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quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Z"elo

Apesar do esforço que sempre teve e tem em se tornar a mais zelosa das mães, a vida tem se apresentado, nos últimos tempos, com uma cara bem madrasta: das más.
Tá-fácil-não-seu-jão!
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imagem daqui

imagem daqui

domingo, 18 de julho de 2010

"Y"es, eu gosto - top 5 televisão

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Digo sim (yes é só pra cumprir toc) pra:

1. Bom dia Brasil. Confesso, não sou ninguém sem assistir esse jornal. AdoUUUro. Posso levantar mortinha, mas assisto ao jornal e até sou capaz de voltar pra cama. Porque gravar jornal não rola, né minhas gentes??
2. De frente com Gabi. Porque, Marília Gabriela entrevistando, não tem pra ninguém. Amo num grau... (como dizem as mocinhas bem sucedidas do twitter); melhor agora que posso assistir no SBT, porque no outro canal lá que ela trabalha, a pessoa aqui não tem acesso
(ou seja, a pessoa aqui é pobre haushaus).
3. Programa do Faustão - poco de rir com as tiradas de Faustão. Tá, ele é chato, atropela todo mundo, é repetitivo, mas quem disse que eu gosto de gente não chata? Eu sou uma chata, a propósito. E Faustão me faz lembrar de Marininha assistindo TV comigo e zoando dele, assim como eu faço todo domingo.
4. Novelas - adoUUUro - e meu lado pirracenta-chata fica louca pra ouvir alguém dizer: "nossa, Rosana, cê gosta de novela?", só pra eu responder:
"gosto sim, e daí, cê tem alguma coisa com isso, paga minhas contas ?vai pra puta que pariu" (choro de rir hahaha e uso essas pessoas e respostas como catarse).
5. Sr. Brasil, com Rolando Boldrin. Porque, minhas gentes eu sou, juro: "eu sou caipira, Pirapora Nossa Senhora de Aparecida, ilumina a mina escura e funda o trem da minha vidaaaaaaaa..."

sábado, 17 de julho de 2010

"X"umbrega véia...

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Xumbrega pros letrados é coisa ruim, de má qualidade, malfeita. Tá lá no Aurélio.
Ela bem sabia disso, mas pensava, muitas vezes, no porquê dicionários nem sempre darem às palavras outros sentidos que ela gostaria de dar.
Na verdade, bom seria se cada um tivesse seu próprio dicionário: e viva a liberdade de expressão.
E não se esquece do dia em que foi corrigida, de forma bem petulante, pela colega mais sabida, só porque depois de ouvir o rapaz, sonho de seus sonhos, parar onde estava e dizer que se encontrariam mais tarde, ela disse: é hoje, oww xumbrega véia...
A besta da colega ficou dando a lição de moral e ela deu pro moço bonito, sonho dos seus sonhos... humm... melhor não relatar; de malfeito tinha era nada, e owww xumbrega véia!!
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Obs.: como os tocs provocam ridicularia (isso tem no Aurélio) em nossas vidas. Nem eu acredito que postei isso aqui. Chorando de rir, mas sacumé? Hoje tinha que ser algo com a letra xis... hauhaus

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"V"azio de um dia cheio

Dia cheio.
Acorda bem cedinho, leva filha pequena pra escola. De onde para o carro faz uma boa caminhada; volta; passa na feira, compra frutas e verduras; no açougue, carne pro dia e pro resto da semana; no supermercado, besteirinhas pras filhas, marido e pra ela. Volta, já tava esquecendo a vassoura que a ajudante pediu: "da piaçaba, patroinha."
Banho rápido, pega o carro e vai pro trabalho. Atende uns quarenta telefonemas, segue normas dos trezes chefes, soma toda sorte de papéis, confere resultados, procura "zebras", ajusta documentos.
Volta pra casa e almoça rapidinho; uma hora e meia só, o intervalo. Retorna ao trabalho, quase quinze minutos pra achar uma vaga pro carro. Mais papéis, mais ordens, mais telefonemas, confere as "partidas", procura "zebras" e acha, porque assim é bem melhor; ajusta documentos e... uffa, manda tudo pro malote. Quase o tempo não foi suficiente.
Volta pra casa; deveres das filhas pra olhar; bordado pra terminar; papéis da casa pra organizar; cozinha pra arrumar, porque é inadimissível ir pra cama deixando um copo sujo na pia e uffa, de novo, vai dormir exausta.
Tudo era tão corrido que nem sempre tinha tempo pra conferir ou anotar agenda.
Nos últimos anos são inúmeros os dias que nem sai de casa; não vê uma viva alma; não atende um só telefonema; nem grupo de chefes tem mais.
Levanta cedo, trabalha feito louca, agenda com mil anotações, dia cheio e um certo vazio...
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Ú"lcera, minha senhora

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Sentiu um certo desconforto desde a hora que levantou: suor frio, um pouco de tonteira.
Tentou o dia todo produzir o programado. Era só terminar aquele trabalho e na hora da entrega: arte pra lá, grana pra cá...
Contas então seriam pagas. Pensar isso dava um certo alívio em meio àquele mal estar. Não conseguiria pagar todas, umas duas só, melhor que nada.
Mas ficou dia inteiro se arrastando, um peso dos anos nas costas, cabeça... e, por certo, no coração. É, coração pesado, pensava quando a dor permitia.
Passou resto do dia com um nó no estômago, sem conseguir comer nada, mesmo assim, sentindo um peso pesado, bem ali...
À noite, resolveram levá-la ao médico, que logo deu o diagnóstico: úlcera, minha senhora.
Doutor que tanto estudou nem por perto acertou o nome de sua dor, saiu dali pensando.
Ao chegar em casa, deixou remédios bem perto das fotos e cartas dele que ainda guardava e suspirou...
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

"T"udo que quero pra mim

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Quero organizar e programar bem direitinho tudo que desejo fazer pro resto dos meus dias...
Se eu não cumprir?
Simples; só não me esquecer que isso faz parte, também, do meu programa.
Tudo vai dar certo, afinal... .

domingo, 11 de julho de 2010

“S”ai de mim, clichê – Postagem temática*

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Algumas “falas prontas”, os tais clichês da vida, me irritam demasiadamente. Pra ser mais exata eu diria que 99% deles têm o dom de me tirar do sério. Assim como me irrita alguém, achando que vai me consolar, dar exemplos nada a ver com o que eu vivencio e conto na hora. É alguém me falar “nada é por acaso”, “podia ser pior” "com fulano aconteceu isso..." e... afins, que eu explodo. Sinto um verdadeiro ‘ímpio’ (não, não tá errado. Você que me lê pela primeira vez; a explicação de ímpio tá aqui).Não me venham também com essa de que “alguém passa por situação pior, Rosana”. E daí? Foda-se!!! O maior problema do mundo é aquele que eu vivo ou vivi. E só!!!Por certo, já tem alguém pensando: “poxa, que mulher mais da egoísta.” Gente, eu não sou, juro procês. Das poucas qualidades que tenho uma delas é a generosidade. Sofro com o sofrimento de quem eu gosto, sou boa ouvinte e procuro acalentar quem precisa. Isso é fato!!
Porém, nesse post aqui “estou” egoísta sim, e falo de mim.
Vejam vocês... depois de um arrombamento aqui na minha casa, em que me levam, além de coisas materiais, meu sossego, vem uma “alma inquieta**” pra me dizer: “poderia ser pior, Rosana, e se vocês tivessem em casa?” Hãnnnn?? Como assim? Eu vou me consolar só de imaginar que poderia ser pior? Foi muito, muito pior que alguém possa imaginar e, pra mim, isso basta. Claro que a vida continuou, que parei de chorar depois de uma semana e três dias e que hoje é só uma história. Mas na época foi muito ruim e fui obrigada a ouvir uma porrada de frases clichês que pouco me interessavam e ouvir outras tantas histórias que me interessavam menos ainda - como se eu tivesse medindo sofrimento, tragédia... Não... eu estava só contando e vivendo a MINHA tragédia.
Teve um sujeito, por exemplo, que me pediu pra contar o ocorrido e, em meio ao meu relato, me interrompeu com essa: “nossa, entraram na casa da-prima-da-cunhada-da-irmã-da-minha-vizinha-da-puta-que-pariu e...” E... eu não deixei o fulano terminar e disse: e daí? Não conheço essa pessoa e estou te contando – porque me pediu – do arrombamento na MINHA casa.
E no dia que contei que uma de minhas filhas, mesmo depois de aprovada em primeiro lugar nos testes pra um emprego, não foi chamada? Contei porque a pessoa perguntou por ela. Aí vem sujeito “do bem” e solta a famigerada frase imbecil: “nada é por acaso”... o
caralho, o cu arrombado de quem fala! O emprego era dela e se estivesse sido chamada quando desse direito teria tido a oportunidade de começar, mais cedo, sua vida profissional.
Houve um dia, também, que contei que minha grandona passava um dobrado lá na terra dos homens (Brasília, pra quem pouco me conhece), andando com uma maca maior que ela, que se cansava em excesso e, até por isso, queria comprar um carro pra ela. A amarela que me perguntou por minha filha empinou o nariz, e com aquele ar de eu-sei-tudo-da-vida-me-escuta, assim falou: “Rosana, nosso filhos precisam sofrer, passar trabalho, pra valorizarem o que sempre tiveram.” Eu dei um pulo de onde eu tava sentada e só não avancei na pessoa porque cadeia não é minha praia. Como assim: “alma inquieta”? Como alguém pode dizer, em sã consciência, que filho precisa sofrer pra dar valor no que tem?” Alôôôuu!!
Ãhãnnn, senta lá Claudia.
Em relação às coisas boas há, também, sempre um amarelo com os tais clichês, na ponta da língua, pra cuspir na cara da gente. É você contar que seu romance tá bom, que o sujeito é do bem, carinhoso e gostoso, de preferência, vem um e diz: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Há até os que dizem o tal "nada é por acaso"... urrghhhh!
Do que não quero saber? De clichês; de exemplos utilizados pra me consolar; de areia na minha felicidade; de gente programada que tem sempre uma frase pronta e certinha, pra dizer na hora errada. Sai de mim!!!
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* Este post "catarse" faz parte de um projeto de Rafael Gloria, do “Blog sintonizados”, e teve como tema, sugerido por mim, inclusive: “do que eu não quero saber”.
O post atende, também, a sequência “abecedarística e bobística” da pessoa aqui, que é sim, cheia de TOCs...
**Alma inquieta eu “peguei” de Maurício de Souza e conto
aqui
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sábado, 10 de julho de 2010

"R"osanati ponto com

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Outro dia recebi um comentário aqui, muito do fofo, de uma "Ana" que não sei quem é, dizendo que gostava do jeito que me lia; sobretudo, depois (não me recordo direitinho como escreveu e quero que fique como apreendi) que conheceu a Rosana, sem freio, do twitter.
Eu adorei esse "sem freio" e fiquei pensando sobre as rosanatis.com e como elas são tão iguais a mim: sem tirar nem por.
Nada muda.
Na verdade, ocorrem as adaptações, como as da vida real: com um cliente, sou mais séria; com amigos, mais solta; com desconhecidos, mais desconfiada; com filhas, mais livre... e assim por diante.
E há até quem me ache engraçada, como um cara que veio aqui em casa outro dia tratar de um assunto mais "comercial". Rolou uma certa empatia, (empatia, maldosos, nada mais... explicar porque tem gente por aqui que não presta, como eu rs) entre mim e ele e tudo que eu falava era motivo pra ele rir e dizer: cê é muito engraçada. Tá bom... rs
Maaaass o que queria dizer é que não me canso de espantar com quem não é o que é... Porque deve ser muito difícil fingir ser. Fala sério!!
Até pensei em citar uns exemplos escrotos que aconteceram comigo quando conheci determinadas pessoas, mas desisti; não importa, na verdade, como outros se comportam, apesar deu achar muito, mas muito esquisito.
O que importa, pra mim, é isso: quem me conhecer primeiro na internet, por qualquer via rosanati.com jamais vai se espantar ao me conhecer pessoalmente. Sou quinem... inclusive na aparência - porque nas fotos minhas que há nesses canais "netianos", nem uso photoshop - e, também - como me disse hoje, via e-mail, o melhor de todos os amigos de minha vida - na sinceridade sem censura.
Como gostei dessa "sinceridade sem censura". Tanto quanto da "Rosana sem freio".
E há a Rosana tímida também, via rosanati.com., via real... mas isso é papo pra um próximo post.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Q"uase

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Quase não se falava noutra coisa ali no bairro. A vizinha tinha um amante e ninguém sabia ao certo quem era, de onde vinha e como vinha. Comentavam apenas que quase sempre àquela hora e quando as cortinas da casa estavam fechadas, era ele lá.
Naquele dia - não aguentando mais de curiosidade, pois quase todas as amigas faziam questão de comentar, quase todos os dias sobre aquele "romance" - ela quase subiu naquela árvore para espiar o que, de fato, ocorria naquela casa quase em frente à sua.
Mas como era quase na hora de seu marido chegar, decidiu que no outro dia quase um pouquinho antes daquela hora voltaria ao local de investigação.
E no outro dia ela quase pegou o marido entrando na casa da vizinha. As outras amigas de longe observavam e diziam umas pras outras: se ela tivesse chegado quase um minutinho antes...
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terça-feira, 6 de julho de 2010

"P"edro Augusto: nada mais contraditório

imagem daqui
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Não foi por falta de insistência da madrinha de Pedro Augusto que ele não teve outro nome.
Por quase oito meses "Dinda" buzinava na orelha da irmã e mãe do afilhado: por que esse nome composto que nem combina tanto, comadre? Não seria melhor só Pedro ou só Augusto? Ou outra combinação. Pedro dá certo com Paulo; Augusto combina bem é com César. Agora Pedro Augusto? E olhe aqui os significados deles: pedra e sublime. Nada a ver; não há coerência, sintonia... Por que não escolhe só Augusto? É tão bonito e foge um pouco da mesmice de uma casa. Você é Pietra, papai é Pedro... muita pedra num lugar só", finalizava Dinda, rindo muito, que era pra descontrair um pouco.
Nem assim a irmã-comadre - firme feito pedra, com as opiniões que tinha - mudou de ideia. Tinha, aliás, sempre a resposta na ponta da língua: Pedro em homenagem ao nosso pai e a mim e Augusto em homenagem ao pai de Clementino.
Tá certo que a comadre, ao ouvir "Clementino", ficava até mais aliviada. Imagine só um neném se chamando Clementino Júnior?? Melhor deixar quieto!!
E o tempo foi passando.
Bordar nomes em qualquer peça de neném era um sacrifício. Fazer enfeites pra maternidade e para o quarto só com as iniciais ou sem elas; em tons azuis com detalhes específicos de menino, mais nada. Pois com o nome "direito", nada parecia suave, como deveriam ser as coisas próprias de bebês.
Apelido pro afilhado? Ali naquela casa? Era mais que proibido, a mãe teimosa já dizia: nome é pra ser falado direito, ele todo.
E o Clementino? Sorria e argumentava, com sua costumeira calma e bom senso: mais importante que nome é a essência do garoto, comadre; não ligo pra isso, penso que nomes não carregam nada além das letras, são detalhes, como são os olhos e os cabelos. O conjunto é que forma uma pessoa.
E assim Pedro Augusto foi batizado e registrado: pedra sublime.
Menino determinado, teimoso e muito inteligente vivia em constante atrito com a mãe, pois eram parecidíssimos em alguns aspectos. Numa possível briga de foice Pedro Augusto sempre deixava a mãe desarmada. De um momento para o outro ele se acalmava e, de forma grandiosa, dava vitória à mãe naquele entrevero, com um leve sorriso.
O conflito maior Pietra tinha consigo mesma ao constatar que viver ao lado de dois sujeitos sublimes era muito bom, mas com outra dela era duro feito pedra. ,

Eis que Pietra engravida novamente, chama sua irmã e pergunta: comadre, cadê aquele seu livro de significados de nomes, quero consultar o nome composto que escolhi pra minha filha. A comadre: composto, de novo? E Pietra: sim, mas agora bem combinadinhos... que tal Susana Regina?
Hãnnnn, combinadinho, Pietra???
Mas aí já é uma outra história...
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domingo, 4 de julho de 2010

"O"u oito ou oitenta

Se tem uma coisa que não me convence é quando alguém diz: sou de opinião, comigo é assim, ou oito ou oitenta. Defino isso como burrice, nada mais.
Convivi muitos anos com uma pessoa que dizia sempre, inclusive quando eu pedia desculpas por alguma coisa à toa, um esbarrão, por exemplo: quem pede desculpas é gente sem vergonha, é quem não pensa antes de agir (Ãhãããããnnnn, senta lá Claudia).
Pergunto: há como ser linear a vida toda? Quem não te conhece que te compre, oww pessoa do bem, mas que erra.
E vi esse sujeito errar muitas vezes: errinhos, erros e errões. Realmente, nunca o vi/ouvi pedir desculpas... e, vou além, erro maior taí em se fazer de pedra, daquelas que não saem do lugar e não mudam de configuração.
Sempre que ouço falar de ou oito ou oitenta eu me recordo do sujeito durão, de opinião... e não resisto a uma risada... tá, mesclada com uma certa peninha.
Mas... nem é disso que queria falar - como diz Oswaldo Montenegro nos seus DVDs - queria mesmo era entender o que se passa na cabeça de torcedores brasileiros que descem a lenha nos jogadores, no Dunga (que adoUUUro, foda-se se alguém não) e simpatizantes. Isso é bem estilo "ou oito ou oitenta", bem estilo: não perdoo erros.
Tenho a sensação que essa birra toda, essa falação sem parar, esse virar as costas é tão aquilo: "já que não consigo resolver meus problemas vou torrar o saco de quem errou, porque é bem mais fácil enrolar meu rabo, sentar em cima e malhar o que tá na minha frente."
Gosto disso não. Sou bem maleável pra entender erros alheios e até por isso sou esperançosa pra que entendem os meus.

sábado, 3 de julho de 2010

"N"a terra dos sonhos

Conheceu aquele lugar quando era ainda muito jovem, pelas fotos e casos relatados por uma amiga que lá viveu o mais lindo dos romances proibidos.
Desses romances inocentes que não havia nada além de uns beijos na boca, uma mão aqui, outra ali e olhe lá. Proibido porque ela era namorada oficial do outro irmão.
A amiga dizia: "há muito verde naquele lugar, muitos prédios também, tudo é longe de tudo, ninguém acha ninguém, o céu é o mais bonito do mundo, não há mar, mas é como se houvesse... porque dá pra sentir o barulho das ondas."
Por muitos anos imaginou vivendo algo parecido naquela terra dos sonhos ou, pelo menos, imaginou sentir que ali era possível sim, ser feliz... qualquer dia, com qualquer um.
Por muitos anos visitou aquele lugar, de formas diferentes, por motivos diferentes e com pessoas diferentes. Nunca encontrou nada parecido... nem por perto.
Ao contrário, um bando de gente estressada correndo e algum barulho; não das ondas, mas de cidade grande. Havia o verde sim, os prédios bonitos, o céu lindo... mas o ar era pesado, quase se podia pegar pedaços dele. Tudo era sempre tão tenso...
Da última vez que foi à terra dos sonhos pensou: existiu nada disso, é tudo abstração. Nada de amiga do tempo de juventude dizer sobre aquele lugar, aquelas sensações e felicidade quase palpável.
Meio que desistindo, depois dessa última viagem, pegou álbum antigo, guardado há anos e procurou ansiosamente por uma foto que pudesse confirmar não estar louca.
Encontrou a amiga, sorriso aberto, e leu dedicatória que dizia sim, que naquela terra dos sonhos era possível viver o mais lindo dos romances; leu que a amiga desejava que ela também pudesse ter um dia as mesmas sensações, a mesma felicidade, uma história inesquecível.
Não sabe dizer direito o que sentiu quando confirmou ser tudo verdade. Sabe que tentou sim, algo parecido; tinha script e tudo, aliás.
Mas a sensação maior que teve e tem - até por isso desistiu de vez dessa procura - é que seu suposto par estava sempre muito longe e naquela cena em que, como dizia a amiga: “ninguém acha ninguém...”

foto de Laura Reis
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

"M"icroconto

Tive a ousadia de participar desse concurso aqui.
O resultado saiu ontem e, de boa, os três primeiros lugares bem que mereceram o prêmio.
Um dia quem sabe chego lá. Eis o meu:

Deram-lhe espaço limitado para se justificar. Como explicar algo tão intenso em 140 caracteres? Calou-se! Era o que precisava ter feito naquele dia e não soube...
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

"L"erdeza pouca é bobagem

Poderia dar outro título ao post como: as duas antas. Mas reza a lenda que devo seguir um tal abecedário só pra reafirmar que sou mesmo uma antinha.
Estava eu, no dia 17 de junho dentro de um ônibus indo pra Brasília visitar minha grandona Marina.
A babaquice começou quando fui comprar passagens.

Tenho o hábito de viajar sempre na poltrona 23 porque reza a lenda [2] que nesse lugar é ideal pra quem gosta de ficar na boa com um espaço só seu. O número 24 poucos adquirem (essa é a lenda... preciso explicar o porquê não, né?). Quando comprei as passagens o 24 era de alguém. Você viu? Eu não! Minha irmã que tava comigo viu? Viu! Por que ela não me contou? Só Deus pra saber... hehehe
E lá vou eu então, agora já no ônibus, com uma senhorinha do meu lado. Gente boa, bem gentil, que conversava baixinho e tinha o ouvido 355 mil vezes melhor que o meu. Ou seja, ela entendia tudo que eu dizia e eu só entendia cerca de 40% do que ela me narrava. Juro! E como ela conversava baixo eu, educadamente, falava baixinho também. Outros passageiros não teriam como, portanto, reconhecer minha lindíssima voz... hauahsuahs
Papo vai, papo vem; leio uma revista, um livro, tiro um chochilinho... e vamos em frente. Paramos em Paracatu, desci pra esticar as perninhas e... lá vamos nós, de novo, rumo à terra dos homens.
Assim que o ônibus chegou perto de Luziania, que fica uma hora de Brasília, mais ou menos, meu celular toca: Marina.

Por conta das interferências precisei falar mais alto: "Marina, estamos em Luziania ainda." No que falei mais alto, a mulher que vinha na poltrana 19, na minha frente, olha pra trás. Eu pensei: "coitada, deve se chamar Marina e acha que só ela tem esse nome." Assim que desliguei o telefone, tá a mulher olhando pra mim de novo e solta essa: "Rosana, tá me conhecendo não?" Eu: não. Ela tira os óculos e fala: sou eu, a Cidinha.
"Hãnnnnn, como assim, cê pegou o ônibus em Patos?", eu perguntei. Ela: "sim, lá no ponto do Antares". Não, vejam vocês, eu peguei o ônibus na Rodoviária. Ou seja, eu vi a pessoa entrar no trem... oppsss, no ônibus.
E ela brava: "vem pra cá, tô sozinha". Eu vou lá pra frente, nos abraçamos e juntas, como que combinadas: "owww anta, como cê não me viu?" O que rimos, não tá escrito.

Cidinha é minha amiga desde muito tempo. Foi minha colega de trabalho no meu primeiro emprego e, também, minha colega de pedagogia, num tempo em que éramos solteiríssimas da silva: em mil oitocentos e lá vai qualquer coisa. Mantivemos a amizade depois que nos casamos. Ela pôde ir ao meu casamento, mas eu não fui no dela, porque Marina inventou de nascer no mesmo dia. Eu me mudei pro Espírito Santo, voltei, ela se mudou pra Brasília. Só sei que nos afastamos "fisicamente" e que havia uns bons anos que não nos encontrávamos: de 15 a 20, acho.
Foi uma "festa" nesse ônibus, não tinha pra mais ninguém. O que a gente conversava e ria, meio que deixou o povo doido. A senhorinha, na saída do ônibus me disse: encontrou sua amiga e me deixou sozinha, né?
A nossa sorte (?) é que houve um acidente perto de Brasília e ficamos paradas uma hora. Ela ligou pro marido e contou: adivinha quem tava o tempo todo aqui atrás de mim? A anta da Rosana. Eu liguei pra Marina e falei: adivinha...? A anta da Cidinha.
As duas, Marina e Cidinha, de vez em quando se encontram por lá na terra dos homens.
Assim que chegamos na Rodoviária, estavam lá: meu irmão, o marido dela, que eu também não via há anos, e o primeiro filho deles, que conheci pititinho.

No outro dia (noite) fui à casa de meus amigos com Marina e colocamos nosso asunto em dia, ou tentamos colocar. Volta e meia comentávamos: como assim você desceu em Paracatu também e não me viu, sua anta?? Foi uma noite muito, mas muito feliz. É fato.
Como é fato, também, esse lance de que amigos sinceros que se reencontram, seja lá depois de quanto tempo, sempre é como se fosse ontem.
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terça-feira, 29 de junho de 2010

"K" - dos cás cás cás que me irritam

Essa linguagem que surgiu com o desenvolvimento da tecnologia é uma piada, muitas vezes de mau gosto, vamos combinar.
A compreensão vai acontecendo aos poucos, aprende-se e apreende-se, muito lentamente o que é de bom-tom e o que não é.
Texto em caixa-alta, por exemplo, é grito e só insiste em elaborar um assim, os que gritam teimosia.
Aquelas abreviaturas chatérrimas e que agora (mordi a língua), meio que aprendi a usar no twitter, também são um porre num e-mail ou num texto de um blog como esse aqui. No twitter parece que fica mais leve, sei lá, e tudo bemmm.
Aqueles sinaiszinhos... não consigo aprender, nem me esforço muito, pra dizer a verdade; vivo bem sem eles.
Ocorre que o uso excessivo dos "cás" me dá um nó na tripa que não tem tamanho.
Se pudesse, excluiria essa letra do alfabeto. E que me perdoem as Kyaras (uma é até minha sobrinha), as Karinas e os Kevins (se bem que o Costner é um tesão, tipo
guarda-costas que toda mulher esperta desejaria ter. Mas isso é papo-furado de gente que acha que sabe fazer piadinha... dãnnn).
Tem algo mais irritante que conversar com alguma pessoa no msn, por exemplo e METADE do que ela escreve usa a letra cá? Cliente então, pô? Dá licença, não preciso disso.
"Rosana, komo faço, Kabi citação aki?" Ãhãnnn, senta lá, Claudia. Kabi??? Depois eu sou a mal-educada, a intolerante, a sem paciência. Komo ter paciência com um trem desse, me explica?
Ímpio total.
Quer acabar comigo? Então ria assim: kkkkkkkkkk e juro, se tiver como, mato.
"K", na escrita diária, pô, só se for katakana... só se for, porque eu não sou fácil não, seu Lampião.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

"J"á que é pra ser, será


Sonhou que ele faria o tão famoso pé-de-meia, compraria uma fazenda - boa, porque se recusaria a morar numa roça - se casariam, teriam cerca de cinco filhos e felicidade para todo o sempre.
Sonhou que o moço mais lindo da rua, que além de lindo era o maior garanhão da cidade, abandonaria todas e ficaria só com ela, para sempre.
Sonhou que o casamento seria eterno, que teriam netos, ouviriam as músicas preferidas, assistiriam os melhores filmes, teriam as mais produtivas conversas e - tal como se prometeram, perante Deus e os homens - viveriam felizes para sempre.
Sonhou que na resssaca dos casamentos - dela e dele - poderiam construir uma linda história de amor e serem, para sempre, unidos e únicos.
Sonhou que naquele lugar - maldito para muitos - poderia sim, encontrar sua alma gêmea e viver junto, na maturidade e na velhice, até que um fosse embora primeiro.
Sonhou que aquele casamento dito tão ruim acabasse e juntos reconstruiriam, para sempre, suas vidas amorosas-sexuais-românticas.
Nunca sonhou que ficaria só.
Está... e pra sempre!!


tirei imagem daqui

sábado, 12 de junho de 2010

"I"nverno e dia dos namorados

Num inverno desses e num dia tão bonito como tá o de hoje, dia dos namorados, nada como uma boa companhia, certo? Hummmm, depende. São situações e situações...
Pra mim, por exemplo, num dia assim em que o passado bateu à minha porta (isso pode significar visita de ex, e-mail de ex, telefonema de ex, um desses itens, dois ou todos), me lembro com bastante prazer de uma frase que uma amiga me disse certo dia ("acho" que até já coloquei a danada aqui no Outras Trilhas).
Pra quem teve uma vida amorosa-sexual-romântica, quase sempre auxiliada por um dedo podre, com raríssimas exceções, o ideal é repetir essa frase como se fosse um mantra: "não tenho quem me esquente nem quem me atormente..."
Porque vamos combinar, nem sempre estar junto quer dizer estar feliz.
Fechada pra balanço, a Rosaninha aqui, e que venham os invernos e dia dos namorados todos... e eu cá com meu sossego. Sou mais ele. Eita sujeitim gostoso!!!!
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A imagem tirei daqui

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"H"onestamente? João Doria, cê tá demitido

Sei que já faz dois dias que o programa Aprendiz acabou. Sim, eu gostava de assistir e acho que só perdi um dos que o Roberto Justus apresentou. E não sei o porquê.
Apesar de já ter passado um tempinho, inda tô com aquele Doria intalado na minha queixo opppss...goela. Na boa, a quem ele pensa que enganou o programa todo?
Não sou a melhor analista do Aprendiz, nem a mais ou menos, sou bem medíocre nesse aspecto, mas mesmo assim gosto de dar meus pitacos.
Pensei tudo muito parecido com o que Scully dizia em seu
blog: sobre o apresentador virar um assistencialista; sobre vergonha alheia (como tive vergonha alheia daquele homem, meu Deus); sobre o horror na sala de reuniões, antes tão excelente com o Justus e virou a pior parte do programa; sobre as provas ridículas e mais algumas coisas.
Não me lembro se li no blog de Scully sobre as tais frases feitas. Meus Deus, como tenho preguiça de frases feitas!!! E as "palestras" do João-cara-de-bobo-doria eram só frases feitas, incoerentes e soltas assim, do nada, sem nenhum contexto. Ele ditava o que queria ouvir, na verdade...
Li, no blog
Demitidas, numa entrevista antes do programa começar, isso aqui: "sou uma pessoa calma e procuro ser justo. O momento de demissão já e uma situação difícil, não precisa ser feita com humilhação, mas de forma construtiva, para que a pessoa transforme seus erros em acertos futuros." haushauhhs faz-me rir, Joãozinho-patetinha-mão-no-queixo-bobo.
Ele dizia mesmo isso de transformar erros em acertos, assim, naquele estilo autoajuda-frase-feita-é-o-que-sei-dizer. Mas... na hora de humilhar, não tinha pra mais ninguém.
O sujeito, que se diz professor, era capaz de acabar com quem perdia as provas, mesmo que houvessem nas outras, sido vitoriosos. Ele chegou a chamar alguns participantes de palhaços. Professor faz isso não!
Palhaça fui eu em acreditar naquela babaquice toda. Várias vezes pensei em não assistir o programa, mas a curiosidade, aliada à história de que "sou brasileira e não desisto nunca" me fez assistir quase todos os programas, inclusive o último, mesmo já sabendo quem ia ser a vencedora. Fiozinho de esperança, também, sacumé??? Máquenada, mó vergonha alheia em rede nacional e ao vivo: cho-queiii.
No que ele anunciou a vencedora passei pro Programa do Jô e fui me deliciar com a entrevista que Jô fez com a Adriana Birolli, a Isabel de Viver a Vida. Valeu pelo castigo na sala de TV
Agora, honestamente, João Doria de novo? Jamais! Pra mim, ele tá demitido.
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(E hoje começa "Ídolos", mas isso é papo pra outro post. AdoUUUro!)

terça-feira, 8 de junho de 2010

"G"osto de - top 5 - meu lado fútil, quiçá má


1. saber as manias dos outros e, se possível, pegar uma ou outra pra mim.

2. ler biografias, de preferência com mil revelações improváveis e picantes.

3. ouvir casos de família - não necessariamente do programa do SBT (com a Regina até gostava).

4. saber quem casou com quem, quem separou de quem (do meio artístico ou não...rs).

5. saber que o bambambã acabou de levar um chifre dos deuses... (bem feito - adoUUUro!!!).

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

"F"abrício morreu sem sair do armário

Fabrício era o filho mais bem comportado de Dona Etelvina. Muito obediente, educado e de uma timidez que chegava a irritar.
Para arrancar um sim daquele garoto era um custo. E um não, então? Quantas vezes ele comeu e bebeu algo de que não gostava só pra não parecer mal-educado?
E assim Fabrício foi crescendo sem falar nem o que era necessário. Dona Etelvina sempre lhe dizia: "filho, o peixe morre pela boca, mas o contrário também pode acontecer. Um dia você precisará se manifestar, e aí? Vai se calar?"
Num certo dia, Fabrício foi à casa da vizinha arrumar uns móveis que necessitavam reparos. Ele tinha jeito para trabalhos de marcenaria e, assim, ganhava um dinheirinho extra ali pela vizinhança depois de cumprir meio período no banco onde trabalhava.
Ao chegar na casa de Dona Celinha e Seu Adolfo, a empregada disse que surgira um imprevisto e precisava ir embora, deixando, assim, Fabrício cuidando dos móveis. Fabrício apertava uns parafusos do armário do quarto do casal, quando ouviu vozes. Reconheceu, primeiramente, a voz do seu Adolfo que chamava por Dona Celinha. As vozes iam se aproximando e Fabrício notou que a outra voz era de seu pai. Algo estranho encostou no armário, com força, fechando-o.
De imediato, Fabrício pensou em gritar que estava ali trancado, mas assustado com as vozes de Seu Adolfo e de seu pai e com o tom delas, achou melhor não.
Por um buraquinho mínimo da fechadura viu o que aqueles homens faziam. Pensou, novamente em gritar, mas decidiu ficar quieto, pois sentiria vergonha e não saberia explicar o porquê estava ali dentro do armário e o motivo de não ter falado de imediato, assim que ele ficara trancado.
Os barulhos e as vozes cessaram, Fabrício sentiu que o buraquinho da fechadura fora tampado, talvez com o paletó de um dos homens e, então, não nem ouviu mais nada. Nem assim, criou coragem de abrir a boca, como sua mãe sempre recomendara "um dia você precisará se manisfestar e aí?..."
A noite chegou e quando o casal foi se deitar, Dona Celinha abriu o armário e levou um grande susto: Fabrício caiu duro no chão.
Até hoje ninguém ali da redondeza não sabe dizer porque Fabrício se trancou no armário e morreu sem conseguir sair; nem porque Seu Adolfo e seu pai choravam, desesperadamente, naquele velório, como nunca Dona Etelvina e Dona Celinha viram.
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Obs.: este post é uma homenagem ao Rafa meu filhote, que me disse ontem que eu deveria voltar a postar sobre pessoas, já que nessa babaquice de abecedário. Na falta de uma história real e na falta de luz para eu trabalhar o tanto que planejei, resolvi inventar essa merreca que me matou de rir. Nóis é pobre, maisnóissidiverti