terça-feira, 8 de setembro de 2009

É preciso ser homem pra dar a luz

É, definitivamente eu não sou uma mulher corajosa, nem heroína, nem nada dessas mulheres que atraem as pessoas por sua grandeza e ousadia.
Contar procês.
Domingo passado, assim do nada, a Laurinha foi acender a luz daqui da sala do computador. Eis que saíram 355 faíscas com a mesma quantidade de barulhos. Era tipo: raio, trovão, algo bem coordenado.
Corajosa (pelo menos nessa hora eu fui) desliguei a tomada e, de forma bem autoritária, determinei que ninguém tocasse naquele objeto até segunda ordem. Como se não bastasse, e o que é muito comum aos ditadores, eu preguei a norma ao lado da tomada, em letras maiúsculas e feias (e daí?) que é pra passar mesmo uma autoridade sem possibilidade alguma de questionamentos.
E assim, Marininha, Laurinha e eu passamos duas noites sem luz aqui na sala.
Odeio! Eu não tenho lugar no escuro (até tenho, dependendo do lugar e da companhia, mas isso é papo pra outro post...).
Hoje, logo cedo pensei: "é, chamar um eletricista e pronto, não tenho saída, deve me cobrar o olho da cara; provavelmente terá que trocar a tomada, a lâmpada deve ter queimado, mais o trabalho dele... tudo bem... é o preço que pago por não ter homem em casa
(os casamentos deveriam ser eternos sim, por que não?)
Liguei pro eletricista, um sujeito bacana que já havia feito um excelente serviço aqui em casa e ele – percebendo minha real necessidade, já que a voz soou dramática ao telefone – disse que passaria por aqui na hora do almoço. E passou.
Mostrei para ele a tomada, não sem antes me afastar uns trezentos metros, e Natal (nome dele. Aliás um nome interessante ao que veio me salvar das trevas...) clicou na danada e a luz acendeu. Hããããããnnnn???????
Ele disse: “tem nada nela não, Rosana”. E eu: “cê tem certeza?”
Claro que assim que a pergunta foi feita eu tive vontade de me ligar num fio desencapado e tomar uns cinco bons e fortes choques pra ver se a cabeça ficava no lugar devido. Afinal, o cara é eletricista e eu odeio perguntas imbecis. Mas eu sou imbecil quando com medo, é fato...
Ele olhou pra mim, eu olhei pra ele. Ri amarelo de cá e juro, vi que ele tava bem a fim de soltar uma boa gargalhada, não fez isso por respeito à minha autoridade. Ele percebeu que sou uma ditadora.
Genteeeee, eu queria morrer de vergonha, juro.
Aí eu disse, toda sem graça: “nem vou perguntar quanto tenho que te pagar, né?” Ele: “fica tranquila, vai acontecer nada e não tem que pagar nada. Precisando é só ligar...”
Cho-quei!! Tô vermelha de vergonha até agora.
Essas coisas não deviam acontecer com gente do bem, mulher bacana, boa mãe, gente boUUa (e humilde) que é só tiquim, só tiquim medrosa uai...

7 comentários:

Clara Moriá disse...

"Claro que assim que a pergunta foi feita eu tive vontade de me ligar num fio desencapado e tomar uns cinco bons e fortes choques pra ver se a cabeça ficava no lugar devido."

AHSIHAOISHOAISHOAIHSIOAHSOIHAOSIHAOISHOAIHSOIAHSOIHASOIHAOISHIOAHSOIAHSOIAHSIOHAOISHAOIHSIOAHSOAIH.

Tô rindo até agora, Rosaninha.
No mais, essas coisas acontecem, principalmente comigo.
Beijos. :*

Thiago Amâncio disse...

uhahuahuahuahuauhahuauhahua

o bom é que pelo título eu imaginei mil coisas, menos isso!

deusadovinho23 disse...

O Natal já esta acostumado com a familia.rsrsr

Priscila disse...

Olá Rosana! Adorei a foto (adoro bilhetinhos com ordens, acho que também sou ditadora, rs). Agora como é que a tomada não tinha nada??? E as 355 faíscas??? Mto estranho...
bjo!

Rafael Freitas disse...

Tô com o Thiago no comentário sobre o título e com a Priscila na dúvida das faíscas.

E tô com uma saudade de doer...

Rosana Tibúrcio disse...

Cês riem, né?
Como assim, Priscila e Rafa? Eu contei todas as faícas, juro!!

umdiasereieumesma disse...

Ah, Rosanita! Os casamentos não precisam ser eternos. Basta que as mulheres absorvam dos homens tudo o que poderá ser útil no futuro(quando estiverem sem eles). Saudades.