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terça-feira, 11 de julho de 2017

Das minhas gentes lindas e não só...

Amigo é amigo, fdp é fdp. Eu poderia começar o meu post assim e prosseguir nessa linha, mas sabem? Não é disso que quero falar. Quero falar de todos os tons de amigos que todo mundo tem e dos tons que eu também represento para uma variedade imensa de pessoas à minha volta. Mas quero focar bem mais nos amigos de tons lindos. Minha intenção maior é para eles.

Não vejo nada demais em alguém não ser só amigo presente e fiel; em ser amigo só para um "olá, como vai?"; amigo que sente falta da presença de outro amigo e deixa passar "amanhã pergunto"; amigo que sente falta do outro e pergunta: "você sumiu, o que houve, tá tudo bem?" e isso não tem preço de tão delícia que é; amigo que não sente falta e só entra em contato quando se lembra do outro por uma questão x; amigo que se cansou do amigo e opta por se afastar um pouco ou para sempre e, nem por isso, deseja mal. Poderia ficar aqui citando os outros tipos de amigos/conhecidinhos até completar os 55 tons, mas isso não vem ao caso.

Nenhum desses tons não tão lindos de amigos me espanta, me magoa ou me deixa desconfortável. Não sinto desconfortável ou infeliz por ter toda essa espécie de gentes em minha vida. Nem por ser esses tons na vida do outro. Volto a frisar que aqui eu estou falando de amigos... ou conhecidinhos, falando de pessoas que não desejam o mal para o outro. No caso, para mim. Mas, olha, sinto dificuldade de entender amigo que é de um tipo e quer se passar por outro, sei lá por que. Pra que isso, minhas gentes? Afinal, eu não preciso gostar muito de todo mundo. Nem conseguiria. E mais, nem todos os meus conhecidos precisam gostar muito de mim; isso seria, inclusive, impossível, porque sou humana, chata, muito chata, certeira e sem filtro. É difícil gostar de gente crua como eu. Eu sei disso. Ponto. 

Por que estou falando tudo isso? Passei por esses dias por uma cirurgia que, para mim, foi muito delicada. Uma intervenção que durou cerca de seis horas e que mexeu com minha cabeça hahaha literalmente. Eu sou muito cagona para hospital/remédio/sangue e afins. Sou molenga, medrosa, dramática, mas não mascarada. Se começo a melhorar conto que tô melhor. Mas não relato tudo em todo lugar. Para saber, exatamente, o que passei ou passo eu preciso contar. Ninguém saberia ou sabe, o que se passou ou se passa comigo, por dedução.

O que sei, de fato, é que nesse período de minha cirurgia eu contei com um monte de gente fofa. Seria impossível citar todos esses amigos queridos. Teve gente linda que largou afazeres profissionais e domésticos para cuidar de mim no hospital e em minha casa. Teve gente linda que me levou para lavar cabelo, para revisão, pronto-socorro pós-operatório e exames antes e depois da cirurgia. Teve gente linda que providenciou comidinha gostosa, frutas, cafés e similares para me alimentar. Teve gente linda que veio dormir comigo. Teve muita gente linda ao meu redor. Teve gente linda que me acompanhou de longe pelo whatsapp com mensagens e áudios fofos. Teve gente linda que sentiu minha falta nas redes sociais e veio me perguntar o que tava acontecendo. Teve gente linda que desconfiou de algo que leu num comentário de um post no facebook e ligou imediatamente para minhas filhas para entender o que tava acontecendo e passou para a torcida do #vaidartudocerto. Teve gente linda que me visitou aqui em casa. Teve muita gente linda que rezou para mim. Teve gente linda que veio me visitar, me chamou no portão e eu não ouvi, infelizmente, mas valeu tanto quanto. Teve muita gente linda!!! Todas essas minhas gentes lindas me bastaram. Todas. E a elas serei eternamente grata. Todas elas sabem quem são. Não preciso nomeá-las, nem conseguiria.

E por todas essas gentes lindas e fofas é que não vejo necessidade alguma de gente que é de um tom se passar por outro. Eu super entendo os tons. Tenho inúmeros tons em relação aos meus conhecidinhos e ninguém pode ser ou consegue ser do tom mais lindo para todos. Então... tá tudo bem. Aos dos tons mais lindos que passaram por mim nesse período complicadinho o meu muito obrigada e que Deus lhes pague. Aos demais um aceno amoroso e não menos importante.    

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mormaço emocional

Fiquei esperando algo extremamente importante para retomar meus posts no blog: novo layout, ser avó (risos, muitos risos), arrumar um boy magia, ganhar na loteria ou mesmo voltar a ouvir como quero, preciso e vou.
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E no balanço das ondas... oppss, do ano

Começando de trás pra frente eu digo: no final das contas 2015 foi bom pra mim!!!

Lendo e ouvindo um monte de gente falar mal de 2015, inclusive eu, porque sim, foi um ano complicado para o mundo todo. Ora, as ocorrências de Mariana, Paris e similares estão aí, ainda quentinhas, aos nossos olhos e lembranças. E não só. Quanta gente bacana perdemos? E aquele calor do cão em pleno inverno? E a inflação vindo a galope, atropelando tudo? E a doença geral dos que estão perto, fuçando no celular e conversando nas redes com os que estão longe, mas fazendo dos presentes, postes?

Não, eu não sou uma alienada. Mas ontem, conversando com Laurinha, sempre no papel de minha terapeuta eficiente, juntas concluímos: 2015 foi muito bom pra mim; "2015 foi muito bom pra você, Rosaninha", foi como ela disse. E foi mesmo.

Só quem viveu muito próximo de mim entenderá, realmente, o que digo. Há os que me perceberam mais magra - possivelmente mais saudável - em fotos e ao vivo, claro, mas só os mais próximos sabem que eu tava me arrastando no final de 2014 e início de 2015.

Quantas noites sem dormir? Inúmeras. Muitas seguidas umas das outras. Eu de zumbi, noutro dia e tentando trabalhar.  Em alguns dias eu não conseguia descer as escadas que dão da minha garagem para o portão, sem segurar uma sombrinha, um ombro ou uma vassoura (olhaaaaaaa a bruxa). Quantas vezes, joguei a chave do portão para o carteiro, os entregadores de quaisquer coisas, os clientes, amigos e parentes porque eu poderia cair, tinha medo, pois quase cai várias vezes. Quantas vezes quis deitar na rede, má como me levantar dela sem alguém para me segurar? E o dia que fui ao banco e quase desmaiei no meio daquele povo? E depois ao atravessar a Major Gote, maior vertigem da vida? Juro, pensei que não durava mais nem uns dois anos.

E ai do nada emagreci dez quilos... e essa história já contei por aqui: depressão, diabetes, infecções, pouca visão. Foi uma boxxta!!!

Mas medicada e muito bem assistida por minha doce amada Abadia; pelas minhas filhas maravilhosas; pelo filhote Rafa que, via whasapp, não me abandonou um único dia desse período ruim; pela Nelma, Leonardo e Lilinha (irmã e filhos dela) me carregando pros médicos da vida, em outras cidades; por outros familiares e amigos, cujos nomes não posso citar, porque certamente esquecerei algum, mas eles se reconhecerão; foi com a ajuda deles que me recuperei e fiz do 2015 um dos melhores anos de minha vida.

Foi como se eu remoçasse uns quinze anos, minhas gentes. Juro!!

Em relação à minha senzala, no período do ano em que consegui trabalhar, colhi alguns louros com textos que ajustei e que foram elogiados, publicados, aclamados por muita gente. E clientes gratos.

Então só tenho mesmo a agradecer esse ano estigmatizado pela maioria dos seres humanos. Um ano que tem no seu número o meu cinco do coração. Muito obrigada, 2015. Te amo.

Agora, para 2016 eu espero... (má isso é papo pra um post de amanhã... ou depois de amanhã...) 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que não tenho falado de senzala...

Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.

Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.

Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.

Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!

Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!! 

Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi. 

Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).

E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.

Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).

E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.

Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.

Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os óculos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo... 

Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.

1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc., é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!! 
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo  trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!

Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida. 
É isso!!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sobre ser mãe

Não sei as outras mães, mas sempre quando converso com minhas filhas sobre a vida, as pessoas, os relacionamentos, tento passar para elas a minha experiência do que não é bom para ninguém. 

As duas, como não poderia deixar de ser, são tão diferentes como são diferentes as reações que têm com o que falo e "ensino". Uma delas rejeita quase tudo, de antemão. Só depois de algum tempo vem me dizer: "você estava certa, Rosaninha", ou me mostra outro jeito de lidar. É como se ela demorasse um tempo infinitamente maior para processar qualquer "conselho". Meio: "ah, eu sou adulta e sei de mim."

A outra escuta mais atenta e assimila mais livremente a concordância ou não concordância com meu jeito de pensar ou aconselhar. E diz sobre o que pensa do assunto.

A primeira alimenta minha vontade eterna de estar por perto, acolher, ensinar, bater o pé, falar mais firme, demonstrar que por aquele caminho não vai dar certo, torcer muito para que eu esteja errada quando não acata minhas sugestões, conselhos. 

A segunda alimenta meu equilíbrio, minha atenção, minha vontade de não ser tanto como eu sou e ter mais dela em mim. A segunda me pede mais conselhos, o que não quer dizer que siga um ou todos. Mas sempre pede. A segunda alimenta meu lado "mãe sabe mais que filha", mesmo não sabendo. 

Apesar de tão diferentes, conversar com as duas é muito enriquecedor, sobretudo, quando ouço delas que eu estava certa em alguma coisa. Duvido se pais e mães não desejam ouvir isso de seus filhos. Eu assumo.

As duas apontam pouquíssimas falhas na educação e conselhos que dou a elas, mas sei: porque são generosas. Não importa que eu ouça no mesmo dia do conselho dado ou um ano depois: Rosaninha, você estava certa e te agradeço; quando ouço e sei disso, é quando sei, também, que valeu a pena lutar por elas e continuar lutando, valeu a pena demonstrar a elas o que, para mim, é correto, ético e leal em relação às pessoas e coisas. 

Consegui contribuir para que as minhas meninas fossem gratas e generosas com quem merece gratidão e generosidade. Que fossem corretas. Que não esquecessem o passado e quem foi leal com elas. Que sempre se colocassem no lugar dos outros. Sempre.

Hoje eu as vejo tão adultas e tão gente do bem que concluo: fiz um bom trabalho. Deu certo. 

Mas é quando ouço: "mãe, você não pode fazer isso"; "Rosaninha, tá tudo errado, não é assim que você deve pensar de fulano"; "Rosaninha, você é muito ridícula"; que tenho certeza que elas sabem, também, que deu certo. Deu certo elas serem minhas filhas. E nós três gostamos disso.     

domingo, 3 de agosto de 2014

Falando em arrumação...

E nessa de arrumar casa, armários, papéis e deixar tudo mais organizadinho para não sei bem o quê... tô arrumando - ou pelo menos tentando - um jeito de ser cada vez mais sincera de uma forma muito mais segura, porém mais doce. Esse mais doce é complicado porque, muitas vezes, para me mostrar de verdade preciso ser mais firme com o outro. E, na maioria das vezes, firmeza não dá liga com doçura. Quando digo firme, não me refiro à teimosa, porque teimosa sou e sei... digo de firmeza relacionada à minha verdade; à verdade do que quero para mim.

A cada dia que passa tenho mais preguiça daquela história de política da boa vizinhança. Foi nessa política que deixei o outro me fazer de gato e sapato e ando cheia disso. Não topo mais!!
Ser firme e verdadeira requer egoísmo, minhas gentes. É muito um tal de pensar mais em mim, antes de tudo. É assim que quero ser e continuar sendo para o resto de minha vida.
Para o resto do ano e o resto de minha vida não quero mais aceitar trabalhar, por exemplo, para clientes inseguros do trabalho que ofereço. Aqueles clientes que pensam que meu trabalho é "facinho". Quero clientes que acreditam que meu trabalho será um diferencial nas produções acadêmicas deles.

Depois de mais de uma década trabalhando no que faço, consegui de dois anos para cá trabalhar para um seleto grupo de acadêmicos. E um indica meu trabalho para o outro e o outro... e nessa cheguei ao lugar que sempre desejei: escolher a dedo para quem trabalho.
Não pensem vocês que isso é ser petulante e me achar a tal. Não é, apesar de que me acho mesmo (hihihihi, desculpem-me); mas o principal não é isso. O que consegui ser é fruto de um objetivo que sempre quis alcançar: trabalhar no que gosto para quem gosta de meu trabalho.

Só consegui chegar ao ponto que estou com muita, mas muita ajuda de muita gente, pessoas que eu poderia citar neste post, mas não vejo necessidade. Paro e faço uma oração para elas agradecendo, penso que é melhor do que escrever nomes e nomes... E vai que esqueço de algum?

Mas sobre trabalho e clientes fofos eu posso citar dois nomes: o de Mileninha e de Regina Cardoso. Mileninha é minha sobrinha querida para quem trabalhei em 2012 e me indicou pra um colega, que me indicou outro, e outro e outro e... minhas genteeeeees, tô quase falando afinadinho de tanto que tenho trabalhado para aqueles lindos mestrandos do curso de música da UFRJ. Amo todos!!! Regina, daqui de Patiminas, me trouxe muito mais do que clientes: me trouxe segurança, cuidado e amizade. Não tivemos um encontro de trabalho, mas um encontro de amigas. Trabalho para ela até hoje e sei que nossa amizade vai ser para a vida toda. Além das duas lindas há muitos tantos outros clientes por quem morro de amores.

E eu... que comecei o post dizendo que ando arrumando um jeito de ser mais egoísta porque está bom pra mim, sei que não sou ninguém sem meus clientes, amigos e quem me ajuda. Não sou, então, tão egoísta assim!!! E sem falar nas minhas Marina, Laura... ah, mas isso é papo para mil outros posts...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

de janeiro2014.doc ou como queria escrever igual aos posts mensais de Laura*

Preciso carimbar o fim desse mês estranho. Aconteceu de um tudo em janeiro, minhas gentes.
Aniversário de Marina comemorado no último dia do ano, mas com resquício no dia certo: de bolo, gentes, galinhada, e talheres para eu lavar.
Marina volta pra Brasília sei lá que dia, vem de novo e chega em casa com meu filhote Rafa, um pé quebrado no meio do caminho, e todo o caos de uma pessoa que ficou basicamente inoperante para tudo.
E com meu filhote aqui, eu acordava mais cedo para adiantar minha senzala e assim que ele se levantava, largava tudo para conversar, rir e reclamar da vida. Que dó, meu Deus, que dó!
Foi aniversário de 88 anos de meu pai com direito a família toda reunida e de uma imbecil qualquer a me perguntar se eu era irmã do meu pai. Olha... tudo bem que tô velhinha, cabelo branco, mas né??? Num rola!!! No aniversário dele reencontrei  muita gente amiga, meus sobrinhos e sobrinhos-netos, virei fotógrafa de uma máquina que não era lá grandes coisas e que me rendeu dois pés inchados porque sou anciã e não tem como ficar muito tempo em pé sem reflexos negativos.
A noite do aniversário do pai, parte da família veio aqui pra casa para os pequenos ganharem presentes meus, comermos pizza e inaugurarmos a porta da fama, no meu quarto, com vários recadinhos dos queridos meus.
E Rafa ficou mais um tempo e foi muito, muito bom a presença dele aqui. Pena que Jéss - que veio no final de dezembro - não estava mais. Foi sem dúvida a parte feliz do mês de janeiro. A mais leve, a mais alegre e a que fui cuidada.
No dia que Rafa foi embora me deparei com gente adulta de sete anos e eu, com cinco, fiquei sem nenhuma paciência para adivinhações e para com...
Mas o pior do dia que Rafa foi embora - noite, no caso - foi ele ter ido embora. Ah gente, a pessoa ria e dançava comigo, elogiava minha comida, lavava os talheres, varia a copa e fechava a janela do meu quarto, todas as noites, comigo já dormindo e antes de ir pra própria cama. Há quanto tempo não tinha um cuidado desse? Só Deus pra lembrar!
E depois que Rafa se foi o bicho pegou de vez, porque aí fui correr para entregar um trabalho, de cliente generosíssima, que parecia sem fim. É sem fim. Que canseira!!! Não acabei e peguei outro e acabei esse outro e tenho que voltar para o antigo e me recusei a voltar para o antigo hoje à tarde porque estou exausta, recebi dados estimulantes e cismei que o resto do dia era só para fazer planos para o resto do ano que começou com um janeiro estilo agosto, apesar da presença fofa do Rafa setembro. Ufaaa!!!
E nesse mês todo eu ainda: reclamei de cansaço, muito mais que o normal: o cansaço e a reclamação; tive muita paciência, apesar de não parecer; e abri uma fábrica de gelo para atender à Marininha que dizia: "e quatro pedrinhas de gelo, mãe": no suco ou refrigerante que, para ela, eu levava. E levo. Em fevereiro tem mais.
E a Laurinha nessa história toda? No título, no pensamento e no coração muito, muito e sempre; nos sms e inbox facebook menos do que o habitual. Mas alguém tinha que se prejudicar nessa fase. Afinal, tô cuidando de um neném com trinta anos e tanto... e bem fora de prática.
Nesse meio tempo ficamos de férias no Guaraná com Canudinho o que me deixou praticamente afastada de escrever algo que não tenha uma linguagem acadêmica, se é que me entendem.
Muito mais coisas aconteceram nesse janeiro, mas me recuso a contar o resto porque agora eu tô cansada, como fiquei cansada o mês inteiro...
Ahhhhhhhhh, não posso esquecer que janeiro me impossibilitou de assistir as séries que amo, do jeito que assistia. Tô muto revoltada com essa parte, minhas gente, má muito.
E, sabem mais? A minha cabeça ficou toda assim, em janeiro: bagunçadinha, sem pausa, bem disparada como esse post.

*leiam aqui e vocês vão se deliciar. Não vale comentar: "ai, Rosaninha... nada a ver seu post com os dela."

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Diálogo punk ou como resolver rapidinho uma questão


Ainda não sei o que pensar a respeito, pois mesmo tempo que achei graça me deu um medo que ó...
Fiquei ontem com Ana Clara e Heitor* e quanto almoçávamos surgiu o diálogo que tento transcrever o mais fiel possível.

Ela: meu aniversário é o mês que vem, já tá chegando.
Eu: adoro setembro, é o segundo mês de minha preferência.
Ela: qual o primeiro?
Eu: maio
Eles: por quê? Por que aniversário de Laurinha?
Eu: não, amo maio bem antes de Laurinha existir, desde sempre.
Ele: foi quando você casou com meu pai, aposto...
Eu: não, nada a ver; não há nenhum motivo específico. Sempre gostei. Sempre falo que se ficasse sedada vários meses e acordasse um dia em maio eu saberia identificar que estávamos nesse mês lindo só pelo cheiro delícia, pela cor do céu e pela atmosfera mesmo. Maio tem um quê que me encanta.
Ele: ah é? e quando foi que você casou com meu pai?
Eu: em junho. Fiz menção de mudar de assunto, afinal... né? Pra quê?
Ela: que dia você casou?
Eu: me passa a batatinha
Ela: que dia Tia?
Eu: eu me casei em dois dias, dia 29 no civil e dia 30 no religioso.
Ela: (meio sem graça) minha mãe só casou com meu pai no civil, ela não pode casar no religioso porque ele já casou com você nele
Eu: quanta besteira, né? Liga pra isso não. Se casamento religioso segurasse casal vocês nem existiam.
Ela sorriu.
Ele: é, mas você é muiiiito mais velha que minha mãe, morre primeiro e meu pai casa com ela no religioso.
Eu: ãhãnnn, Heitor, você não quer que eu morra, quer??
Ela tentou mil argumentos sobre como gente nova pode morrer antes de gente velha, que não tem nada a ver e blá-blá-blá...
Encerramos o assunto e fomos tomar sorvete.

*os pitiitnhos são filhos de meu ex-marido, para quem não sabe.

terça-feira, 16 de julho de 2013

De sol, cítricos e simetria

Gosto de chupar mexerica no sol; na calçada da rua ou no quintal; às onze horas, mais ou menos ou antes das dez. Ou seja: antes ou depois do programa do Padre Reginaldo. Sim, sou noveneira (mas isso é papo para outro post). É quando faço meu primeiro intervalo da senzala intelectual.

Quando estou na calçada de casa tem dois inconvenientes: ter que segurar os caroços na mão para depois jogá-los no devido lugar e, quase sempre, ser interrompida na minha conversação íntima, pelos: "oi, Rosana", "ow dona, onde mora fulano de tal".

Quando estou no quintal só tem um inconveniente: um calango que fincou morada, trouxe a família, que se assusta comigo e eu com ele, pois sempre penso que pode ser um rato. E rato não é coisa de Deus.

Chupar mexerica no terreiro, sim... é coisa de Deus. Não ajunto os caroços e vou jogando-os no espaço - de fora a fora - no que antes havia uma horta cultivada pelo ex-marido. Hoje nesse espaço há: um pé de boldo, porque quem é de Deus se protege; dois pés de ervas-cidreiras, um de ramo, outro de folha e um pé de carqueja - que eu, na minha ignorância, pensava ser pé macho e Houaiss acaba de me dizer que é fêmea - que dizem curar tudo que é doença, mas nunca usei para mim. Quedizê: tô erradinha.

Quase sempre que estou no terreiro apreciando essa delícia de fruto eu fico me perguntando: por que de manhã, por que no sol? Nunca encontro resposta. E volto ao passado, quase que automaticamente. Na calçada não... depois de me fazer essas mesmas perguntas, finco pé no presente, nos trabalhos e nos mimimis dessa minha vida...

No quintal é mais leve, mesmo que seja em meio a uma colocada de roupa na máquina ou uma apanhada de roupas no varal e o fruto ali, na mão, à espera da folginha. No quintal fico me lembrando dos frutos cítricos apreciados na minha infância. E não é de mexerica que me recordo. Eu me recordo das laranjas que meu pai descascava para nós. Uma belezura de descasque!!! Com uma faca de serrinha ele fazia com que a laranja ficasse com os fiozinhos verdes das cascas numa mesma distância, como que simetricamente medidos. Não eram medidos, claro; era uma questão de prática. Na minha lembrança vem uma história de que não podíamos descascar laranjas porque íamos nos sujar e sujar a cozinha e a pia e o diabo a quatro. Nem ligava. Era lindo, honroso, chupar uma laranja descascada, pelo meu pai, com tanta maestria.

Chupar mexerica no quintal é mais leve porque ao me lembrar dessas laranjas "obras de artes", me recordo, quase que de imediato, dos limões que eu chupava sem fazer careta. O que se tornou uma especialidade. Criança tímida, feia e sem nenhuma criatividade... encontrei nessa "arte" um jeito de mostrar um dom, de aparecer. E quando visitas chegavam em casa, a boboca aqui que não sabia fazer nada diferente ia demonstrar seu número circense: "vejam só a Rosana chupando limão sem fazer careta", e a maravilhosa fazia seu número, ganhava sorrisos espantosos, aplausos e saia satisfeita com aquela atenção... só que, vez ou outra, e às escondidas, fazendo mil caretas.

Mexerica chupada, caroços jogados na ex-horta, uma visita à infância e plim... já deu, é hora de voltar para o presente, para a senzala intelectual... porque ninguém vive só de sol, frutos cítricos e passado. O meu presente está aqui - delicioso feito laranja e mexerica, amargo feito limão - e eu no comando dele... buscando formas simétricas para um desenho mais bonito.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Das mães despedaçadas

Muito se falou e muito se falará a respeito dessa tragédia horrível ocorrida em Santa Maria.
"Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós... as mães!!" É sempre assim que ao me deitar rezo por minhas filhas: quando elas saem, quando viajam, quando não estão por perto. Quedizê: atualmente em vez de rezar nesse desespero por uma, rezo por duas, em vez de rezar um dia ou outro, rezo todos os dias.
A aflição virou agonia. Há uma confusão com os nomes e os rostos das duas, sem ordem alguma.
Mas... claro, há desordem na agonia, no desespero de mãe. De mãe que tem filho morando longe.

Desde domingo penso nas mães daqueles jovens de Santa Maria e não consigo mensurar a dor de nenhuma delas. Muitas tinham os filhos mais perto do que eu tenho minhas filhas perto de mim. Tão perto que elas se sentiam mais protegidas da agonia de quem tem filho longe. Nem assim escaparam da dor.

Uma vez, quando eu era bem novinha ouvi de alguém - que não sei mais de quem... nem sei afirmar se ouvi mesmo ou se foi uma abstração em decorrência de algo que eu tenha ouvido e não entendido bem -; mas enfim... ouvi dizer que se eu "imaginasse" uma possível desgraça com alguém que eu amasse muito, nada de ruim aconteceria com aquela pessoa. Meio que um pensamento "positivo" às avessas. Me ensinaram que se alguém que eu amasse pegasse um ônibus, por exemplo, eu teria que pensar: o ônibus pode bater. Ele não bateria. Era certo isso!!!! Me ensinaram que as desgraças só ocorreriam com os meus se eu me descuidasse desse "exercício".  

E assim vim levando a vida com as filhas que saiam para uma balada ou para uma viagem: pode acontecer isso. E depois vinha - vem - a oração: Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós... as mães!!! Santa Maria!!!

A cada desgraça havida no mundo: massacre em escolas; violência urbana; acidentes automobilísticos; e tragédias como as de Santa Maria... eu me sinto mais sofrida, miúda, com medo. Sem chão. E aumento o rol de desgraças para pensar e, como consequência, me ver livre delas. Parece loucura. É. É loucura de mãe que não entende a mudança da ordem das coisas.

Filho não foi feito para morrer antes de mãe. Não fizeram nem nome para dar à mãe que perde filho. Há palavras como órfã e viúva, para quem perde pai, mãe ou marido. Para mãe que perde filho não há nada ainda para designar. E se não há é porque não deveria ser.

E em meio a essas desgraças percebo que o ruim ronda onde deveria haver só compaixão: é bicho fazendo piada, é animal comparando ironicamente mortes de Santa Maria com mortes por fome ou tráfico de drogas. Nada a ver. Quem se comoveu e se comove com a tragédia de Santa Maria não despreza as outras tragédias. É tudo muito diferente. Quem se comove com a dor das mães de Santa Maria é porque sabe, também, que não se mobilizou nem se mobilizará para que outras tragédias, como a de domingo, não ocorra mais. Ou alguma mãe passará a fazer vistoria em cada lugar que seu filho quiser ir? Quem se comoveu é porque se sente de mãos atacas, é porque não sabe o que fazer, como fazer ou se fará...

E esse não saber leva muita gente a culpar o outro. Mas tá tudo errado!!!! Como culpar agora o moço da banda se ele sempre fez o que fez? E muita gente sabia disso: os prefeitos dos lugares onde faziam os shows; os contratantes; os donos das boates; os bombeiros; os pais; as mães; os filhos. Eu.
Ninguém que podia fazer algo fez. Faremos? Por certo que não. Não todos. Talvez as mães e os pais de Santa Maria. Os outros continuarão como eu: rezando, pensado positivo de verdade, positivo às avessas ou apenas confiando que com os seus nada de ruim acontecerá.

Sofremos muito com essa tragédia e sofreremos ainda por muito tempo  porque temos consciência de que não fazemos direito nosso dever de casa: não cobramos segurança, não simulamos tragédias, não nos imaginamos nunca no lugar dessas mães sem filhos e quando imaginamos paramos no: "o ônibus pode bater..." rezamos um "Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós... as mães!!, viramos para o lado e mesmo cheios de agonia procuramos dormir confiantes de que nossos filhos estarão protegidos. Nunca estão. Nunca estamos!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Então...

A pititinha em 2 dez. 2012 - rumo à Uberlândia
Minha pititinha, não tão pitinha mais, já não mora mais comigo. Formada em Publicidade e Propaganda, trabalhando numa agência daqui de Patos, Laurinha recebeu uma proposta de trabalho numa agência muito bem conceituada de Uberlândia. O processo proposta/análise/currículo/entrevista/acordo/demissão foi bastante rápido. E em menos de um mês Laurinha foi, em 2 de dezembro, pra longe de mim. Não tão longe, eu sei, mas longe...

Tenho tentado me adaptar à ausência dela. Pensei que fosse mais difícil, mas não tem sido. Mais difícil em se tratando de uma possível "dor" no dia todo. Não, isso não tem ocorrido. Tenho até conseguido trabalhar, tocar meu dia.

Mas... por outro lado, pensei ser menos intenso quando "batesse a saudade", mas não... tem sido bem mais intenso. Quase uma dor física. À tardinha quando seria aquela hora dela chegar é quando mais sofro. E é quando mais quero ficar sozinha. Meio que: se não tenho ela aqui, não quero mais ninguém. Eu preciso desse tempo sozinha ou não tão sozinha: minha saudade e eu.

Tenho sentido falta dos sms que trocávamos ao longo do dia, dos e-mails... algo que até podemos fazer agora; em escala menor, mas podemos. Até fazemos, mas não são como os de antes. Antes iniciávamos um assunto para ser completado quando ela chegasse. Agora...

Assim como ocorreu quando minha grandona foi para Brasília eu não tenho vontade de ir lá ver onde ela está morando. Demorei mais de ano para ver Marina no local onde ela estava. Preferia ir ao quarto dela aqui em casa...

Com Laurinha tem sido mais intenso isso. Talvez pelo fato de Marina ter sido sempre mais independente, ter viajado mais sem mim... Mas não, não pretendo demorar mais de ano para vê-la em Uberlândia, mas ir ao quarto dela é um exercício. Duro, quase tanto como quando se inicia exercícios em uma academia. Dói muito!!!

Quando Laurinha morava aqui, passávamos dias sem abrir a janela do quarto de Marina. Depois que Laurinha foi o meu ritual, toda manhã, é abrir as janelas todas, inclusive a do quarto da grandona; é deixar a casa mais clara, como se as duas estivessem aqui comigo. E... estranho... tenho ido mais no quarto de Marina do que no de Laurinha, como se eu dissesse para minha saudade: ó... daqui um tempo vai ser como você sente agora ao entrar no quarto da grandona. Tudo vai se ajeitar.

E à noite, quando fecho as janelas é complicado. Tem sido.

Ainda não sei o que vou fazer da minha vida (e não... não quero sugestões de ninguém, quando quiser eu peço e sei pra quem pedir): se fico aqui, se vou para Uberlândia. Para Brasília só irei se eu passar num concurso muito bom (é... voltei aos concursos, quem sabe??). A vontade maior é ficar aqui na minha Cidade. Que aqui fosse sempre o lugar onde elas pudessem voltar, reencontrar as referências de uma vida: a casa, os quartos, as camas, o ar, a harmonia, a cumplicidade, a partilha, a amizade, o amor maior, a mãe. Essa é a minha maior vontade. É o que mais quero da vida. É o que peço a Deus.

Só que... pelo que tem ocorrido na minha vida mais recente em que nada do que muito quero representa a realidade, tento me preparar... Tento me imaginar pronta para viver futuramente de um jeito que não representa minha vontade maior.

Na verdade, já que não tenho mais minha pititinha também comigo queria mesmo era reencontrar as rédeas de minha vida. Já seria de bom tamanho e, muito provavelmente, sentiria saudade, agora das duas, de forma mais genuína: só saudade, sem nenhum outro adendo mais infeliz.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Do julgamento de hoje no STF

Postei no facebook, mas quero deixar registradinho aqui na minha banca.

Minha opinião sobre o julgamento do STF, sobre o que se discute hoje no Supremo: aborto de anencéfalos.
Que seja dada à mulher a liberdade de tirar ou não um filho que não sobreviverá muito tempo. Isso é certo, a meu ver: dar à mulher essa liberdade de agir sem ter que pagar por um crime.
O que não é certo é comparar o sofrimento dessa mãe que não deseja ser acusada de criminosa àquela que aborta porque dá mais que chuchu na serra.
Você pode até não concordar comigo. De boa, te respeito, mas não venha com essa hipocrisia de comparar um aborto tão banalizado e que muitos sabem que muitas fazem, a uma decisão sofrida como essa. Se essa mulher que gera um feto anencéfalo para (cadê aquele meu amado acento???) para pensar sobre, se sofre, muito provavelmente ela não abortaria por abortar.

O que você faria no lugar dessa mãe? Eu, francamente, não sei o que eu faria. Só não quero condená-la a um crime. Só não vou julgá-la. Nem àquela que optar por ter esse filho. Quem sou eu pra isso, minhas gentes???
Criminosa é quem dá feito chuchu, não se previne, fica grávida e aborta sem nem saber como o filho é ou seria.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nova série: um livro

Série: ro


Resolvi postar no “A dona da Banca” um dos meus mais amados posts do Guaraná com Canudinho, postado em 3 de novembro de 2011. A minha intenção é elaborar, por aqui, o que pretendo escrever nesse meu suposto “livro”. A propósito, eu tinha 55 anos, quando desse post. Hoje, não mais...
Pra quem ainda não sabe (se é que há algum interesse hehehe) eu faço parte de um blog comunitário: o Guaraná com Canudinho. Somos seis postantes: Laura, Rafa, Marina (Nina)  eu e Taffarel. Cada um de nós posta num dia da semana: de segunda a sexta-feira, na ordem colocada. Eu escrevo na quinta-feira e “nas quintas, há sempre algo diferente no ar” (meu bordão).
A cada semana há um tema proposto e, na semana de 31 de outubro a 4 de novembro, o tema foi “um livro”, em que deveríamos criar um texto sobre um livro que “escreveríamos”. Esse texto teria que ter: uma sinopse, um sumário e a biografia do postante.
Eis o meu post.

(postado em 3 de novembro de 2011)
Tema: um livro
Por Rosana Tibúrcio

Arquivo pessoal
Sinopse
Neste livro "Um olhar que apreende" Rosana relata o que seus olhos captam e o que lhe interessa de fato: gentes, manias e comportamentos.
As crônicas apresentadas nesse emocionante e divertido livro são reflexos da observação que Rosana faz do mundo e de suas gentes.

Numa obra mais autobiográfica do que biográfica – pois até quando relata o que vê, interfere na história expondo seu jeito de pensar e entender o outro – a autora esmiúça várias almas e quase revela a sua.
Esse jeito de observar gentes começou ainda criança, num tempo em que Rosana era obrigada a ir à igreja, nas manhãs de domingo, assistir às missas.
Sem ter a mínima ideia se pecava ou não, em vez de seguir aquele ritual obrigatório, Rosana observava e buscava entender aqueles que pareciam tão cheios de fé e bondade, mas que se comportavam de forma adversa, bastando descer as escadas daquela igreja. Na crônica "Deus, vou te contar", Rosana conta a Deus tudo que vê - pois pensava que só ela via - depois dos degraus. E pede para que Ele dê um jeito naquela gente falsa.

Na crônica que encerra o primeiro capítulo do livro, Rosana revela como descobriu sobre imperfeições, confiança, prudência e, descobriu ainda, que ninguém se salva do julgamento alheio e da língua maldita. Nem ela.

No segundo capítulo Rosana apresenta histórias dos chefes e colegas que teve e dos clientes que tem.

Os amigos verdadeiros e os ocasionais são os personagens do terceiro capítulo.

No quarto capítulo Rosana judia do leitor levando-o às risadas e às lágrimas, de forma abrupta, sem pedir licença; relata manias, dores, alegrias e comportamentos de alguns familiares e poucos amores.

No quinto capítulo, Rosana encerra o livro expondo suas observações virtuais. Em sua última crônica "No conforto do anonimato" a autora traça um perfil dos que se enchem de coragem, para espezinhar e espalhar maldades nas redes sociais, sem revelar a própria identidade. Rosana atrevidamente insinua, nessa crônica, o que faria se tivesse tenacidade suficiente para ser uma anônima, porque para ela o anonimato não é confortável. Rosana termina seu livro fazendo um paralelo entre esses anônimos virtuais e os que usavam capa de candura aos domingos na igreja de sua infância. Anônimos que não percebiam, nem percebem - os “tolinhos”, como ela mesma diz – que, aos olhos de Deus, não passam despercebidos. Nem aos dela.

Sumário
INTRODUÇÃO
Primeiro capítulo - Quem são?
1 Deus, vou te contar
2 Na casa da praia
3 Esperando o doutor
4 Conversa no velório
5 Atrás da porta
Segundo capítulo - Tá fácil não seujão
1 É atirar pra cima e acertar num chefe
2 Cadê meu burrinho?
3 Um novo ponto de crochê
4 Se é fácil, faça você
5 Paga que eu entrego
Terceiro capítulo - Amigos e miguinhos
1 Nos dedos das mãos
2 Sentados à mesa
3 Amigos ocasionais
4 Eu não sou poste: contou, agora me escuta
5 Pra rir e chorar junto
Quarto capítulo - Só muda o endereço
1 Bulling em família
2 Na caixa de correspondência
3 Pedindo socorro
4 As alianças
5 Família e mania, todo mundo tem
Quinto capítulo - Do mundo virtual
1 Discrição? Não temos
2 Que deselegante!!
3 Nos blogs da vida: cadê meu guaraná?
4 Fonte de amizade
5 No conforto do anonimato

Biografia
Rosana é mineira, formada em Pedagogia e Direito, divorciada, sem namorado, e a procura de um rico, inteligente e gostoso. Faz o melhor café do mundo, tem duas filhas e 55 anos. Antes que essa idade vença decidiu publicar seu primeiro livro. Cansada da senzala; de escrever para terceiros - armar a cama para o outro levar a fama –; de ser ex isso e ex aquilo (ex-motorista, ex-mulher, ex-bancária, ex-funcionária, ex-patroinha), decidiu que seu livro irá colocá-la, até que finalmente, no pedestal de atual: a atual escritora mais aclamada do Brasil, quiçá do Universo.

Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há a promessa de que sim, vou publicar essas crônicas. Onde eu ainda não sei. Me aguardem!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sem lero-lero

Flickr  - galeria de LauReis 

E os pequenos vieram se despedir de mim e da irmã Laura. Algo bem rápido, na sexta-feira da semana passada.
Dedé voltou a trabalhar e se mudou para uma cidade no interior de São Paulo com a família.
E olha, vou morrer de saudade dos pequenos. Eu não os via toda semana, mas sabia deles todos os dias. Laurinha ia almoçar na casa do pai e vinha à tarde com as novidades de Ana Clara e Heitor. Escutei cada um dos casos com muita atenção e "vi" o desenvolvimento dos irmãos de minhas filhas. Não perdia nada. Agora, nem sei como vai ser. Meio que um vazio.
Nessa despedida rápida, o mais estranho foi que Ana Clara, sempre a mais "ihhh, Tia Rosana", me deu um abraço longo e ficou um pouco no meu colo. Aceitou beijos, cheiro e respondeu que sim, que sentiria a minha falta. Meio tímida, mas respondeu. Essas perguntas imbecis que adulto faz.
E lá fui eu perguntar a mesma coisa pro Heitor: "você vai sentir minha falta, Heitor, quando estiver lá longe?" Ele só me olhou de banda...rs
Voltei a perguntar: "quando você estiver lá, Heitor, vai sentir falta da Tia Rosana? Vai ter saudade?"
Nova olhada e a resposta, na bucha: "Não sei, como vou saber? Não tô lá ainda, tenho chegar primeiro pra ver."
E né? Quem mandou fazer ???

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Omar: o supremo

Origem do nome Omar: árabe
Você tem opinião sobre qualquer assunto. Gosta de comandar, mas é justo. É apegado ao trabalho e à família. Saudável e amoroso.

Fonte: neste post, em observações.

Eu conheci um Omar, meu tio, e acho que nenhum outro Omar. Não que eu me lembre.
Como estou numa série muito família e amigos não quis "pegar" ou não me lembrei de outro nome com a letra "o". Até tem um representante do meu passado romântico-amoroso, mas é melhor deixar pra lá, né minhas gentes? Não vingou e ele já foi tema de alguns textos, por aqui e no Guaraná com Canudinho. Gente do bem, inclusive... rs

Bom, voltar ao Omar. Essas paradas são necessárias porque representam, exatamente, o que eu sou: dou voltas, voltas e voltas até chegar no e onde quero.

Agora voltando ao Omar mesmo... (perco o leitor, mas não perco a piada). Esse meu tio Omar era muito legal comigo. Talvez o tio de quem eu mais gostava, do meu lado materno, por quem eu nutria uma grande admiração e muito respeito.
Esmiuçando o que me vem à memória.

Você tem opinião sobre qualquer assunto. ãhãnn, eu achava esse meu tio um sábio. Não sei se porque ele trabalhava numa emissora de rádio ou porque advogado. Pensava, quando criança, que locutor tinha que saber tudo ou quase tudo, que advogado, tinha que saber muito mais.

Gosta de comandar, mas é justo. De comandar não sei não. Não me lembro dele como um "comandante", mas justo ele era, me parecia ser. Lembrando que naquele tempo a gente não tinha tanta intimidade assim com os mais velhos, né? Mas ele como advogado, diz a lenda, não gostava de direito penal, porque se recusava a defender criminoso. Tá, isso denota quase uma injustiça, porque todos merecem defesa. Mas tenho certeza que ele se referia aos criminosos de mais baixo nível.

É apegado ao trabalho e família. Ele era um apaixonado pela mãe, a minha avó. Ia lá todos os dias, sem exceção, tanto que o dia que ele morreu minha avó logo sentiu sua falta e procurou saber o que havia acontecido e... Enfim.
Ele adorava a Marininha, minha grandona. (Sim, quando eu adulta ele ainda vivia, mas é que minhas maiores lembranças dele vem de quando eu era criança). Era eu chegar lá na minha avó, ele pegava a grandona, na época pititinha, e ensinava a menina a falar palavrões. Nem um ano ela tinha e dizia: galô, tchá tchá tchá, galô. Tio Omar era atleticano doente. Ninguém é perfeito!!!!

Saudável e amoroso. Quem é muito família é amoroso, não tem como ser ser diferente. Eu achava meu tio Omar muito amoroso. Agora... saudável? Eu quase passo, porque não me recordo desse aspecto. Talvez sim...

Omar, o supremo, o extraordinário tio? Sem dúvida, apesar de atleticano.
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sábado, 18 de junho de 2011

Nelma: armadura divina

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Origem do nome Nelma: teutônica
É reconhecida por sua reputação, praticidade e energia. Campeã de causas sociais, pois está sempre disposta a ajudar os mais fracos. É habitualmente crítica.
Fonte: aqui.

Bom, como decidi falar, nessa série de nomes, muito mais daquelas pessoas que gosto, com quem convivo - do que das que me são antipáticas e inevitáveis - hoje falo da última irmã, não necessariamente a última, pois é a segunda (dos irmãos) e a primeira das irmãs. Enfim, vamos lá.

A princípio - não sei se falei sobre isso antes, parece que sim, desculpaêêê, mas tô bem anciã... - é impressionante como essas características de nomes batem com as pessoas que conheço e de quem quero falar.
Tá, pode ser que dentre tantas características do nome Nelma não tivesse o "habitualmente crítica", mas ó, ela é crítica. Um absurdo! Mas fazer o quê? A pessoa é normal, como todo mundo: pacote de defeitos e qualidades. Mas ela também - como ponto mais positivo - tem esse lance de altruísmo absurdo e reparem só o resto das características do nome Nelma. Não é bem altruísmo?

Parece que já falei tudo, né? Comecei pelo fim, mas falei não. Sigo agora, de Jack: por partes.

É reconhecida por sua reputação - reputação tem boa e ruim, né? (perco a irmã, mas não perco a piada), mas no caso dela é a boa mesmo. É super do bem, correta, leal, honesta e mais milhares de características similares a essas que citei. Falar mais é chover no molhado.

...praticidade - ééééeéé... de imediato eu não vejo assim não. Não considero Nelma uma pessoa prática. Aliás, percebo que ela meio que "se sabota" e procura jeitos de tornarem as coisas mais difíceis pra ela. Insiste no que não tá dando certo, esperando um milagre, talvez. Não vejo praticidade nessas ações, nem em Nelma. Passo!!

energia. uhhhh, das irmãs anciãs ela, apesar de mais velha, é a que tem mais energia pra gastar (hahaauhaushs, vou apanhar das duas, chamei de anciãs e, no caso da pessoa em evidência, acrescentei um "mais velha"). Enfim, faz parte...

Campeã de causas sociais - se é, mas ó, com ela não tem nada de grandes obras, sacumé? Mas é um tanto de pequenas e constantes ajudas a diversas pessoas que isso faz dela uma campeã. Ao ajudar um que necessita, ajuda uma família, em consequência, uma comunidade, e isso é o quê? Causa social. Creio assim.

... está sempre disposta a ajudar os mais fracos - então, tai o altruísmo de que falei no início do post. Nelma, seu nome é altruísmo. Impressionante. Maiores detalhes vocês encontrarão neste post que fiz pro Guaraná com Canudinho, em 17 de março deste ano, cujo tema era: tiro meu chapéu para... Pra quem mais, tiraria???

É habitualmente crítica - esse lado só não é mais negro na vida da pessoa quase santa, porque ela se critica muito também. Não perdoa nada. Essa característica parece muito mais uma coisa genética do que de qualquer outro fato, mas a coitada trouxe esse babado pro nome também, agora aguenta (arrááá).
As críticas que Nelma faz não são aquelas consideras "baixas", "vazias", elas têm um certo apuro, são quase imperceptíveis. Uma igual, como eu, é que compreende todas elas, a longa distância. Requer tutano, identificação e conhecimento - que é o meu caso. (humildade, também... hahaaushuas)

Enfim, sempre disse e digo que se a Nelma fosse rica, eu tava feita, porque ela ia me dar uma porrada de coisa que preciso, porque mesmo quebrada como eu, me socorre em todas as situações, inclusive nessa, que não é assim tão fácil pra ela.

Ahhh, não posso esquecer de dizer que ela, deve carregar no nome, também - diferentemente do que seus filhos apregoam - o fato de ter uma excelente memória. E que se dane isso de trocar o nome de Leonardo por Luís Carlos, Lilian, por Denise (esse caso é mais sério, porque Lilian é filha e Denise é irmã... mas né? hauahaushsuas), se ela é quase a minha memória? "Nelma, eu fui colega de fulano de tal, onde?", pergunto. E ela responde o lugar e, se brincar, o ano, nome dos pais, CPF do sujeito e se o cartão de vacina dele tá em dia. É de uma memória prodigiosa, afirmo sem medo de errar.

Nelma: armadura divina.
Realmente, porque só protegida de uma armadura e sendo divina é que alguém pode ser assim tão bom, pra todo mundo. E diante dessa armadura e divindade toda, tiro ou não, meu chapéu pra ela?
Só sendo louca, pra não...
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Marina: do mar



Marina com um aninho e pouco numa praia do ES
Origem do nome Marina*: latina
Você tem energia e capacidade de conseguir o que quer. 
É doce, afetuosa, sociável e sempre bem-humorada: um sucesso nas festas e reuniões sociais. 
Possui um sorriso encantador.
Fonte: leia aqui, em observação.
Um dos livros que utilizo pro meu trabalho e "diversão" rs, afirma que Marina, além de significar mar se associa à deusa da beleza. Para tudo que eu quero descer!!! Como assim??? Tô frita, agora!!
Vamos lá, então, dar um jeito de falar sobre essa minha grandona, a rEdícula oficial da pequena e engraçada família que eu construí. Sim, trabalho árduo!!!

Você tem energia - unrummm, não sei como aguenta. Aliás morar naquela cidade dos Homens não é pra qualquer cristão. Se houver necessidade da Marina acordar às 5 horas, ela acorda como se não houvesse amanhã, toda cheia de gás pra gastar.

... e capacidade de conseguir o que quer -  tanto tem essa capacidade que tá lá enfrentando um leão por dia, tudo pela independência  muito bem-estar que, eu sei, ela vai conseguir. Esse bem-estar envolve grana, moçada, que é o que ela deseja muito e eu também, por que né? Nasci pra ser sustentada pelas filhas. Meu sonho!!!

É doce - é, é uma luxenta, que significa a décima potência de como ser doce. Eu sempre digo que se Marina fosse do tamanho da irmã dela, não tinha pra mais ninguém, um dengo só, doce de derreter.

Afetuosa - bastante, até demais pro meu gosto. Se dependesse dela todo mundo era bom, amoroso, do bem. De neném a velhinho, todos adoram a presença dela.

Sociável - e bota sociável nisso. Não se aperta com nada. Ela se sai bem em qualquer lugar. Todo mundo que acaba de conhecer vira amigo de infância em três tempos.

... e sempre bem-humorada - pra mim é a maior qualidade de Marina. Com ela o teste do bom humor dá sempre positivo. Querem saber como é esse teste? Experimentem perguntar, contar ou desabafar algo pra alguém que acabou de se levantar. Se essa pessoa te responde, te ouve e te sorri é porque é bem-humorada. Tenho mil quilos de saudades do tempo em que eu dava tchau pra Marina quando ela ia pro trabalho de manhã: "adeus, cinco letras", eu dizia, e ela respondia a mesma coisa, sempre sorrindo, de boa. Como eu também sou bem-humorada de manhã é muito interessante e prazeroso conviver com uma igual.

um sucesso nas festas e reuniões sociais - ela é a festa. Ela é engraçada, imita o povo, dança bem e, também, de jeito esquisito, se quiser avacalhar com tudo. Num falo mais nada... Quer dizer, falo. Desde quando Marina era pititinha - já foi - nas festas que íamos ela era o centro das atenções. A bichinha demorou a andar, mas fala[va] feito maritaca. E todo mundo só prestava atenção nela. Quando eu digo todo mundo é todo mundo mesmo. Se naquele tempo houvesse essas paradas de vídeos em youtube, os dela, por certo, fariam o maior dos sucessos.

Possui um sorriso encantador - só olhar a foto... a segunda.

Gente, inda bem que essas características são só positivas, porque por elas a gente pensa assim: é uma deusa mesmo... mas a bichinha é tudo isso e muito mais. De positivo ela ainda tem a discrição. Super discreta, que parece não combinar com quem fala muito, né? Mas nela combina. Ah, eu contei que ela fala muito? Então, fala... e isso pode ser positivo ou negativo, dependendo da situação... (sou má...rs) Mas ó, podem arrancar o fígado dela que ela não conta o que pensa ser segredo. Com ela não tem essa de falar: "ó, é segredo, conta pra ninguém não?" Ela sabe e sempre soube, como poucos, fazer essa triagem: o que pode ou não ser repassado.

Mas rola um defeito, né? Senão ela nem seria humana. Ela é birrenta!!! Jesus, toma conta. Desde novinha sempre foi de pirraçar. Parece não combinar com o bom-humor né? Mas com ela combina, também. Quando cisma em fazer birra, não tem pra ninguém. No pacote pirraça que ela carrega vem: caretas, "viração" de cara, respostas azedas e até batitinha de caneta na mesa, sabem como? Aquela coisa bem infantil...
É... Marina é um tanto infantil, não só nessas birrinhas, mas no jeito de acreditar que quase todo mundo é bom, é do bem, é correto. Eu aviso sempre pra ela se cuidar que o mundo não é assim e blablabláss... ela teima, eu aviso, ela teima e, de vez em quando me avisa: é, Rosaninha, cê tava certa mesmo naquilo que falou.
É que sou uma mãe que sabe tudo, inclusive, que sabe fazer filha quase perfeita (mas isso é papo pra outro post e este é dela: a deusa da beleza...).


*Marina nasceu em 01/01/1981 às 14h45min - hoje, portanto, completa "meses".  Parabéns!!!  rs

domingo, 15 de maio de 2011

José: Deus acrescenta

Origem do nome José: hebraica
Você é sensível, mas de ideias firmes. É autossuficiente, seguro, generoso e conciliador. Conserva o autocontrole nas situações difíceis.
Fonte: veja aqui.

José é, digamos assim, um homem perfeito. Com essas características todas quase sempre eles precisam de um complemento pro nome. Ninguém carrega, sozinho, tanta coisa boa. E surgem, então, os Josés: Antônio, Eugênio, Eustáquio, Geraldo, Maria e até Rubens. Desse último aí que vou falar. O José Rubens, Zé  Rubens, Dedé, enfim. O filho da Gasparina, pai das crianças. Bem feito pra ele. Conheço como a palma de minha mão. Prometo não contar tudo... hehehe.

Você é sensível - unrum, mas quem disse que confessa isso: jura de pés juntos que nénão, porque José que é José tem que ser durão.

De ideias firmes - e pra mudar de ideia é um Deus nos acuda, meu pai. Tudo bem, que ter ideias firmes é interessante, mas ninguém foi feito a fogo e ferro, José, mudar de vez em quando é sinal de ideia firme, também.

É autossuficiente - oww, e demais da conta. Em 9175 anos de convivência, assim, diária, uma única vez na vida me pediu desses favores que pedimos a quem convive com a gente, sacumé? "me dá uma toalhaaaa" - nesse estilo. É tão, mas tão, que nem com fortes dores nos rins me permitia dirigir pra levá-lo ao hospital. Por aí, o estilo da pessoa.

Seguro - hum, médio... sempre tive minhas dúvidas. Ele dá muita segurança a quem com ele convive. É um protetor, mas não tão seguro, é cheio de medos. Tantos.

Generoso - muito, mas muito mesmo. Não poderia ser diferente. Eu jamais me casaria com quem é sovina. Vim de uma família de generosos, não formaria uma com alguém que não fosse.

Conciliador - bastante, extremamente conciliador. O Dedé nunca gostou de confusão, sempre vê uma justificativa para determinadas ações, nunca foi de ficar instigando ninguém pra bate-boca e, com bons argumentos é capaz de fazer com que, um possível brigão, reavalie atitudes.

Conserva o autocontrole nas situações difíceis - unrum também, não sei como consegue, mas quando explode, sai da reta...

Acrescento outras características bem fortes. Vou começar pela piorzinha e depois cito umas boas:
impaciente - demais da conta... e que as crianças não gritem, não pisem no chão sem sapato, que nada fique fora do lugar, olha o trânsito, e tá na hora... por aí...
paciente - acham que sou louca? nananinanão... muito paciente com neném pequeno, com gente doente. Um verdadeiro cuidador. O melhor de todos. Lindo era vê-lo cuidar da mãe e, agora, do padrinho. E cuidava bem de mim, também, quando eu ficava doentinha. Fiquei mal-acostumada, confesso.
memória prodigiosa - um sujeito inteligente que só, com uma cultura bem vasta e sempre tem algo pra ensinar a quem quer aprender.
espirituoso - tem sempre uma piadinha na ponta da língua.
  
Enfim, esse é José que escolhi pra ser pai das minhas filhas, uma ótima escolha, por sinal. Gente boa, que de Zé Mané num tem é nada! Um dos melhores amores amigos que já tive na minha vida.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Helena: luz

Origem do nome Helena: grega
De emoções ilimitadas considera os amigos a razão de sua vida. Afeição, brilho e amor dominam sua existência. É habilidosa e trabalhadora.
Fonte desses dados: taqui a explicação (em obs.).

Vamos combinar que Helena é um dos nomes mais lindos que há nesse mundo de meu Deus, né? Se eu tivesse esse nome impediria, mas impediria mesmo, que me chamassem de Lena. Ah, não. A Helena da vez é minha cunhada, casada com meu irmão mais velho. Uma piada!!!

De emoções ilimitadas - e bota emoção nisso. Ao extremo e nos extremos, tanto pra raiva como pra amor. A impressão que tenho é que pra ela é aquele tal de 8 ou 80 que tanto abomino e que sei muitos admiram. Uma questão de gosto. Sempre penso que quem vive pra 8 ou 80 é um tanto desequilibrado. Falei que ela é desequilibrada? Nunca! Jamais!! Ela é zennnnn zenoção hauhaushs

Considera os amigos a razão de sua vida - médio. Porque no caso da Helena, a pessoa da vez, ela considera os familiares a razão de sua vida. Porém, com a arte da adaptação de características, os familiares são pra ela os amigos. Por que é impressionante como ela cuida dos familiares. E me refiro aos familiares de sangue e aos agregados. Agregados, somos nós: cunhados, tios, sogros, sobrinhos... A Helena sabe das nossas vida, considera nossas vidas e cuida pra que tudo melhore pra gente.  Ela se preocupa com o cunhado que é casado com a irmã, a cunhada que é casada com o irmão... sem falar nas cunhadas, irmãs do marido... e mais e mais...

Afeição, brilho e amor dominam sua existência. Afeição sugere algo mais meigo, né? Ela é muito espalhafatosa pra ser meiga. Mas é afetuosa sim... é que perco a cunhada, mas não perco a piada. Brilho acho que colocaram nessas características devido ao significado, mas ela tem brilho também, pois percebida onde quer que esteja. E aí de quem não perceber. Amor ela tem muito, Brasil. Porque só quem tem muito amor pra dar consegue pensar no noutro em primeiro, segundo e terceiro lugar. Bateram todas essas características aqui com a Helena.

É habilidosa - pra fazer mil coisas de cozinha e pra cuidar de plantas ela é sim. Agora aquelas habilidades artesanais, digamos assim, acredito que não. Mas tá certo isso de habilidade, porque pra ser boa na cozinha não basta a pessoa ter à sua disposição objetos e materiais necessários, requer, acima de tudo, habilidade. Concordo.

Trabalhadora - ah é... bastante. Preguiça passou longe dali. Tá aposentada agora (quase uma anciã, a coitada) e nem assim para de trabalhar. Porque, convenhamos, cuidar do marido que ela tem, dá muito trabalho... (eu SE divirto).

Bom, eu acrescentaria uma característica da Helena, bola da vez, um detalhe que passei raspando ali na habilidade: ela tem um jeito, uma coisa bem interessante para com as plantas. Um cuidado, um dom, um TOC, digamos assim. Ela não volta pra casa sem um "raminho" pra plantar ou um vaso de flores, violeta ou seja lá o que for, pra enfeitar sala, cozinha e demais cômodos. E o TOC dela é tão avançado que pensa que todos precisariam ser assim, também. Contar procês: há uns bons meses ela parou o carro na frente da casa da minha vizinha e nada de entrar aqui. Quando fui lá fora dei de cara com ela no maior papo com a mulher, com um "ramão" na mão e meio nervosinha comigo porque eu não sabia que a vizinha tinha determinada planta no jardim dela. Alôôôuuu, mágêntê... Uma louca que ama plantas e não entende os que não amam tanto quanto.

Outra coisa, só pra finalizar o babadinho aqui e pra dar um toque: "essa é a Rosana", vou dizer procês: tenho certa aversão pra quem é muito zen, mas juro que se Helena pudesse pegar um pouco dessa característica ia fazer muito bem a todos nós, porque ó... ela é uma querida, mas nem sempre é fácil ficar por perto, muito louca pro meu gosto, muito "ativa"... Enfim!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gasparina: tesouro

Origem do nome Gasparina: persa
Características: Você é séria e ativa. Busca a perfeição em tudo que faz e no que fazem para você. Conversa sobre qualquer assunto e se dá bem em qualquer lugar.
Fonte principal dos dados: veja aqui.


Pra começo de assunto ter o nome de Gasparina não deve ser lá uma coisa muito bacana. E minhas filhas podem me agradecer pra toda vida, já que não dei a elas o nome de uma das avós.
Um amigo de muito tempo dizia que coloquei o nome de Marina, na minha primeira, em homenagem às avós: Maria e Gasparina (mas isso é papo pra outros posts... rs).
Enfim, é a minha ex-sogra - ela odiava quando eu dizia que era ex-sogra - a "homenageada" da vez. No fundo, bem lá no fundo, eu era a nora mais querida... Porque ex hihihi

Agora, falando a sério, aprendi muita coisa com a Dona Gasparina, fui e serei grata pelo carinho e cuidado que ela sempre dispensou às minhas meninas. Ela era muito engraçada, quando queria. Mas... bem por minhas filhas e, em sua memória mesmo, é que não vou me ligar aos defeitos... já que todos têm, inclusive ela tinha.
Enfim... eis aquela minha "breve" introdução. Vamos lá.

Você é séria - hum, sei não, ela não era não, era brincalhona, avacalhada, e quando estava de cara séria não era por seriedade, era por raiva mesmo. Acho não. Ela não.

... e ativa - ah, isso era, parecia uma pulga, não parava quieta de jeito nenhum. Nunca. Tinha ação pra tudo, opinião pra tudo e quase sempre acertava.

Busca a perfeição em tudo que faz - mágêntê, era muito isso mesmo. Nó, perfeccionista à décima potência. Até quando ela adoeceu e ficou de cama, sem conseguir se mover de um lado, as coisinhas dela eram arrumadinhas. Uma das vezes que fui visitá-la encontrei a danada dobrando uma porção de guardanapos, do mesmo tamanhinho, e com uma mão só, pra deixar ali, ao lado da cama, pra quando precisasse. Eu sempre brinco que quando minhas meninas eram pequenas e ela dava banho em qualquer uma delas, a impressão que eu tinha é que ela usava algum produto diferente, de tanto que as meninas "pareciam" mais limpas. Como se ela tivesse nas mãos e no cuidado, uma espécie de "bombril pra humanos".

... e no que fazem para você - coitadas das ajudantes que ela arrumava. Elas sofriam e muito e, nem doente, deixou de exigir perfeição. Mas também tinha uma coisa: quem aprendia com ela, queria aprender, se tornava muito, mas muito organizada, caprichosa, asseada.

Conversa sobre qualquer assunto - muito a ver com Dona Gasparina. Ela não se enrolava em nenhuma questão. Muitas vezes fiquei pensando e falava sobre isso com meu ex, ele também concordava, que se ela tivesse tido a oportunidade de prosseguir nos estudos ninguém iria segurar. Era desenvolta que só. Acrescento nesse "conversa sobre..." um: conversa muito. Porque né por nada não, mas ela conversava muito, o tempo todo, ao telefone então... característica que minha grandona pegou como herança. Eita quando essas duas se encontravam. Não tinha pra mais ninguém.

Se dá bem em qualquer lugar - também concordo com essa característica. Que fosse lugar simples ou mais chique tava tudo bem pra ela. Por ser um tanto "altiva" nos ambientes mais sofisticados ela se misturava como se tivesse, a vida toda, vivido ali. Nos mais simples, tirava de letra.

Acrescento ainda, no que captei da Gasparina, a dona do post, outra característica: vaidade. Ela era muito vaidosa e gostava que os outros fossem. A penúltima vez  que fui visitá-la ela pegou minhas mãos, olhou pras minhas unhas - sem esmalte -  com cara feia, balançou a cabeça e fez sinal, de negativo, com o polegar. Ou seja, ela dizia: faça as unhas, Rosana. Eu perguntei - ela ouvia - minhas unhas estão feias, né? Tenho que esmaltar? Ela balançou a cabeça com um sim.
Essa era a minha ex-sogra, avó de minhas meninas.  Ela tinha outras tantas características, muito fortes, mas que não cabem aqui neste post homenagem... Uma pessoa a ser estudada. Juro!