sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Então...

A pititinha em 2 dez. 2012 - rumo à Uberlândia
Minha pititinha, não tão pitinha mais, já não mora mais comigo. Formada em Publicidade e Propaganda, trabalhando numa agência daqui de Patos, Laurinha recebeu uma proposta de trabalho numa agência muito bem conceituada de Uberlândia. O processo proposta/análise/currículo/entrevista/acordo/demissão foi bastante rápido. E em menos de um mês Laurinha foi, em 2 de dezembro, pra longe de mim. Não tão longe, eu sei, mas longe...

Tenho tentado me adaptar à ausência dela. Pensei que fosse mais difícil, mas não tem sido. Mais difícil em se tratando de uma possível "dor" no dia todo. Não, isso não tem ocorrido. Tenho até conseguido trabalhar, tocar meu dia.

Mas... por outro lado, pensei ser menos intenso quando "batesse a saudade", mas não... tem sido bem mais intenso. Quase uma dor física. À tardinha quando seria aquela hora dela chegar é quando mais sofro. E é quando mais quero ficar sozinha. Meio que: se não tenho ela aqui, não quero mais ninguém. Eu preciso desse tempo sozinha ou não tão sozinha: minha saudade e eu.

Tenho sentido falta dos sms que trocávamos ao longo do dia, dos e-mails... algo que até podemos fazer agora; em escala menor, mas podemos. Até fazemos, mas não são como os de antes. Antes iniciávamos um assunto para ser completado quando ela chegasse. Agora...

Assim como ocorreu quando minha grandona foi para Brasília eu não tenho vontade de ir lá ver onde ela está morando. Demorei mais de ano para ver Marina no local onde ela estava. Preferia ir ao quarto dela aqui em casa...

Com Laurinha tem sido mais intenso isso. Talvez pelo fato de Marina ter sido sempre mais independente, ter viajado mais sem mim... Mas não, não pretendo demorar mais de ano para vê-la em Uberlândia, mas ir ao quarto dela é um exercício. Duro, quase tanto como quando se inicia exercícios em uma academia. Dói muito!!!

Quando Laurinha morava aqui, passávamos dias sem abrir a janela do quarto de Marina. Depois que Laurinha foi o meu ritual, toda manhã, é abrir as janelas todas, inclusive a do quarto da grandona; é deixar a casa mais clara, como se as duas estivessem aqui comigo. E... estranho... tenho ido mais no quarto de Marina do que no de Laurinha, como se eu dissesse para minha saudade: ó... daqui um tempo vai ser como você sente agora ao entrar no quarto da grandona. Tudo vai se ajeitar.

E à noite, quando fecho as janelas é complicado. Tem sido.

Ainda não sei o que vou fazer da minha vida (e não... não quero sugestões de ninguém, quando quiser eu peço e sei pra quem pedir): se fico aqui, se vou para Uberlândia. Para Brasília só irei se eu passar num concurso muito bom (é... voltei aos concursos, quem sabe??). A vontade maior é ficar aqui na minha Cidade. Que aqui fosse sempre o lugar onde elas pudessem voltar, reencontrar as referências de uma vida: a casa, os quartos, as camas, o ar, a harmonia, a cumplicidade, a partilha, a amizade, o amor maior, a mãe. Essa é a minha maior vontade. É o que mais quero da vida. É o que peço a Deus.

Só que... pelo que tem ocorrido na minha vida mais recente em que nada do que muito quero representa a realidade, tento me preparar... Tento me imaginar pronta para viver futuramente de um jeito que não representa minha vontade maior.

Na verdade, já que não tenho mais minha pititinha também comigo queria mesmo era reencontrar as rédeas de minha vida. Já seria de bom tamanho e, muito provavelmente, sentiria saudade, agora das duas, de forma mais genuína: só saudade, sem nenhum outro adendo mais infeliz.

10 comentários:

Jess disse...

Tão lindo e suave, mesmo com a pontinha dolorida da saudade imensa.
Emocionei, mas também ri com: "(e não... não quero sugestões de ninguém, quando quiser eu peço e sei pra quem pedir)"

Você é tão incrível. Admiro demais.

Taffarel Brant disse...

Eu acho que o coração de mãe vem de fábrica só com a opção de crescer e englobar cada vez mais amor. Não sabe exatamente como arcar com os vãos que podem aparecer lá dentro e, talvez por isso, seus corações fiquem um tanto infelizes quando passam por situações assim.

De qualquer maneira, tenha certeza que a Laurinha tem outra família completa por aqui: com direito a dois pais, irmãos e irmãs e, lá dentro do peito, uma mãe que é sempre presente.

Rosana Tibúrcio disse...

Olha que dois lindos. Me emocionei tanto com o que escreveram.
Taffa descreve o que a mãe dele sente. Ele entende a mãe dele. Que lindo.
Ainda bem que você não está longe da sua, viu Jéss??

O que me acalenta é saber dessa família que ela tem nas Berlândias. Amo os dois pais dela. Meus lindos Taffa e Limão.

Rosana Tibúrcio disse...

E Jéss... coloquei aqui já o "e não, não quero sugestões...) porque sei que se não colocasse elas começariam.

Se é que não começarão!!
Vamos aguardar... hehehe

Helô disse...

Nossa... chorei aqui ao ler (principalmente a parte dos quartos), por saber completamente o que você tá sentindo.

Tem dias que dói menos, mas desculpe minha querida amiga, nunca deixa de doer.
Jéss foi linda, como sempre, e as palavras do Taffa me emocionaram muito porque ele sabe o que uma mãe sente. Danado esse menino.

Sei que todas as pessoas queridas têm mais é que fazer o que eles fizeram: te colocar pra cima.

Tô aqui pr'aquelas horas em que nada nos deixa subir. Dá um grito e eu tento te consolar como tantas vezes você já fez comigo.

Mulher maravilhosa...todas as bênçãos e muita paz pra você.

Rosana Tibúrcio disse...

Obrigadaaaaaa Helô, que sabe sobre isso, né? Então... rs

Vanderley José Pereira disse...

olha to longe, mas veja bem: laurinha foi para longe e eu fui mais perto, cada dia mais perto do seu coraçao, ja me considero, alem de pai da laurinha (e vou tentar horar esse titulo), seu filhote, nao querendo fazer concorrência com o raffa... Te amo de paixão.....

eu estou pro que der e vier, sempre, me ache no face ou cel, basta chamar o super limão estará ali, pronto.

Rosana Tibúrcio disse...

Esse Limão é minha mais nova paixão. Trenzimmmmmmmm!!

deusadovinho23 disse...

Sei o que é saudade de filhos e para ficar mais perto da saudade fiz o quarto deles o meu atelier de onde passo a maior parte do tempo. Não digo que o tempo faz a saudade diminuir,isto não acontece de maneira alguma.
Filhos sempre são tesouros.
Feliz das minhas sobrinhas lançar vôo, amo todas elas.

(e não... não quero sugestões de ninguém, quando quiser eu peço e sei pra quem pedir): hahahaha, adoro sua forma de ser. Ando aprendendo.

Divagações, pão e circo disse...

Cheio de sentimento...