domingo, 24 de janeiro de 2010

Cada saudade a seu jeito

Em se tratando de saudade nada de anormal acontece comigo, eu sei.
Penso que é assim pra toda gente: de repente, do nada, ouço uma canção e volto no tempo como se uma determinada pessoa estivesse ouvindo a música comigo ou mais, como se uma situação se repetisse, exatamente, como foi no passado. Nessas horas eu sempre paro pra ouvir a canção e sentir a saudade.
O mesmo ocorre em relação a um cheiro; um cheiro que não precisa ser, exatamente, de um perfume ou sabonete; pode ser de uma comida, de um lírio. É o cheiro do lírio me remete a uma saudade boa. Talvez a das melhores que sinto.
Agora, sentir saudades porque "o tempo" me faz lembrar determinada coisa ou alguém é muito estranho. Quando isso acontece, e vem meio assim, do nada, eu paro e fico tentando ouvir ou sentir uma presença; presença boa. E sinto.
Hoje foi desse jeito e, essa saudade especial foi sim, de alguém que fez parte da minha vida amorosa-sexual-romântica. É danado de bom. Quase tanto quanto a saudade que vem do cheiro do lírio.
Aliás, é igual, contar procês, pois tanto a saudade que vem do lírio quanto a de hoje, que veio do tempo, era do mesmo senhor que tem, há muiiiiitos anos, pedação do meu coração e do meu amor.
E de minhas saudades, claro...
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2 comentários:

Jéssica Amorim disse...

Ai que coisa mais boooa. Sentir essa saudade doce, perfumada assim é bom demais né?

Rafael Freitas disse...

Uau! Saudade feito poesia.

Mas conta direito essa história do cheiro do lírio.

Eu ando com saudade de bisnaguinha com requeijão, abacaxi com nutella e cheiro de creme Nívea. =]