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terça-feira, 11 de julho de 2017

Das minhas gentes lindas e não só...

Amigo é amigo, fdp é fdp. Eu poderia começar o meu post assim e prosseguir nessa linha, mas sabem? Não é disso que quero falar. Quero falar de todos os tons de amigos que todo mundo tem e dos tons que eu também represento para uma variedade imensa de pessoas à minha volta. Mas quero focar bem mais nos amigos de tons lindos. Minha intenção maior é para eles.

Não vejo nada demais em alguém não ser só amigo presente e fiel; em ser amigo só para um "olá, como vai?"; amigo que sente falta da presença de outro amigo e deixa passar "amanhã pergunto"; amigo que sente falta do outro e pergunta: "você sumiu, o que houve, tá tudo bem?" e isso não tem preço de tão delícia que é; amigo que não sente falta e só entra em contato quando se lembra do outro por uma questão x; amigo que se cansou do amigo e opta por se afastar um pouco ou para sempre e, nem por isso, deseja mal. Poderia ficar aqui citando os outros tipos de amigos/conhecidinhos até completar os 55 tons, mas isso não vem ao caso.

Nenhum desses tons não tão lindos de amigos me espanta, me magoa ou me deixa desconfortável. Não sinto desconfortável ou infeliz por ter toda essa espécie de gentes em minha vida. Nem por ser esses tons na vida do outro. Volto a frisar que aqui eu estou falando de amigos... ou conhecidinhos, falando de pessoas que não desejam o mal para o outro. No caso, para mim. Mas, olha, sinto dificuldade de entender amigo que é de um tipo e quer se passar por outro, sei lá por que. Pra que isso, minhas gentes? Afinal, eu não preciso gostar muito de todo mundo. Nem conseguiria. E mais, nem todos os meus conhecidos precisam gostar muito de mim; isso seria, inclusive, impossível, porque sou humana, chata, muito chata, certeira e sem filtro. É difícil gostar de gente crua como eu. Eu sei disso. Ponto. 

Por que estou falando tudo isso? Passei por esses dias por uma cirurgia que, para mim, foi muito delicada. Uma intervenção que durou cerca de seis horas e que mexeu com minha cabeça hahaha literalmente. Eu sou muito cagona para hospital/remédio/sangue e afins. Sou molenga, medrosa, dramática, mas não mascarada. Se começo a melhorar conto que tô melhor. Mas não relato tudo em todo lugar. Para saber, exatamente, o que passei ou passo eu preciso contar. Ninguém saberia ou sabe, o que se passou ou se passa comigo, por dedução.

O que sei, de fato, é que nesse período de minha cirurgia eu contei com um monte de gente fofa. Seria impossível citar todos esses amigos queridos. Teve gente linda que largou afazeres profissionais e domésticos para cuidar de mim no hospital e em minha casa. Teve gente linda que me levou para lavar cabelo, para revisão, pronto-socorro pós-operatório e exames antes e depois da cirurgia. Teve gente linda que providenciou comidinha gostosa, frutas, cafés e similares para me alimentar. Teve gente linda que veio dormir comigo. Teve muita gente linda ao meu redor. Teve gente linda que me acompanhou de longe pelo whatsapp com mensagens e áudios fofos. Teve gente linda que sentiu minha falta nas redes sociais e veio me perguntar o que tava acontecendo. Teve gente linda que desconfiou de algo que leu num comentário de um post no facebook e ligou imediatamente para minhas filhas para entender o que tava acontecendo e passou para a torcida do #vaidartudocerto. Teve gente linda que me visitou aqui em casa. Teve muita gente linda que rezou para mim. Teve gente linda que veio me visitar, me chamou no portão e eu não ouvi, infelizmente, mas valeu tanto quanto. Teve muita gente linda!!! Todas essas minhas gentes lindas me bastaram. Todas. E a elas serei eternamente grata. Todas elas sabem quem são. Não preciso nomeá-las, nem conseguiria.

E por todas essas gentes lindas e fofas é que não vejo necessidade alguma de gente que é de um tom se passar por outro. Eu super entendo os tons. Tenho inúmeros tons em relação aos meus conhecidinhos e ninguém pode ser ou consegue ser do tom mais lindo para todos. Então... tá tudo bem. Aos dos tons mais lindos que passaram por mim nesse período complicadinho o meu muito obrigada e que Deus lhes pague. Aos demais um aceno amoroso e não menos importante.    

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Uma boa sensação

Desde terça-feira à tarde desta semana eu precisava resolver uma questão de saúde. Mas o que me levou a essa questão havia me aborrecido tanto que decidi melhorar minha autoestima para só depois dar movimento ao que fazer a partir do que eu teria conhecimento.

Não é do problema de saúde que quero falar - até devo, mas noutro dia - é do modo que lidei com esse problema.

E hoje de manhã, depois de ter melhorado meu astral - sim, levei mais de dois dias inteiros para isso - eu me movimentei para saber o que fazer a partir das informações que eu teria em mãos, digamos assim.

A sensação de leveza, tranquilidade e por que não dizer orgulho... foi tamanha que, não satisfeita, briguei comigo me questionando por que não ajo sempre assim. Logo em seguida, bem rapidinho, parei a briga e saboreei o êxito.

Quero muito exercitar essa coisa de bom senso, equilíbrio e leveza para o resto de minha vida, que seja de agora para frente já que antes quase nunca conseguia, mas que seja. Penso que tô no lucro.

O plano agora é não esquecer essa minha pequena grande vitória e nela me espelhar quando das novas pendengas da vida; porque elas vêm eu sei...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mormaço emocional

Fiquei esperando algo extremamente importante para retomar meus posts no blog: novo layout, ser avó (risos, muitos risos), arrumar um boy magia, ganhar na loteria ou mesmo voltar a ouvir como quero, preciso e vou.
Mas nada aconteceu de novo, exceto o layout que filhote Rafa me deu de presente, e penso que talvez eu não tenha nada pra dizer de tão importante; que importantes são as mesmices que me afligem depois dos sessenta.
Oww crise de idade, viu? Talvez a maior delas porque percebi que não viverei mais sessenta, quiça quarenta. E tenho tanta, mas tanta coisa pra fazer e??? Fico paralisada! Estou paralisada faz um tempo. Nem deprimida nem feliz... como um mormaço emocional, sacumé?
Ontem fui à minha médica geriatra (sim, isso mesmo) pra levar uns exames e, chegando lá, entrei em contato com a outra médica que deve fazer as cirurgias nos meus ouvidos. E nada de processo do plano de saúde ficar pronto para eu me operar e aí... mais uma indecisão na vida. São as indecisões que desaguam no mormaço emocional, quase depressão, em que me encontro. É muito ruim!!
Sei que a vida tá assim: sem maiores senzalas porque rejeitei inúmeros trabalhos pra entrar na faca e nada de papéis ficarem prontos; organizando uns arquivos no computador (é a treva); fazendo uns poucos resumos; vendo séries e me sentindo culpada por essa apatia e essa realidade.
Ainda bem que tenho uma família maravilhosa, juro que é... Marininha e Laurinha, o Rafa, a Abadia em casa duas vezes na semana, os amigos, as séries, as redes sociais, os livros, as músicas, os coloridos, os pores do sol, azunhas lindas na quinta, o senso de humor e... um fio de esperança de que uma brisa confortável venha substituir rapidinho esse mormaço...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um beijo pro Jô!!!

Por muitos anos o Jô Soares foi minha melhor companhia. 
Só Deus e os mais íntimos amigos sabem como Jô me ajudou nos meus maiores e mais sofridos momentos de crises emocionais/afetivas/casamenteiras. Gravava todos os programas, desde o Jô Onze e Meia, sem exceção. Durante e pós-crise!! Nos piores finais de semana, revia alguns programas como um alento.
De uns anos pra cá parei de gravar o Programa do Jô e deixei de assistir vários deles. E mesmo não o assistindo mais todos, só sabê-lo ali, de segunda à sexta, eu me sentia leve, segura. Bastava ligar a TV. 


Hoje o programa do Jô acaba e com ele parte do meu melhor passado, de minhas lembranças mais divertidas, confortáveis.


Te amo Jô... e vou morrer de saudade!!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Sê todo em cada coisa..."

Muito mais que entender o outro eu sempre quis e procurei me entender. Saber como se processam todos os meus sentimentos e minhas reações a provocações diversas; saber como e o que desencadeia em mim a ternura, o medo, a raiva, a angústia, a tristeza, a esperança. Das coisas boas eu aceito bem que tenham sido provocadas por algo externo; das ruins aceito menos. Aceito menos, mas atribuo mais. E acho um desaforo! Como fui permitir que alguém me fizesse tanta raiva? Como deixei que me magoassem? Como aceitei que me provocassem medo? Esses questionamentos se intensificam mais quando tenho a oportunidade de conversar com alguém que me motiva a pensar mais sobre mim e sobre o que me afeta. Conversa como a que tive ontem com um querido me faz ficar mais conhecedora de gentes: dos outros e, principalmente, de mim mesma; me faz prosseguir por horas e dias o diálogo iniciado desse encontro, só que agora somos só eu e eu. Mas prossigo bem... chegando a algumas conclusões boas. Outras nem tanto... mas vou indo, crescendo e querendo mais diálogos como os de ontem. Fico querendo mais diálogos sem pausas; dos que emendam um assunto no outro; dos que há discordância de ideias, mas não de intenção; dos que buscam o melhor de uma amizade e de cada um; dos que permitem o crescimento do outro e meu; dos que me esclarecem mais sobre mim mesma; dos que me faz ser parte daquele poema registrado em um cartão de há muitos e muitos anos e que nunca me sai da memória: "sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes*." Quero mais desses diálogos. Mereço. Merecemos. Cara, vê se não demora mais tantos anos, viu?  

*Fernando Pessoa, em Ricardo Reis

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E no balanço das ondas... oppss, do ano

Começando de trás pra frente eu digo: no final das contas 2015 foi bom pra mim!!!

Lendo e ouvindo um monte de gente falar mal de 2015, inclusive eu, porque sim, foi um ano complicado para o mundo todo. Ora, as ocorrências de Mariana, Paris e similares estão aí, ainda quentinhas, aos nossos olhos e lembranças. E não só. Quanta gente bacana perdemos? E aquele calor do cão em pleno inverno? E a inflação vindo a galope, atropelando tudo? E a doença geral dos que estão perto, fuçando no celular e conversando nas redes com os que estão longe, mas fazendo dos presentes, postes?

Não, eu não sou uma alienada. Mas ontem, conversando com Laurinha, sempre no papel de minha terapeuta eficiente, juntas concluímos: 2015 foi muito bom pra mim; "2015 foi muito bom pra você, Rosaninha", foi como ela disse. E foi mesmo.

Só quem viveu muito próximo de mim entenderá, realmente, o que digo. Há os que me perceberam mais magra - possivelmente mais saudável - em fotos e ao vivo, claro, mas só os mais próximos sabem que eu tava me arrastando no final de 2014 e início de 2015.

Quantas noites sem dormir? Inúmeras. Muitas seguidas umas das outras. Eu de zumbi, noutro dia e tentando trabalhar.  Em alguns dias eu não conseguia descer as escadas que dão da minha garagem para o portão, sem segurar uma sombrinha, um ombro ou uma vassoura (olhaaaaaaa a bruxa). Quantas vezes, joguei a chave do portão para o carteiro, os entregadores de quaisquer coisas, os clientes, amigos e parentes porque eu poderia cair, tinha medo, pois quase cai várias vezes. Quantas vezes quis deitar na rede, má como me levantar dela sem alguém para me segurar? E o dia que fui ao banco e quase desmaiei no meio daquele povo? E depois ao atravessar a Major Gote, maior vertigem da vida? Juro, pensei que não durava mais nem uns dois anos.

E ai do nada emagreci dez quilos... e essa história já contei por aqui: depressão, diabetes, infecções, pouca visão. Foi uma boxxta!!!

Mas medicada e muito bem assistida por minha doce amada Abadia; pelas minhas filhas maravilhosas; pelo filhote Rafa que, via whasapp, não me abandonou um único dia desse período ruim; pela Nelma, Leonardo e Lilinha (irmã e filhos dela) me carregando pros médicos da vida, em outras cidades; por outros familiares e amigos, cujos nomes não posso citar, porque certamente esquecerei algum, mas eles se reconhecerão; foi com a ajuda deles que me recuperei e fiz do 2015 um dos melhores anos de minha vida.

Foi como se eu remoçasse uns quinze anos, minhas gentes. Juro!!

Em relação à minha senzala, no período do ano em que consegui trabalhar, colhi alguns louros com textos que ajustei e que foram elogiados, publicados, aclamados por muita gente. E clientes gratos.

Então só tenho mesmo a agradecer esse ano estigmatizado pela maioria dos seres humanos. Um ano que tem no seu número o meu cinco do coração. Muito obrigada, 2015. Te amo.

Agora, para 2016 eu espero... (má isso é papo pra um post de amanhã... ou depois de amanhã...) 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

De volta pro meu aconchego

Não sei bem quando nos perdemos nem quando exatamente voltamos a nos amar. Sei que nunca mais quero ficar sem sua maravilhosa companhia. Não sabia o tamanho da saudade, hoje sei e nooossaaaa... não me separo mais. 
Tão prazeroso tomar chá, café ou cerveja na melhor das companhias. Falar e ouvir, ouvir e falar e fazer mil análises e querer outras companhias conosco. Porque quem ama gosta de gentes. Quem ama ama ficar a sós, mas ama os outros. Amamos!  
Ouvir nossas músicas e conhecer outras tantas. Dançar. Assistir séries e filmes. Rir, rir muito. E ler de novo daquele jeito que líamos antes. Ler muito. Estudar. Reaprender. Sentir sede do saber. E matar a sede. Dançar mais um pouco. Dormir ouvindo música. Tomar banho ouvindo música. Fazer as refeições ouvindo música. Prestar atenção nas letras das canções e fazer planos para matar cada um daqueles compositores, porque "né possível como uma pessoa escreve algo nesse nível?", a gente questiona. Música. Música de novo. E sempre. Deixar espaço para outro. E o outro. E para cada um deles, outra canção. E se não der certo de novo, e de novo, ficamos aqui, num grude só. E de bem. E ouvindo música.
É não sei mesmo quando te perdi, parece que antes da reforma ortográfica, antes de serem obrigadas a ficar juntas e sem aquele tracinho com espaço para o mal. Agora que te recuperei, largo não. Te quero sempre por perto. Com ou sem o outro. Por que em não tendo o outro por perto, nos bastamos. Te amo, minha autoestima!! 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sina

Não sei quando Djavan* compôs Sina; sei que foi numa época em que ainda vivia o grande amor de minha vida. 
Como se não bastasse usar "quiçá", na letra da canção, Djavan inventa de caetanear meu cantor preferido. Tudo me levando a acreditar, por mais essa razão, que Sina é minha canção de amor. 
Engraçado, Sina não é a canção que mais amo na vida. Antes dela, há várias mais lindas, amadas e comoventes, pra mim, como: "Amor de Índio", "Chão de Giz", "É Necessário". Beijos, queridos Beto Guedes, Zé Ramalho e Almir Sater!  
Estranho que, do meu cantor preferido, não há nenhuma canção entre as cinco que amo mais. Mas há quase novecentas entre as mil preferidas, viu Caetano? Opps, tô mentindo. Mentindo por amor!!
Mas não é disso que quero falar... 
Quero falar de Sina e de como, de tempos em tempos, como por agora, essa canção volta ao meu coração, lembranças e sensações pra que eu não esqueça um amor que vivi. 
E apesar de "tocarei seu nome pra poder falar de amor" - sim, cito o nome - não é o nome nem o homem que amei, que ainda amo. 
Amo e amarei esse amor que vivi; pra sempre. 
Tipo sina, sabe?? Só que feliz!!!


*E Djavan, filho da mãe, compôs Oceano, uma canção (isso é tema pr'outro post) que me faz recordar outro amor - dos mais belos, também - que vivi. Num fode comigo, Djavan!! Nem te amo mais do que amo Caetano ou Almir...  vá...

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que não tenho falado de senzala...

Continuo amando 2015 porque faz parte do meu toc amar anos múltiplos de cinco. Mas esse também não tem sido um ano fácil.

Eu me propus a tirar férias em janeiro e foi um mês "de mim" muito doente. Que férias, meu Deus! Que férias!! E fevereiro, março, e agora abril, tem sido meses de esperança e recuperação da saúde. Mas meses de férias forçadas, também, sobretudo abril. Eu não tenho senzalado, minhas gentes; não porque quero ficar à toa, não porque me falta trabalho. Muito pelo contrário! Precisei dizer não para muita gente que me procurou. Acabei de dizer outro "não posso" agora, às 10h30 do dia 22 de abril de 2015, hora que inicio esse, provável, testamento.

Minha história começou assim: nasci no dia 16 de novembro de 1955 hahahaha no início desse ano uns exames indicaram que minha glicose estava elevadíssima. Vinha de um cansaço intenso, dores em todos os corpos - era como se eu tivesse mais de cinco corpos - um emagrecimento de dez quilos em menos de quinze dias, e tudo que é trem ruim. Eu, que nunca me liguei nesses números de glicose, sei quase tudo sobre, agora.

Então passei por uma médica, uma nutricionista e agora, quinze quilos mais magra (tô mei que ficando gostosa, minhas gentes), minha saúde tá uma maravilha. Só como capim (que amo), carne branca sem gordura (nunca gostei de gordura, essa etapa é fácil) arroz e pão integral (té que tô gostando) suco detox (que amo e chamo 'suco botox', porque ando cá pele e cabelos mais lindos de todos os tempos), faço bicicleta (que quase nunca cumpro o tempo determinado, única parte que me revelo mei sem-vergonha), e prossigo num emagrecimento, agora saudável e pretendido. A intensão é ficar com sessentinha, tal qual a idade que passarei a ter neste ano. Parabéns, para mim!!

Aí alguém pode me perguntar: por que então sem trabalhar se está bem de saúde? Minhas gentes, eis que a tal glicose atingiu meus olhos e ó, juro que pensei que ia ficar cega. Cheguei num desespero tão grande que ensaiei sair de um cômodo qualquer da casa e ir até meu quarto, onde fica meu telefone sem fio, pegá-lo e ligar para minha irmã. Affe, Rosaninha, que bosta de desespero é esse? Fazer algo tão simples assim? É que, minhas gentes, fiz isso de olhos fechados para saber se conseguiria repetir esse percurso ceguinha. Juro!!! E consegui. Palmas pra mim! Ah, um dos doutores riu disso. Graça nenhuma!!! 

Em meio a todo esse meu desespero, cadê que acho oftalmologista para me atender? Liguei para meio mundo, deixei a família louca e fui parar, no dia 10 de março, em Uberlândia. Se tenho convênio, e caro, me recuso a pagar uma consulta. Por isso a loucura foi maior. Em Uberlândia o Dr. gatíssissimo (tava ruim dos olhos, mas não cega) constatou que eu estava com catarata, que deveria fazer cirurgia, mas não antes da glicose ficar normal. Fiz 555 exames pré-operatórios, peguei uma receita de óculos de 555 graus - para perto - pois não sou rica, precisava trabalhar e mimimi. 

Voltei feliz, mandei fazer meus óculos novos lindos e recomecei o trabalho. Feito bala. Vai ser boUUUa desse tanto, minhas gentes!! Há anos não rendia tanto. Afinal, estava saudável - com auxílio de medicamento, claro, dos exercícios e da dieta - enxergando bem e ficando gostosa (essa parte é só zoeira, antes que alguém faça cara de deboche).

E a vida foi seguindo seu curso normal comigo na senzala, feliz e rendendo uma maravilha. Porém, há sempre um porém, eis que um dia qualquer meus óculos novos não estavam bons para perto, e os velhos muito melhores, mas nem por isso, bons. Fui ficando louca. Não conseguia trabalhar, nem ler, nem ver séries, nem colorir meu Jardim Secreto, nem nada. Tava feliz, mas num tava. Foi sofrido, minhas gentes. E lá fui eu atrás de médicos de novo. Queria outra avaliação que não a do Dr. de berlândia.

Depois de deixar meio mundo louco, incluindo meu genro e várias secretárias de oftalmos, fui parar, a semana passada, dia 15 de abril, em Patrocínio, num doutor lindão, maravilhoso, muito mais lindão do que o outro (desculpaê, minhas gentes, eu me empolguei) e competentíssimo que me disse: Rosana, seus "olhinhos", sim gente, olhinhos (vejam o nível de lindura do lindão) vão melhorar à medida que sua glicose baixar. Por enquanto, o médico diz, "não há o que fazer, eu não posso te receitar óculos a cada melhora, você só precisa esperar esse período para fazermos uns óculos definitivos e você voltar à rotina." E sim, tem catarata, diz o médico, "mas só vamos pensar em cirurgia bem depois" (e isso é assunto para outro post).

E assim estou, minhas gentes, de férias forçadas, com a saúde no lugar e presa ao tempo que preciso para essa melhora. Tá complicado. Sinto-me feliz, mas ansiosa. Eu preciso trabalhar.

Não vou dizer que estou odiando não trabalhar; seria mentira. Esse tempo todo me fez constatar o tanto que eu estava muito mais cansada que imaginei estar. Eu estava muito, mas muito exausta. Mas estou ansiosíssima porque eu não sou rica, né minhas gentes? Quem faz prestação de serviço tem que trabalhar. Se não trabalha, não sobrevive. Eu só sobrevivo porque tenho anjos me rodeando e isso também seria assunto para outro post.

Então agora é desjeitim: esperar meus olhinhos melhorarem e voltar à ativa. Enquanto isso faço esse post praticamente de olhos fechados com meus óculos antigos, coloro com meus óculos novos, tento ler com os dois óculos, vejo série com os óculos antigos, tento trabalhar qualquer coisinha mais urgente com os dois óculos e vou vivendo... 

Várias lições aprendi com essa minha saga 2014/2015 e vou enumerar algumas coisas que me veio à memória por agora. Isso pode ajudar vocês, meus amores. O rol não é taxativo (saudade Direito). Misturo nesse rol algumas coisas que tenho pensado também, a partir dessa minha inatividade.

1. Não coma açúcar pensando que esse produto pode adoçar sua vida amarga. Não vai adoçar e pode amargar futuramente.
2. Tome sorvete com moderação.
3. Aprenda a comer verduras e legumes. E coma. Todos os dias.
4. Faça uma atividade física. Sexo selvagem não vale, minhas gentes (hihihi ai que eu não presto).
5. Tenha óculos com cordinha para colocar no pescoço porque é chique benhê.
6. Entenda, antes de imitar, por que algumas pessoas colocam os óculos na ponta do nariz e olham por cima deles. Entenda, mas evite fazer o mesmo porque é muito feio.
7. Percebi com essa minha inatividade compulsória que as pessoas chatas na internet proliferam feito coelho, e que isso de implicar com quem colore, faz dublagem, coloca foto de criança no perfil no dia das crianças etc., é coisa de gente amarga, que não deve ter o que fazer e que precisa analisar sua própria vida em vez de implicar com o que alegra a vida do outro. Povim chato!!! 
8. Se eu já era chata com minha senzala antes da minha inatividade temporária fiquei ainda mais chata. No primeiro contato com cliente mandarei minha tabela de preços para evitar a gastura de pós 55 e-mails e telefonemas, sujeito dizer, assim que recebe minha tabela, que tá mal financeiramente. Pensando o quê? Que trabalho de graça ou a preço de banana?
9. Não pretendo  trabalhar mais para quem não é academicamente competente. E ponto.
10. Agradeça todos os dias àqueles que te ajudam e te acarinham sem medidas. No meu caso, agradeço: às minhas filhas e quase filhos (Laurinha, Marininha, Rafa e os irmãos das minhas meninas); aos meus poucos e bons amigos que têm acompanhado a minha saga; à Abadia (que juro, é quase uma entidade); ao meu ex-marido; aos meus familiares (afilhados, sobrinhos, irmãos, irmãs e pai). Seguramente eu tenho os melhores filhos, amigos, ajudante, ex-marido e família do MUNDO!
Graças a Deus!!!

Esse post é mais um registro para mim mesma, para daqui uns anos eu ler e pensar: passei por poucas e boas, de novo... e tô "firmona" na vida. 
É isso!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

E 2015 tá uma delícia, o ano do bem em em

Eu me recuso a aceitar 2015 ruim. Quero nem saber o que tá acontecendo desde o início dele, 2015 vai ser um ano bom para mim. Em todos os sentidos.

E foi por isso que criei os mantras: "2015 tá uma delícia, meu Deus", "2015 é do bem", "que ano maravilhoso esse 2015", "2015 será o meu melhor ano".

Repito os mantras como quem evoca o sagrado, o feliz, o sucesso e o bem-estar. Aliás, essas são funções dos mantras, daqueles que vão além do hummmmmm.

E mesmo após uma noite não dormida; câimbras por músculos que jamais sonhei ter e que resultaram em pernas com dores e um andar de quem tem 95, em vez de 59; uma tosse do cão; uma tal labirintite que resolveu me visitar e se alojou desde sábado na minha cabeça; prossigo no meu projeto quase férias com os mantras ecoando por toda casa: 2015 tá uma delícia meu Deus, que ano do bem em em em...

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sobre ser mãe

Não sei as outras mães, mas sempre quando converso com minhas filhas sobre a vida, as pessoas, os relacionamentos, tento passar para elas a minha experiência do que não é bom para ninguém. 

As duas, como não poderia deixar de ser, são tão diferentes como são diferentes as reações que têm com o que falo e "ensino". Uma delas rejeita quase tudo, de antemão. Só depois de algum tempo vem me dizer: "você estava certa, Rosaninha", ou me mostra outro jeito de lidar. É como se ela demorasse um tempo infinitamente maior para processar qualquer "conselho". Meio: "ah, eu sou adulta e sei de mim."

A outra escuta mais atenta e assimila mais livremente a concordância ou não concordância com meu jeito de pensar ou aconselhar. E diz sobre o que pensa do assunto.

A primeira alimenta minha vontade eterna de estar por perto, acolher, ensinar, bater o pé, falar mais firme, demonstrar que por aquele caminho não vai dar certo, torcer muito para que eu esteja errada quando não acata minhas sugestões, conselhos. 

A segunda alimenta meu equilíbrio, minha atenção, minha vontade de não ser tanto como eu sou e ter mais dela em mim. A segunda me pede mais conselhos, o que não quer dizer que siga um ou todos. Mas sempre pede. A segunda alimenta meu lado "mãe sabe mais que filha", mesmo não sabendo. 

Apesar de tão diferentes, conversar com as duas é muito enriquecedor, sobretudo, quando ouço delas que eu estava certa em alguma coisa. Duvido se pais e mães não desejam ouvir isso de seus filhos. Eu assumo.

As duas apontam pouquíssimas falhas na educação e conselhos que dou a elas, mas sei: porque são generosas. Não importa que eu ouça no mesmo dia do conselho dado ou um ano depois: Rosaninha, você estava certa e te agradeço; quando ouço e sei disso, é quando sei, também, que valeu a pena lutar por elas e continuar lutando, valeu a pena demonstrar a elas o que, para mim, é correto, ético e leal em relação às pessoas e coisas. 

Consegui contribuir para que as minhas meninas fossem gratas e generosas com quem merece gratidão e generosidade. Que fossem corretas. Que não esquecessem o passado e quem foi leal com elas. Que sempre se colocassem no lugar dos outros. Sempre.

Hoje eu as vejo tão adultas e tão gente do bem que concluo: fiz um bom trabalho. Deu certo. 

Mas é quando ouço: "mãe, você não pode fazer isso"; "Rosaninha, tá tudo errado, não é assim que você deve pensar de fulano"; "Rosaninha, você é muito ridícula"; que tenho certeza que elas sabem, também, que deu certo. Deu certo elas serem minhas filhas. E nós três gostamos disso.     

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

E aí, 2015?



Não vai ser o primeiro dia do ano que me fará listar no blog promessas que sei, não vou cumprir... Afinal, ninguém muda porque muda um calendário. Já disse isso ene vezes e repito: mudanças objetivas até podem ocorrer com data marcada; mas as subjetivas? Nunca! Quer dizer nunca vi acontecer, se alguém souber de alguma coisa parecida, me conte. Curiosa.  

Sei que precisava ser mais complacente com quem não pensa ou age parecido comigo, com o que acredito; mas, francamente, nem sempre consigo ser boazinha com gente que considero, de acordo com algumas atitudes, chata e sem noção. Quem sabe daqui uns sessenta anos? 

Estou botando muita fé nesse 2015, porque termina com cinco e cinco é toc favorito e, porque também, não acredito que possa haver um ano pior do que o ano passado. Um exemplo? Pela primeira vez na vida não cumpro uma data estipulada para a entrega de um trabalho e isso resultou num efeito dominó que ó... pensei fosse desmaiar, várias vezes. Não funciono sob pressão, nem essas inevitáveis.

O motivo que me fez atrasar a senzala foi o pior: doença. Gente, depressão - mesmo mais leve, como a que tenho - não é coisa de Deus. Destrói a gente!! Mas como tudo tem um ponto positivo, essa merreca me fez, de novo, reconhecer os amigos e os fdp. Porque amigo é amigo, filho da puta é filho da puta. E eles, os últimos, proliferam quando estamos em crise. Afinal, já dizia o filósofo, o famoso não sei quem: melancolia, tristeza e problema, não dão ibope. 

Infelizes os que amam apenas quando o outro está bem. Infelizes, porque não creio que egoísmo ao extremo provoca felicidade. E ó, sumam da minha vida em 2015. Quero esse povo perto de mim não.

Que 2015 me dê muitos pores do sol lindos, para eu fotografar; muitos esmaltes coloridos para eu ficar cazunhas lindas; muitos áudios no whatsapp para eu rir e fazer rir as minhas gentes queridas; e muita paciência para eu enfrentar os dissabores que sei, vão surgir. E que Deus e o ano de 2015 me deem coragem, também, para decidir sempre o que for melhor para mim. Sem atropelar ninguém, claro. Minto, só os inconvenientes. 

Tenho outros planos para 2015, mas prefiro não comentar por que né? Pode ser que eu não cumpra, como disse no início, a metade. Mas... Paraty, me aguarde!!! A nós, do Guaraná com Canudinho. Quem sabe? 

   

domingo, 26 de outubro de 2014

Sobre eleições, ódio e amô...

Estou indo votar agora e espero que, caso minha candidata não vença, o outro candidato faça um bom governo.

Não há em mim esse ódio que percebi nessa campanha, principalmente a campanha do segundo turno. Se eu perder meu voto, quero mais que o outro candidato - em quem não acredito - me desminta e faça tudo até mais certinho do que espero de minha candidata.

Não sou apaixonada por política e tenho até bastante antipatia por fanáticos desse assunto. Há muita gente sem noção e isso me irrita. Muito estranho que num país onde há democracia há tantos querendo impor ideias. E democracia, se não sabem... ahhh vão estudar... mas adianto, democracia contém liberdade de ideias e, como consequência, liberdade de expressão.

Mas voltando ao outro candidato. Caso ele vença eu espero muito que continue não havendo - como bem disse outro dia a Abadia - inúmeros pedintes na porta da minha casa. Espero que não haja mais miséria. Têm ideia do que é isso? MISÉRIA.

E desculpem-me se meu desejo por um país melhor tem como principal projeto a continuidade da não existência daquela fome desenfreada que havia no Brasil. Desculpem-me se essa minha principal ideia de um país melhor é pequena diante dos olhos de quem conhece profundamente outros problemas do nosso amado Brasil. Sou meio burrinha, nunca estudei leis, economia, política, nada... nada... e não tenho conhecimento de nenhuma malandragem, sou uma alienada, sabem? Mas tenho muito amô no coração.

É isso!

Bom voto a todos! Depois dos resultados só quero respeito. Respeito é bom e conserva os dentes... (hahaha se não cometo uma breguice deixo de ser eu).

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Entre projetos, sonhos e objetivo de vida

Tenho alguns projetos na vida que, se realizados, me deixariam bem feliz. Viajar para Paraty no ano que vem com os meninos do Guaraná com Canudinho, por exemplo, é um desses projetos. Talvez o mais importante deles.  Entender filosofia e ler os trocentos livros "os pensadores" que tenho aqui em casa, sem nenhuma espécie de dificuldade, é outro projeto. Há outros tantos, como: assistir todas as séries que amo e ainda vou amar; comprar e ler muitos e muitos livros; trocar meu celular lento por um mais eficiente; manter meu saldo bancário sempre azulzinho e sobrando; organizar minha casa inteirinha deixando-a segura e com cara de nova; emagrecer; trocar minha vida sedentária por algumas atividades que me deem prazer e me façam ser mais saudável.

Tenho vários sonhos que, se realizados, vão me deixar também muito feliz: ganhar todas as ações decorrentes de minha ex-vida-de-bancária-que-foi-surrupiada-infinitamente-pelos-poderosos; saber minhas filhas realizadas profissional e amorosamente; ganhar na loteria; ganhar mais na loteria; parar de trabalhar por precisão; voltar a pintar; não sentir medo, nem raiva, nem tanta impaciência; arrumar um namorado rico, inteligente, amoroso, organizado, não ciumento, fiel e, sobretudo, que saiba rir e rir e rir: dele, de mim, comigo e pra mim. Esse último sonho é desejar que um milagre se realize, assim, do nada. Coisa fácil!!

Mas olha, o único objetivo que eu tenho na minha vida é ser feliz. O único!!!

domingo, 3 de agosto de 2014

Falando em arrumação...

E nessa de arrumar casa, armários, papéis e deixar tudo mais organizadinho para não sei bem o quê... tô arrumando - ou pelo menos tentando - um jeito de ser cada vez mais sincera de uma forma muito mais segura, porém mais doce. Esse mais doce é complicado porque, muitas vezes, para me mostrar de verdade preciso ser mais firme com o outro. E, na maioria das vezes, firmeza não dá liga com doçura. Quando digo firme, não me refiro à teimosa, porque teimosa sou e sei... digo de firmeza relacionada à minha verdade; à verdade do que quero para mim.

A cada dia que passa tenho mais preguiça daquela história de política da boa vizinhança. Foi nessa política que deixei o outro me fazer de gato e sapato e ando cheia disso. Não topo mais!!
Ser firme e verdadeira requer egoísmo, minhas gentes. É muito um tal de pensar mais em mim, antes de tudo. É assim que quero ser e continuar sendo para o resto de minha vida.
Para o resto do ano e o resto de minha vida não quero mais aceitar trabalhar, por exemplo, para clientes inseguros do trabalho que ofereço. Aqueles clientes que pensam que meu trabalho é "facinho". Quero clientes que acreditam que meu trabalho será um diferencial nas produções acadêmicas deles.

Depois de mais de uma década trabalhando no que faço, consegui de dois anos para cá trabalhar para um seleto grupo de acadêmicos. E um indica meu trabalho para o outro e o outro... e nessa cheguei ao lugar que sempre desejei: escolher a dedo para quem trabalho.
Não pensem vocês que isso é ser petulante e me achar a tal. Não é, apesar de que me acho mesmo (hihihihi, desculpem-me); mas o principal não é isso. O que consegui ser é fruto de um objetivo que sempre quis alcançar: trabalhar no que gosto para quem gosta de meu trabalho.

Só consegui chegar ao ponto que estou com muita, mas muita ajuda de muita gente, pessoas que eu poderia citar neste post, mas não vejo necessidade. Paro e faço uma oração para elas agradecendo, penso que é melhor do que escrever nomes e nomes... E vai que esqueço de algum?

Mas sobre trabalho e clientes fofos eu posso citar dois nomes: o de Mileninha e de Regina Cardoso. Mileninha é minha sobrinha querida para quem trabalhei em 2012 e me indicou pra um colega, que me indicou outro, e outro e outro e... minhas genteeeeees, tô quase falando afinadinho de tanto que tenho trabalhado para aqueles lindos mestrandos do curso de música da UFRJ. Amo todos!!! Regina, daqui de Patiminas, me trouxe muito mais do que clientes: me trouxe segurança, cuidado e amizade. Não tivemos um encontro de trabalho, mas um encontro de amigas. Trabalho para ela até hoje e sei que nossa amizade vai ser para a vida toda. Além das duas lindas há muitos tantos outros clientes por quem morro de amores.

E eu... que comecei o post dizendo que ando arrumando um jeito de ser mais egoísta porque está bom pra mim, sei que não sou ninguém sem meus clientes, amigos e quem me ajuda. Não sou, então, tão egoísta assim!!! E sem falar nas minhas Marina, Laura... ah, mas isso é papo para mil outros posts...

terça-feira, 22 de julho de 2014

De mudanças e constâncias

Algumas mudanças boas têm acontecido por aqui na minha vidinha e casinha. Aos trancos e barrancos, e com alguma sorte, digamos, tenho conseguido ajeitar, aos poucos, bem aos poucos, minha casa. E quero mais: pintar todos os cômodos, arrumar o jardim e o terreiro também, adquirir um rack lindo pra minha TV, uma poltrona de leitura para meu quarto e mais tanta coisa que ó... lista imensa. Amém, amém!!!
Sempre gostei de tudo muito bem arrumadinho. Sou uma organizada esforçada. Gosto de ser organizada, gosto de ajeitar minhas coisas, me afastar um pouco e dizer: uau tá lindo!!
Voltei as fazer as unhas semanalmente e tenho ido a alguns médicos da vida. É muito amor. Palmas para mim!!
Para conseguir tudo isso tenho trabalhado feito jaca - oppsss, jaca não trabalha, feito camela e conto com a ajuda, também, de alguns anjos. Sim, anjos existem e entre eles incluo clientes fofos que valorizam meu trabalho e me deixam constantemente ocupada. Isso soou meio pornô, mas vocês que me leem (oi??) sabem qual é a minha senzala. Então... tá tudo bem.
O interessante é que esse ano de 2014 tem sido estranho, nada muito bom em vários aspectos, mas com esse lado esperança e disposição para compensar.
E estamos pra lá da metade do meio do ano e eu tenho muito o que fazer/trabalhar. O tempo anda curto e por isso não consigo postar muito mais no Dona da Banca. Prioridades. Mas sinto falta de escrever mais vezes de um jeito despreocupado e totalmente diferente dos textos com que eu trabalho. Por isso, postar aqui é também algo necessário para essa nova vida melhor que tento viver.
Continuo com o meu amor pelas séries, LOUCAMENTE apaixonada por Parenthood, a ler livros que não se referem ao trabalho, além do whatsapp que me toma um tempo delícia com o grupo Guaraná com Canudinho e amigos com quem amo trocar áudios e jogar conversa fora, algumas digitadas também (hahahaha quem sabe, saberá). O mal do whatsapp é a minha total impaciência com correntes merrecas, piadas de 1800 e outras coisas que não me interessam. Vocês podiam ter mais critérios e entender que vivi angústia parecida no final da década de 90 com aqueles e-mails nojentos cheios de pps, correntes, piadas chatas e afins. Menos então, moçadinha. Bem menos.
Enfim... algumas mudanças boas e minha falta de paciência constante me acompanham por esse 2014. Que Deus tome conta de mim o resto do ano, porque tenho tido, apesar de me sentir bem cansada, disposição não só para a senzala, mas para o viver melhor. Amém!!!

domingo, 15 de junho de 2014

Muito demais

Pensar atualmente me cansa porque tenho pensado tudo muito desordenado e muito de tudo. Não concluo nada, nenhum dos assuntos pensados e pulo para outro. Culpo esse tempo tecnológico em que tudo é fragmentado, não há conclusão sobre quase nada.
Aliás, minha cabeça parece uma rede de dados, de um link pulo para o outro e, no que cuido que não, vejo monte de abas abertas e eu mais cansada. Fecho tudo de uma só vez e no outro dia recomeço e não completo, e assim vou, dia após dia...
Os meus gestos refletem minha cabeça e eles são também desordenados e muito demais. Quase converso com as mãos e os braços... e, só de me pensar mobilizada em corpo e pensamento, me desespero e me agito mais ainda, pois tenho receio até de me idealizar em como devo ser sendo calma, pois não serei quem sou.
Mas tenho uma vontade por agora: ir para um lugar que me conforta, uma praia talvez, porque só num lugar desses eu me vejo calma sem pensar em tudo muito e sendo eu mesma.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

De gente estranha e minhas implicâncias

Preciso parar de implicar. Com os outros e comigo mesma. Trato aqui do que leio e vejo nas redes sociais. Em todas elas, sem exceção.

Das coisas que leio de outros não suporto textos de gente muito feliz, muito triste, muito compreensiva, muito irritada, muito dramática, muito autoajuda. Também não suporto gente morna. Não me suporto muitas vezes, apesar de não me ver em nada desses muitos e muito menos como uma pessoa morna. Sou "apenas" uma implicante!!! O que é muito também? Vai saber...

E implico muito mais com meus desgostos do que, realmente, com os outros; com o que os outros escrevem sobre si mesmos. Até consigo entender que cada um tem um jeito de ser e que escreve sobre o que pensa ser, caso queira. E daí eu com isso?

Mas me implico assim mesmo e, demasiadamente, com quem é simpático demais em redes sociais e eu sei que no fundo, no fundo, é um portão de cemitério; com quem fala de Deus tempo todo, de caridade e compreensão e não é capaz de cuidar do ambiente familiar, de acolher um amigo; com gente que fala de amizade e coleguismo e não consegue manter uma conversa de mais de quinze minutos porque tem que responder a um dos mil grupos do whatsapp; com gente que não sabe escrever uma palavra simples e posta texto bonito, sem nenhum erro, mas sem aspas também, como se o  texto fosse seu; com fotos de gente saltitante numa festa, mas que saltita só para aquela foto, para o resto é uma múmia de frieza.

Ai leio e vejo essas merdas todas e me sinto deslocada de tudo que é rede da vida. Não sei se estou certa, não sei se todos os outros com quem implico estão certos. Apenas sei que quando leio e vejo tantas contradições eu penso: fi, cê né isso não, eu te conheço. E vou além no que penso, pois sei tá feio:  oia só, Deus também tá vendo tudim, bem mais que eu. Sei bem que Ele vê: essa gente estranha e minha implicância.

E sei lá se temos salvação!!!





quinta-feira, 20 de março de 2014

Outono, seu lindo... vem com tudo!!!


Contemplar a natureza é uma das coisas que mais gosto na vida. Desde sempre!
O mar e o céu são os meus preferidos. Na falta de mar, o céu vira rei.
Gosto demasiadamente, também, dos caminhos que me levam ao mar e ao céu... os caminhos leves que cruzo só para essa contemplação. É quando gosto mais do silêncio. E de mim. E de ficar só. Ou de uma excelente companhia; mas como elas são raras, prefiro a minha.
Às vezes deito na minha cama, aos pés dela, no caso, e fico olhando para o céu, para as nuvens que vejo. Do céu o que mais gosto é do nascer e do pôr. E agora, com o outono, viverei o tempo mais feliz dessa contemplação. Não há céu mais lindo do que o céu de outono. Como amo essa estação!!! É o tempo das fotos sem fins. Dó de quem me segue nas redes da vida: instagram/twitter/facebook. Num mandei...
Quero um mar de céu de outono em Patiminas. Tava faltando isso para eu ficar mais leve e aguentar o tranco.
Na dureza do dia, o que me deixa esperançosa, crendo em mim, na minha senzala e nas minhas gentes, é o céu de outono. Porque da natureza que gosto, na falta do mar, é só com céu que eu conto. O que não é só...


quinta-feira, 6 de março de 2014

Você conhece quem diz amar?

Que cor prefere? Que tempero aprecia? Qual a música mais bela e o cantor preferido? A bebida e a comida que mais gosta? Praia, montanha, interior, cidade grande? Calor ou frio?
Quando se passa um tempo junto é preciso refazer essas perguntas; afinal, as pessoas mudam e os gostos também. É preciso crescer junto às mudanças do parceiro. Quando esse acompanhamento não ocorre ama-se o outro do passado. Com o do presente cria-se conflito, saudosismo e falas repetidas como: "mas você era assim..."
Era!!
Saber a preferência do outro é cativante, é demonstração de afeto e interesse. Não há quem não goste de contar ou ouvir, no início de uma relação amorosa, essas pequenezas tão importantes. E por que não acompanhar a mudança de gosto, de som, de interesse de quem se ama?
Nada mais frustrante do que ouvir seu parceiro contar que o tempero preferido é poejo. "mas não era coentro?"
Era!!!
Quer amar de verdade e sempre? Refaça perguntas do início do relacionamento. Comece com as mais simples. Se há mudança de gosto por tempero, haverá, certamente, mudanças internas sobre medos, afetos, ideologia, prazeres, sonhos, objetivos.
Saiba cada vez mais de seu amor. Quanto mais se conhece, mais se ama; quanto mais se ama, mais se conhece. E o melhor amor do mundo é o amor do presente.