marina ter sido sempre mais independente, ter viajado mais sem mim... Mas não, não pretendo demorar mais de ano para vê-la em Uberlândia, mas ir ao quarto dela é um exercício. Duro, quase tanto como quando se inicia exercícios em uma academia. Dói muito!!!
Quando Laurinha morava aqui, passávamos dias sem abrir a janela do quarto de Marina. Depois que Laurinha foi o meu ritual, toda manhã, é abrir as janelas todas, inclusive a do quarto da grandona; é deixar a casa mais clara, como se as duas estivessem aqui comigo. E... estranho... tenho ido mais no quarto de Marina do que no de Laurinha, como se eu dissesse para minha saudade: ó... daqui um tempo vai ser como você sente agora ao entrar no quarto da grandona. Tudo vai se ajeitar.
E à noite, quando fecho as janelas é complicado. Tem sido.
Ainda não sei o que vou fazer da minha vida (e não... não quero sugestões de ninguém, quando quiser eu peço e sei pra quem pedir): se fico aqui, se vou para Uberlândia. Para Brasília só irei se eu passar num concurso muito bom (é... voltei aos concursos, quem sabe??). A vontade maior é ficar aqui na minha Cidade. Que aqui fosse sempre o lugar onde elas pudessem voltar, reencontrar as referências de uma vida: a casa, os quartos, as camas, o ar, a harmonia, a cumplicidade, a partilha, a amizade, o amor maior, a mãe. Essa é a minha maior vontade. É o que mais quero da vida. É o que peço a Deus.
Só que... pelo que tem ocorrido na minha vida mais recente em que nada do que muito quero representa a realidade, tento me preparar... Tento me imaginar pronta para viver futuramente de um jeito que não representa minha vontade maior.
Na verdade, já que não tenho mais minha pititinha também comigo queria mesmo era reencontrar as rédeas de minha vida. Já seria de bom tamanho e, muito provavelmente, sentiria saudade, agora das duas, de forma mais genuína: só saudade, sem nenhum outro adendo mais infeliz.
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