quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ela veio? Ela está aqui?

Sim, minhas gentes, essas foram perguntas que Caetano Veloso (o meu eterno ídolo) fez à minha Marina depois que trocaram um abraço e ela disse: “Sou Marina, filha de Rosana que participava do blog”. E ele: “Da Rosana Tibúrcio? Ela veio? Ela está aqui?”
Mas vou começar do começo...rs

Até que finalmente chegou o dia 16 de maio, dia tão esperado pra que um de meus poucos grandes sonhos se realizasse.
Confesso que fiquei ansiosa o dia inteirinho. Sai com meu irmão mais velho, cunhada e filha pra almoçar, mas não conseguia me distrair muito bem. Ligava pra meu irmão mais novo pra dizer que eu já estava na Capital e também falar um pouco de Caetano, e nada do telefone da casa dele atender. Eu necessitava dizer do show, do blog, do Caê... já que, de certa forma, esse meu outro irmão acompanhava o Obra em Progresso. Ele seria, portanto, a pessoa ideal pra uma troca de ideias; mesmo não sendo fã de Caê, como eu.
Mas sobrou tudo pra minha Marininha que ficou do meu lado o tempo todo tadinha. Ela sofreu com minhas falas intermináveis: “ai, nem acredito que vai ser hoje”; “será se terei a oportunidade de entrar no camarim?”; “como ele irá me tratar?”; “pelo amor de Deus, Marina, se entrarmos no camarim e eu abraçar Caetano, quero uma foto desse abraço, fique esperta” “quero muito me encontrar com Labi também, pois com ela certamente vejo Caetano, além deu conhecer uma das pessoas mais inteligentes do blog” “será se ele lembrará que eu participava do blog?” Minha fala tava sacal reconheço e confesso, mas inevitável também.
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Por volta de oito horas saímos de casa e chegamos ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães bem cedo.
As meninas (leia-se Lena e Marina) inventaram de comprar pipoca. Maldita pipoca!!! Aquilo não acabava mais, eu queria entrar e procurar Labi, Vellame e Maria Helena. Tentei guardar na minha memória os rostos do casal Vellame que conheci por fotos. Da Labi não sabia o rosto. Mesmo assim, fui à caça dos três. Seria quase uma emoção parecida com a dos meninos no Rio: amigos do blog se encontrando. Digo “quase” porque éramos poucos por lá, pelo menos os que eu saiba ser possível conhecer.
Marina saiu à procura de Labi e chegou a perguntar pra algumas pessoas se era a minha querida amiga... e eu, tentava achar em meio a tantos rostos os do casal. Nada!!!! Não nos encontramos.
Depois de algum tempo desisti e decidi: chega de busca, vou aproveitar o show e ponto.

E aproveitei, foi lindo, inexplicável. Quando de algumas canções eu tinha vontade de voltar a fita, ou o DVD, melhor dizer, mas não... não havia DVD pra voltar. Caetano estava ali, na minha frente, eu tinha que guardar tudo na memória das minhas maiores emoções (que brega... mas foi assim mesmo que fiz... pois me recordo de várias coisinhas e sensações; de forma muito nítida).
Tentei tirar algumas fotos do show, mas minha máquina num é aqueeeeeela coisa. Ficou tudo muito borradinho, mas tudo beeemmm. Tentei algumas do telão como esta aqui... rs

No que Caetano começou a “A voz do morto” e, abrindo os braços, cantou num quase apelo "E viva o Paulinho da Viola", sei não, pensei que ia surtar de tanta felicidade. E quando ele cantou "Objeto não identificado" e “Água”? E "trem das cores" que Laurinha ama? Inenarrável: o show, minha felicidade, ver meu ídolo no palco, os pulinhos que ele dá e eu adoUUro, TUDO!!
No decorrer do show ele dedicou o espetáculo aos blogueiros e, aquela noite em especial, à Labi Barrô. (esta foto tirei na hora em que ele dizia isso). Foi lindo, gritamos muito nessa hora: Marina e eu.

Na volta pro bis, ele cantou três músicas, sendo que a última delas foi Força estranha (numa das vezes ele não cantou o "no ar" incluído pelo “Rei” na canção; nas outras vezes cantou e numa delas inda disse: "e viva Roberto Carlos"). No finalzinho da canção ele pediu ao público que cantasse junto e foi andando ao nosso encontro, assim... sem parar e não viu o final do palco. Quando percebemos, ele estava no chão. Nó!!!

A princípio achei que havia algo ali embaixo para aparar a queda; que fosse uma produção para aquele show. Mas não, era tombo de verdade. E era alto o lugar, não sei como ele não se machucou. (tentei fotografá-lo levantando, mas só consegui essas mãos aí como se pudessem impedir o tombo ou que ele se machucasse).

Caê se levantou, jogou beijos pra plateia e pediu pra que continuássemos a canção. Veio andando até a escada, tocando as mãos de quem estava ali mais perto. Eu consegui tocá-lo nesta hora, vi que sorria... mas foi preocupante.
Uma mulher muito elegante veio até nós e nos disse de um jeito que não permitia objeção: “Eu estava de frente pra ele, e vi gente, Caetano deu três passos no ar, ele andou no ar, ele não é desse mundo, é coisa de Deus, porque ele levitou”. Ela dizia isso, repetidas vezes, e olhávamos espantados pra ela, meio querendo acreditar, meio sem motivos para. E aiii de quem duvidasse... Só que agora, vendo os inúmeros vídeos que circulam na net sei que não foi bem assim; mas foi interessante ouvir aquela mulher contar o que ela “viu”.


Marininha e eu chegamos perto da escada que dava pro palco onde havia umas pessoinhas. Lá encontrei um rapaz que nos disse ter participado do Obra em Progresso e que, inclusive, lembrava de mim por lá. Mas eu, surdinha que só, não ouvi direito o nome que ele me falou e fiquei sem graça de perguntar pela décima quinta vez... e então, ainda não sei como ele se chama rs. Sei que foi muito gentil e solicitava, ao rapaz que organizava as visitas a Caetano, nossa entrada no camarim. “Afinal, ele nos dedicou o show” dizia o moço.
O organizador perguntou quantas pessoas do blog havia ali e confirmamos: o moço, um amigo dele, Marininha e eu (Lena preferiu ficar nos esperando).

A autorização pra subirmos as tais escadas bem que demorou, mas assim que a porta do camarim abriu fomos os primeiros a entrar.
Minha filha ficou frente ao Caetano, sorriu e ele sorriu também; puxou o braço dela e trocaram um abraço mais lindo do mundo. Terminado o abraço a grandona disse pra ele (tá... eu já disse as frases lá no início, mas adoro repetir): “Sou Marina, filha de Rosana que participava do blog”; e ele: “Da Rosana Tibúrcio? Ela veio? Ela está aqui?”. Eu não acreditava no que ouvia, mas eu juro, não foi uma abstração de minha parte. Como assim, ele lembrar meu nome? E eu, de frente pra ele, apontei pra mim mesma (dãnnn, coisa mais rEdícula) e disse: “sou eu, eu sou a Rosana Tibúrcio” e literalmente cai nos braços do homem. Mas que abraço caloroso, né possível, como pode?
E ele disse do tombo: “que tombo mais ridículo, levei um susto danado”. E eu: “não foi ridículo, fala assim não” (nem sabia mesmo o que dizer).
Mais lindinho ainda foi ouvir ele me dizer: “trocávamos tantas ideias no blog sem nos conhecer e agora você aqui, que prazer, que coisa boa”... E eu lá, bocão aberto sem saber onde colocar meus cinquenta dedos das dez mãos.

Ele perguntou de Labi. Eu contei que procuramos por ela e o quanto, mas que não a encontramos... ele pareceu meio frustrado. Pode ser impressão minha, sei lá.
Depois pedi pra tirar umas fotos com ele, já que a lindona da minha filha esqueceu de tirar a minha tão solicitada foto do meu abraço.
Não satisfeita com as fotos eu perguntei: “posso te dar um beijo?” (calma moçada, sou mulher pudica). Ele disse que sim e dei um beijão no rosto dele dizendo: “Deus te abençoe” no que ele me deu abração e respondeu com voz mais linda desse mundo de meu Deus: “amém”. Num foi um amém qualquer, foi um amém sorridente-caloroso-gentil-feliz. Caetano é extremamente caloroso. Um absurdo!!!

Se pudesse eu ficava naquele camarim o resto da noite, mas precisava ser sensata e, assim, tentei ser rápida porque lá tava muito quente e eu preocupada com o tombo dele, cansaço, essas coisas...

Tiramos mais umas fotos dele conversando com todos; com o colega do blog e dele com outra moça, cuja máquina havia estragado naquela hora (tadinha, coisa mais fatal).

Foi tudo muito surreal. A cada tempo que paro pra lembrar eu me recordo de um sinal, um gesto, um sorriso e de como meu coração tava acelerado.
Apesar de não ter encontrado Labi amei essa noite. Demasiadamente.

Jamais esquecerei. Sem mais palavras.

Adendo: queria muito ter postado tudo isso logo no dia seguinte ao show Zii e Zie, mas micro dos outros é ruim pra gente, mesmo sendo o novinho da filha grande e, ao chegar em casa, gripei feio... Gripada eu não presto!!!
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11 comentários:

Jéssica Amorim disse...

Ai Rosaninha, sabe que de ler eu me arrepiei toda? Sério! Dá pra sentir tua alegria, tua emoção. Oh coisa mais boa no mundo. É uma felicidade que o coração parece que vai saltar né?
A gente vai fotografando na cabeça cada momentinho pra lembrar depois com sorrisão.
Eu ja disse que você merece, ja disse tudo mas não canso.
Quando for ai em julho, me conta tudinovo?

LauraReis. disse...

delícia!

umdiasereieumesma disse...

Sonho enfim realizado. Bom demais. Será que a tal Labi não existe mesmo???

Rosana Tibúrcio disse...

Jéss, podexá que enceno tudim procê em julho, pois nunca vou esquecer aquilo tudo...rs

Laurinha, pena cê num tá lá, sabia? Ouvir trem das cores, água, cê ia amar.

Heloisa, eu creio na existência de Labi e que é gente muito do bem. Aconteceu algum imprevisto, por certo.

Moça do Fio disse...

Ai, ai...

Muito feliz por você!!! ;-)) Sabe que música dele eu tenho ouvido direto há mais de uma semana? "Panis et circenses".

Você merece todo o carinho dele.

Beijo.

Nina disse...

Nossa, depois do show, eu posso dizer com todas as letras: Sou fã do Caê.

Foi lindo, né mãe?

.. Precisamos encontrar ele de novo, prometo que tiro a foto do abraço. Lá a emoção estava muito grande .. nem me dei conta.

amei tudo

Flávia Jorge disse...

"eu vou fazer um ie ie ie romântico..." ai!

Nossa vida viu! Você comprovou que não tem problema de coração né!
Que delícia de palavras, deu pra visualizar tua alegria e que bom que compartilha isso com a gente, que ainda não viu esse menino Caê de perto.
Fiquei aqui imaginando ele cantando o Tres das Cores, com essa cara de paz... ai ai...
Vc merece essa felicidade toda, e são esses momentos que ajudam a vida a ter sentido, não é?!
Bjao procê, querida Rosana!

Vero J. disse...

Rosaninha!,

Adore tuas palavrinhas!...estou muito emocionada...quando o coraçao fala mais alto é assim...ternura pura!...
Guarda o abraço, o "amén" e o beijo dele no teu coraçao!...que isso sim é "uma alegría pra sempre"!...e nao pode se perder...jamais!...
Bravo!..parabéns!...demais!
Beijao!
Vero.

Rosana Tibúrcio disse...

Veraaaa, foi ótimo mesmo. Tomara um dia você poder ver a Marisa Monte também.

Marininhaaa, é nóis na foto!!


Flavíssimaaaaaaa, foi lindo ele cantando Objeto não identificado.

Vero, você é quase uma brasileira já... adouuuuro!!!

Rafa disse...

Meu Deus!

Se eu ouvisse o Caê cantando 'Objeto não identificado', eu surtava!!!

Rafa disse...

Adorei saber das notícias, mainha!
Eu queria ter ido também...
humpf

Mas já foi bom saber que a sra foi e receber as mensagens me contextualizando!

PS. Vamos juntos no show da Marisa: a sra, Vero e eu! rs