sábado, 7 de fevereiro de 2009

E de elegância

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Admiro gente elegante. Tá, todo mundo que é normal admira hãnnn!!!
Porém, eu não digo aqui de gente elegante no vestir. Não, não é isso. Até pode ser, inclusive.
Eu me refiro à elegância no comportamento, à discrição, à fala baixa de quem quer e consegue ser ouvido.
Eu me recordo muito bem de uma professora que eu tive - há uns bem 325 anos - no ginásio, mais precisamente na 5ª série.
(Sim, sou do tempo do ginásio).
Mas então... ela se chama Maria Laura. E muito por ela é que escolhi o nome da minha pititinha.
Essa minha professora - acho que de Educação Moral e Cívica (oww materinha que faz falta num currículo escolar) - orientava a todos nós alunos, sem distinção de sexo, sobre como se comportar bem.
Ela reforçava a necessidade da mulher ser o mais discreta possível: no jeito de parar em pé (nunca com as pernas abertas ou flexionadas, seja com que roupa for); nos modos de gesticular (isso eu nunca consegui aprender, pois converso com os 50 dedos e os 30 braços que tenho... rs); em nunca usar palito de dente, nem no escuro (e nesse tempo Danusa Leão não tinha ainda lançado aquele livro dela); em não espirrar nem rir alto (isso eu não ouvi... rs) em não se coçar em público, que seja na cabeça (oww trem difícil); em bater na porta antes de entrar num quarto de outra pessoa, inclusive e, principalmente, dos da própria casa; em jamais gritar... e por aí.
Ela reforçava que de nada adiantava a mesa com mil talheres bonitos e finos se os anfritiões não soubessem respeitar as visitas e vice-versa.
Eu sempre me recordo dela e quando a vejo na rua (faz vários meses que isso não acontece) eu fico olhando pra ela e percebo nitidamente o quanto ela é elegante e o quanto fui feliz em usar parte do nome dela na minha Laurinha.
Porque a Laurinha é sim, muito elegante, um doce de pessoa, que sabe expor suas ideias de uma forma firme, sem ser rude; franca sem precisar gritar.
A minha grandona é elegante na discrição. Admiro isso na Marina. Ela pouco conta das pessoas, não fica “passando histórias” pra frente.
Em relação a mim penso ser elegante no receber em casa. As pessoas gostam de vir aqui, sinto isso, querem sempre voltar.
Tá certo que – mas isso muito raramente – eu recebo aqui umas coisas que mais parecem elefantes de tão “graciosas” e aí, tem-jeito-não: a minha elegância vai pro brejo, rodo a baiana e quase surro esses “trem” (mas isso é papo pra outra letra do alfabeto).
O que vale é que essas lições de elegância e correção me foram passadas de uma forma bem bonita e aprendi várias delas, umas não uso muito porque minhas características são mais fortes que o aprendizado (como assim, eu conversar sem gesticular muito os meus 300 braços; espirrar e rir baixo? num rola...rs), mas outras eu apreendi e repasso com fidelidade às minhas filhas: discrição, gentileza ao receber as visitas em nossa casa, respeito aos mais velhos e o uso das tais palavrinhas mágicas como faz favor, dá licença, desculpe-me, bom-dia, fique com Deus e...
Obrigada!!

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4 comentários:

Réa Silvia disse...

Roasaninha
Fiquei com uma vontade danada de tomar seu cafézinho mineirinho.
Muito elegante sua letra "e".
Bjs

UM DIA SEREI EU MESMA disse...

Saudades do tempo em que alguns professores se preocupavam em passar adiante ensinamentos elementares como esses que vc citou. E depois de ler fiquei muito feliz ao lembrar que minha filha Mirella é professora, e se preocupa em estimular esse comportamento em seus alunos.

UM DIA SEREI EU MESMA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rafa disse...

Eu chego lá!

(Alguma coisa contra meu tênis verde e amarelo?)