Fiquei esperando algo extremamente importante para retomar meus posts no blog: novo layout, ser avó (risos, muitos risos), arrumar um boy magia, ganhar na loteria ou mesmo voltar a ouvir como quero, preciso e vou.
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 8 de abril de 2016
"Sê todo em cada coisa..."
Muito mais que entender o outro eu sempre quis e procurei me entender. Saber como se processam todos os meus sentimentos e minhas reações a provocações diversas; saber como e o que desencadeia em mim a ternura, o medo, a raiva, a angústia, a tristeza, a esperança. Das coisas boas eu aceito bem que tenham sido provocadas por algo externo; das ruins aceito menos. Aceito menos, mas atribuo mais. E acho um desaforo! Como fui permitir que alguém me fizesse tanta raiva? Como deixei que me magoassem? Como aceitei que me provocassem medo? Esses questionamentos se intensificam mais quando tenho a oportunidade de conversar com alguém que me motiva a pensar mais sobre mim e sobre o que me afeta. Conversa como a que tive ontem com um querido me faz ficar mais conhecedora de gentes: dos outros e, principalmente, de mim mesma; me faz prosseguir por horas e dias o diálogo iniciado desse encontro, só que agora somos só eu e eu. Mas prossigo bem... chegando a algumas conclusões boas. Outras nem tanto... mas vou indo, crescendo e querendo mais diálogos como os de ontem. Fico querendo mais diálogos sem pausas; dos que emendam um assunto no outro; dos que há discordância de ideias, mas não de intenção; dos que buscam o melhor de uma amizade e de cada um; dos que permitem o crescimento do outro e meu; dos que me esclarecem mais sobre mim mesma; dos que me faz ser parte daquele poema registrado em um cartão de há muitos e muitos anos e que nunca me sai da memória: "sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes*." Quero mais desses diálogos. Mereço. Merecemos. Cara, vê se não demora mais tantos anos, viu?
*Fernando Pessoa, em Ricardo Reis
sábado, 3 de janeiro de 2015
Palavras, quaisquer palavras
Comecei a ler o livro de Fernanda Torres, o "Sete Anos" e no início me deparei com a expressão "quaisquer outras vontades". Pensei: quaisquer é uma das palavras mais bonitas de ouvir, falar, ler e escrever. Daquelas palavras chiques e fáceis. Porque tem o chique difícil que não gosto muito... Quaisquer dá uma importância tão grande a uma frase que se não estivesse ali, seria uma frasezinha qualquer. Porém, quando usada, é quaisquer que dá o tom, comanda a frase, o texto, o autor e o leitor.
Em contrapartida tem umas palavras que são feias dum tanto, como: também, mesmo, multidão, discussão, relação.
De vontades, que Fernanda usou no mesmo fragmento, gosto bastante, como gosto de contínua, abstração e fascínio.
Já é palavra feia, assim, como assim, isso e ademais. Aliás - que adoro - odeio ademais. A impressão que tenho é que o falante ou escrevente de ademais é um velho sisudo de toga preta, martelo numa mão, bíblia na outra e a cabeça cheia de pensamentos maus. Ademais é uma palavra que não harmoniza, que é usada para impor respeito com quem não deveríamos ter, é o que me parece.
A turma do direito gosta de ademais e a usa demasiadamente. Quando posso interferir nos textos com que trabalho, tiro todas; quando não posso com o texto, acrescento uns ademais, só pra fazer de conta que a frase ficou mais bonita, pelo menos para eles, os do direito. Há quem goste do que é feio, para mim.
Sei lá o porquê desse post de hoje, sei que senti vontade de falar de quaisquer... de qualquer coisa, na verdade.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Entre projetos, sonhos e objetivo de vida
Tenho alguns projetos na vida que, se realizados, me deixariam bem feliz. Viajar para Paraty no ano que vem com os meninos do Guaraná com Canudinho, por exemplo, é um desses projetos. Talvez o mais importante deles. Entender filosofia e ler os trocentos livros "os pensadores" que tenho aqui em casa, sem nenhuma espécie de dificuldade, é outro projeto. Há outros tantos, como: assistir todas as séries que amo e ainda vou amar; comprar e ler muitos e muitos livros; trocar meu celular lento por um mais eficiente; manter meu saldo bancário sempre azulzinho e sobrando; organizar minha casa inteirinha deixando-a segura e com cara de nova; emagrecer; trocar minha vida sedentária por algumas atividades que me deem prazer e me façam ser mais saudável.
Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!
Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!
Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!
Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
De amor à vida, de honra e de Zé Alencar
Ontem eu acabei de ler a biografia de José Alencar, o vice-presidente, escrita por Eliane Cantanhêde, publicada pela Sextante, em 2010: Amor à vida: a saga de um brasileiro.
Abrindo um parênteses digo que adoro biografias, sempre gostei muito e considero de extremo mau gosto essa briga de que pode ou não pode biografia. Inadmissível pensar em censura, mas enfim... não é disso que eu quero falar.
Nem quero falar do livro em si, também. Ler sobre alguém que você sabe que já morreu é complicado, mas no livro ele não morreu ainda. Eliane conta fatos até o início de 2010 e Zé Alencar morreu em 29 de março de 2011. Quase um acalento...
Comecei a ler o livro em 4 de novembro de 2013 às 3 horas da matina (que houve essa noite, minhas gentes??) e terminei exatamente três meses depois: 4 de fevereiro de 2014. Quanto tempo, meu Deus e quanta coisa aconteceu nesse meio tempo, daria um livro aliás...
É realmente impressionante as lições desse homem. Eu fico muito admirada com quem se safa de dificuldades. Não consigo. Quanto mais dificuldades eu tenho, mais fraca me sinto. O Zé Alencar não, quanto mais alguém dizia para ele: não tem saída, ele se virava e dava um jeito. Sobretudo no período em que o câncer brincava de ser dono dele. E ele lá, dando rasteira nessa doença do cão.
Mas meu objetivo mesmo para esse post é, exatamente, falar sobre o que li no final do livro, com enfoque nas últimas frases.
Explico: sempre disse algo às minhas meninas que carrego a minha vida toda; não sei se aprendi de alguém... não me recordo. Não me recordo mesmo!! Parece algo que eu mesma percebi e construí como correto. Algo que sempre foi uma das maiores e mais constantes lições que repassei e repasso para Marina e Laura. Algo a ver com honra. Sempre disse a elas, mais ou menos assim: "a gente tem que sair pela porta da frente, de qualquer situação, seja uma separação amorosa, um rompimento de amizade, uma saída de emprego, porque ao sair pela porta da frente há como voltar um dia, de cabeça erguida, se precisarmos voltar." Sempre disse isso, não foi nem uma, nem duas, nem três, nem dez vezes, muito mais que isso. Tenho pavor e quero distância de quem não sabe desfazer um negócio ou uma relação afetiva. Pavor!!
E o que leio ontem no final do livro do Zé Alencar? Reproduzo o que Eliane escreveu para vocês verem como estamos ali, juntinhos: ele e eu no que pensamos sobre correção e honra.
"O que eu tenho medo é da desonra, porque um homem honrado não morre nunca, e o homem que perdeu a honorabilidade morre em vida. Pensa que está vivo, mas as pessoas o evitam, não querem conhecê-lo, não querem conviver com ele, fazem questão de dizer que não o conhecem."
Em outras palavras, Alencar estava repetindo o principal ensinamento de seu pai, Antônio, quando ele pediu a bênção, aos 14 anos, para sair de casa e ganhar o mundo: - O importante na vida é poder voltar. (CANTANHÊDE, 2010, p. 364).
Tão bom saber que não estou só!!!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Desassossego
Deitei-me num desassossego só. Repassei o dia, a semana, as últimas semanas - essa merda toda do mês de agosto, na verdade - para tentar enxergar o nó. O nó cego, no caso.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
Encontrei: mudanças na vida das duas filhas - algo que tira o sossego delas e o meu; gripe e dores no corpo que me impediram de desenvolver as senzalas, de forma ideal, nas últimas semanas; livros de estudo na mesa esperando folga da gripe e da senzala para um preparo mais digno, etc., etc., etc. Mas não... não encontrei a causa. Não encontrei o nó.
Descrente porque o sono não vinha peguei livro novo da Maitê Proença "É duro ser cabra na Etiópia" que ganhei da pititinha e fui ler. Fiz algumas reflexões, dei mil risadas com duas histórias e nada... Hora de parar, então, de ler e buscar o sono. Afinal, a segunda-feira tinha que recuperar parte das semanas meio infrutíferas.
Com dificuldade dormi. Desassossegada. Cabeça quente. E coçando. Talvez fosse isso: não lavei a cabeça de dia como deveria. E precisava. Sabem o que é? Depois que fiquei de cabelos brancos a necessidade de lavá-los dia sim, dia não, é imperiosa. Não perdoa, se não cumprida. Não perdoou. Quem sabe o grude (tá, não tanto rs...) da cabeça fosse a causa?
Dormi agitada. Sonhos estranhos e ruins. Acordei assustada com o despertador, exausta e mais desassossegada ainda. Mas que seria?
Fui logo resolver uma das possibilidades: lavar cabeça. No que passei a primeira mão de shampoo, o telefone toca. Deveriam ensinar na vida, assim que como se ensinam os primeiros passos e o bê-a-bá, que ligar pros outros antes das 8h30 em dia de semana, e antes do meio-dia, aos domingos, não é interessante. Nem educado (mas isso é papo para outro post).
Cabeça limpa, aflição sem passar. Curiosa sem saber quem ligou. E por que ligou... eis que chega o momento de abrir janelas, deixar a luz do sol entrar (ui...rs). Quem sabe escancarando tudo, ficando tudo às claras consigo ver aquele nó. O cego.
E vejo. Os nós, na verdade. Dou de cara com o portão sem cadeado e as janelas daqui do micro abertas. As duas janelas.
Quando fico meio estranha como estava ontem eu repasso o dia, os dias se preciso, para encontrar entraves nas lembranças do que fiz, vivi. É um exercício interessante. Nó percebido faço uma das duas coisas: ou desato, como faria se o encontrasse ontem ou reflito sobre como desatá-lo depois...
Repassei tudo ontem antes de me deitar. Quedizê... tudo não. Não repassei na memória a ronda cotidiana noturna pela casa.
Inda bem que o nó afrouxou um pouco quando constatei, mais uma vez, que Ele tá de olho por aqui. Mas né... até Deus cansa.
O duro é não ter com quem dividir a culpa do desassossego com aquele blá-blá-blá sem fim: mas você tem que me ajudar na segurança da casa; por que não trancou o portão? mimimi...
E agora tô aqui pensando cá com meus nós: se é duro ser cabra na Etiópia imagine ser anciã, solitária e desassossegada. E em agosto.
domingo, 14 de abril de 2013
Do livro do pai de Amy
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| Relógio nada a ver né? Aproveitando arquivo. |
Amei Amy pela voz. Da Amy figura eu não gostava, quis nem saber quando vi primeira vez, deixava passar as notícias todas com bastante desinteresse, meio que só com um: "aquela do cabelo doidão".
Ano e mês que conheci as duas características de Amy não me recordo quais foram; mas da emoção que senti em ouvir aquela voz, pela primeira vez, me recordo bem... e da certeza de que amando a voz eu aceitaria aquela figura, aquela aparência. E torceria por ela. Virou ídolo pra mim!!
Foi então que tudo que dizia respeito à Amy passou a me interessar e as músicas todas... Foi assim que Amy virou minha companhia em muitos dias de senzala. Ainda é. Minha paixão maior nessa seara continua sendo Almir Sater, mas Amy tem seu lugar cativo, também.
E aí comprei o DVD "Amy Winehouse - Live in London" e passei a ouvir/ver exaustivamente. Tanto que quando Amy morreu o único DVD que estava fora do lugar onde guardo todos, era o dela. Tava ali, ao alcance das mãos para qualquer hora. Para toda hora. Que voz!! Que jeito mais desengonçado e lindo de "dançar". Que emoção!!
E que tristeza profunda me deu quando Amy morreu. Sabe vontade de ouvir uma nota extraordinária: "Amy não morreru??"
E eis que o pai de Amy lança um livro sobre ela. Quis logo ter o meu. Curiosa para saber as impressões todas que ele tinha sobre a filha, o que dizia sobre os vícios, amores e morte.
Não li nada a respeito do livro. Digo das críticas. Só quis comprar. Aliás, não gosto de ler muito a respeito de qualquer livro quando quero tê-lo. Comigo acontece assim: alguma nota, entrevista me chamam a atenção e, pronto: compro. Quando posso, claro. Não fico "googlando" sobre obra e autor. Portanto, se leitora desse blog eu fosse, nem tchum pra este post.
Comecei a ler o livro dia 15 de janeiro deste ano e em dois dias terminei. Ou seja, este post está mais ou menos rascunhado desde o dia 20 de janeiro. E hoje, 14 de abril, não mudei em nada minha opinião.
O teor do livro me incomodou do início ao fim. No início não acreditei muito nos elogios todos que o autor emitiu sobre a mãe de Amy. Se ela era tão perfeita, por que traí-la? Portanto, ele não me convenceu já no início do livro o que me fez torcer a cara para ele. Sim, sou parcial quando leio qualquer livro que não é relacionado a trabalho. Sou parcial porque posso. E nessa de já não simpatizar muito com o autor percebi que o sr. Mitch só soube dizer, quase o tempo todo: eu, eu, eu, eu, eu, eu... E eu, Rosana, com vontade de saber de Amy fiquei sabendo, muito sem querer, mais dos sentimentos daquele pai do que dela.
Sempre fiquei intrigada com quem fala do sofrimento de um ente querido se sentindo o coitado, o mais sofrido. AlôôÔ!! Tudo bem, é muito triste ver quem amamos sofrer. Mas o sofrimento maior é sempre de quem passa pela penúria em questão. Não há comparação. Não há!!!
E o Sr. Mitch deixou de falar dela para falar dele. Coitado!!! E eu, coitada de mim, fiquei muito, mas muito decepcionada com o livro. Porque li sobre a frustração de um pai. Um pai decepcionado com a filha e sem saber o que fazer por ela, um pai que culpa, quase que o tempo todo, o ex-marido Blake "que supostamente levou Amy à ruína" - outro sofrido e viciado - por tudo de ruim que Amy passou.
Li sobre um pai perdido que sempre se achava cansado, sem rumo e precisando de "sossego". Odeio ouvir ou ler alguém dizer o tempo todo: estou cansado, preciso descansar, não tenho sossego. É o que mais odeio em mim, inclusive. Ãhãnnn, reconheço que tenho esse ponto negativo. Mas me isento em relação a essa questão de comparar meu sofrimento com sofrimento de filhas quando sei que elas sofrem. Esse defeito não tenho não.
Mas enfim... depois de malhar o livro e me decepcionar bastante e de ficar nessa vontade de postar aqui, talvez hoje eu termine o post que resultou em algo que não sei o que é: não é uma crítica literária, não é resumo do livro... É um texto sem sentido.
Como sem sentido foi esse livro pra mim. Mas calma lá: há sentido na vida de um pai que vê a filha amada morrer aos poucos e não consegue impedir? Não... não há... E há sentido na crítica que faço dele? Também não há.
Afinal, fragmento algum do livro afirmava que o autor tivesse intenção de dizer outra coisa do que disse. Eu que avaliei um produto erroneamente... antes de usar. E não gostei!
E assim continuo ouvindo, vendo e querendo saber cada vez mais sobre Amy. Continuo numa expectativa de ler algo que eu goste... mas que não sei, exatamente, o quê. Se fico assim, dirá o pai de Amy...
sexta-feira, 16 de março de 2012
Mais velhos do que eu...
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
O mais novo é uma edição de 1958. JURO!! Tudo caindo de tão maduro. O mais velho deles, não está mais aqui, porque ele levou para tirar cópias. Fiquei com medo, porque era uma soprada perto e o danado se desfazia. As cores das páginas de alguns deles? Marrom!!! Eu provo. "Oiaaí"
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| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
O cliente ria muito de mim... Qual foi a graça? Acho que vou cobrar pelo espetáculo também.
domingo, 11 de março de 2012
O lixo no lixo
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
E nessa do desapego eu fiz mais que isso: coloquei meus pés no chão pra carregar e lavar estantes. Ficar com sola de pé sujo não é o que mais amo em minha vida. Laurinha e eu lavamos as danadas. Olha, contar procês viu? Fácil não!!! A da casinha tava uma coisa absurda...
Em seguida, abri meus armários daqui da sala do micro e revivi mais de dez anos de trabalho, exatos quatorze anos e sete meses. De papéis da minha franquia (blocos de pedidos de livros e quadros, e-mails trocados com a ir[responsável] pela franquia no Brasil) a monografias e artigos de tudo que é assunto, mas tudo mesmo.
Antipatia ao pegar envelopes de clientes chatos e péssimos pagadores; saudade ao me deparar com os nomes de clientes amorosos, delicados, honestos, agradecidos. Uma bela constatação: nesse tempo de trabalho pós-bb eu tive a sorte de me deparar com mais pessoas do bem.
Foi como se eu vivesse novamente o momento em que aquela cliente entrou aqui em casa, bastante ansiosa e prestes a desistir da pós-graduação porque "nunca vou conseguir escrever uma monografia, Rosana, nunca." Ela chegou com os braços cheios de papéis e uma cara de desespero e saiu leve, com todas as instruções que pude dar para prosseguir nas leituras e na elaboração do texto. E quando voltou com parte dele escritinho, voltou leve, com sorriso na cara e bolo de coalhada na vasilha. Tomamos aquele café. Ficamos amigas e ela foi aprovada, com nota bacana.
E me lembrei daquele outro cliente que conversou comigo, de fora do portão, pedindo que eu formatasse o trabalho dele "pelo amor de Deus, Rosana, não achei mais ninguém" e eu, mesmo sem tempo, decidi recebê-lo, peguei o trabalho, labutei de madrugada, cobrei meu preço e ele me pagou em dobro. Em dobro. Ele nem sonha do que me salvou. E o cara era, como se não bastasse, um gatão, minhas gentes...
E tem as outras duas de uma mesma cidade e que vinham toda quinta-feira para eu orientar e traziam os textos prontos para eu avaliar, biscoitos, risos e, algumas vezes, lágrimas. Elas que se tornaram nossas amigas e que, num dia qualquer, ao desabafar, uma dela chorou no ombro de Marininha.
E a do "parto humanizado", muito mais que esse tema, hoje uma de minhas mais amadas amigas pra todo o sempre, que em meio aos papéis que me mandou, via sedex, para eu ler e corrigir, havia um presente pra nós três (Laura, Marina e eu).
E a que me contratou pra revisar/formatar todos os trabalhos da pós e me pagava adiantado e melhor que todo mundo???
E são tantos, e tantos e tantos clientes bacanas que me deu vontade de guardar os papéis deles, mas não vai ser preciso. Lembrarei de cada uma dessas criaturas do bem... sempre, sempre mesmo.
Nesses sacos de lixo joguei o que tava em excesso e "simbolicamente" os maus clientes. Deles quero nem me lembrar. E depois foi só lavar meus pés (doeu muito não...) e tudo começou a ficar mais limpo.
Os livros e revistas? Continuam espalhados na mesa/cama/sapateiro esperando as estantes ficarem prontas.
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
As estantes? Não foram ainda pintadas, estão como nas fotos. Mas amanhã resolvo isso ou não me chamo Rosana Tibúrcio.
| Arquivo: Rosana Tibúrcio |
sábado, 10 de março de 2012
Exercitando o desapego.. e não só
Se tem algo que me irrita, também, porque há várias coisas que me irritam, é alguém me sugerir o tal "desapego".
Perder meus e-mails no início do ano (aguardem post sobre tal fato, com estatísticas das categorias de respostas que recebi, quando implorei recuperação de alguns e-mails importantes) não foi uma coisa muito feliz. Mas agora, depois de ter esperado, por mais de um ano, uma estante que ganhei, mas não levei, para colocar meus livros e deixá-los bonitinhos na minha sala de TV, resolvi dar uma faxina num dos armários que tenho aqui na sala do meu micro e neles colocar revistas e outros documentos que tenho noutra estante. Ou seja, hoje resolvi dar uma reorganizada nas minhas coisas e pra isso vou jogar porrada de papéis de trabalhos que faço e que tenho guardado há anos (sim, tenho a doença de guardar papéis).
Só que dentre esses papéis meus há alguns de clientes e não só de clientes. Documentos, até. Há livros. Vários livros. E vou jogá-los todos fora. Vou mesmo. Tirando os objetos de duas clientes cuti cuti que tenho, o resto tudo vai pro limbo.
Afinal, ninguém tem pensado muito em mim. Me dão presente e não dão (porra, ganhei duas vezes a tal estante e nenhuma das pessoas que me deu, me deu, pode???), me tiram o sossego sem dó nem piedade, hora deu dar o troco. Tô me lixando. Vou exercitar o desapego com muito prazer. Mandei ninguém me sugerir esse trem. Obedeci.
E sim, vou exercitar muito mais que o desapego. E você que é feio???
Perder meus e-mails no início do ano (aguardem post sobre tal fato, com estatísticas das categorias de respostas que recebi, quando implorei recuperação de alguns e-mails importantes) não foi uma coisa muito feliz. Mas agora, depois de ter esperado, por mais de um ano, uma estante que ganhei, mas não levei, para colocar meus livros e deixá-los bonitinhos na minha sala de TV, resolvi dar uma faxina num dos armários que tenho aqui na sala do meu micro e neles colocar revistas e outros documentos que tenho noutra estante. Ou seja, hoje resolvi dar uma reorganizada nas minhas coisas e pra isso vou jogar porrada de papéis de trabalhos que faço e que tenho guardado há anos (sim, tenho a doença de guardar papéis).
Só que dentre esses papéis meus há alguns de clientes e não só de clientes. Documentos, até. Há livros. Vários livros. E vou jogá-los todos fora. Vou mesmo. Tirando os objetos de duas clientes cuti cuti que tenho, o resto tudo vai pro limbo.
Afinal, ninguém tem pensado muito em mim. Me dão presente e não dão (porra, ganhei duas vezes a tal estante e nenhuma das pessoas que me deu, me deu, pode???), me tiram o sossego sem dó nem piedade, hora deu dar o troco. Tô me lixando. Vou exercitar o desapego com muito prazer. Mandei ninguém me sugerir esse trem. Obedeci.
E sim, vou exercitar muito mais que o desapego. E você que é feio???
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Ágatha, Mônica e blog
Há um mês não posto aqui. Hoje completo 56 anos e um mês. Que bonito!!!!!!! Só que ao contrário.
E eu que pensava essa idade pra mim mais pra aposentada do que pra "ocupada". E cadê que posso?
Estou eu, final de ano, rateando mais que carro da década de 60, sem tempo pra continuar a biografia da Ágatha Christie, pra ler as revistinhas da turma da Mônica (presente mais tudibão que ganho do meu irmão César há alguns anos e... nunca houve tantos pacotes fechados e guardados), sem tempo pra criar séries, prosseguir as começadas ou postar qualquer outra joça por aqui.
Alguém poderia fazer uma vaquinha e me dar dinheiro de Natal para eu ficar um mês à toa? Quem topa? Só assim eu descanso, viro gente e volto ao meu livro, às minhas revistinhas e ao Outras Trilhas. Só assim!!!
Ou vocês pensam que eu sou feliz trabalhando desse tanto? ãhãnnn...
Falando em trabalho preciso terminar de lavar umas roupas ali no tanque e depois ir pra mesa da copa iniciar leitura de um novo trabalho da senzala intelectual, pra quinta da semana que vem. Que bonito!!!!!!
Até qualquer hora. Agora e por esses últimos dias eu tô muito neLvosa, tal qual o Cebolinha... Aliás, eu tô um cão!!!
E eu que pensava essa idade pra mim mais pra aposentada do que pra "ocupada". E cadê que posso?
Estou eu, final de ano, rateando mais que carro da década de 60, sem tempo pra continuar a biografia da Ágatha Christie, pra ler as revistinhas da turma da Mônica (presente mais tudibão que ganho do meu irmão César há alguns anos e... nunca houve tantos pacotes fechados e guardados), sem tempo pra criar séries, prosseguir as começadas ou postar qualquer outra joça por aqui.
Alguém poderia fazer uma vaquinha e me dar dinheiro de Natal para eu ficar um mês à toa? Quem topa? Só assim eu descanso, viro gente e volto ao meu livro, às minhas revistinhas e ao Outras Trilhas. Só assim!!!
Ou vocês pensam que eu sou feliz trabalhando desse tanto? ãhãnnn...
Falando em trabalho preciso terminar de lavar umas roupas ali no tanque e depois ir pra mesa da copa iniciar leitura de um novo trabalho da senzala intelectual, pra quinta da semana que vem. Que bonito!!!!!!
Até qualquer hora. Agora e por esses últimos dias eu tô muito neLvosa, tal qual o Cebolinha... Aliás, eu tô um cão!!!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Impressões sobre "Paula"
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| Edições Bestbolso (urgghh) |
Comecei a ler Paula em 2 de outubro de 2011 e terminei ontem à noite, dia 30. Pensando bem, foi um tempo razoável levando em conta que estou atarefadíssima, tempo curto pra quem leu poucas vezes sentada à mesa ou na cama (jeitos mais confortáveis pra ler), e a maior parte do tempo, no trono. E olha... ler no trono é para os fortes, convenhamos...
De Isabel Allende eu conhecia - confesso - só o sobrenome e o filme "A casa dos espíritos" que já assisti e não me recordo quase nada. Quero rever, porque me deu vontade. Como me deu vontade de ler todas as obras de Isabel Allende.
Se alguém tiver pensando em algo pra me dar de aniversário, fica a dica (hô hô hô - mas não em edições pobres como essa que comprei, por favor rô rô rô).
Uma das coisas que mais gostei no livro de Isabel foi o jeito dela narrar a história de sua filha Paula, que ficou em coma, vítima de uma doença muito da estranha, inclusive o nome: porfiria. Isabel tem meu jeito de narrar as coisas (calma aí, gente, não estou dizendo que narro bem, como ela). Ela dá mil voltas pra chegar onde quer chegar e no meio das voltas conta outros casos. Ela se volta às lembranças da infância, juventude e vida adulta e faz várias narrações dentre de outra narração, se é que vocês me entendem. Amo isso!!
É muito bom dar voltas, sobretudo pra quem dá, sacumé? Nem sempre quem ouve ou lê gosta, mas quem escreve ou fala, ama. Eu amo as voltas dos outros, também. Desde que consistentes.
Paula é um livro triste, mas não tão triste como Carolzinha me disse ser ou que eu pensei ser. Mesmo a própria Isabel e outras pessoas afirmando que é tudo real, algo me diz que a autora deu umas viajadas dentre dessas viagens. Eu gosto e aprovo (petulância mandou lembranças...rs)
Esse é o tipo de livro que eu deveria ter lido com uma caneta por perto, mas não fiz isso e me arrependi. Tem uma passagem que Isabel fala sobre esperança e que eu queria deixar registrado. Procurei rapidinho agora e não achei. Também estou com muita pressa. Quando eu achar, eu deixo pra quem [?] quiser ler.
Isabel conta em Paula a história de uma jovem que viveu pouco tempo, sabendo que viveria esse tempo curto e que, talvez por isso, ou não... rs viveu intensamente; Paula teve uma vida plena, a meu ver, desde a infância até a morte (e conto sim, que ela morreu, uai... fiquei numa esperança que ela se salvasse... rs). Paula viveu cercada da família, e segura com tanto afeto. Teve um amor de verdade para além da morte, viveu cercada de histórias e esperanças de um mundo melhor. Lindo!!!
Paula me fez ter mais vontade ainda de ler outros livros - não só de Isabel Allende, como também de ler outras biografias ou autobiografias. Eu aprecio muito histórias reais. Creio que o enredo de algumas vidas é muito, mas muito melhor e mais instigante do que a melhor das histórias inventadas. Talvez seja porque eu gosto de gente. Gente real!!
Agorinha mesmo, retirei de minha estante [?] a autobiografia de Ágatha Christie, um livro que comprei há 555 mil anos, num tempo que comecei a não ter mais tempo e fui deixando pra lá. Limpei a poeira dele e abri pra ver se tinha uma data de aquisição, pelo menos. Tinha não! Mas tenho quase certeza que eu o comprei na época do nascimento de Laurinha, um pouco antes ou um pouco depois. Não importa. O que importa é que na primeira frase da primeira parte do livro, Ágatha escreveu assim: "Uma das melhores coisas que nos podem acontecer na vida é ter uma infância feliz. Eu tive uma infância feliz."
Promete, porque olha, livros que gosto não precisam ser necessariamente tristes, bastam ter conteúdo.
* Preciso contar que Carolzinha me disse, aliás, que ao ler o livro se lembrou de mim e não sabia exatamente o porquê... essa foi a indicação maior
domingo, 2 de outubro de 2011
Impressões sobre "50 anos a mil"
Acabei de ler o livro do Lobão ontem. Não me recordo bem o dia que comecei a ler as 595 páginas de um livro que eu quis muito ler, que prometia muito, cujo final é sem final.
A impressão que tive é que Lobão não quis e não quer se revelar. Aliás, tenho a impressão que nem ele se conhece.
Há duas partes no livro: uma escrita por ele (identificada por capítulos) e a outra é resultado de uma pesquisa feita por Claudio Tognolli, que confesso minha ignorância, não sei quem é (parte identificada como "Lobão na mídia"). Mas então, o Lobão relata e não relata (muita coisa sem início e sem fim) a vida dele.
Sempre achei Lobão intrigante e não gostava dele. Atualmente, até simpatizo (ele se esforçou), mas não o acho mais tão intrigante. Lobão é confuso, e meio sacana. Parece que ele percebe bem a impressão que passa pra gente. É como se ele usasse uma capa que indicasse: há algo dentro dela. Abre-se a capa e não há quase nada. Ou, quem sabe - tomara - há outra capa a ser desvendada. Quem sabe, né??
Os relacionamentos dele são inacabados e sem início. Ele conheceu porrada de gente inteligente, importante, um absurdo, minhas gentes. Pessoas com as quais ele poderia e deveria ter aprendido muito, mas parece que não... Não há "liga" em nada, nem nos relacionamentos, entendem?
Assisti e li várias coisas que Lobão disse sobre o livro dele. Tenho ainda gravadas as entrevistas que ele deu à Marília Gabriela e ao Jô Soares. Guardei, exatamente, para rever depois da leitura. As duas entrevistas são bem melhores do que o livro, ressaltando que "ele" foi melhor nelas, não sinalizo o brilho dos entrevistadores, apesar deles terem sido brilhantes (sou fã e suspeita).
Bom, nessas entrevista ele disse que precisou retirar cerca de trezentas páginas do livro. Algo me diz que o que procurei na obra dele pode estar nessas páginas desprezadas. Por que, francamente? Ele não contou nada direito: nem dos fatos nem dos sentimentos. Continuo sem saber quem é Lobão.
A desorganização dele para contar histórias - apesar de depois do primeiro capítulo, ter uma ordem cronológica - é perceptível... e pode ser constatada num dos capítulos finais em que ele deveria escrever do jeito dele e, não no estilo "Lobão na mídia": com registros em tópicos. Uma bagunça!!!
Bom, finalizando a minha análise confusa, tal qual o autor e o livro, afirmo (posso estar errada, mas essa é a MINHA impressão) que ele é um desnorteado e demonstra "claramente" isso numa série de canções "diferentes", em que usa sempre as mesmas palavras: escuridão, chuva, solidão, vazio... e por aí...
Ainda bem que conheci e amo, "Me chama", antes de saber "quem de fato" é Lobão. E, mais, gosto da canção, por causa de Marina Lima, confesso.
Lobão, seu nome é escuridão. Não consegui enxergar grande coisa em sua obra não, tá? Desculpaêêêê...
Obs.: Comecei a ler "Paula" de Isabel Allende, livro que Carolzinha, minha amiga do OeP sugeriu. Já caiu no meu gosto. depois conto pra vocês.
A impressão que tive é que Lobão não quis e não quer se revelar. Aliás, tenho a impressão que nem ele se conhece.
Há duas partes no livro: uma escrita por ele (identificada por capítulos) e a outra é resultado de uma pesquisa feita por Claudio Tognolli, que confesso minha ignorância, não sei quem é (parte identificada como "Lobão na mídia"). Mas então, o Lobão relata e não relata (muita coisa sem início e sem fim) a vida dele.
Sempre achei Lobão intrigante e não gostava dele. Atualmente, até simpatizo (ele se esforçou), mas não o acho mais tão intrigante. Lobão é confuso, e meio sacana. Parece que ele percebe bem a impressão que passa pra gente. É como se ele usasse uma capa que indicasse: há algo dentro dela. Abre-se a capa e não há quase nada. Ou, quem sabe - tomara - há outra capa a ser desvendada. Quem sabe, né??
Os relacionamentos dele são inacabados e sem início. Ele conheceu porrada de gente inteligente, importante, um absurdo, minhas gentes. Pessoas com as quais ele poderia e deveria ter aprendido muito, mas parece que não... Não há "liga" em nada, nem nos relacionamentos, entendem?
Assisti e li várias coisas que Lobão disse sobre o livro dele. Tenho ainda gravadas as entrevistas que ele deu à Marília Gabriela e ao Jô Soares. Guardei, exatamente, para rever depois da leitura. As duas entrevistas são bem melhores do que o livro, ressaltando que "ele" foi melhor nelas, não sinalizo o brilho dos entrevistadores, apesar deles terem sido brilhantes (sou fã e suspeita).
Bom, nessas entrevista ele disse que precisou retirar cerca de trezentas páginas do livro. Algo me diz que o que procurei na obra dele pode estar nessas páginas desprezadas. Por que, francamente? Ele não contou nada direito: nem dos fatos nem dos sentimentos. Continuo sem saber quem é Lobão.
A desorganização dele para contar histórias - apesar de depois do primeiro capítulo, ter uma ordem cronológica - é perceptível... e pode ser constatada num dos capítulos finais em que ele deveria escrever do jeito dele e, não no estilo "Lobão na mídia": com registros em tópicos. Uma bagunça!!!
Bom, finalizando a minha análise confusa, tal qual o autor e o livro, afirmo (posso estar errada, mas essa é a MINHA impressão) que ele é um desnorteado e demonstra "claramente" isso numa série de canções "diferentes", em que usa sempre as mesmas palavras: escuridão, chuva, solidão, vazio... e por aí...
Ainda bem que conheci e amo, "Me chama", antes de saber "quem de fato" é Lobão. E, mais, gosto da canção, por causa de Marina Lima, confesso.
Lobão, seu nome é escuridão. Não consegui enxergar grande coisa em sua obra não, tá? Desculpaêêêê...
Obs.: Comecei a ler "Paula" de Isabel Allende, livro que Carolzinha, minha amiga do OeP sugeriu. Já caiu no meu gosto. depois conto pra vocês.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Vale tudo
Ando tão Tim Maia. Amei ler o livro de Nelson Mota que eu me dei de presente.
Deu tanta saudade de tanta coisa e uma delas foi do tempo em que eu pegava livros, que não eram de Direito, e lia, assim, de uma "sentada" só.
Foi o que eu fiz nesta semana de festas.
Amei sair de casa com meu livro debaixo do braço e ir pra terra dos "homis".
Que Natal bacana, como aqueles de outros anos, em que eu era feliz...
E assim como o Tim não tô dizendo coisa com coisa.
Sabem como é? Tudo é tudo, nada é nada!!!
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Anormalidade
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Lançamento livro

É, sou chique benhê... às avessas e às custas de irmão mais novo.
Hoje é lançamento de mais um livro de César, o mais novo de nós e o mais, mais, claro.
Ele é o organizador deste livro e já tem uns outros que são só de autoria dele.
Quer dizer: o menino é DEMAIS.
E eu tenho orgulho mesmo, pois é tudo isso e super, hiper, mega generoso.
Que Deus dê a ele todo o sucesso do mundo, pois merece.
É isso, queria dividir essa alegria com quem vem por aqui.
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