Mostrando postagens com marcador Caetano Veloso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caetano Veloso. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sina

Não sei quando Djavan* compôs Sina; sei que foi numa época em que ainda vivia o grande amor de minha vida. 
Como se não bastasse usar "quiçá", na letra da canção, Djavan inventa de caetanear meu cantor preferido. Tudo me levando a acreditar, por mais essa razão, que Sina é minha canção de amor. 
Engraçado, Sina não é a canção que mais amo na vida. Antes dela, há várias mais lindas, amadas e comoventes, pra mim, como: "Amor de Índio", "Chão de Giz", "É Necessário". Beijos, queridos Beto Guedes, Zé Ramalho e Almir Sater!  
Estranho que, do meu cantor preferido, não há nenhuma canção entre as cinco que amo mais. Mas há quase novecentas entre as mil preferidas, viu Caetano? Opps, tô mentindo. Mentindo por amor!!
Mas não é disso que quero falar... 
Quero falar de Sina e de como, de tempos em tempos, como por agora, essa canção volta ao meu coração, lembranças e sensações pra que eu não esqueça um amor que vivi. 
E apesar de "tocarei seu nome pra poder falar de amor" - sim, cito o nome - não é o nome nem o homem que amei, que ainda amo. 
Amo e amarei esse amor que vivi; pra sempre. 
Tipo sina, sabe?? Só que feliz!!!


*E Djavan, filho da mãe, compôs Oceano, uma canção (isso é tema pr'outro post) que me faz recordar outro amor - dos mais belos, também - que vivi. Num fode comigo, Djavan!! Nem te amo mais do que amo Caetano ou Almir...  vá...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Impressões sobre "Paula"

Edições Bestbolso (urgghh)
Comprei Paula - edição simples e me arrependi, pois gosto de livro com capa bonita - por indicação de Carolzinha*, uma amiga que conheci do blog do Caetano Veloso - aquele lindo - e que, de tão lindo, me aproximou de muitas pessoas bacanas com quem mantenho contato ainda. Por enquanto só virtualmente, mas já já conheço.
Comecei a ler Paula em 2 de outubro de 2011 e terminei ontem à noite, dia 30.  Pensando bem, foi um tempo razoável levando em conta que estou atarefadíssima, tempo curto pra quem leu poucas vezes sentada à mesa ou na cama (jeitos mais confortáveis pra ler), e a maior parte do tempo, no trono. E olha... ler no trono é para os fortes, convenhamos... 
De Isabel Allende eu conhecia - confesso - só o sobrenome e o filme "A casa dos espíritos" que já assisti e não me recordo quase nada. Quero rever, porque me deu vontade. Como me deu vontade de ler todas as obras de Isabel Allende. 
Se alguém tiver pensando em algo pra me dar de aniversário, fica a dica (hô hô hô - mas não em edições pobres como essa que comprei, por favor rô rô rô).
Uma das coisas que mais gostei no livro de Isabel foi o jeito dela narrar a história de sua filha Paula, que ficou em coma, vítima de uma doença muito da estranha, inclusive o nome: porfiria. Isabel tem meu jeito de narrar as coisas (calma aí, gente, não estou dizendo que narro bem, como ela). Ela dá mil voltas pra chegar onde quer chegar e no meio das voltas conta outros casos. Ela se volta às lembranças da infância, juventude e vida adulta e faz várias narrações dentre de outra narração, se é que vocês me entendem. Amo isso!!
É muito bom dar voltas, sobretudo pra quem dá, sacumé? Nem sempre quem ouve ou lê gosta, mas quem escreve ou fala, ama. Eu amo as voltas dos outros, também. Desde que consistentes. 
Paula é um livro triste, mas não tão triste como Carolzinha me disse ser ou que eu pensei ser. Mesmo a própria Isabel e outras pessoas afirmando que é tudo real, algo me diz que a autora deu umas viajadas dentre dessas viagens. Eu gosto e aprovo (petulância mandou lembranças...rs) 
Esse é o tipo de livro que eu deveria ter lido com uma caneta por perto, mas não fiz isso e me arrependi. Tem uma passagem que Isabel fala sobre esperança e que eu queria deixar registrado. Procurei rapidinho agora e não achei. Também estou com muita pressa. Quando eu achar, eu deixo pra quem [?] quiser ler.
Isabel conta em Paula a história de uma jovem que viveu pouco tempo, sabendo que viveria esse tempo curto e que, talvez por isso, ou não... rs viveu intensamente; Paula teve uma vida plena, a meu ver, desde a infância até a morte (e conto sim, que ela morreu, uai... fiquei numa esperança que ela se salvasse... rs). Paula viveu cercada da família, e segura com tanto afeto. Teve um amor de verdade para além da morte, viveu cercada de histórias e esperanças de um mundo melhor. Lindo!!!
Paula me fez ter mais vontade ainda de ler outros livros - não só de Isabel Allende, como também de ler outras biografias ou autobiografias. Eu aprecio muito histórias reais. Creio que o enredo de algumas vidas é muito, mas muito melhor e mais instigante do que a melhor das histórias inventadas. Talvez seja porque eu gosto de gente. Gente real!!


Agorinha mesmo, retirei de minha estante [?] a autobiografia de Ágatha Christie, um livro que comprei há 555 mil anos, num tempo que comecei a não ter mais tempo e fui deixando pra lá. Limpei a poeira dele e abri  pra ver se tinha uma data de aquisição, pelo menos. Tinha não! Mas tenho quase certeza que eu o comprei na época do nascimento de Laurinha, um pouco antes ou um pouco depois. Não importa. O que importa é que na primeira frase da primeira parte do livro, Ágatha escreveu assim: "Uma das melhores coisas que nos podem acontecer na vida é ter uma infância feliz. Eu tive uma infância feliz."  
Promete, porque olha, livros que gosto não precisam ser necessariamente tristes, bastam ter conteúdo.    


* Preciso contar que Carolzinha me disse, aliás, que ao ler o livro se lembrou de mim e não sabia exatamente o porquê... essa foi a indicação maior

quarta-feira, 9 de março de 2011

Elas zanzando...

Há duas dela zanzando por aí.
Uma é ligada às palavras e a outra às regras de proporção; as duas pensam que suas armas são as mais adequadas pra solucionar seus problemas - e os dos outros, também.
O problema de uma é o pé no passado; o da outra, o medo do futuro.
Mas em se tratando do presente, uma delas acredita que o silêncio - apesar de amar as palavras - é um bom condutor do que precisa dizer; a outra pensa que uma D.R., dia sim, outro também, define, exatamente o seu jeito de querer.
Uma ama Caetano, Oswaldo Montenegro, Marisa Monte e a outra prefere, mil vezes, Amy Whinehouse e Joss Stone.
No acaso da vida, entre uma topada e outra, as duas jamais se encontrarão num trio elétrico ou num desses bailinhos da vida; afinal, elas detestam axé e pagodinho; como também ninguém as verá gritando ou discutindo por aí em público, as duas são discretas e acreditam que o grito destrói a razão e que as brigas, assim como as carícias, são pra serem vivenciadas entre quatro paredes...
E entre o passado e o futuro, vez ou outra as duas se esbarram no presente e cismam de caminhar a mesma trilha. É o que tem dado certo, nesse zanzar da vida!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Cinquenta e cinco canções: a minha trilha sonora

.
Cinquenta e cinco lindas canções eu listo agora. O que não quer dizer, necessariamente, que são as canções que eu mais adoro em toda a minha vida. Não, elas não representam isso, mas são aquelas que, no decorrer da série55 e já sabendo que ia fazer esse post, eu fui me recordando.
Muita gente que eu amo ficou de fora: Milton Nascimento, Elis Regina, Marisa Monte, Zizi Possi, são alguns que destaco. Mas o meu objetivo foi esse mesmo: ir listando as minhas lembranças da vida afora, mas não só, porque algumas canções são de agora, como as de Tulipa Ruiz e Amy Winehouse. Amy eu gosto já há algum tempo, mas foi neste ano que eu comprei um dvd dela e é pra nunca mais largar. Amo, de paixão!!
As canções de Oswaldo Montenegro e de Caetano Veloso eu poderia citar a maioria, mas não quis. Afinal, Rosaninha Tibúrcio é, também, diversidade.
E sim, sou brega sim. Aos olhos do outro. Aos meus olhos, não. Vez em quando sou criticada por gostar de Só pra contrariar, Daniel e similares. Mas se sou cafona, o que posso fazer? O amor e a paixão recolhidos são cafonas? E quem há de provar?
E essa lista me deu trabalho, minhas gentes, uma pesquisa árdua. Se alguém encontrar alguma informação indevida é só me avisar - com calma, porque sou sensível e quem manda aqui no pedaço sou eu...rs
Divirtam-se!!!

1. Água - de Kassin + 2 com Caetano Veloso do show Zii e Zie – morri de achar lindo. Delícia.
2. Amor de índio - de Beto Guedes, com Maria Bethânia – o que é essa mulher cantando essa canção lendo a letra, assim, diretinho do papel, minhas gentes? E que letra é essa? A melhor de todas, talvez.
3. Amor meu grande amor - de Angela Rô Rô e Ana Terra, com Rô Rô – e vamos cair na fossa, quase um estilo Maysa de ser...
4. Bete Balanço - de Cazuza e Frejat, com Barão Vermelho – essa melodia e essa batida, me pegam; uma daquelas canções em que não há necessidade de "entender" a letra.
5. Cajuína - de e com Caetano Veloso – deliciem-se com a canção, com o porquê dela e, mais ainda, com a belíssima voz falada do meu ídolo-mor, quando de uma participação dele no já extinto Programa Livre de Serginho Groisman
6. Chão de giz - de e com Zé Ramalho, mas pode ser com qualquer cantor que cante bem, porque essa música diz tudo e mais. O Zé é feio, com força, mas eu bem pegava ele, só pela voz e canção, por que né? “Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom...”
7. Como dois e dois - de Caetano Veloso e pode até ser com o Rei , mas se for com o próprio autor, meu ídolo-mor, o Caetano, eu bem que morro aos pouquinhos
8. Como la cigarra - de María Elena Walsh com Mercedes Sosa. O que é essa mulher cantando, minhas gentes? O que é essa voz?
9. Como uma onda - de Lulu Santos e Nelson Motta, com Lulu: é quase um hino.
10. Depois do prazer - de Sergio Caetano e Chico Roque com Alexandre Pires porque eu tenho um pé sim, na cafonice, na breguice e adoUUUro um me-mata-de-amor-pelo-amor-de-Deus
11. Desejo de amar - de Gabú e Marinheiro com Daniel  ou Eliana de Lima, porque sou brega messsmo. No fundo, bem lá no fundo eu sou muito “Undererê como dói a solidão, não, não, não, não, não”; confesso, sem medo de punição, por que né? Onde há breguice há um “Undererê, venho te pedir perdão, perdoa paixão...”
12. Diana - de Paul Anka com Caetano – que é pra morrer de vez – não sei o que há, mas essa canção me pega.
13. Do fundo do meu coração - de Roberto Carlos e Erasmo – com Erasmo e Fernanda Takai – uma das melhores apresentações de todos os programas “Som Brasil” e olha que desse programa eu posso falar, assisti todos e tenho a maioria gravado.
14. Don't Cry for Me Argentina - de Tom Rice e Andrew Lloyd Webber com Madonna, mas poderia ser também com Vanusa e sei lá mais quem... é uma coisa muito linda.
15. Drão - de e com Gilberto Gil – merece tortura um homem que faz uma canção dessas. E eu bem queria ser uma “drão” na vida de um homem qualquer.
16. Duerme negrito - de Atahualpa Yupanqui (não tenho bem certeza, as informações que colhi estão truncadas) com Mercedes Sosa e sem maiores comentários.
17. Efêmera - de e com Tulipa Ruiz. Minha nova descoberta de final de 2010. Estou encantada com essa cantora e essa canção tenho escutado, sem parar.
18. Escrito nas estrelas - de Carlos Rennó e Arnaldo Black, com Tetê Espíndola porque eu gosto e me faz lembrar um tempo bom lá naquele Espírito Santo da vida. Paixão não, mas êê sardadi...
19. Esperando na janela - de Gilberto Gil, Targinho Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeon, com o Gil porque ele é o máximo... e êêê lasqueira veia
20. Essa tal liberdade - de Paulo Sergio Valle e Chico Roque com o Só pra contrariar e Fábio Júnior – outra manifestação do meu lado brega-sou-xonada-sim-e-daí?
21. Estádio Holly Estácio - de e com Luiz Melodia. Essa voz, essa música acabam comigo. Amo sem medir.
22. Êta Nóis - de Luli e Lucina, com Ney Matogrosso, com o Rolando Boldrini ou com elas, tanto faz, a música é linda demais. É uma canção de amor-amigo, li a respeito no livro Então, foi assim?, vol. 2, de Ruy Godinho (2009, p. 108-111) – referência, bem estilo acadêmico, mas ó, vale a pena ler.
23. Eu te devoro - de Djavan, com ele é lindo, mas com Luiza Possi, no Som Brasil, é deslumbrante
24. Final Feliz - de Jorge Vercíllo com Só pra contrariar e Caetano Veloso – prosseguindo meu lado brega, mas agora com o apoio do meu ídolo-mor.
25. Grand hotel - de George Israel, Paula Toller e Lui Farias, com Paula Toller. Essa canção além de ser linda na voz de Paula, retrata de forma bem fiel o porquê do fim de muitos relacionamentos, né minhas gentes? “Se a gente não dissesse tudo tão depressa, se não fizesse tudo tão depressa, se não tivesse exagerado a dose, podia ter vivido um grande amor..”
26. Laura - de Antonio Carlos e Jocafi com Pery Ribeiro – é preciso explicar mesmo o porquê deu gostar  dessa canção?
27. Mapa-múndi - de Thiago Pethit com ele mesmo – conheci esse cantor e essa canção num dos melhores programas de TV: o Altas Horas. Aliás, Serginho sempre foi bom, quem não se lembra do “Programa Livre” no SBT? Vide Cajuína (canção 5).
28. Marina - de Dorival Caymmi com Gilberto Gil por que né? Nem preciso falar dessa também.
29. Mês de maio - de Almir Sater e Paulo Simões com Almir Sater. Só uma música linda assim pra saudar um dos meses mais bonitos do ano.
30. Nada por mim - de Paula Toller e/ Herbert Vianna, aqui com Paula Toller, mas essa canção é daquelas que ficam lindas na voz de muita gente... e êê paixão “Você me tem fácil demais e não parece capaz, de cuidar do que possui...”
31. Não aprendi dizer adeus - de Joel Marques, com Leandro e Leonardo. Fui muitas vezes chamada de cafona por esse gosto, mas eu adorava ouvir esses dois cantarem e queria lá saber de letra, gostava das vozes e da canção... e deu um dó de ver Leandro morto. Já assistiram “Por toda a minha vida” com ele? Se alguém quiser chorar eu empresto, cerca de 20 reais o aluguel do dvd... hauahaushaushas
32. Não vá ainda - de Zélia Duncan e Christian Oyens, com Zélia no dvd Sortimento, que é lindo, do início ao fim; nessa canção, ela arrasa.
33. New York New York - de Fred Ebb John Kander aqui com Frank Sinatra, mas poderia ser com Cauby Peixoto, Liza Minelli e o diabo a quarto. Até eu, cantando essa música, fica bonito (calma, gente, em pensamento, ok?)
34. Non ho l'età - de Panzeri, com Gigliola Cinquetti – essa é uma das canções do meu tempo de jovem (é, já fui um dia, cês podem não acreditar) – linda demais... e que voz a dessa mulher.
35. O bem e o mal - de e com Danilo Caymmi. O que é esse homem, mó Deus, eu pegava, na boa. E que saudade da minissérie Riacho Doce, uma das melhores que já vi na TV. Eu quero esse dvd pra mim – da minissérie. Aliás, ele faz parte desta minha lista de presentes aqui, é o item 27.  Que tal um prêmio por conta desse serviço de utilidade musical que presto a vocês, neste post? Reflitam.
36. O meu amor - de Chico Buarque com Marieta Severo e Elba Ramalho – se pudesse esganava os três, né? Porque Chico é um fdp pra escrever essas canções e as duas arrasam.
37. Onde estará o meu amor? de Chico César, com Maria Bethânia – Essa música com a Bethânia fica muito sem educação. “Se a voz da noite responder, onde estou eu, onde está você, estamos cá dentro de nós, sós...” dôcontadissonão
38. Oração pela família - de Padre Zezinho, com ele. Porque família é tudo de bom e nenhuma deveria ser destruída por falta de amor, mas né? Homens, homens...
39. Outro abraço - de Marco Camarano - esse vídeo é uma coisa linda de se ver. Vamos ao abraço em 2011?
40. Paciência - de Lenine e Dudu Falcão. Adoro essa música, a voz de Lenine, a letra da canção: tudo. “Eu finjo ter paciência...”
41. Paralelas - de Belchior – com Vanusa – gosto dessa canção desde sempre e na voz de Vanusa ela é belíssima.
42. Por brilho - de e com Oswaldo Montenegro. Gente, eu amo quase todas as canções de Oswaldo, e se pudesse eu esganava Madalena Sales, musa de muitas, inclusive dessa.
43. Por hoje é só - de Zélia Duncan – é um primor essa canção. No dvd Sortimento ela é mais linda, mas não achei, vai esse vídeo aqui mesmo.
44. Preta Pretinha - de Galvão e Moraes Moreira com Os Novos Baianos. Minhas gentes, eu amo essa música desde sempre, ou seja, há mais de três décadas. Saía do serviço correndo (sim, tô na senzala desde sempre) pra chegar a tempo em casa e ouvir o primeiro lugar na parada musical de um programa de rádio... haauahauhs Isso foi antes da invenção da roda, minhas gentes.
45. Refazenda - de Gilberto Gil com ele – Gil, posso te matar com um abacate na cabeça?
46. Se - de Djavan com ele mesmo. Por que o “se” pode, muitas vezes, ser um pé no saco, mas nunca tão bem cantado assim.
47. Segura na mão de Deus - de Nelson Monteiro da Mota - com Cantores de Deus – adoro, adoro, adoro, sem explicação.
48. Te ver - de Samuel Rosa, Lelo Zanetti e Chico Amaral com Skank – gente, adoro, saudade do tempo em que eu fazia academia. (vocês se assustaram por quê? Pensam que tive a vida toda essa inércia? Já malhei, macacada...)
49. Ternura - de Roberto Carlos e Erasmo com Roberto e Vanderlea – ahhhhh, eu adoUUUro, dá uma saudade boa...
50. Tocando em frente - de e com Almir Sater e Renato Teixeira – porque essa canção é quase uma oração. O que é essa letra, meus amores?
51. Tudo diferente - de André Carvalho com Maria Gadú, com Maria Gadú. Eu gosto dessa cantora, digamos assim, nova, e adoro essa canção. A impressão que tenho é que Gadú não faz esforço algum pra cantar... e sai tão bonito.
52. Um dia desses - de Torquato Neto e Kassin – com Adriana Calcanhoto – muito linda, leve e romântica, porque Rosana também é sossego.
53. Vida bela, vida - de e com Almir Sater “Nossos corações, quando podem ser felizes batem muito mais” – já falei que amo esse homem? Então, eu pegava!
54. Wake up alone - de  e com Amy Winehouse. Minhas gentes, eu  não enjoo de ouvir a Amy... e, sei não, é a melhor de todas as cantoras do mundo. Preciso urgente de outro dvd dela (sacaram?)
55. You've got a friend - de Carole King, com James Taylor – o que é esse homem, minhas gentes? Eu bem pegava esse lindão. AdoUUUro: ele, a canção e desde o primeiro Rock and Rio eu amo. Eu era feliz nesse tempo e sabia. Sejamos...

Obs.: com esse post encerro - até que finalmente - a minha série55. Pra nunca mais, porque nósinhora, trabalhão esse trem me deu.
.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quarenta e oito pessoas admiráveis

Quarenta e oito pessoas que admiro e pelas quais bato palmas pra sempre e muito, até cansar. é o que eu tenho pra hoje. Foi interessante completar esta lista, bem querendo que fosse cinquenta ou cinquenta e cinco, mas... pra essas eu já tenho o mote, desde o início da série55. 
Essas pessoas atuam ou atuaram em áreas nada a ver umas com as outras, em sua maioria, e despertam em mim, formas e intensidades  diferentes de admiração. 
Excluí crianças e não citei ninguém de meu convívio, por que né? Seria bem arriscado eu esquecer um amigo ou familiar admirável, pois há tantos e pra quê melindrar a galera, certo?
Essa ideia me veio à cabeça num dia em que eu, com controle remoto na mão, passando por esses canais da vida, assisti parte de um documentário sobre Eva Péron. Uma pena que foi parte. 
Eu sou encantada com essa mulher, sempre fui. A forma com que ela cuidava dos pobres. Aquilo sim era o jeito certo de cuidar de quem precisa. Tirando uma irmã Dulce, uma Madre Teresa de Calcutá, uma Dona Zilda Arns (por quem choro até hoje) ou uma Princesa Diana, são pouquíssimas as “famosas” que desceriam de seu pedestal pra chegar junto. Inda mais ela: uma política.
Fiquei pensando nessas mulheres admiráveis pela generosidade e caridade para com o próximo ou por outras características que aplaudo e me lembrei de Marília Gabriela que me dá coceira no cérebro pela desenvoltura e inteligência que tem. Depois me lembrei de Grazi Massafera que carregou e ainda vai carregar, por um bom tempo – porque assim os maldosos querem – a pecha de eterna ex-bbb glang glang, mulher que luta, com a maior dignidade, nesse mundinho de celebridades e artistas que pensam e, às vezes, até falam: “cai fora, porque você não estudou pra isso”.
Percebi que só me vinha à memória nomes de outras mulheres: Hebe, Hortência, Marina Silva, Dona Canô (muito por causa do Caetano, confesso, mas não só...). Foi aí que pensei: eba... mulheres são tudo, isso pode resultar numa lista memorável.
Porém, minha série55 já estava pra mais de quarenta e homens seriam necessários pra atingir o quorum da vez...
Foi quando pensei, primeiramente, nos três homens cujas vozes – faladas – eu amo dum tanto: Ariano Suasuna, Caetano Veloso (esse, meu ídolo-mor, não só porque fala tão lindo, mas canta e escreve lindamente, também) e Darcy Ribeiro. Já disse em algum lugar por aqui (preguiça de procurar link) que se eu fosse homem e pudesse escolher uma voz pra falar queria uma dessas três.
Em seguida, me lembrei do José Alencar que luta feito leão contra sua doença; do João Paulo II que nó... do Tony Ramos que é um herói na arte de bem casado, além de ser um dos melhores atores de todo o sempre; do Padre Júlio Lancellotti que sempre admirei e me recuso a acreditar nas histórias que contaram sobre ele; do outro Padre, o Reginaldo, que tem me ajudado, por meio de seu programa de rádio, a aguentar essa vida “que não tá fácil não seujão”; do Jô Soares que amo pra sempre; do João Carlos Martins que nó, superação, esse é seu nome.
Provavelmente essa lista será ajustada, mas muito provavelmente os nomes daqueles que estão com fotos nessa colagem rEdícula que criei não serão substituídos, pois, pelo menos pra mim, eles estão no topo. 



1. Airton Senna - não me conformo com a morte desse homem, bordei uma manta de bebê inteira naquele domingo fatídico.                                         
2. Ariano Suasuna - pela voz e jeito de contar casos. Esse homem no Jô dizendo que descobriu que não gostava de café e que só bebia por educação, me fez rir uns trezentos dias; foi tudo de bom.
3. Betinho - um dó ter adoecido numa época em que quem tinha aids não sobrevivia.                                                     
4. Caetano Veloso - paixão de vida meu e o que é ler meu nome lá no último post do blog dele, minhas gentes, e as fotos que tiramos juntos?
5. Charles Chaplin - porque é o melhor palhaço do mundo e me faz lembrar de um tempo feliz assistindo aqueles filmes todos. 
6. Chico Anísio - o povo ainda não entendeu que é o melhor ator do Brasil.
7. Chico Xavier - sei pouco da religião dele, mas o que sei dele é um tanto bom pra entender que ele foi, seguramente, um dos melhores homens do século XX.
8. Darcy Ribeiro - aquela voz, o jeito de dizer as coisas, só ele pra não me fazer ter birra total de índio.
9. Dona Canô - "o que faço pra viver bem? Tenho o coração leve, não guardo rancor." Só uma sábia diria isso, e né? Mãe de Caetano...
10. Dona Zilda Arns - não me conformo com a morte dessa mulher, não acredito e sempre disse, antes dela morrer, que ela merecia todos os louros...
11. Dom Paulo Evaristo Arns - gostei de Dom Paulo bem antes de Dona Zilda, e só muito depois é que soube que os dois eram irmãos. Mais motivos? Precisa não, né?
12. Dráuzio Varela - como assim o homem pega novecentas malárias e ainda tem saúde pra caminhar não sei quantos mil quilômetros por dia, sabe tudo de câncer e se expressa numa elegância.
13. Elis Regina - outra perda irreparável. Eu pagava pra ver a Elis atuando nos dias de hoje, amava Elis de paixão. Nunca esquecerei o dia de sua morte: 19 de janeiro de 1982, pois estava em viagem e só soube no outro dia. Traumatizei!!!
14. Eva Perón - adoro saber tudo dela, a vida que levou, o jeito de ajudar os pobres. Um dos melhores livros que tenho é sobre ela: Santa Evita de Tomás Eloy Martinez. 
15. Grazi Massafera - era minha favorita do bbb5 (é, pra você que ainda não sabe, eu assisto BBB sim, e daí?), sempre achei com o rosto expressivo e, atualmente, eu a admiro por sua luta contra o preconceito, tem todo o meu apoio.
16. Hebe Camargo - gracinhaaaaaa, é tudo de bom, sempre foi e agora inda dá lição na gente sobre como adoecer sem adoecer os outros...
17. Hortência Marcari - a melhor jogadora de todos os tempos. 
18. Irmã Dulce - uma santa cuti cuti.
19.  Ivo Pitanguy - adoro quando ele diz que não faria uma cirurgia plástica estética, sendo tão feio: lição que a mulherada não quer aprender. E isso dele atender gratuitamente quem precisa cuidado, um dia por semana, me quebra as pernas.
20. Jô Soares - meu outro ídolo-mor. Amo pra sempre e aqui, querem parar de me aborrecer dizendo que ele é chato?
21. João Carlos Martins - quer me ver chorar? Me faça assistir a uma apresentação desse homem. Aqueles dedos tortos tocando e fazendo tocar tão lindo é de matar.
22. John Kennedy - sacanagem terem assassinado esse homem. Além do quê, o homem era um gato. Eu pegava.
23. José Alencar - admiro o Zé dum tanto, mas dum tanto. Quem não assistiu sua entrevista no Jô, assista, vale muito a pena.
24.  Leonel Brizolaque delícia era ouvir esse homem encrenqueiro da peste, mas de quem eu gostava muito.
25. Lula - votei nesse danado em todas as eleições, exceto a última que ele venceu, nem me recordo o porquê... tem a voz chata, mas admiro ele assim mesmo.
26. Madre Teresa de Calcutá - outra santa cuti cuti que era tudo de bom.
27. Marília Gabriela - como é articulada essa mulher. Confesso que não gosto de vê-la cantar, atuar mais que cantar, mas pouco, também, mas entrevistando, não tem pra ninguém.
28. Marina Silva - adoro a trajetória política dessa mulher.
29. Marcia Tiburi - o que é essa mulher participando do Café Filosófico na Cultura, minhas gentes? Eu bebo o que ela fala: "a filosofia é um partejar das ideias" - cliquem aqui.
30. Maurício de Souza - ele é responsável por muitas risadas que dou desde a década de setenta, não sobrevivo sem as histórias da Mônica, Cebolinha, Chico Bento e os outros.
31. Michael Jackson - pra mim é, foi e será um incompreendido. Como deve ter sofrido esse menino. Um dó ter morrido sem poder ser feliz. 
32. Nelson Mandela - como assim um homem fica não sei quantos anos preso e depois vira um líder mundial?
33. Oscar Niemeyer - não bastava ter ideias brilhantes e colocar no papel, aqueles "desenhinhos"? Cismou que é quase eterno... e de tão cismado completa hoje (15 dezembro de 2010) 103 anos. Posso com isso?  
34. Oscar Schmidt - chorão danado de admirável.
35. Papa João Paulo II - Sem comentários: um santo.
36. Padre Júlio Lancellotti - sempre admirei e eu me recuso a acreditar em tudo que falam contra ele.
37. Padre Marcelo - companheiro de oração num tempo de filha grande doente. Como esse padre e seus terços, às meias-noites, me ajudaram a caminhar com mais esperança; época que ele nem era famoso, nem nada.  
38. Padre Reginaldo Manzotti -  companheiro de oração dos tempos atuais, deu 10 horas, de segunda à sábado, fico ligada no programa desse homem, o que tem me ajudado bastante.
39. Paulo Freire - o EDUCADOR.
40. Princesa Diana - só por ter se casado com aquele feio bobo já ganhou minha admiração. E depois veio o cuidado com as crianças sofridas e, por fim, a morte que chegou tão cedo só porque ela queria fugir de gente imbecil... 
41. Ronaldo  - é um fenômeno, que venham as Cicarellis da vida, os travestis todos, as babaquices, mas sei não, eu gosto dele.
42. Rui Barbosa - admiro esse homem só pela oração dos moços. É tudo.
43. Ruth Cardoso - Que mulher danada de culta e equilibrada era essa, minhas gentes e teve que aguentar falarem dela tanta cretinice.
44. Sebastião Salgado - esse homem é danado, as fotos dele... 
45. Silvio Santos - raraii - adoro, vou ser sempre fã... assisto parte do programa dele, aos domingos e choro de rir, talvez eu seja a única, mas tô de boa.  
46. Tancredo Neves - mineiro danado de admirável, pra quê fizeram aquela foto com ele, né minhas gentes, quem sabe foi aquele esforço que matou nosso presidente? 
47. Tony Ramos - o cara mantém um casamento por mais de quarenta anos e parece ser feliz. Como assim? Além do quê tem nos olhos toda a expressão que um bom ator precisa ter pra convencer o telespectador. A mim, ele convence.
48. Ziraldo - eu faria um colete lindíssimo só pra ele, assim, com minha criatividade [?] e competência...

E viva o Google e a Wikipédia que me ajudaram a buscar textos e fotos sobre meus admiráveis, na falta de sites oficiais.
O que escrevi ao lado de cada um dos nomes é a lembrança mais imediata desses admiráveis, por isso, tão primário... desculpaêê.
Mas ó cliclem nos nomes de cada um deles e saberão mais sobre... Espero.

sábado, 4 de setembro de 2010

Noves fora zero: do que eu não tenho

Noves fora zero é, sem dúvida, a prova de minha decadência como a mulher mais "toquetística" que eu já conheci nesse mundo de meu Deus.
Fiz de tudo pra ter esse maravilhoso TOC. E olha que tento, tento e não pego o danado.
Até Caetano Veloso tem. Vi no Programa do Jô ele dizendo sobre. Morri de inveja.
Isso não é muito digno.
Sem mais!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De aniversário, saúde, amigos e blablablásss

Um título comprido por demais. Gosto não. Pra tudo sou muito extensa, prolixa e “enchedora de linguiça”, mas pra título sou sucinta.
Porém uma desconstruçãozinha, às vezes, é necessária. E essa desconstrução não se refere só ao título, mas à dissecação do mesmo: começar do pior pro melhor é mais interessante, creio.
Dos dias que fiquei sem postar (com abecedário terminado: tamanha breguice...rs) quis falar de tudo isso: de aniversário, de amigos, de saúde (ausência dela) e blablablásss.
Dentre os blablablás existentes um deles foi o responsável pela não minha vinda aqui no Outras: desânimo total. Uma coisa impressionante!!! Creio que consequência do mal-estar que senti na sexta-feira. Ou vice-versa. Talvez o mal-estar tenha sido consequência do tal desânimo. E o desânimo consequência do inferno astral (outro blablablá não menos importante nem menos ruim).
Sexta-feira vi minha vó pela greta, digamos assim. Nó, que mal eu passei. Minha sorte (já que num horário de estágio de Laurinha) foi a Marininha estar aqui e, assim, ela cuidou de chamar tia pra me levar pro hospital. Pro pronto-socorro. Agora, dá licença!!! Se fosse pra morrer, em decorrência da demora no atendimento, eu morreria. Irritante!! E o diagnóstico? Te deram algum diagnóstico? Porque pra mim téhojenumseiquêquieutive...
Mais saúde ruim e blablabláss? Não, chega!

Coisa melhor desse mundo de meu Deus é amor de amigo. Incluo nesse amor de amigo o amor de minhas filhas, irmãos e familiares todos. Tantos... e tão presentes nesses dias de pré (vide foto, do dia 15, com Laurinha, Dindinha, eu, Luana, Marininha e Clarinha sentadinha), de aniversário e de pós-aniversário.
Eu amoooo fazer aniversário!!! A impressão que tenho é que todos que se dirigem a mim (no real ou virtual), estão com boas intenções. Há aqueles que deixam uns recadinhos no orkut estilo: esse-recado-eu-uso-pra-todo-mundo-tá-bom-pra-você?, que eu não gosto muito e deleto logo. Mas mesmo esses não agem pensando ruim da gente. Então, energia boa eu recebo mesmo. E sinto.
Recebi diversos telefonemas que nem serão destacados aqui porque fica uma coisa chata, pedante e desnecessária. Mas um foi atípico: ex-colega de Ensino Médio (minhas gentes, mais de 30 anos isso...) ouviu meu nome na Rádio (deve ter sido coisa de Denise... hehe) e me ligou. Bacana!
Do meu aniversário inda tô colhendo frutos. Podem continuar me mandando presentes que recebo de boa, com até 30 dias de atraso, tá minhas gentes? E aqueles que fizeram o favor de esquecer minha data eu já dei uma cutucadinha com e-mails e mensagens no celular (tá, eu não presto...rs).
E do meu aniversário eu já ganhei dois posts lindos no Guaraná com Canudinho. O primeiro deles foi de minha Laurinha. Ela fez a declaração de amor mais linda desse mundo. O segundo foi de Rafa, meu filhote, que usou os dois neurônios (ele vai me xingar, mas tudo bem... perco o filhote, mas não perco a piada) e fez um post inteiro intercalando, nos parágrafos todos, váriassss canções compostas ou interpretadas por Caetano, meu ídolo maior.
Como não sou nada humilde ainda espero pra hoje e sexta-feira, quiçá sábado, mais outros posts pra euzinha aqui. Mereço! Ah, espero presentes também: dindim na minha conta, mais sabonetes deliciosos (ganhei duas caixas...rs), qualquer diamantezinho tá valendo.
É isso, minhas gentes. Vou mandar pra pqp os males da saúde, os blablablás ruins e ficar só com os amigos, presentes, telefonemas, e-mails, torpedos... e blablabláss bons!
Saúde!!


.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"M"arcio e Mario


Acabei (leia-se, ontem, por volta de 16 horas) de receber pelos correios uma delícia de poema do Mario Quintana ilustrado por Marcio Junqueira, um querido amigo que conheci no Obra em Progresso, do Caetano Veloso.
A nossa amizade (minha e de Marcio) está em construção, é daquelas que tem tudo pra dar certo, torço muito pra que isso aconteça.
Marcio é carinhoso, atencioso demais, é daqueles que manda textos e carta pra gente, mas pelos correios, entendem? Adoro gente nova que gosta de escrever cartas, dessas que se escreviam no meu tempo.
O poema de Mario Quintana é "O autorretrato (do tempo em que autorretrato não tinha hífen).
Adoro Mario Quintana!!
Uma vez, no Natal de 1999, ganhei uma "agenda poética" com fragmentos só dele e essa agenda me serve pra tanta coisa; eu a uso, com constância, desde 2000.
Eis o autorretrato de Marcio e o poema de Mario.

O auto-retrato*

No retrato que me faço
-traço a traço -
às vezes me pinto nuvem
às vezes me pinto árvore...

Às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...

E, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança

,
No final, que restará?
um desenho de criança...
terminado por um louco!


*assim, com hífen, bem original...

domingo, 9 de agosto de 2009

Do que gosto messsmo

Na verdade, eu gosto de várias coisas dentre várias coisas, não é mesmo minhas gentes??? Mas sempre há aquelas que estão, sem substituição, em primeiro lugar ou, em segundo.
E as outras? Ahhh, em relação a outras o gostar pode ser semelhante.

Da comida: com cebola
Da leitura: textos bons
Da mesa: café e quitanda
Da sobremesa: chocolate e sorvete
Das bebidas: água e café
Das cantoras: Elis Regina
Das cores: a vermelha
Das manias: cor de prendedor igual cor da roupa no varal
Das músicas: Amor de índio
Das ordens: a alfabética
Das qualidades: a inteligência e o senso de humor
De imagens: a fotografia
De homem inteligente: Jô Soares
De mulher inteligente: Maitê Proença
Do dia da semana: as quintas
Do lazer: a conversa
Dos cantores: Caetano Veloso
Dos carinhos: o abraço
Dos filmes: de suspense
Dos meses: novembro e maio
Dos números: os múltiplos de cinco
Dos vícios: creme nívea e trident

Texto sujeito a complementação

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E não houve mais tempo...

O assunto Michael Jackson vai ficar meio enjoado eu bem sei.
Não entendo nada de música e muito menos de lances mais técnicos sobre shows e produções musicais.
Mas eu gosto de "gentes" e sei reconhecer o valor de alguns artistas.
Há os como Elvis, Michael e, aqui no Brasil, o Roberto Carlos que mesmo se eu não gostasse (na verdade, não tenho nem compraria nenhum CD deles - quer dizer, eu ganhei o DVD do Roberto com o Caetano, mas o motivo foi o Caetano), não teria como eu deixar de reconhecer que eles são bons...
E eu morro de pena ao pensar que não houve tempo para o Michael Jackson brilhar novamente como merecia e seria capaz. Tava pertinho, só que o destino é fatal!! Um dó!!
E agora só me resta ficar o dia inteiro com a música "Ben" na cabeça. Era a que eu mais gostava...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ela veio? Ela está aqui?

Sim, minhas gentes, essas foram perguntas que Caetano Veloso (o meu eterno ídolo) fez à minha Marina depois que trocaram um abraço e ela disse: “Sou Marina, filha de Rosana que participava do blog”. E ele: “Da Rosana Tibúrcio? Ela veio? Ela está aqui?” Mas vou começar do começo...rs
Até que finalmente chegou o dia 16 de maio, dia tão esperado pra que um de meus poucos grandes sonhos se realizasse. Confesso que fiquei ansiosa o dia inteirinho. Sai com meu irmão mais velho, cunhada e filha pra almoçar, mas não conseguia me distrair muito bem. Ligava pra meu irmão mais novo pra dizer que eu já estava na Capital e também falar um pouco de Caetano, e nada do telefone da casa dele atender. Eu necessitava dizer do show, do blog, do Caê... já que, de certa forma, esse meu outro irmão acompanhava o Obra em Progresso. Ele seria, portanto, a pessoa ideal pra uma troca de ideias; mesmo não sendo fã de Caê, como eu. Mas sobrou tudo pra minha Marininha que ficou do meu lado o tempo todo tadinha. Ela sofreu com minhas falas intermináveis: “ai, nem acredito que vai ser hoje”; “será que terei a oportunidade de entrar no camarim?”; “como ele irá me tratar?”; “pelo amor de Deus, Marina, se entrarmos no camarim e eu abraçar Caetano, quero uma foto desse abraço, fique esperta” “quero muito me encontrar com Labi também, pois com ela certamente vejo Caetano, além deu conhecer uma das pessoas mais inteligentes do blog” “será que ele lembrará que eu participava do blog?” Minha fala tava sacal reconheço e confesso, mas inevitável também.
.
Por volta de oito horas saímos de casa e chegamos ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães bem cedo.
As meninas (leia-se Lena e Marina) inventaram de comprar pipoca. Maldita pipoca!!! Aquilo não acabava mais, eu queria entrar e procurar Labi, Vellame e Maria Helena. Tentei guardar na minha memória os rostos do casal Vellame que conheci por fotos. Da Labi não sabia o rosto. Mesmo assim, fui à caça dos três. Seria quase uma emoção parecida com a dos meninos no Rio: amigos do blog se encontrando. Digo “quase” porque éramos poucos por lá, pelo menos os que eu saiba ser possível conhecer. Marina saiu à procura de Labi e chegou a perguntar pra algumas pessoas se era a minha querida amiga... e eu, tentava achar em meio a tantos rostos os do casal. Nada!!!! Não nos encontramos. Depois de algum tempo desisti e decidi: chega de busca, vou aproveitar o show e ponto. E aproveitei, foi lindo, inexplicável. Quando de algumas canções eu tinha vontade de voltar a fita, ou o DVD, melhor dizer, mas não... não havia DVD pra voltar. Caetano estava ali, na minha frente, eu tinha que guardar tudo na memória das minhas maiores emoções (que brega... mas foi assim mesmo que fiz... pois me recordo de várias coisinhas e sensações; de forma muito nítida). Tentei tirar algumas fotos do show, mas minha máquina num é aqueeeeeela coisa. Ficou tudo muito borradinho, mas tudo beeemmm. Tentei algumas do telão como esta aqui... rs No que Caetano começou a “A voz do morto” e, abrindo os braços, cantou num quase apelo "E viva o Paulinho da Viola", sei não, pensei que ia surtar de tanta felicidade. E quando ele cantou "Objeto não identificado" e “Água”? E "trem das cores" que Laurinha ama? Inenarrável: o show, minha felicidade, ver meu ídolo no palco, os pulinhos que ele dá e eu adoUUro, TUDO!!
No decorrer do show ele dedicou o espetáculo aos blogueiros e, aquela noite em especial, à Labi Barrô. (esta foto tirei na hora em que ele dizia isso). Foi lindo, gritamos muito nessa hora: Marina e eu.
Na volta pro bis, ele cantou três músicas, sendo que a última delas foi Força estranha (numa das vezes ele não cantou o "no ar" incluído pelo “Rei” na canção; nas outras vezes cantou e numa delas inda disse: "e viva Roberto Carlos"). No finalzinho da canção ele pediu ao público que cantasse junto e foi andando ao nosso encontro, assim... sem parar e não viu o final do palco. Quando percebemos, ele estava no chão. Nó!!! A princípio achei que havia algo ali embaixo para aparar a queda; que fosse uma produção para aquele show. Mas não, era tombo de verdade. E era alto o lugar, não sei como ele não se machucou. (tentei fotografá-lo levantando, mas só consegui essas mãos aí como se pudessem impedir o tombo ou que ele se machucasse).
Caê se levantou, jogou beijos pra plateia e pediu pra que continuássemos a canção. Veio andando até a escada, tocando as mãos de quem estava ali mais perto. Eu consegui tocá-lo nesta hora, vi que sorria... mas foi preocupante. Uma mulher muito elegante veio até nós e nos disse de um jeito que não permitia objeção: “Eu estava de frente pra ele, e vi gente, Caetano deu três passos no ar, ele andou no ar, ele não é desse mundo, é coisa de Deus, porque ele levitou”. Ela dizia isso, repetidas vezes, e olhávamos espantados pra ela, meio querendo acreditar, meio sem motivos para. E aiii de quem duvidasse... Só que agora, vendo os inúmeros vídeos que circulam na net sei que não foi bem assim; mas foi interessante ouvir aquela mulher contar o que ela “viu”. Marininha e eu chegamos perto da escada que dava pro palco onde havia umas pessoinhas. Lá encontrei um rapaz que nos disse ter participado do Obra em Progresso e que, inclusive, lembrava de mim por lá. Mas eu, surdinha que só, não ouvi direito o nome que ele me falou e fiquei sem graça de perguntar pela décima quinta vez... e então, ainda não sei como ele se chama rs. Sei que foi muito gentil e solicitava, ao rapaz que organizava as visitas a Caetano, nossa entrada no camarim. “Afinal, ele nos dedicou o show” dizia o moço. O organizador perguntou quantas pessoas do blog havia ali e confirmamos: o moço, um amigo dele, Marininha e eu (Lena preferiu ficar nos esperando).
A autorização pra subirmos as tais escadas bem que demorou, mas assim que a porta do camarim abriu fomos os primeiros a entrar. Minha filha ficou frente ao Caetano, sorriu e ele sorriu também; puxou o braço dela e trocaram um abraço mais lindo do mundo. Terminado o abraço a grandona disse pra ele (tá... eu já disse as frases lá no início, mas adoro repetir): “Sou Marina, filha de Rosana que participava do blog”; e ele: “Da Rosana Tibúrcio? Ela veio? Ela está aqui?”. Eu não acreditava no que ouvia, mas eu juro, não foi uma abstração de minha parte. Como assim, ele lembrar meu nome? E eu, de frente pra ele, apontei pra mim mesma (dãnnn, coisa mais rEdícula) e disse: “sou eu, eu sou a Rosana Tibúrcio” e literalmente cai nos braços do homem. Mas que abraço caloroso, né possível, como pode? E ele disse do tombo: “que tombo mais ridículo, levei um susto danado”. E eu: “não foi ridículo, fala assim não” (nem sabia mesmo o que dizer). Mais lindinho ainda foi ouvir ele me dizer: “trocávamos tantas ideias no blog sem nos conhecer e agora você aqui, que prazer, que coisa boa”... E eu lá, bocão aberto sem saber onde colocar meus cinquenta dedos das dez mãos. Ele perguntou de Labi. Eu contei que procuramos por ela e o quanto, mas que não a encontramos... ele pareceu meio frustrado. Pode ser impressão minha, sei lá. Depois pedi pra tirar umas fotos com ele, já que a lindona da minha filha esqueceu de tirar a minha tão solicitada foto do meu abraço.
Não satisfeita com as fotos eu perguntei: “posso te dar um beijo?” (calma moçada, sou mulher pudica). Ele disse que sim e dei um beijão no rosto dele dizendo: “Deus te abençoe” no que ele me deu abração e respondeu com voz mais linda desse mundo de meu Deus: “amém”. Num foi um amém qualquer, foi um amém sorridente-caloroso-gentil-feliz. Caetano é extremamente caloroso. Um absurdo!!!

Se pudesse eu ficava naquele camarim o resto da noite, mas precisava ser sensata e, assim, tentei ser rápida porque lá tava muito quente e eu preocupada com o tombo dele, cansaço, essas coisas...

Tiramos mais umas fotos dele conversando com todos; com o colega do blog e dele com outra moça, cuja máquina havia estragado naquela hora (tadinha, coisa mais fatal). Foi tudo muito surreal. A cada tempo que paro pra lembrar eu me recordo de um sinal, um gesto, um sorriso e de como meu coração tava acelerado. Apesar de não ter encontrado Labi amei essa noite. Demasiadamente.

Jamais esquecerei. Sem mais palavras.

Adendo: queria muito ter postado tudo isso logo no dia seguinte ao show Zii e Zie, mas micro dos outros é ruim pra gente, mesmo sendo o novinho da filha grande e, ao chegar em casa, gripei feio... Gripada eu não presto!!!
.
.